segunda-feira, 20 de outubro de 2008

.: + 1 Prosa...


-Vai passar, confia em mim, sempre passa...pequena borboleta...

-Você não entende,minha menina... Não é um corte no dedo, uma queimadura na mão, não é uma dor de cabeça, não é...

-Sim, eu sei, eu sei, eu sei, é um corte mais profundo, vai cicatrizar ...mas pra isso é preciso se ocupar pra fora.

-Mas se eu ficar pra fora vai cicatrizar por dentro?

-Curiosamente sim, enquanto você fica ocupando o lado de fora, vai fortalecendo o lado de dentro.

-Ah, será? Não demora muito mais pra passar?

-Não...Ah, se eu pudesse te fazer entender... Você vai vivendo, se ocupando, arrumando as coisas aqui e ali e o corte vai se acalmando, cicatrizando, fechando um ciclo.

-E se não fechar,minha menina?

-Fecha sim... e depois, a felicidade nem sempre está onde a gente acha que deve...

-Você tá falando de felicidade?

-Então... Investe tempo e energia em outras coisas, a felicidade também está...

-Humm...

-Que foi?

-Você não entende...você não entende.







[Foram tantas Luas cheias celebradas e compartilhadas...mas dessa vez não houve "tempo"...
Não há o que temer...aconteça o que acontecer...ela sempre estará lá para mim...iluminada e forte...apenas esperando mais uma vez ser contemplada...e sempre lembrará como eu fazia pra ser feliz...]


"Eu tive tanto amor um dia..."

terça-feira, 14 de outubro de 2008

.: Profecia :.

.

Ela olhava pra ele com decepção, tentava se enganar.
Ele sabia que ela lia seus pensamentos e compreendia cada olhar.
Ele talvez não conhecesse os delas, mas isso naquele momento não era de grande valia.
Ele talvez pensaria que era invasão de privacidade ouvir as palavras de seu íntimo, mas ela não podia evitar...(e também não queria sentir dor.)
Naquela alma estavam depositadas todas as suas esperanças, as suas confiança, a sua serenidade...e a sua cegueira talvez.
E naquele instante, paradas sobre lâmpadas circulares a profecia começava a se concretizar.

E doía, como doía. Mas não queria sentir pena...
A esperança esquivava-se entre portas de pesadelos e chamadas hostis, mas ele incessante aparava-se sobre um fio de luz, ainda...Sobre meias verdades...e nas fraquezas alheias.

Seríamos nós os donos do nosso próprio destino? Será que ela poderia mudar algo que já estava predestinado? A culpa seria toda dela? Já que foi ela quem decidiu fechar os olhos para sonhar?

Ouvia vozes para calar, para isolar, para ir embora e não olhar pra tras,para ignorar os fatos...
Não podiam ser ditos, não podiam ser esclarecidos de forma que poderia ser mudada toda uma história, mas a vontade de agir compulsivamente mais uma vez era maior que ela ,em vista que não era só ele que eu iria perder, ela também...
E as cenas passavam na sua cabeça, rodavam e uma lágrima queria escoar pela face, pelo medo... pela decepção com o destino. Ela de maneira cética e ilógica fingia um certo descaso pelo que lhe aterrorizava e lhe fazia sentir como se não existisse.

Aquela alma ali na sua frente houvera aparado as suas lágrimas, compartilhado seus sorrisos, a conhecia profundamente, mas não enxergava o desespero dos seus olhos semi-cerrados que ela não permitia que escoasse a água da derrota...em ver tudo se desmoronando.


Ele não entendeu seu olhar...Não percebeu que pensou alto demais e era impossível não ouvir, ele tentava lhe enganar, tentava... Sua boca dizia palavras desorientadas, palavras desastradas. Mas o seu íntimo expunha a sinceridade que ele receava dizer. Como se ela não fosse ouvir, como se ela não o conhecesse mais do que a ela mesma.
Provavelmente ele não acreditava totalmente no seu ler. No seu ler, no seu dom que às vezes era falho, mas em suma maioria era certo. E ela lia, ouvia as palavras que ele não disse e que aquelas lâmpadas circulares iluminavam, esclareciam, transpareciam. Mostravam-se impiedosas, egoístas e auto-suficientes. Ressaltando a ingenuidade e a inocência que ainda restavam dentro dela.
Ela não acreditava na sua malícia, ou melhor, não queria descobrir que ela exista, mas existia. Infelizmente. A água não escoava pelos olhos, mas sim pelo coração, que ele não enxergava e se for o caso, ela que não deixou as enxergar...


