sábado, 22 de novembro de 2008

[Colorindo]


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E se a água que saísse do chuveiro fosse tratada com um produto químico que reagisse a uma combinação de coisas, como o batimento cardíaco, a temperatura corporal e as ondas cerebrais, de modo que sua pele trocasse de cor dependendo do seu estado de ânimo?

E se você estivesse extremamente empolgado, a pele ficaria verde, se você estivesse brabo a pele ficaria vermelha, obviamente, e se estivesse triste ficaria azul.
Todo mundo saberia como o resto das pessoas está se sentindo e poderíamos ser mais cuidadosos uns com os outros, pois você jamais ia querer dizer a uma pessoa com a pele roxa que você está brabo com ela por ela ter se atrasado, ao mesmo tempo que ia querer dar um tapinha nas costas de uma pessoa rosa e dizer a ela: “Parabéns!”

Outra razão que torna essa invenção boa é que muitas vezes você sabe que está sentindo um monte de alguma coisa, mas não sabe que coisa é essa.
Será que estou frustrado? Será que só estava mesmo aflito?

E essa confusão modifica seu ânimo, ela se torna o seu ânimo, e você vira uma pessoa confusa, cinza. Mas com a água especial você poderia olhar para as suas mãos laranja e pensar:
"Estou feliz! Na verdade eu estava feliz esse tempo todo! Que alívio!"

Por Oskar Schell.

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"Teus sinais me confundem da cabeça aos pés...mesmo assim eu te devoro..."




[E que eu sempre tenha a força de suportar tanta paz...]




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[perdas e ganhos, aquarela, janelas e bolhas imagináveis... ]

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Pensei na vida. Em minha vida.
Nas frestas de luz que entram pela porta cortando o escuro da noite, no som dos despertadores pela manhã, nos quarenta minutos indispostos após o despertar, nos balões de ar que se perdem no céu antes de alcançar a estratosfera, nas bolhas de sabão que estouram no ar antes que se termine de admirá-las, nos gerânios que ainda faltam no meu jardim e que são bonitos para nada, nas amoras, nos amores, nos brinquedos da infância, na infância: saia plissada, bochechas e joelhos sobressalentes.
Hoje tudo se mistura. Naquela época tudo me comovia: a soma dos números da placa de um carro, um pássaro engaiolado, o barulho da moto do entregador de pizza, um quadro torto na parede, uma estrela no céu, as nuvens opacas do final da tarde, uma boneca com a perna quebrada. Tudo. Minha vida é uma colagem.
Pensei nas vitórias. Nas minhas vitórias cotidianas, nas minhas perdas, nas escolhas e no que ficou pra trás. Nostalgia. Possibilidades. -Aonde você vai estar daqui a dez anos? – Por quê? – Porque é exatamente aonde eu gostaria de estar!.
Finais. Telas em branco, cadernos vazios, canetas, pincéis, aquarela e nanquim. Todos os medos. Tudo o que eu poderia ter libertado. Paredes, concreto, bolhas imaginárias de proteção de onde eu podia observar o mundo e permanecer imune a ele. Poderia ter me libertado das minhas próprias paredes há tempos.
Já experimentei de tudo. Ou quase. Dependendo do que “tudo” possa significar. Alegria, raiva,medo. Intensamente feliz, extremamente triste. Mas não o suficiente. Nunca o suficiente. Será que existe alegria suficiente? Será que há um limiar onde a felicidade convence? O fim de qualquer tristeza não justifica a tristeza. Sofrer é sólido. Não se perde no céu, não estoura no ar. Pensar demais é inútil. O mundo fora de nossas cabeças pode ser bem mais divertido.

Que tola eu sou...tão boba e tão frágil, tão forte, tão simples e absoluta. Tenho vários animais de pelúcia, não tenho medo da morte, meus animais de estimação cativam minha estima, ainda tenho medo da vida, do que se vai e do que fica (e do) para sempre.
Que tipo de pessoa eu sou? Não consigo explicar o que sinto nem a mim mesmo e por isso o que sinto é –quase- sempre tão bonito. Ainda não consigo compreender meus finais. Nem os inícios. E essa catraca que é a vida da gente.

Tantas pessoas que entram e tantas pessoas que saem. É preciso manter a porta aberta pra que elas entrem. É preciso manter a porta aberta pra que elas saiam. Minha casa vai ter sete janelas.

