segunda-feira, 30 de junho de 2008

Das músicas que parecem que foram feitas pra ele:

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O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu...
E que me deixa louca,Quando me beija a boca...
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo,
Até minh'alma se sentir beijada...
O meu amor,Tem um jeito manso que é só seu...
Que rouba os meus sentidos,
Viola os meus ouvidos Com tantos segredos lindos e indecentes.
Depois brinca comigo,Ri do meu umbigo E me crava os dentes...
O meu amor,Tem um jeito manso que é só seu...
De me deixar maluca Quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba malfeita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas Quando ele se deita.
O meu amor,Tem um jeito manso que é só seu...
De me fazer rodeios
De me beijar os seios,Me beijar o ventre
E me deixar em brasa...
Desfruta do meu corpo como se o meu corpo fosse a sua casa.
Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz...
Meu corpo é testemunha Do bem que ele me faz...
-CHICO BUARQUE DE HOLANDA-






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Você,um ser, de verbo, sem medida...
Me faz ser inteira, me jogando entre todos os vãos, preenchendo aqueles vazios que outrora existia.
Eu páro e olho.
Pergunto.
Aceito a resposta.(sempre tão clara).
E ficam os meus pés batendo no chão e as asas tocando as nuvens.
E teus olhos sempre fazem escrita e fazendo as palavra parecerem estúpidas.
Olhos nunca souberam mentir, muito menos os seus, que de tão lindos acabaram por fazer fechar os meus...
Então fechei-os num pensamento longo, pesei todos os suspiros, o gosto doce de todos os instantes vividos.
Me ofereço mais uma vez, nada de metade. Inteira.
Tua.
Sempre.



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[Se as semelhanças aproximam pessoas...ter você me faz ter muito orgulho de ser quem eu sou.]





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.Receita MÉdiCA.

[ou : a Incrível arte de ignorar a pobreza de espíritos alheios.]



Livrai-me dos olhares que me ferem sem palavras...
Livrai-me das palavras vãs que me ferem sem olhar.

(Repetir todas as noites 3 vezes antes de dormir.)





[A receita Médica foi tão eficiente que ao passar na praça resolveu dar a si mesma um vaso de flores coloridas de presente.E no cartão de dedicatória escreveu 26 vezes :
eu me amo...eu me amo...eu me amo...]




Não entro nesse jogo.
Pode dar as cartas que eu dou minha cara à tapa.