E era apenas o começo do destino.
A profecia se cumpria.
Era apenas o princípio...
... do fim?
Era apenas o fim...
...do princípio?

Quem saberá?


.

Acreditem em seus instintos, em seus dons.
Eles realmente existem

.







[A foto é em homenagem a personagem Alice do filme Closer-Perto demais.Ela se pergunta em meio a uma lágrima que cai:

"Why isn’t love enough?"

Tavez assim como eu,ela ainda não encontrou a resposta...]



.

NAMASTÊ




*

.:Tarefa de CaSa:. ( e de fora dela também)


Livrar-me dos meus velórios sentimentais.
Que tudo seja vivo.
Seja vida. Seja inteiro.
Hoje eu decidi não matar.
Matar é também morrer um pouquinho.
Morrer não dói, dizem... mas cansa.

Não são essas as flores que preciso...









[Das coisas que te passam se anda está(s) vivo:
Por que mesmo depois de tudo, do tanto, do tempo, a gente insiste em permanecer nessa ilusão de eterno???]




"Eu só sei que amei...que amei...que amei..."
*

sábado, 11 de outubro de 2008

.: Busca Vida:.


.
.
.
.
.
Vou sair pra ver o céu
Vou me perder entre as estrelas
Ver daonde nasce o sol
Como se guiam os cometas pelo espaço
e os meus passos
Nunca mais serão iguais

Se for mais veloz que a luz
Então escapo da tristeza
Deixo toda a dor pra trás
Perdida num planeta abandonado
Pelo espaço

E volto sem olhar pra trás


No escuro do céu
Mais longe que o sol

Perdido num planeta abandonado
No espaço

Ele ganhou dinheiro
Ele assinou contratos
E comprou um terno
Trocou o carro
E desaprendeu
A caminhar no céu
E foi o princípio do fim.

E volto sem olhar pra trás...





-HEBERTH VIANA-


-Porque choras, borboleta pequenina?

-Nao vês,querida menina...nao há mais o doce canto do passaro a encantar-me quando fecho os olhos...

-Mas ele ainda está la,nao estás?

-Sim...está sim...bem do lado de dentro.

-E entao pequena borboleta?

-Mas agora...ele parece ferir feito farpa...

-E nao basta apenas amar o amor?

-Nao quando lhe damos um ninho e ainda assim ele quer voar...

-Entao porque ainda choras,pequena borboleta...esqueceste dos teus longos caminhos pecorridos para aprender abandonar o casulo qndo as asas necessitarem voar?

-Elas estao sem forças agora...

-Nao...elas ainda estao la...com suas cores e levezas.Basta apenas q as enxerguem.

-Voce nao entende querida menina...o céu é o mesmo...e as lembrancas vao comigo onde eu for...

-O teu céu é dentro de ti mesma...borboleta pequenina.Olha pra dentro de ti...e vc ainda verás como fazias para ser feliz...






''Quero a tua força como era antes...''




[Tudo que ela precisa é de um Tylenol para a dor de cabeca...
Porque a dor do coraçao...ele mesmo cessa...]
*

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

.: Há de haver:.



É preciso ainda que haja aquela leveza...
E aos poucos,o corpo se afastará do chão e flutuará livre...novamente por aí.

E se ainda houver a paciência e compreensão (num limite que eu não sei estabelecer),o medo se dissolverá....

E aí novamente haverá uma entrega inconsciente.E desejada.

É preciso que haja uma noção muito grande de quem se é...e do que se quer...para saber o quanto vale a pena estar.

Por que pode parecer que não seja totalmente bom e o costume nos acostumes.

As futilidades e as supérfulas podem embaçar a visão.

Por isso é preciso delicadeza diárias.E grande sorrisos.

Força simultânea.

É preciso que haja sempre novidades. Estímulos para acordar.

E cumplicidade para, ao menos,aceitarmos o que não nos é próprio.E o que não pode ser agora(se realmente queremos).

E liberdade para ir e poder voltar ...viver por viver...sem grande questionamentos.

Estar quando nos convir estar.

E se houver todas essas coisas,sempre haverá o colo para quando o nosso mundo se mostrar insustentável.

E se lá você ainda estiver...poderá ver que ainda que distante...eu nunca estive fora de lá.





[Quem sabe você também esteja...e eu ainda tenha força pra nos sustentar em minhas mãos...]

terça-feira, 30 de setembro de 2008

.: Post escriptum :.

Eis aquela pergunta que eu ia te fazer, mas que, por delicadeza, não faço:

Como vão os restos mortais do teu amor?