Pensei na vida. Em minha vida. E na falta que sinto do que já tenho.

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"Eu já me acostumei a esquecer tudo que vai..."




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terça-feira, 18 de novembro de 2008

.:Lavagem de Alma:.















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Ah...esse olhar verde/cinza que vieste para domar os olhos meus.
Trouxeste a mensagem suave para anunciar-me o próximo instante.
Porque tu me mostra o que é o tempo...o segredo dos espaços,o prazer dos intervalos...
Ah, intervalo quebrado! Quebrados nessa nossa terna hora exata de acontecer.

Chegaste como um anjo...
Despertando os meus instintos.
Viestes para lembra-me que tenho asas.
(eu havia esquecido...!).
Trouxeste de volta o meu encanto pela música...sonetos...palavras...
Lembraste-me que eu canto,que eu danço,que eu sou um leve e insustentável ser.
Trouxeste na bagagem deliciosos sorrisos pueris.

Pegaste-me pela mão,levando-me de volta ao caminho...
Caminho esse que já conheço...só que as vezes eu tropeço...fraquejo...e sento na pedra para chorar...
Recolheste meu corpo ao vento...colocaste-me o teu manto e devolveu-me às mãos de mim mesma.


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[Ah...se todos os meus dias fosse Canoa...]



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terça-feira, 11 de novembro de 2008

.:Do lado de dentro:.

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Ouvi o bater seco da porta ao fechar enquanto dormia.
Ainda havia o teu perfume nos lençóis que envolvia o meu corpo, enquanto procurava o teu ao meu lado.
Sonolenta,abri os olhos procurando por ti e não estavas.
Perguntei por ti e respondeu-me a tua ausência.
E agora,sabia comigo mesma que não seria momentânea, como tantas outras.
Um até breve disfarçado de adeus, como tantos outros.
Aqueles que nunca te diria. Aqueles que nunca esperei que me disseste.

Deixei que o tempo se contasse entre fumaças fugazes e justificações para a tua ausência.
Passos lá fora.
Serão os teus?
Não. Seguramente não seriam os teus. Se o fossem já terias entrado por essa porta. Nunca poderiam ser os teus, porque esses eu conheço de cor...
Mas bastou-me a minha certeza de que por ti,não mais esperarei...Como tantas outras vezes.

Não houve um bilhete de despedida e as chaves deixaste-as propositadamente na fechadura. Pelo lado de fora.
Deixaste-me presa a ti, ao porquê de tudo isto...sem respostas... e à vaga expectativa do teu regresso.
Que egoísta foste!
E saíste deixando a porta bater. E eu ouvi-a bater.
Fez-me escutar o barulho ensurdecedor de uma porta,como de quem não se importa...com tudo o que havia deixado para tras.

Pensei em te dar as chaves,para que pudesse voltar quando quisesse me visistar.
Mas enquanto procurava por ti,achei fotografias que mostravam a fidelidade dos meus olhos quando te viam...
Olhei ao redor...e vi a casa que diariamente regava para que ali sempre fosse teu abrigo,para acalentar-te sonhos.

Desorientada...voltei até a porta.
Silenciosamente pus a chave novamente para o lado de dentro.
Andei suavemente por todos os cômodos da nossa casa.
Visitei sentimentos.Admirei mais uma vez a nossa janela de vistas tão belas.
Recolhi alguns pedaços meus que estavam espalhados nas nossas varandas de luar.
Procurei as flores que te dei...mas já não havia nada lá.

E a ausência que antes me agonizava,de repente era ela ali quem me fazia completar os pulmões.

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"Não havia mais um dia perfeito...não havia mais com que me enganar...
Ventania no nosso deserto particular.
Não havia mais maneira ou jeito de fazer tudo se modificar...o futuro terminou antes de começar..."




[ Ainda bem que o amor é como o Sol...e sabe como renascer...]












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.:Taiba's Dreams:.







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Eu poderia falar da Lua sublime que nos cobria...
Ou quem sabe então descrever os raios de Sol que nos aqueceu.
Contaria sobre as estrelas que nos sorriam e nos contemplavam.
Mas não...a música que você sussurrou ao meu ouvido fazendo-me adormecer em teus braços...foi bem mais além...



