domingo, 26 de julho de 2009

.:Conversas de Espelhos.:




-Eu quero que você me diga: O que é isso q eles chamam de amar? Você sabe?
-Eu acredito que o sentimento é sempre certo, sempre.
-Mas como? Como saber que ele é o que se acha?
-Eu mudo tanto de idéia, o tempo todo. Se você achar, é porque ele é.
-Não é tão simples assim. Eu já mudei antes, você nao veio comigo, ou talvez tenha vindo. Existe um pouco de você em mim, um pedaço podre, um pedaço doce. Um meio inteiro que eu nao gosto quando provo. Eu tenho medo e, às vezes, eu nao quero mais ter você. Eu fico pensando que amanhã você acorda e nao quer mais isso. Eu não suportaria. Todos os dias eu acabo e volto, sem você suspeitar. Todos os dias eu abro mão de você.
-Absurdo isso, você sabe! Abrir mão de mim pelos 50% de chance do que existe em me acabar.
-Não é um absurdo! Eu costumo sofrer, sou eu. Eu acho que é meu jeito de nao voar. Meu jeito disso nao ser amor. Meu jeito. OK, é um absurdo.
- Teu jeito é injusto com a gente.
-Meu jeito me faz perder você em mim a cada dia. O "você" dentro de mim me dói.
-É o que você quer? criar um novo "eu" que te faz mal, me tendo aqui, ao teu lado?
-Não, eu nao quero. Eu não me encontro apaixonada por alguém. Eu preciso disso, mas eu me sinto idiota falando algo idiota como "eu te amo".
-Meu bem, eu estou aqui. Eu gostaria que vc me visse. Eu gostaria que você me sentisse. Me veja, eu não sou uma criação sua. Me aceite.
- É que eu percebo que pensar em nao dizer já é pensar e é só um jeito de você não saber, porque eu não quero que você diga. Eu não quero que você minta e isso vire uma mentira. É o que a gente faz, nao é? Quando acaba, a gente finge que nunca existiu.

-Não coloque nomes, se não quiser.

-O meu ja coração doeu, mas eu nao achei que fosse morrer, mas dores no peito nao se relacionam ao coração, não fisicamente. A minha dor era diferente. Era...era uma resposta. Uma resposta pro que ele disse segundos depois...

-É que você fica linda nua, mas seus olhos negros brilhando nessa meia luz me engolem o mundo. Se isso for amar...

-Um dia isso acaba, mas palavras certas em momentos certos são o tipo de coisa que fazem dos sentimentos certezas nas dúvidas.




[Eu precisava entender...mais que isso, eu queria.]
.

terça-feira, 14 de julho de 2009

.:Doce Guará:.



















Calço a consciência
Com chinelos surrados.
Desafrouxo os cintos apertados,
Deixo os pés descalços simplesmente...
Ainda que por um evaporável instante
Do meu caminhar errante.




*

terça-feira, 7 de julho de 2009

.:.Dos intervalos.:.[Entre o dia após o outro]



"Talvez o mundo não seja pequeno
Nem seja a vida um fato consumado.
Quero inventar o meu próprio pecado,
Quero morrer do meu próprio veneno...

Quero perder de vez tua cabeça,
Minha cabeça perder teu juízo.
Quero cheirar fumaça de óleo diesel,
Me embriagar até que alguém me esqueça..."






[Eu quero ficar aqui...onde está constantemente amanhecendo...]

*

quarta-feira, 1 de julho de 2009

::Pontos nos is::

.
E então...sem saber o que dizer. Não, não é verdade.
Sem saber poder dizer o que quer fazer.
Então te escrevo coisas e te canto músicas na minha cabeça...E espero. Devo esperar.Mesmo que o que sempre nos sobre seja o inevitável: o fim .
Porque a gente sabe como acaba , só não sabe quando.
(Por falta de coragem ou por confusão)Não sei. Tu também não saberás.Mas tu me bagunça.E fico assim, confundido as palavras. Distraindo o que há por vir. Distraindo o distante, o ausente.
Te vejo sempre mesmo de longe e de longe bem de longe sinto como é o de perto bem de perto.Porque esse eu já conheço bem.É so imaginar. E só.
Imaginar e te ouvir de longe.As vezes parece tão perto que me permito nos ver lá , na curva,nas estradas,no meu quarto que parece nosso.Mas a curva é distante. Ainda é preciso muito andar, precisa muita coragem.
Desapego.Desapego?Não não é bem isso.A palavra é outra.
É preciso permitir.Desconstruir para poder construir algo maior, mais forte. Mas temos medo.Não podemos.Medo de desconstruir e de repente não conseguir ser igual. (e não vamos conseguir)Porque não pode ser igual, não.Não te culpo.Nem a mim mesma me culpo.
Não existe a culpa. existe essa coisa, essa moral, essa falsa preocupação com o outro, essa coisa toda de não- é- certo- isso- melhor- parar- para- não- machucar- mais- ninguém. e assim nos machucamos e nos acomodamos e não nos permitimos mais nada além disso que já conhecemos. Medo do incerto, (que clichê mais besta).
Não eu não quero isso, não quero acomodar e fechar os olhos para as inúmeras possibilidades.E não fecharei meus olhos para você. Eu não. Se tu quiser que feche os seus.