Claro que esta pergunta é só uma despretensiosa provocação. Porque, no fundo, o que morre são as relações, apenas as relações...
Teu Amor continua aí, intacto, brilhante, enorme
— e pronto para ser vivido de novo e sempre.
Basta que você o deixe livre.

E o desperte, todo dia...




* E PRA NÃO
DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES:






Nesta primavera vou encher de flores vermelhas...
Todos os meus vasos Sanguíneos.




.:cONTRAsENSO:.


"Em luta, meu ser se parte em dois.
Um que foge, outro que aceita.
O que aceita diz: não.
Eu não quero pensar no que virá: quero pensar no que é. Agora. No que está sendo.
Pensar no que ainda não veio é fugir, buscar apoio em coisas externas a mim, de cuja consistência não posso duvidar porque não a conheço. Pensar no que está sendo, ou antes, não, não pensar, mas enfrentar e penetrar no que está sendo é coragem.
Pensar é ainda fuga: aprender subjetivamente a realidade de maneira a não assustar. Entrar nela significa viver .Sôfrego, torno a anexar a mim esse monólogo rebelde, essa aceitação ingênua de quem não sabe que viver é, constantemente, construir, não derrubar.
De quem não sabe que esse prolongado construir implica em erros, e saber viver implica em não valorizar esses erros, ou suavizá-los, distorcê-los ou mesmo eliminá-los para que o restante da construção não seja abalado."








[Eu não guardo meus sentimentos em caixas de papelão. Elas são frágeis...Bem frágeis...
Há muitos joguei quinquilharias de lembranças fora. Às vezes os deixo escondidos na estante, entre os Cds empoeirados e as memórias congeladas em álbuns de fotografias...
Vontades misturadas com saudades ocultas, para que ninguém mais possa encontrar. Somente eu quem devo procurar as emoções em cômodos incômodos.
Não creio mais confiar nem na minha sombra, pois até ela me abandona quando as luzes se apagam...]



*

(sem) TuaS MãOS.


Bota-me nos braços...
me roda feito ciranda,
me faça sentir a liberdade
e o vento no colo.

Eu ando precisando de asas
mesmo que sejam emprestadas.
Bota-me nos braços,
me erga até o alto...
me faça sentir por cima de muitos.
(É que eu me sinto assim de repente, pequena para o mundo)
miúda, encruada,desastrada...

Bota-me nos braços
me abraça forte
me trave os movimentos
Eu preciso saber se meus ossos resistem
se eu tenho ar e força o suficiente.

É que eu ando tão frágil
Ou não sei, talvez é só falta de coragem.
Bota-me nos braços...
me faça mulher,
dê-me desejos sem fim.
É que eu ando tão sem noção...(ainda mais qndo não te tenho ao alcance das minhas mãos.)

Bota-me nos braços
me olhe nos olhos
Eu não sei,
é que olhares me acalmam.
Eu só quero ser cuidada...



.




*

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

.:El gris de la hora:.


O tempo passou incólume...
O fogo que outrora era fúria incontida... lentamente acabou por perder toda a sua intensidade.
Até as chamas clamaram pelas cinzas em breves metamorfoses.
Porque ontem fui chama acesa em mim e hoje recriei-me nas cinzas dos afetos e das palavras.

As horas passaram...as questões multiplicaram-se e as dúvidas, essas há muito que destilaram angústia e hoje são cálices de redenção.
Abriram-se as portas do ser e da chama nasceu a cinza que dará lugar a novas chamas em ciclos perpétuos de fogo que emanam da minha vontade transcendente...
Porque saberás onde me encontrar.
Porque se vieres à minha procura saberás sempre onde me encontrar.
Vem até mim se souberes as respostas.
Esta foi a cinza das horas...Esta é a cinza das minhas horas.








[Repousa teu sono sereno em meu colo...faz um pedido e assopra...
Quem sabe ainda sentirá o batido das asas das borboletas.]



*

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Sonífera.

...E fecha os olhos, minha doce menina...deixa a lágrima insistente escorrer e lavar tua alma.
Amanhã sempre será um novo dia,lembras?


Dorme...dorme minha pequena.

Um vento suave virá acalentar-te em seu colo...e trará o que verdadeiramente é teu.

Shhh...dorme...dorme...




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[Quando as borboletas pensam em parar de voar...]


*

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

"...SoL De PriMaVeRa,

abre a janela do meu peito."







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E é de certo,olharmos pra frente...E aprender com a primavera,a deixar-se cortar...e renascer sempre inteira...

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[Feliz 1º dia de primavera...!]