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[Alguma coisa se esvai pela fímbria de teus dedos que aos poucos invade minha vida...Alguma coisa de mim, teus olhos denunciam...que me inquieta.
Sabes alguma coisa sobre mim que eu năo sabia...
E quanto mais o toque de tuas mãos me decifra,mais saberás de mim e mais perdida em ti me encontrarei...]

(SEGREDO MEU!)

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domingo, 9 de novembro de 2008


"A minha herança pra você é uma flor
Um sino, uma canção, um sonho...
Nenhuma arma ou uma pedra eu deixarei.
A minha herança pra você, é o amor capaz de fazê-lo tranqüilo, pleno...Reconhecendo no mundo o que há em si"






Eu apenas queria que você soubesse
Que aquela alegria ainda está comigo.
E que a minha ternura não ficou na estrada
Não ficou no tempo presa na poeira...

Eu apenas queria que você soubesse
Que aquela menina sempre foi uma mulher
E que esta mulher é uma menina
Que colhe e dar fruto flor do seu carinho.

Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta
Que hoje eu me gosto muito mais
Porque me entendo e me aceito muito mais também.
E que a atitude de recomeçar é todo dia...toda hora...
É se respeitar na sua força na sua fé
E se olhar bem fundo e gostar do que vê.

Eu apenas queira que você soubesse
Que essa criança brinca nesta roda
E não teme o corte de novas feridas.
Que ainda sabe olhar dentro dos olhos
Pois tem a saúde que aprendeu com a vida...





[Imagine...imagine as possibilidades da vida...]
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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

.: DoSeS LeTaiS:.



Anti-meias verdades
Anti-silêncio gritante
Anti-desconsiderações alheias
Anti-lembranças cortantes
Anti-dias cinzas
Anti-falso amor
Anti-aperto no peito
Anti-nó na garganta
Anti-respostas infundadas
Anti-desconsolo
Anti-vista ofuscada
Anti-sonhos tomados
Anti-melancolia
Anti-saudade indevida
Anti-planos suspensos
Anti-porquês inúmeros
Anti-passos desordenados
Anti-desorientação.



Mas por favor...dai-me doses homeopáticas de força para o levantar,após cada queda.



[E o que o teu silêncio me fale cada vez mais...]

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

.: Das músicas que falam do momento presente capítulo XXVIII:

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" Não me torture,não simule...não me cure de você.
Deixa o amanhã dizer..."





[E quando vem alguém e nos ensina sem saber:
"Respire...respire antes de tudo."



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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

.: + 1 Prosa...


-Vai passar, confia em mim, sempre passa...pequena borboleta...

-Você não entende,minha menina... Não é um corte no dedo, uma queimadura na mão, não é uma dor de cabeça, não é...

-Sim, eu sei, eu sei, eu sei, é um corte mais profundo, vai cicatrizar ...mas pra isso é preciso se ocupar pra fora.

-Mas se eu ficar pra fora vai cicatrizar por dentro?

-Curiosamente sim, enquanto você fica ocupando o lado de fora, vai fortalecendo o lado de dentro.

-Ah, será? Não demora muito mais pra passar?

-Não...Ah, se eu pudesse te fazer entender... Você vai vivendo, se ocupando, arrumando as coisas aqui e ali e o corte vai se acalmando, cicatrizando, fechando um ciclo.

-E se não fechar,minha menina?

-Fecha sim... e depois, a felicidade nem sempre está onde a gente acha que deve...

-Você tá falando de felicidade?

-Então... Investe tempo e energia em outras coisas, a felicidade também está...

-Humm...

-Que foi?

-Você não entende...você não entende.







[Foram tantas Luas cheias celebradas e compartilhadas...mas dessa vez não houve "tempo"...
Não há o que temer...aconteça o que acontecer...ela sempre estará lá para mim...iluminada e forte...apenas esperando mais uma vez ser contemplada...e sempre lembrará como eu fazia pra ser feliz...]


"Eu tive tanto amor um dia..."

terça-feira, 14 de outubro de 2008

.: Profecia :.

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Ela olhava pra ele com decepção, tentava se enganar.
Ele sabia que ela lia seus pensamentos e compreendia cada olhar.
Ele talvez não conhecesse os delas, mas isso naquele momento não era de grande valia.
Ele talvez pensaria que era invasão de privacidade ouvir as palavras de seu íntimo, mas ela não podia evitar...(e também não queria sentir dor.)
Naquela alma estavam depositadas todas as suas esperanças, as suas confiança, a sua serenidade...e a sua cegueira talvez.
E naquele instante, paradas sobre lâmpadas circulares a profecia começava a se concretizar.