*

::Sempre soubeste::


No fundo tu sabias que eu poderia cair a qualquer momento.
Eu nunca quis admitir que o limite estava tão próximo e que a minha suficiência era limitada.
E tu?
Tu estavas no encontro da disponibilidade sincera com o silêncio e eu não soube dissolver as fronteiras e não corri para teus braços, mesmo sabendo que não os fechavas.
E isso magoa-me mais do que imaginas. Sabias que o passado jamais se mantém enclausurado em simetrias, assim como sabias que eu sou muito mais do que mostro.
E eu fechei os olhos para não ver os trapézios demasiado assimétricos de recordações que tu sabias existirem, nesta falsa segurança transparente que me vai aconchegando.
Sabias que inevitavelmente eu me perderia em refúgios ás palavras e aos sentimentos, sabias que isso me conduziria a um caminho sem retorno e mesmo assim jamais deixei que as tuas palavras me gritassem por dentro e se organizassem em correntes irrefutáveis da tua presença em mim.
Porque não me basto, porque silencio apelos... porque me faltas e dói saber isso.
Sabias que eu ia cair e eu caí, contudo tu estavas lá para me limpar as lágrimas que não chorei e para me estender a mão que eu jamais ousei pedir.
E jamais pediria.
*

sexta-feira, 26 de junho de 2009

::(pre)Destinado(?)::


Há alguns dias, Deus - ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus -, enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor.
Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor.
E você sabe a que me refiro. Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer - eu já estava lá dentro.
E estar dentro daquilo era bom...muito bom.
- C. F. A. -





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Todos os dias o ciclo se repete, às vezes com mais rapidez, outras mais lentamente. E eu me pergunto se viver não será essa espécie de ciranda de sentimentos que se sucedem e se sucedem e deixam sempre sede no fim
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[" Te amando devagar e urgentemente..."]
*

quarta-feira, 24 de junho de 2009

::Casualmente Inesperado::



"VOCÊ CRESCEU EM MIM DE UM JEITO COMPLETAMENTE INSUSPEITADO,

ASSIM COMO SE VOCÊ FOSSE APENAS UMA SEMENTE E EU PLANTASSE VOCÊ ESPERANDO VER UMA PLANTINHA QUALQUER, PEQUENA, RALA, UMA AVENCA, TALVEZ SAMAMBAIA, NO MÁXIMO UMA ROSEIRA...

(...)ESPERAVA DE VOCÊ APENAS COISAS ASSIM, AVENCA, SAMAMBAIA, ROSEIRA,

MAS NUNCA, EM NENHUM MOMENTO ESSA COISA ENORME QUE ME OBRIGOU A ABRIR TODAS AS JANELAS, E DEPOIS AS PORTAS, E POUCO A POUCO DERRUBAR TODAS AS PAREDES E ARRANCAR O TELHADO PARA QUE VOCÊ CRESCESSE LIVREMENTE.."

- C.F.A. -


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Qndo se vais...leva qualquer coisa como uma música tocando ao fundo.
Como a chuva caindo de madrugada apagando o seu rastro ainda tão recente...

Qndo estás,traz qualquer coisa como um suspiro inesperadoou uma vontade de dizer o que não se sabe dizer.
Qualquer coisa como sentir junto mesmo qndo distantes.

Fecho os olhos e me vejo nos teus olhos enluarados e me rouba a melhor gargalhada e depois me aperta forte...e me beija num sincretismo suave de desejos.

Qndo se vais...durmo de novo para tentar continuar o sonho.
Qualquer coisa como sentir e não saber o que é ... de onde vem ... onde está ...para onde irá...

Qndo se vais ,o vejo descendo as escadas e julgo isso que cresce dentro de mim e eu não ouso dar nome...inundando pensamentos e alegrias e sonos e sonhos e vontades e quereres ...
E você...