*








terça-feira, 9 de setembro de 2008


Duas pessoas encontram-se e vão para um local bem frio.
Mas tão tão frio... que nenhum tem coragem sequer de se levantar para fechar as portas na tentativa de amenizar e aquecer o recinto.
Ambos usam tênis, camiseta, calça jeans e moleton, ambos sentem muito muito frio.
Eles, um homem e uma mulher, dividindo aquele espaço, aquela mesma distância e algo que só não é maior que os dois juntos, se olham e pensam: "eu poderia tirar meu moleton pra poder lhe agasalhar melhor."
Mas o frio é tanto que ninguém o faz. Ninguém consegue. Os dois se abraçam. Sublime.
O amor deles é é feito de pequenas grandes coisas. O amor não é como aqueles quando um tenta dar ao outro aquilo que lhe falta, não é quando um se torna incompleto.
O Amor deles é conjunção, é partilha e troca, outra coisa não deve ser amor, amor é estar junto – independente da forma – um aquecendo o outro pra conseguir suportar o frio até que ele passe...





[Sorte a minha que eu tenho vc à encantar todos os dias meus...]




*

.(Re)visitando sentimentos.


Atravessei esses sentimentos centenas de vezes nas últimas semanas.

Saí ilesa.

Minhas 570907118184 tristezas...

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A tristeza de não saber expressar claramente o que se quer dizer;
A tristeza de acordar no meio da madrugada;
A tristeza de não poder abraçar o silêncio;
A tristeza da ausência;
A tristeza das coisas pensadas que soam mais terríveis que as coisas faladas;
A tristeza das coisas faladas que saem diferentes das coisas vividas;
A tristeza da falta de concentração;
A tristeza do pensamento fragmentado;
A tristeza de querer fazer tudo imediatamente;
A tristeza de não fazer nada;
A tristeza da radiação solar;
A tristeza da vida que continua enquanto a gente não pára;
A tristeza da gente que não pára enquanto a vida continua;
A tristeza do oposto da crença;
A tristeza do contrário da fé;
A tristeza do “se”;
A tristeza das impossibilidades inventadas;
A tristeza do peso que o excesso de leveza trás;
A tristeza do amor sem desprendimento;
A tristeza dos hormônios;
A tristeza do incômodo da alegria fulgaz;
A tristeza do incômodo da fulgacidade alheia;
A tristeza da cerveja quente;
A tristeza de ser uma esquecedora ativa;
A tristeza de ser uma relembradora inerte;
A tristeza de terminar um bom livro;
A tristeza de não terminar um livro;
A tristeza de sentir necessidade de criar coisas;
A tristeza da impossibilidade de conciliação entre certos quereres e o existir;
A tristeza da falta do peso inexistente do corpo existente, porém não presente no meu corpo demasiadamente real;
A tristeza da falta;
A tristeza dos outros;
A tristeza de – por mais tolo que isso pareça – não poder voar;
A tristeza de não ser duas. Ou três.

A tristeza é algo que está aquém à nossa disposição normal. Não estou triste. Não é tristeza o que sinto. Mas a palavra é quase bela e eu preciso dar nomes.







*

.:Dias Letivos:.



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O que tem faltado é o tempo...
...pois a inspiração ainda transpira e pecorre por todos os poros.


.






[Venha, meu bem...e dormiremos juntos mais uma vez ao som da balada do nosso amor inabalável...]




*

terça-feira, 19 de agosto de 2008

-Amanhã quem sabe- (?)

Hoje não dá,
Hoje não dá .
Não sei mais o que dizer
E nem o que pensar...


Hoje não dá
Hoje não dá
A maldade humana agora não tem nome.
Hoje não dá...


Pegue duas medidas de ESTUPIDEZ
Junte trinta e quatro partes de MENTIRA
Coloque tudo numa forma
Untada previamente
Com promessas não cumpridas...
Adicione a seguir: o ódio e a inveja,
As dez colheres cheias de burrice...
Mexa tudo e misture bem!
(E não se esqueça: antes de levar ao forno
Temperar com essência de espirito de porco,
Duas xícaras de indiferença
E um tablete e meio de preguiça.)


Hoje não dá...
Hoje não dá.
Está um dia tão bonito lá fora
E eu quero brincar...

Mas hoje não dá.
Hoje não dá ...
Vou consertar a minha asa quebrada
E descansar...

Gostaria de não saber destes crimes atrozes...
É todo dia agora e o que vamos fazer?