E doía, como doía. Mas não queria sentir pena...
A esperança esquivava-se entre portas de pesadelos e chamadas hostis, mas ele incessante aparava-se sobre um fio de luz, ainda...Sobre meias verdades...e nas fraquezas alheias.

Seríamos nós os donos do nosso próprio destino? Será que ela poderia mudar algo que já estava predestinado? A culpa seria toda dela? Já que foi ela quem decidiu fechar os olhos para sonhar?

Ouvia vozes para calar, para isolar, para ir embora e não olhar pra tras,para ignorar os fatos...
Não podiam ser ditos, não podiam ser esclarecidos de forma que poderia ser mudada toda uma história, mas a vontade de agir compulsivamente mais uma vez era maior que ela ,em vista que não era só ele que eu iria perder, ela também...
E as cenas passavam na sua cabeça, rodavam e uma lágrima queria escoar pela face, pelo medo... pela decepção com o destino. Ela de maneira cética e ilógica fingia um certo descaso pelo que lhe aterrorizava e lhe fazia sentir como se não existisse.

Aquela alma ali na sua frente houvera aparado as suas lágrimas, compartilhado seus sorrisos, a conhecia profundamente, mas não enxergava o desespero dos seus olhos semi-cerrados que ela não permitia que escoasse a água da derrota...em ver tudo se desmoronando.


Ele não entendeu seu olhar...Não percebeu que pensou alto demais e era impossível não ouvir, ele tentava lhe enganar, tentava... Sua boca dizia palavras desorientadas, palavras desastradas. Mas o seu íntimo expunha a sinceridade que ele receava dizer. Como se ela não fosse ouvir, como se ela não o conhecesse mais do que a ela mesma.
Provavelmente ele não acreditava totalmente no seu ler. No seu ler, no seu dom que às vezes era falho, mas em suma maioria era certo. E ela lia, ouvia as palavras que ele não disse e que aquelas lâmpadas circulares iluminavam, esclareciam, transpareciam. Mostravam-se impiedosas, egoístas e auto-suficientes. Ressaltando a ingenuidade e a inocência que ainda restavam dentro dela.
Ela não acreditava na sua malícia, ou melhor, não queria descobrir que ela exista, mas existia. Infelizmente. A água não escoava pelos olhos, mas sim pelo coração, que ele não enxergava e se for o caso, ela que não deixou as enxergar...


E era apenas o começo do destino.
A profecia se cumpria.
Era apenas o princípio...
... do fim?
Era apenas o fim...
...do princípio?

Quem saberá?


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Acreditem em seus instintos, em seus dons.
Eles realmente existem

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[A foto é em homenagem a personagem Alice do filme Closer-Perto demais.Ela se pergunta em meio a uma lágrima que cai:

"Why isn’t love enough?"

Tavez assim como eu,ela ainda não encontrou a resposta...]



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NAMASTÊ




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.:Tarefa de CaSa:. ( e de fora dela também)


Livrar-me dos meus velórios sentimentais.
Que tudo seja vivo.
Seja vida. Seja inteiro.
Hoje eu decidi não matar.
Matar é também morrer um pouquinho.
Morrer não dói, dizem... mas cansa.

Não são essas as flores que preciso...









[Das coisas que te passam se anda está(s) vivo:
Por que mesmo depois de tudo, do tanto, do tempo, a gente insiste em permanecer nessa ilusão de eterno???]




"Eu só sei que amei...que amei...que amei..."
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sábado, 11 de outubro de 2008

.: Busca Vida:.


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Vou sair pra ver o céu
Vou me perder entre as estrelas
Ver daonde nasce o sol
Como se guiam os cometas pelo espaço
e os meus passos
Nunca mais serão iguais

Se for mais veloz que a luz
Então escapo da tristeza
Deixo toda a dor pra trás
Perdida num planeta abandonado
Pelo espaço

E volto sem olhar pra trás


No escuro do céu
Mais longe que o sol

Perdido num planeta abandonado
No espaço

Ele ganhou dinheiro
Ele assinou contratos
E comprou um terno
Trocou o carro
E desaprendeu
A caminhar no céu
E foi o princípio do fim.