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[Como se fosse todo dia...? ]
*

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Porque hoje...é teu dia.


A.,

Eu sei que achas que tenho o meu coração ocupado por centenas de pessoas e que o espaço que tu ocupas nele é igual ao de outros tantos – mínimo.

Mesmo assim, eu quero que saibas isto: és tudo de bom que se pode desejar.

A minha vida corre, tropeça, anda às cambalhotas e, volta e meia, estagna.
Quando olho para a tua, vejo-a sempre igual: sempre diferente na caminhada, ao ritmo do costume. Nada de pressas, nada de exageros e tudo ao mesmo tempo.Sempre imprevisível e de malas prontas.
Não sei se é bom ou se é mau, a mim parece-me... não tanto equilibrado.Mas isto para me fazer ver que, durante todas estas minhas fases, nunca desapareces.

Quando tinha os joelhos sujos de tanto rastejar ou o sorriso iluminado de tantas vezes chegar ao céu, bastava-me olhar para o lado, e estavas sempre por perto.

Pela primeira vez, resolveste esconder-te...e dar-me o xeque-mate.Eu entendo essa dor, a de ter o coração todo embrulhado e com uns quantos nós (quem me dera não ser eu a responsável por tal agonia...). Resta-me compreender, esperar e aceitar as tuas decisões.

Se estivesses mais ao meu alcance, hoje íriamo-nos rir até as estrelas nos caírem nos olhos. Sonhamos tanto com este dia...

Tu dizias que estavas farto de ter de dirigir sempre para todo o lado, enquanto eu ria e metia os braços para fora da janela.
Subíamos e descíamos serras, por estradas desertas, a cantarolar as nossas músicas.
Às vezes, paravas o carro e saímos para ver a paisagem.
Era sempre tão bom...Hoje, apesar de não te ver, sei que estás aí.

Queria ter o teu abraço e poder dizer-te, de sorriso rasgado, que na próxima viagem, já sou eu que levo o carro. Como não posso, vou escrevê-lo na tua parede, e esperar que apareças para ler.
Pode ser presunção minha, mas acredito, o mais forte que sei, que vais acabar por aparecer.
Tu, logo tu... que cheiras tão a verde e a música.
Eu nunca conheci ninguém tão música como tu; sentia que tu oferecias claves de sol às pedras, às árvores, aos candeeiros da rua, às nuvens e ao Sol.
E, por outro lado, bastava dar-te uma caneta para a mão, que pintavas o mundo todo num simples guardanapo.
Confesso que tenho saudades que me pintes jardins nas mãos ou em folhas de papel. Que me apertes as bochechas, me despenteies e me gozes, por algum do meu estranho vocabulário e sotaque.

Saudades que digas 'tu és uma menina, Livinha..', e de esticar o braço e poder alcançar-te.

Poderia enumerar centenas de coisas que me aborrecem em ti, mas seria desnecessário: você,apesar de todos os defeitos, continuo a amar como parte de nós que vagueia por aí.
E tu és aquele que sempre me deixa sem argumentos...e me pega no contra ataque.

Se eu pudesse escolher, entregava esse Amor que me deste a alguém melhor. Fazia-te forte, porque as circunstâncias me ensinaram que a força interior é vital.

Eu pingaria estrelas no teu olho todas as noites,só para ver-te sorrir...

Porque gosto de ti, tão simples como isso, e te quero bem.Sempre...

[Porque hoje é teu dia.Porque tu tens a mim e amanhã tem Sol]
N.E.O.Q.A.V.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

::Tudojunto e Sepa-rado ::