Quero voar prá bem longe,
mas hoje não dá
...
Não sei o que pensar e nem o que dizer
Só nos sobrou do amor
A falta que ficou

(ANJOS-Renato Russo)










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Mil cairão ao teu lado, e dez mil, à tua direita, mas tu não serás atingido.
Somente com os teus olhos olharás e verás a recompensa dos ímpios.
Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda.
Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos.
Eles te sustentarão nas suas mãos, para que não tropeces com o teu pé em pedra.
Ele me invocará, e eu lhe responderei; estarei com ele na angústia; livrá-lo-ei e o glorificarei.
Dar-lhe-ei abundância de dias e lhe mostrarei a minha salvação...

-Salmo 91-

[Tudo ainda é uma questão de manter a mente quieta...a espinha ereta e o coração tranquilo...]

*


domingo, 17 de agosto de 2008

.: A arte De SeR FeLiZ.:

(ou o que eu chamaria de: A Janela de cada um...)





Houve um tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde, e, em silêncio,ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.
Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.

E eu olhava para as plantas, para o homem,para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.
Outras vezes encontro nuvens espessas.
Avisto crianças que vão para a escola.
Pardais que pulam pelo muro.
Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.
Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.
Às vezes, um galo canta.
Às vezes, um avião passa.
Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.
E eu me sinto completamente feliz.

Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,que estão diante de cada janela,uns dizem que essas coisas não existem,
outros que só existem diante das minhas janelas,
e outros, finalmente,que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.






[Lindas palavras de Cecília Meireles que me faz ver quão linda se faz minhas janelas...]












sexta-feira, 15 de agosto de 2008

(...)


"Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei...Pra você correr macio...
Tempo, tempo, tempo mano velho...
Tempo, tempo, tempo mano velho.
(...)
Tempo amigo seja legal...
Conto contigo pela madrugada...Só me derrube no final."

-PATO FU-





[DAS PERGUNTAS QUE NÃO CALAM E VC QUERIA SABER A RESPOSTAS A QUALQUER PREÇO:
Como desinstrecer uma tristeza que não é sua...?]
*

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

--< Lição de hoje >--



Ela bem que me ensinou:




Que a verdade ou mata...ou cura.
O que adoece é a dúvida...







Se o seu coração é absoluto e sincero, você naturalmente se sente satisfeito e confiante, não tem nenhuma razão para sentir medo dos outros.(Dalai Lama)




[Um brinde a felicidade alheia...porque a nossa meu bem,já ta garantida...]





*


[Andanças]


Hoje acordei me achando boazinha demais. Freud colocaria uma interpretação fálica aqui. Mas - isso é algo que eu talvez ainda não tenha falado publicamente- eu tenho gravíssimos problemas de relacionamento com Freud. Gravíssimos. Quase a mesma problemática que tenho com a imagem de Deus que me foi apresentada pela Igreja Católica ( e por tantas outras depois). Houve um tempo que eu acreditei ter problemas com Deus, um curto limiar entre a dúvida e a descrença. Depois percebi que não, meu problema é com os homens.E palavreando Lispector,"Não ter nascido bicho é minha secreta nostalgia".
Mas não era isso que eu queria falar. Tenho mesmo essa mania de atropelar pensamentos. As vezes me sinto meio burra por conta disso. Meio aérea, meio frenética, meio louca também e mais toda essa confusa coleção de adjetivos.
Esses dias falei pra um colega (uma dessas pessoas que a gente faz amizade e fala sobre uma porção de bobagens pessoais porque tem certeza que a possibilidade de aproximações futuras é mínina), falei que já havia abusado essa minha cara de 16 anos (apesar de ultimamente estar me esforçando pra fazer juz a ela.)

Eu já sou, cronologicamente falando, uma adultinha nessa vida e continuo com cara de criança. E o colega arqueando as sobrancelhas falou assim: "É nada, te olha no espelho! Não é cara de criança que tu tem, é expressão. Não são teus traços, são os teus jeitos..."
Ontem conversando com uma amiga, falando sobre inadequações cotidianas, o mundo dos homens grandes e minhas frequentes deconexões com ele, relatei o seguinte: o que eu não sei entender é essa minha dificuldade em me manter no meio-termo: as vezes sou extremamente fria e racional e em momentos que deveria ser, me comporto de modo extremo; as vezes me encanto profundamente com algo e pouquíssimo tempo depois, com uma habilidade que até admiro, perco o interesse.

"É porque tu tem alma de criança, borboletinha!".

E eu nem sei exatamente o que ela quis dizer com essa coisa de alma, nem sei se acredito exatamente no que sei, também nem sei explicar, mas desfazendo as conotações espirituais ou exotéricas da coisa perguntei:

"E isso é bom?" "- Isso é lindo, isso é lindo!".
Hoje me olhei no espelho querendo captar esse negócio de alma-essência-jeito-modo... e nada.