E volto sem olhar pra trás...





-HEBERTH VIANA-


-Porque choras, borboleta pequenina?

-Nao vês,querida menina...nao há mais o doce canto do passaro a encantar-me quando fecho os olhos...

-Mas ele ainda está la,nao estás?

-Sim...está sim...bem do lado de dentro.

-E entao pequena borboleta?

-Mas agora...ele parece ferir feito farpa...

-E nao basta apenas amar o amor?

-Nao quando lhe damos um ninho e ainda assim ele quer voar...

-Entao porque ainda choras,pequena borboleta...esqueceste dos teus longos caminhos pecorridos para aprender abandonar o casulo qndo as asas necessitarem voar?

-Elas estao sem forças agora...

-Nao...elas ainda estao la...com suas cores e levezas.Basta apenas q as enxerguem.

-Voce nao entende querida menina...o céu é o mesmo...e as lembrancas vao comigo onde eu for...

-O teu céu é dentro de ti mesma...borboleta pequenina.Olha pra dentro de ti...e vc ainda verás como fazias para ser feliz...






''Quero a tua força como era antes...''




[Tudo que ela precisa é de um Tylenol para a dor de cabeca...
Porque a dor do coraçao...ele mesmo cessa...]
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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

.: Há de haver:.



É preciso ainda que haja aquela leveza...
E aos poucos,o corpo se afastará do chão e flutuará livre...novamente por aí.

E se ainda houver a paciência e compreensão (num limite que eu não sei estabelecer),o medo se dissolverá....

E aí novamente haverá uma entrega inconsciente.E desejada.

É preciso que haja uma noção muito grande de quem se é...e do que se quer...para saber o quanto vale a pena estar.

Por que pode parecer que não seja totalmente bom e o costume nos acostumes.

As futilidades e as supérfulas podem embaçar a visão.

Por isso é preciso delicadeza diárias.E grande sorrisos.

Força simultânea.

É preciso que haja sempre novidades. Estímulos para acordar.

E cumplicidade para, ao menos,aceitarmos o que não nos é próprio.E o que não pode ser agora(se realmente queremos).

E liberdade para ir e poder voltar ...viver por viver...sem grande questionamentos.

Estar quando nos convir estar.

E se houver todas essas coisas,sempre haverá o colo para quando o nosso mundo se mostrar insustentável.

E se lá você ainda estiver...poderá ver que ainda que distante...eu nunca estive fora de lá.





[Quem sabe você também esteja...e eu ainda tenha força pra nos sustentar em minhas mãos...]

terça-feira, 30 de setembro de 2008

.: Post escriptum :.

Eis aquela pergunta que eu ia te fazer, mas que, por delicadeza, não faço:

Como vão os restos mortais do teu amor?


Claro que esta pergunta é só uma despretensiosa provocação. Porque, no fundo, o que morre são as relações, apenas as relações...
Teu Amor continua aí, intacto, brilhante, enorme
— e pronto para ser vivido de novo e sempre.
Basta que você o deixe livre.

E o desperte, todo dia...




* E PRA NÃO
DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES:






Nesta primavera vou encher de flores vermelhas...
Todos os meus vasos Sanguíneos.




.:cONTRAsENSO:.


"Em luta, meu ser se parte em dois.
Um que foge, outro que aceita.
O que aceita diz: não.
Eu não quero pensar no que virá: quero pensar no que é. Agora. No que está sendo.
Pensar no que ainda não veio é fugir, buscar apoio em coisas externas a mim, de cuja consistência não posso duvidar porque não a conheço. Pensar no que está sendo, ou antes, não, não pensar, mas enfrentar e penetrar no que está sendo é coragem.
Pensar é ainda fuga: aprender subjetivamente a realidade de maneira a não assustar. Entrar nela significa viver .Sôfrego, torno a anexar a mim esse monólogo rebelde, essa aceitação ingênua de quem não sabe que viver é, constantemente, construir, não derrubar.
De quem não sabe que esse prolongado construir implica em erros, e saber viver implica em não valorizar esses erros, ou suavizá-los, distorcê-los ou mesmo eliminá-los para que o restante da construção não seja abalado."