De vez em quando ela resolve parar...
Ensaia os sorrisos do fim de semana, as gargalhadas do meio-dia, mãos quentes, peito frio e deixa o mundo um tanto mais tranqüilo só de vê-la dançar entre as luzes coloridas do fim de noite.
Ela poderia guardar dentro de potes coloridos todas as passagens com destino ao país das maravilhas que ele entregara tantas vezes, deixar tudo trancado e intocável, mas não.
Queria repetir quantas vezes o tempo permitisse. Talvez quisesse repetir um sonho que só ela conhece.
Ela que desconhece o que é ser despedaçada por ele, que reconhece o que é estar desmanchada, toda juntinha e derretida no chão.
A menina visita o mesmo país todos os dias. E lembra de como era ter bonecas pra ser invencível na brincadeira...
Ela adorava os livros mágicos, porque quando virava a página trombava com o final feliz.
Foi só fechar os olhos e realizar o tempo, então o sorriso tímido foi se tornando largo e firme, porque é exatamente assim que as letras sempre pedem que ele permaneça, inabalável...
Ela lê as mesmas bagunças todos os dias, e respira os suspiros de confusão que passaram a fazer parte daquela sensação inexplicável. Uma coisa que não sabe ser nada além de amor. Amor além do convencional, dos que não se explicam com frases feitas. Um desses que por acaso ela nunca tenha experimentado.
De vez em quando ela resolve voltar a sofrer, de vez quem em quando ela resolve virar uma que ainda não existiu, de vez em quando divagar, de vez em quando desistir de ser confusa.
A menina deu um tapa na loucura, sossegou o coração e olhou os potes coloridos de cara feia. Todas as suas angústias foram passear e só vão voltar quando ela tiver dois olhos no caminho, provavelmente encharcados de saudade e soluços...


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[Como vc me doi nas noites de chuvas...]

:: ReTicenciaS ::


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Talvez seja na beira de um sonho que o mundo acaba, eu não sei.

Talvez não acabe e vire coisa diversa, como quando a gente fecha os olhos e descobre uma esquina no canto das pálpebras.É ali que tudo começa mesmo quando termina e cada chance laceia a vida pelos ombros como quem diz “fica, que eu vou cantar pra te fazer dormir enquanto lá fora ainda faz frio, deita aqui”.

Talvez, e só talvez, haja pintado em alto-relevo sobre a palma da nossa mão, um instante onde viver não sangre...e seja leve carregar nas costas cada pequena fome de amor, e aquele destino parado diante do portão de casa, aquele que um dia foi possível, ainda esteja lá à tua espera, e quem sabe à minha espera, em silêncio, deitando os olhos sobre o ruído das palavras caídas sobre o meu tapete.

Eu queria, sim, voltar no tempo e quem sabe cruzar contigo no meio da rua, e te convidar para um café num dia frio e adocicado como aquele do primeiro inverno em que nevou flores...Eu guardo ainda algumas pétalas entre as páginas do livro que nunca escrevi. Eu guardo, ainda, mas é um passo em falso quem me leva para casa, onde fica o nosso lugar...

Eu me lembro e não alcanço mais.

Talvez seja na beirada de um sonho que o mundo acaba; talvez, e só talvez, não acabe e vire coisa diversa e se incorpore no corpo feito cicatriz...

Volátil imprecisão é o destino....

Eu só preciso aconchegar os pés um pouco mais nessa certeza enevoada que saber demais é desvantagem, e quem sabe o mundo não acabe e sim comece quando a gente abre os braços e enfim se atira.



[Eu aprendi a me equilibrar quando perdi as minhas asas.]

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Apesar dos pesares...


ERA UMA VEZ UM AMOR TÃO GRANDE,
MAS TÃO GRANDE,QUE EXPLODIU...
AÍ FICOU CADA QUAL PARA O SEU LADO,
CATANDO OS PEDACINHOS PARA VER
SE NASCIA PELO MENOS UM AMORZINHO NOVO.






Amei do jeito que acreditava ser o mais verdadeiro.
Amei pontualmente.
Sem pressa...
Com serenidade e inteiramente.
Amei na pálida esperança de que amar resolve.
Amei para combater a própria covardia que reside em nós – em todos nós – e nos impede de tentarmos manter relações com os afetos abertos(ou distantes).

Amei com toda força, com todo o amor que havia, escancaradamente, pra que não sobrasse amor nenhum.






[Amei na frágil esperança de que amar resolve.]



*

terça-feira, 26 de maio de 2009

:: GraTiDãO ::



Obrigada por me curar daquela minha ridícula obsessão de te amar.

Obrigada!




[Posso perder a sanidade...mas não perco a poesia.]

*

domingo, 24 de maio de 2009

:: CoTiDiaNo ::

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O primeiro amor passou.
O segundo amor passou.
O terceiro amor passou.
Mas o coração continua.



"Deixe em Paz meu coração...que ele é um pote até aqui de mágoa...
E qualquer desatenção,faça não...!POde ser a gota d'água..."







[Deixa pra lá.Já está tudo tão esquecido mesmo...Que já nos baste este silêncio torto...
Estas reticências mudas...E este vazio, já tão conhecido...
Deixa pra lá...Por hoje ao menos...Esquece...]

*


quarta-feira, 20 de maio de 2009

- Nas voltas do parafuso -

.