Vi que meu sorriso ainda é aquele...e que os meus olhos ainda se encantam quando veem bolinhas de sabão...







[Ah,quer saber?

Cansei de ser boazinha...

Agora,eu quero ser melhor ainda!]



*



domingo, 10 de agosto de 2008

.E quando a saudade doer...




...pegue o seu lápis e escreva.
No degrau de uma escada, à beira de uma janela, no chão do seu quarto.
Escreva no ar, com o dedo na água, na parede que separa o olhar vazio do outro.
Recolha a lágrima a tempo, antes que ela atravesse o sorriso e vá pingar pelo queixo.
E quando a ponta dos dedos estiverem úmidas, pegue as palavras que lhe fizeram companhia e comece a lavar o escuro da noite, tanto, tanto, tanto... até que amanheça...






.








"Hoje eu preciso te abraçar,
sentir seu cheiro de roupa limpa...pra esquecer os meus anseios e dormir em paz..."



[Não...não chora menina...]



*

sábado, 9 de agosto de 2008

.SaBoTaGeM.


Não sei lidar muito bem com essa historia de não ter alegria constante.
Não sei.
Estou aprendendo também a esperar.
Nunca soube.
Estou sempre perdida entre meus planos de autodefesa, entre o não me deixar envolver nos problemas, entre o meu próprio boicote,nas tentativas de auto-suficiência.
Eu sempre acabo por me trair antes mesmo da sabotagem alheia.Por alguma razão que desconheço ou talvez por algum motivo que conheço demais e teimo em não admitir, estou sempre desviando do que não me agrada aos olhos,ao corpo e a mente.
Nunca quero me mostrar demasiadamente, por que as minhas neuroses são maiores que as tentativas de compreensão, mas eu não deixo que ninguém perceba.Eu tenho uma cara abatida de intensidade e esses meus olhos caídos e pequeno que remetem tristeza não passam de um simples cansaço em carregar o peso da felicidade no bolso.
Minha felicidade é maior que eu e as vezes tenho tanto medo de viver só dela, que guardo no bolso pra tentar deixar a realidade me convencer que alegria constante só existe no cinema ou na literatura.
Acontece que ele me fez ultrapassar minha sabotagem e correu comigo pra frente de tudo isso. Agora eu olho pra traz e aceno, com os bolsos rasgados e um sorriso estampando o rosto, pra tudo aquilo que não quero comigo agora... hoje eu não tenho medo que ele perceba o quanto eu posso ser chata, louca, confusa e doente e o quanto constantemente entro em disfunção com minha tranqüilidade.
Eu quero me mostrar pra ele porque ele não me dá outra saída. Me mostrou um mundo limpo e nesse mundo tudo é tão novo que eu quero que ele fique ao meu lado pra me abraçar e me dizer que tudo está bem. E não adianta as vozes de dentro e fora da minha cabeça gritarem dizendo que não vai dar certo e mais um monte de frases feias e poluídas. Ele limpou o meu mundo. Ele tapou meus ouvidos para as vozes que tanto importunavam e eu não ouço nada além do quero.Sim. O amor machuca. As pessoas traem. Os homens não prestam. (ops! Um surto feminista!). Mas eu não quero lembrar disso. Não agora. Eu quero mais é que todos os amores do mundo sejam eternos enquanto durem, já que entendi perfeitamente o que Vinicius quis dizer com o verso. Eu quero mais é que ele continue a matar minha fome de intensidade.Eu só tenho raiva do tempo. O tempo que não pára quando ele me olha nos olhos, sabendo das minhas confusões e ainda assim gostando de mim. Eu tenho raiva por que eu não sei lidar muito bem com essa historia de "não-felicidade" constante, lembra? Mas eu ainda tenho em mim um pouco do velho método de sabotagem só pra fazer sorrir meu coração com as realidades que eu mesmo invento...