[Eu não guardo meus sentimentos em caixas de papelão. Elas são frágeis...Bem frágeis...
Há muitos joguei quinquilharias de lembranças fora. Às vezes os deixo escondidos na estante, entre os Cds empoeirados e as memórias congeladas em álbuns de fotografias...
Vontades misturadas com saudades ocultas, para que ninguém mais possa encontrar. Somente eu quem devo procurar as emoções em cômodos incômodos.
Não creio mais confiar nem na minha sombra, pois até ela me abandona quando as luzes se apagam...]



*

(sem) TuaS MãOS.


Bota-me nos braços...
me roda feito ciranda,
me faça sentir a liberdade
e o vento no colo.

Eu ando precisando de asas
mesmo que sejam emprestadas.
Bota-me nos braços,
me erga até o alto...
me faça sentir por cima de muitos.
(É que eu me sinto assim de repente, pequena para o mundo)
miúda, encruada,desastrada...

Bota-me nos braços
me abraça forte
me trave os movimentos
Eu preciso saber se meus ossos resistem
se eu tenho ar e força o suficiente.

É que eu ando tão frágil
Ou não sei, talvez é só falta de coragem.
Bota-me nos braços...
me faça mulher,
dê-me desejos sem fim.
É que eu ando tão sem noção...(ainda mais qndo não te tenho ao alcance das minhas mãos.)

Bota-me nos braços
me olhe nos olhos
Eu não sei,
é que olhares me acalmam.
Eu só quero ser cuidada...



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quinta-feira, 25 de setembro de 2008

.:El gris de la hora:.


O tempo passou incólume...
O fogo que outrora era fúria incontida... lentamente acabou por perder toda a sua intensidade.
Até as chamas clamaram pelas cinzas em breves metamorfoses.
Porque ontem fui chama acesa em mim e hoje recriei-me nas cinzas dos afetos e das palavras.

As horas passaram...as questões multiplicaram-se e as dúvidas, essas há muito que destilaram angústia e hoje são cálices de redenção.
Abriram-se as portas do ser e da chama nasceu a cinza que dará lugar a novas chamas em ciclos perpétuos de fogo que emanam da minha vontade transcendente...
Porque saberás onde me encontrar.
Porque se vieres à minha procura saberás sempre onde me encontrar.
Vem até mim se souberes as respostas.
Esta foi a cinza das horas...Esta é a cinza das minhas horas.








[Repousa teu sono sereno em meu colo...faz um pedido e assopra...
Quem sabe ainda sentirá o batido das asas das borboletas.]



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quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Sonífera.

...E fecha os olhos, minha doce menina...deixa a lágrima insistente escorrer e lavar tua alma.
Amanhã sempre será um novo dia,lembras?


Dorme...dorme minha pequena.

Um vento suave virá acalentar-te em seu colo...e trará o que verdadeiramente é teu.

Shhh...dorme...dorme...




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[Quando as borboletas pensam em parar de voar...]


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segunda-feira, 22 de setembro de 2008

"...SoL De PriMaVeRa,

abre a janela do meu peito."







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E é de certo,olharmos pra frente...E aprender com a primavera,a deixar-se cortar...e renascer sempre inteira...

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[Feliz 1º dia de primavera...!]




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terça-feira, 9 de setembro de 2008


Duas pessoas encontram-se e vão para um local bem frio.
Mas tão tão frio... que nenhum tem coragem sequer de se levantar para fechar as portas na tentativa de amenizar e aquecer o recinto.
Ambos usam tênis, camiseta, calça jeans e moleton, ambos sentem muito muito frio.
Eles, um homem e uma mulher, dividindo aquele espaço, aquela mesma distância e algo que só não é maior que os dois juntos, se olham e pensam: "eu poderia tirar meu moleton pra poder lhe agasalhar melhor."
Mas o frio é tanto que ninguém o faz. Ninguém consegue. Os dois se abraçam. Sublime.
O amor deles é é feito de pequenas grandes coisas. O amor não é como aqueles quando um tenta dar ao outro aquilo que lhe falta, não é quando um se torna incompleto.
O Amor deles é conjunção, é partilha e troca, outra coisa não deve ser amor, amor é estar junto – independente da forma – um aquecendo o outro pra conseguir suportar o frio até que ele passe...





[Sorte a minha que eu tenho vc à encantar todos os dias meus...]




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