"Naquele dia senti
Que, finalmente,
Tua máscara ia cair
Definitivamente
Eu estava cansado
e te ouvi mentir

Meu corpo doía de um lado
Minha alma fervia do outro
De novo no mesmo lugar
E eu não queria estar ali

Tenho certeza que tu és o castelo
Onde o meu desejo mora
Mas me machuquei
Quando me aproximei
De tuas paredes de pedra

E tudo que sonhei
Me incomoda agora
Seja qual for o dia
Seja qual for a hora
Antes de pensar em me procurar
Me apague da tua memória

Porque já tranquei as portas
E escondi as chaves
Só não vi de que lado fiquei
De dentro, ou por fora, nem sei

Você me dói agudo e isso é grave, grave
Antes de te reencontrar
Sei que preciso voltar
A ser alguém

Alguém que saiba, pelo menos
Tudo aquilo que não quer
Alguém que tente
Atravessar o túnel no final da luz

Pois fiquei cego, surdo e mudo
E agora quero me esquecer de tudo
Pra descobrir em fim o que sobrou de mim
Que ainda me seduz

Se por acaso pensas que
Eu vou me perder por aí
Ainda vou gritar no teu ouvido
Que a vida é um parafuso sem fim

Que a cada volta
Aperta mais
E nunca afrouxa
Para trás
Só então saberás que
Desde o início eu já era assim

Você me dói agudo e isso é grave, grave
Antes de te reencontrar
Sei que preciso voltar
A ser alguém..."

.


[Moska certamente saberia o que eu deveria te dizer...]

:: Enquanto o sono não vem... ::

(Na dúvida...fui arrastada pelos meus preciosos segundos, feito correnteza.
Veio corroendo, fazendo de mim um grande museu de pequenas coisas...)


No meio do quarto vazio, estava eu quieta sentada... despida de tudo que não fossem lembranças...
Já passava das dez da noite...
a chuva tempestiva talvez fosse a causa de constantes questionamentos e parecia que ia custar a passar....
Os relâmpados...eles eram os flashes das suas fotografias mentais, lembraças tão vivas que pareciam ter ocorrido há poucos instantes atrás...
Estranho, até parece que foi agora há pouco...- e eu só deveria continuar a ouvir o barulho de chuva, dos trovões e do coração dormente.
Mas eu senti a sua voz...

(Na dúvida...fui arrastada pelos meus preciosos segundos, feito correnteza.
Veio corroendo, fazendo de mim um grande museu de pequenas coisas...)


Palavra por palavra, parecia marcar-lhe de tal forma absurda, que nem se lembrava mais...
Não lembrava mais daquela dor provocada...sufocada...calada...
Mas lembrava daquela boca quente...do som da voz manhosa e rouca...dos movimentos tão expressivos dos lábios e, no entanto, relutantes de se expressar...da maciez da pele ao redor da boca, que lhe cobria todo o resto do corpo, tão pálido e brilhante sob a luz do luar...do corpo emaranhado nos lençóis e nos seus braços e pernas...
E meus passos seguiram em direção ao teu.
Sim.Eu vou.

(Na dúvida...fui arrastada pelos meus preciosos segundos, feito correnteza.
Veio corroendo, fazendo de mim um grande museu de pequenas coisas...)

Aquela frase simplesmente surgiu...
E mesmo se não estivessemos sob o mesmo céu,eu iria pôr asas pra te encontrar.
Sem pensar mais em nada...havia chuva.
Ilhada por entre ruas.Ilhadas de sentimentos.Ilhada de você.
Como se o mundo todo o atravessasse, penetrando sua carne por todos os poros, estancou.
O mundo parecia paralizado.

Levantei-me. O mundo, se abaixou.
A cada passo que dava o mundo saia do lugar. E assim como o mundo o trespassava tal qual punhal, expandia-se também em direção contrária...o seu eu mais íntimo, quase inalcançável, expandia e fundia-se a tudo que não era ele próprio.


(Na dúvida...fui arrastada pelos meus preciosos segundos, feito correnteza.
Veio corroendo, fazendo de mim um grande museu de pequenas coisas...)

Gastei a melhor roupa para vc não sentir.Vesti o perfume mais caro para que você não pudesse ver.Ensaiei os cabelos para nele me esconder e prendi as palavras soltas aos vento.
Recebi um fim de uma noite que não houve começo.
Começo de uma história que se inicia no fim.


(Na dúvida...fui arrastada pelos meus preciosos segundos, feito correnteza.
Veio corroendo, fazendo de mim um grande museu de pequenas coisas...)