[Está contigo ou não está contigo...agora são essas a medida do meu tempo.]
*
*

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

- No Oito do oito de dois mil e oito -






*A ABERTURA DO PORTAL GALÁCTICO DO INFINITO 8-8-8 *






O algarismo oito virado de lado é o Sinal do Infinito da Vida Eterna e os conecta com o esplendor e as bênçãos do nosso Deus Pai/Mãe e do Criador Supremo. O Portal Galáctico 8-8-8 está sendo escancarado para permitir que a medida plena das Partículas Adamantinas fluam do centro do coração do Criador Supremo via nosso Deus Pai/Mãe. Essas partículas, que são preenchidas com o potencial ilimitado, estão sendo disponibilizadas para todos aqueles que prepararam os seus recipientes humanos para receber essas dádivas da Vida/Luz. Será de grande benefício se vocês fizerem seus arranjos agora para a ativação do Portal Galáctico 8-8-8. Foi chamado de portão de Leão; todavia, poderia ser melhor se chamado de Portal Real, porque é a passagem para a sua herança divina e o verdadeiro começo da sua jornada de regresso às muitas mansões nos reinos celestiais, que vocês criaram em sua jornada para a densidade. Vocês estão sendo preparados para se reunirem e se fundirem com as muitas facetas do seu Eu Superior que vocês deixaram em uma quantidade expressiva de Pirâmides de Luz por todo este universo. Aqueles de vocês que estão no caminho, estão gradativamente retornando a uma compreensão das leis universais e das verdades cósmicas. À medida que percorrerem o caminho em direção à iluminação, gradativamente corrigirão e eliminarão todos os conceitos errôneos do passado, que criaram as suas tradições vinculadas a credos falsos e a sua realidade de escassez, desmerecimento, superstição e medo. Mediante auto-análise, vocês devem desenvolver um novo credo de vida e decidir se seguirão o caminho da Luz ou o das sombras.









[ POr: Arcanjo Miguel através de Ronna Herman Mensagem 129 - Agosto de 2008 - LM08-2008 ]




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[Pense coisas boas...hoje é o dia do infinito!Dia de se começar um novo ciclo...!

Faça o seu pedido e assopre...

E que o infinito todo se abra para os nossos desejos...!

Um mundo de coisas cheias de Luz pra gente.]

Namastê

*




"O QUE FOR AS PROFUNDEZAS DO MEU SER, ASSIM SERÁ O MEU DESEJO;
O QUE FOR O MEU DESEJO, ASSIM SERÁ MINHA VONTADE;
O QUE FOR MINHA VONTADE, ASSIM SERÃO MEUS ATOS;
O QUE FOREM MEUS ATOS, ASSIM SERÁ O MEU DESTINO..."









quinta-feira, 7 de agosto de 2008

.:Castelo de Areia:.

(ou : de volta a Terra da Luz)



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Novamente em meu castelo.


Voltei ao meu castelo.


E como é bom encontrar novamente aqueles que o meu coração escolheu.


Embora não inteira...mas fragmentada, aqui e agora.


Um pouco sonâmbula, como sempre.






.


"(...) fique até que eu durma...me embale com qualquer conto sobre castelos e princesas.Se quiseres ... posso até ser uma delas e tu... bem, tu serás meu príncipe,mas fique até eu dormir ...e me abrace se eu acordar com medo..."
[Enquanto escrevo...vou ter que fingir que você está segurando a minha mão...]
*

terça-feira, 29 de julho de 2008

"Se fosse so sentir saudade...

...mas tem sempre algo mais.
Seja como for..."



.

Uma vez me falaram que falamos quando o coracao ta cheio.
E eu que sempre me achei uma mulher feitas de palavras...hoje calo-me,por nao saber usar as palavras certas.
Por medo de errar ao falar das tuas maos na minhas...do teu olhar que sempre penetra minha alma e de como eu me sinto preenchida por ele.
Calam-se na tentativa de estancar essas lágrimas por saberem que agora nao terei mais voce em todos os dias meus.
Calam-me para fortalecer e ajudar a ir em frente...enquanto as malas sao (des)feitas.
Calam-se para que digam tudo...sem dizer nada.

Calarao-me...para desfazer o nó na garganta,para que ainda haja tempo da gente ser mais...
Calaram-se ao tentar falar da memoria do coracao de dias tao perfeitos...
E por entenderem que o nosso tempo...é a gente que faz.




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"Where ever, where ever, where ever you go...
Where ever, where ever, where ever you go."




[Ainda bem que existem as músicas que dizem tudo tudo que eu queria dizer-te...
Ainda bem que teu sorriso me faz seguir em frente...e que eu tenho do teu colo,o meu abrigo...]

sábado, 26 de julho de 2008

Causas,razoes e circunstancias...

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Como todos os outros.
O que lhe doia por dentro era o medo que se tornassem igual a todos os outros.
(Sem) causas,razoes e circunstancia...ela nao queria sentir-se como os outros.
O amor nao lhe mais fere feito farpa.Lembra?
Outro.
Mas nao,por favor nao...igual a todos os outros.


.



[Retroativa...
Onde esta a minha saida de emergencia?]

.

.:Relogio sem Orbita:.

...