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sexta-feira, 27 de junho de 2008

~~~~~ઇઉ


"Já se foi a lua cheia...já e meia noite e meia...até logo, até mais ver...
Se eu morasse aqui pertinho, nega...todo dia eu ia te ver..."
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quinta-feira, 26 de junho de 2008

.Assim seja.



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Eu andarei vestida e armada, com as armas de São Jorge.

Para que meus inimigos tendo pés não me alcancem,

tendo mãos não me peguem,

tendo olhos não me exerguem e nem pensamentos eles possam ter para me fazerem mal.


Armas de fogo o meu corpo não o alcançarão, facas e lanças se quebrarão sem ao meu corpo chegar, cordas e correntes se arrebentarão sem o meu corpo amarrarem.


Proteja-me e defenda-me com o poder de sua Santa e Divina Graça, me cubra com o seu Sagrado e divino manto, me protegendo em todas minhas dores e aflições.

Sejas meu defensor, contra as maldades de perseguições dos meus inimigos.


Defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, do poder dos meus inimigos carnais e espirituais e de todas sua más influências.

E que meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós, sem se atreverem a ter um olhar sequer que me possa prejudicar.


Amém


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quinta-feira, 19 de junho de 2008

.Como se fosse a primeira vez...



Sempre assim quando os ponteiros estão indicando que falta pouco pra te encontrar.
Ah...esse imenso e desmedido amor...!
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.Infantilidades pueris.

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Eu queria que você fosse 100% verdade.
Que vc fosse tudo isso q eu acho q vc é, e q vc parece ser.
Tenho medo de máscaras, nunca gostei...
Tenho uma foto quando pequena chorando de pavor de um Papai Noel mascarado.
Quando adolescente, ia quebrar a macaca Conga quando saiu da jaula, se ela por acaso viesse me tocar só por ser um ser humano mascarado.
Se vc não for tudo isso, por favor, diga logo...
Ta...tudo bem..Não vou lhe quebrar...sabes bem que não sou violenta,
mas posso vir a chorar de pavor...

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quarta-feira, 18 de junho de 2008

Por gentileza...

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"Silêncio por favor...
Enquanto esqueço um pouco a dor no peito...
Não diga nada sobre meus defeitos.
Que não quero lembrar mais, o que me deixou assim ..."




E qndo eu fecho os olhos,ainda agradeço por ter te reencontrado nessa vida...
[Preciso pôr meus olhos em ti...e fazer do teu sorriso o meu abrigo...]

Amo.Imensurávelmente.
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segunda-feira, 16 de junho de 2008

.Porque Ele sabe bem o que faz...

(...ou o que desfaz.)





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Todo texto. Um parto. As idéias soltas na cabeça e a cabeça perdida nas idéias.
O tempo que congela e os barulhos que não dizem nada.
A necessidade. Uma vontade minha, mas não interna.
(Será mesmo que não? )
Não!Agora não!
Uma voz que manda, mas não cobra.
Uma vontade que quer,mas não pode.
Uma (sem) culpa desculpada com remorsos.

E a respiração se perde no ritmo da ignorância de dizer.
E na necessidade de calar.
(Quem entenderia?)
E de repente um time de palavras que insistem em me ocorrer.

As mesmas ordenações de letras e suas variações que se acham indispensáveis dos pensamentos da cabeça.
O tempo passa, mas eles persistem.
Se a vida pára, eles esperam na fila. Não desistem. Tampouco a inversão de idéias já ditas ou os antônimos dos pensamentos cunhados de quem só quer esquecer...


E o “jogo do contente”?
É estilo ou uma opção de quem não tem nada a dizer,por não saber ou não querer?
Do pontapé inicial soltam-se umas linhas a mais, mas o rodapé teima em não dar pé.
Quando penso em dar no pé...vem o pensar, mas os olhos ardem e as contrações aumentam, os contra-sensos, as controvérsias...
E a dilatação em mim, como está?
Um fórceps,por favor... porque parece que aqui em mim tá tudo de cabeça pra baixo...
Não dá pra voltar tudo e fingir que nada aconteceu?

Todo o texto. Um parto. Um plágio, um pare!








[Existem vários jeitos de entender o mundo. Ele tentou explicá-la de um jeito que ele ficasse mais bonito...]


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[+ saudade]


Éramos eu, música, cama e saudade de você.

Vontade de construir uma ponte, mas curta e estreita, pra eu poder chegar aí junto com a luz. Vontade dos cafés no fim da tarde, do riso frouxo e alto, do nosso riso.

Vontade da sua voz, voz de madrugada, voz de “quero você aqui”.

Vontade de virar pena, pra chegar até você leve, te dar paz.

Vontade de mãos nas costas, firmes.

Vontade de queixo no ombro.

Vontade de ter jeito pra isso.

Passam esses dias de vontades, passo eu aqui, metade até você voltar.

Somos eu, letras e saudade de você.




[Vontade de ver TiM Ba 71 no meu celular...]




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[Do silêncio das coisas]



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Não falo mais tudo o que penso.
Calo-me e penso.
Calada.
Alada.
Faladas as palavras se perdem, caladas não servem pra nada.
Prefiro.
Quem dera se Também o amor não servisse pra nada.
No entanto, permanece calado.
Acalenta os corações pelo silêncio que compõe.
Cantado não é amor, mas expressão, dor-de-cotovelo, ou paixão.
Calo-me e preservo não a mim, mas às palavras.
Também uma árvore se cala para preservar seus frutos.
Também os profetas se calam para preservar a fé.
Também um livro se cala para preservar a dor.
O silêncio não fala mais que mil palavras.
O silêncio se cala; para preservar a fala.
E nem todas as palavras se perdem.
Compartilhar é poder calar-se diante do inevitável, do óbvio ou do inesperado, diante do desejado ou do indesejado.
(...)
Fosse eu um pescador, o mar seria meu lar, seu silêncio, minha expressão, e seu barulho seria o meu protesto.