A dúvida já parecia não ter mais tanta importância.Em seu lugar sobrepôs a dor.
E enquanto eu via o telefone tocar...parecia que podia ver que tudo estava justame
nte onde devia estar.
A distância serviu-me de abrigo. A sua ausência de companhia. A saudade me trouxe exatidão.

O coração acelerado, aquietou-se...e assim eu pude aproveitar melhor a chuva...



(Museu...dos meus preciosos segundos...fui arrastada
corroendo feito correnteza. Na dúvida de pequenas coisa...Fiz de mim, Grande...)







[Não há nada a ser esperado...e nem desesperado.]


*

Meu coração tem asas...

... a minha razão anda à pé.
















Quem chegar primeiro leva...!




[E eu vou esquecer tudo que eu já tinha esquecido de esquecer...]
*

sexta-feira, 15 de maio de 2009

:: ERRO ! ::

[ A página não pode ser exibida...]



Lembra quando você só tinha uma conexão discada, digitava um endereço e esperava ansiosamente para que a janela branca que se abre tomasse cor e forma?
Daí você olha pra barrinha onde o azul marinho vai preenchendo devagaaaaaar e fica na expectativa do que vai aparecer.
E... de repente... é uma página com fundo branco, sem graça com os seguintes dizeres:




.
.

Agora,parece que deparei-me com a sugestão “Clique no botão Atualizar ou tente novamente mais tarde” mas faltou-me coragem(ou vontade?) pra isso.

Faltou coragem ou sobrou discernimento.
Discernimento que me dizia que aquela página não era pra ser aberta porque não daria certo. Não era pra dar.
Talvez a culpa tenha sido minha.
Talvez eu tenha digitado o endereço errado...
Até aceitaria que alguém “detectasse as configurações de rede” e me dissesse o que houve de errado, mas duvido muito que o relatório a receber seria satisfatório...

“A página que você procura não está disponível no momento."
Talvez o site da Web esteja passando por dificuldades técnicas ou você precise ajustar as configurações do navegador.”


[Ou a culpa é deles... ou as minhas configurações precisam ser ajustadas.]


*



P.S.: E se as semelhanças deixarem de ser meras coincidências?

:: Na DoçuRa do SilênCio ::

"(...)mas dirás assim, por exemplo, como você sabe, a gente, as pessoas infelizmente têm, temos, essa coisa, as emoções, mas te deténs, infelizmente?
Então dirás rápido, para não te desviares demasiado do que estabeleceste, qualquer coisa como seria tão bom se pudéssimos nos relacionar sem que nenhum dos dois esperasse absolutamente nada, mas infelizmente, insistirás, infelizmente nós, a gente, as pessoas, têm, temos - emoções.
Meditarias: as pessoas falam coisas, e por trás do que falam há o que sentem, e por trás do que sentem há o que são e nem sempre se mostra.

(...) mas sempre sou capaz de me calar, talvez dirás então, descontrolado e um pouco mais dramático, porque meu silêncio já não é uma omissão, mas uma mentira (...)"





[ A única verdade,é que eu vivo.Sinceramente,eu vivo.]



*

quarta-feira, 6 de maio de 2009

:: Tu Es Me Came::

(...)

"Tu fleuris au plus doux de mon âme...

Tu es ma came
Tu es mon genre de délice, de programme
Je t'aspire, je t'expire et je me pâme

Tu es ma came...
J'aime tes yeux, tes cheveux,
ton arôme Viens donc là que j'te goûte que j'te hume
Tu es mon bel amour, mon anagramme

Tu es ma came
Je me sens renaître sous ton charme
À tes pieds je dépose mes armes
Tu es ma came"









.

.

Em tempo,acordei e me encontrei.

Fui ao encontro de mim.

Calma, alegre, plenitude sem fulminaçao.

Simplesmente eu sou eu, e você e você.

É lindo, é vasto, vai durar.

Eu nao sei muito bem, o que vou fazer em seguida mas,

por enquanto olha pra mim e me ama.

Nao!

Tu olhas pra ti e te amas!

É o que esta certo.

-Lispector-

[ Ela pôs em suas mão o que sentia...e ele lhe deu um sorriso trazendo Paz..]

*

quinta-feira, 30 de abril de 2009

::JERIzando::

...Já sinto o cheiro de Feliz(cidade) no ar.



E você ao alcance das minhas mãos.





[Es la mañana con el sabor de Chambinho]
*