Mas como não sei pescar, meu mar é o mar morto, onde bóiam densos meus leves pensamentos, no silêncio inevitável da natureza incompreendida.



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[E tu és pra mim o meu desejo realizado...aperfeiçoado...]
Isso...eu não calo!
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quinta-feira, 5 de junho de 2008

.Calma aí...



[...que eu explico!]


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Não...ela não ta se tornando tão breguinha assim,não...
Mas é que essa música...puxa vida...puxa vida...!

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"O que é que há...?O que é que está se passando com essa cabeça?
O que é que há...O que é que está me faltando Pra que eu te conheça melhor?
Pra que eu te receba sem choque...
Pra que eu te perceba No toque das mãos em teu coração....
O que é que há, por que é que há tanto tempo não procuro teu ombro...
O sol tá se pondo E a gente não larga Esta angústia do olhar...
Telefona...Não deixa que eu fuja...
Me ocupa os espaços vazios.
Me arranca desta ansiedade...
Me acolhe, me acalma em teus braços macios...
O que é que háO que é que "tá" se passando Com a minha cabeça...?
O que é que há..."





[Força retroativa!Força retroativa...!]
Câmbio...cambio...(onde é que eu desligo????)



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quarta-feira, 4 de junho de 2008

[das músicas que falam pra desfazer o nó na garganta...]




"Preciso não dormir,Até se consumar O tempo da gente...
Preciso conduzir Um tempo de te amar...
Te amando devagar E urgentemente.

Pretendo descobrir No último momento,
Um tempo que refaz o que desfez.
Que recolhe todo o sentimento E bota no corpo uma outra vez.

Prometo te querer Até o amor cair Doente...Doente...

Prefiro então partir A tempo de poder A gente se desvencilhar da gente...
Depois de te perder,Te encontro, com certeza...
Talvez num tempo da delicadeza.
Onde não diremos nada...
Nada aconteceu...
Apenas seguirei, como encantado Ao lado teu..."

(Todo o sentimento) - CHICO BUARQUE DE HOLANDA






*DA SEÇÃO: PAIÊ,ME RESPONDA:

1-o que se passa na cabeça de um ser que joga um ovo num carro alheio?

2-com que frequência é normal ter vontade de jogar tudo pelos ares?

3-pra que diabos eu ainda assisto Lost????

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terça-feira, 3 de junho de 2008

[Des]fRAGMENTOS


(...)
"Que a força do medo que tenho,não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito,não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,Mas a outra metade é silêncio...

(...)
Que quem eu amo seja pra sempre amado,mesmo que distante.



(...)
E que a minha loucura seja perdoada..."




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.: Incapacidade Cognitiva.:




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Como se eu estivesse por fora do movimento da vida.
A vida rolando por aí feito roda-gigante, com todo mundo dentro, e eu aqui parada, pateta, sentada no bar.
Sem fazer nada, como se tivesse desaprendido a linguagem dos outros.
A linguagem que eles usam para se comunicar quando rodam assim e assim por diante nessa roda-gigante.

Você tem um passe para a roda-gigante, uma senha, um código, sei lá.
Você fala qualquer coisa tipo "bá", por exemplo, então o cara deixa você entrar, sentar e rodar junto com os outros.
Mas eu fico sempre do lado de fora.
Aqui parada, sem saber a palavra certa, sem conseguir adivinhar.
Olhando de fora, a cara cheia, louca de vontade de estar lá, rodando junto com eles nessa roda idiota - tá me entendendo?
Nada, você não entende nada.

Dama da noite. Todos me chamam e nem sabem que durmo o dia inteiro.
Não suporto: luz, também nunca tenho nada pra fazer - o quê?
E acontece que eu ainda sou babaca, pateta e ridícula o suficiente para acreditar em verdadeiro amor.
Pára de rir, senão te jogo já este copo na cara.Pago o copo, a bebida. Pago o estrago e até o bar, se ficar a fim de quebrar tudo.
Quanto custa? Me diz que eu pago. Pago bebida, comida, dormida.
Agora não.

A roda?Não sei se é você que escolhe, não.
Olha bem pra mim - tenho cara de quem escolheu alguma coisa na vida?
Quando dei por mim, todo mundo já tinha decorado a tal palavrinha-chave e tava a mil, seu lugarzinho seguro, rodando na roda.
Menos eu, menos eu.

Quem roda na roda fica contente. Quem não roda se fode.
Que nem eu, você acha que eu pareço muito fodida? Um pouco eu sei que sim, mas fala a verdade: muito?
Falso, eu tenho uns amigos, sim. Fodidos que nem eu. Prefiro não andar com eles, me fazem mal. Gente da minha idade, mesmo tipo de... Ia dizer problema, puro hábito: não tem problema. Você sabe, um saco.
Que nem espelho: eu olho pra cara fodida deles e tá lá escrita escarrada a minha própria cara fodida também, igualzinha à cara deles.
Alguns rodam na roda, mas rodam fodidamente.
Não rodam que nem você.
Você é tão inocente.Inocente porque nem sabe que é inocente.
Nem eles, meus amigos fodidos, sabem que não são mais.
Tem umas coisas que a gente vai deixando, vai deixando, vai deixando de ser e nem percebe. Quando viu, babau, já não é mais.

Mocidade é isso aí, sabia?



-(Caio Fernando Abreu in Dama da Noite, fragmentos)-
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segunda-feira, 2 de junho de 2008

[Acalanto]

(ou : voltando pra casa...outra vez.)


E meu coração transborda sentimentos infinitos...inarráveis.
Mas que me impulsionam de ir sempre mais além.
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"Depois de ter você...pra que querer saber que horas são...Se é noite ou faz calor...?"


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[Unhas roídas:uma semana inteira assistindo aula com um professor que parece falar grego...]
[O céu se abrindo: o tempo faz um abraço bom virar saudade...e faz o nosso eterno ser resumido em poucos dias...]
[Pós Domingo: e volto ao começo, com leves acelerações cardíacas, algumas borboletinhas insistentes e medo...(mas só um pouquinho dele).]




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