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"Fique à vontade, meu bem...
Sinta vontade de ficar.
Não tenha pressa,
Quem sabe aqui é seu lugar.
Me mostra tua coragem,
Vai leve tudo de mim."

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quinta-feira, 3 de julho de 2008

1...2...3...meia...e...Já!!!!!!!!!

FéRiAs !!!!!!!!!!!!!!!!!








NÃO TEREI TEMPO PRA NADA...SER FELIZ JÁ ME OCUPA MUITO...!






[Ahhhh...por isso eu corro demais...corro demais...só pra te ver...!!!
Quase um mês pra tentar descobrir se o melhor é dormir contigo...ou acordar contigo...!]




Baby,bye bye...


*

.Namastê.






"Perto de mim
Sinto tua presença na voz
De um pássaro a cantar...
Gosta de mim
Me dá colo para dormir
E me protege de todo mal.
O teu amor me faz renascer..."







[Nunca vi ao mesmo tempo tanta garra e doçura em uma só pessoa.
O mundo precisa de mais homem assim como você,meu bem...
Agradeço a Deus por ti à todo instante...]

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Das músicas que parecem que foram feitas pra ele:

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O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu...
E que me deixa louca,Quando me beija a boca...
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo,
Até minh'alma se sentir beijada...
O meu amor,Tem um jeito manso que é só seu...
Que rouba os meus sentidos,
Viola os meus ouvidos Com tantos segredos lindos e indecentes.
Depois brinca comigo,Ri do meu umbigo E me crava os dentes...
O meu amor,Tem um jeito manso que é só seu...
De me deixar maluca Quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba malfeita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas Quando ele se deita.
O meu amor,Tem um jeito manso que é só seu...
De me fazer rodeios
De me beijar os seios,Me beijar o ventre
E me deixar em brasa...
Desfruta do meu corpo como se o meu corpo fosse a sua casa.
Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz...
Meu corpo é testemunha Do bem que ele me faz...
-CHICO BUARQUE DE HOLANDA-






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Você,um ser, de verbo, sem medida...
Me faz ser inteira, me jogando entre todos os vãos, preenchendo aqueles vazios que outrora existia.
Eu páro e olho.
Pergunto.
Aceito a resposta.(sempre tão clara).
E ficam os meus pés batendo no chão e as asas tocando as nuvens.
E teus olhos sempre fazem escrita e fazendo as palavra parecerem estúpidas.
Olhos nunca souberam mentir, muito menos os seus, que de tão lindos acabaram por fazer fechar os meus...
Então fechei-os num pensamento longo, pesei todos os suspiros, o gosto doce de todos os instantes vividos.
Me ofereço mais uma vez, nada de metade. Inteira.
Tua.
Sempre.



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[Se as semelhanças aproximam pessoas...ter você me faz ter muito orgulho de ser quem eu sou.]





*

.Receita MÉdiCA.

[ou : a Incrível arte de ignorar a pobreza de espíritos alheios.]



Livrai-me dos olhares que me ferem sem palavras...
Livrai-me das palavras vãs que me ferem sem olhar.

(Repetir todas as noites 3 vezes antes de dormir.)





[A receita Médica foi tão eficiente que ao passar na praça resolveu dar a si mesma um vaso de flores coloridas de presente.E no cartão de dedicatória escreveu 26 vezes :
eu me amo...eu me amo...eu me amo...]




Não entro nesse jogo.
Pode dar as cartas que eu dou minha cara à tapa.





*

sexta-feira, 27 de junho de 2008

~~~~~ઇઉ


"Já se foi a lua cheia...já e meia noite e meia...até logo, até mais ver...
Se eu morasse aqui pertinho, nega...todo dia eu ia te ver..."
*

quinta-feira, 26 de junho de 2008

.Assim seja.



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Eu andarei vestida e armada, com as armas de São Jorge.

Para que meus inimigos tendo pés não me alcancem,

tendo mãos não me peguem,

tendo olhos não me exerguem e nem pensamentos eles possam ter para me fazerem mal.


Armas de fogo o meu corpo não o alcançarão, facas e lanças se quebrarão sem ao meu corpo chegar, cordas e correntes se arrebentarão sem o meu corpo amarrarem.


Proteja-me e defenda-me com o poder de sua Santa e Divina Graça, me cubra com o seu Sagrado e divino manto, me protegendo em todas minhas dores e aflições.

Sejas meu defensor, contra as maldades de perseguições dos meus inimigos.


Defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, do poder dos meus inimigos carnais e espirituais e de todas sua más influências.

E que meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós, sem se atreverem a ter um olhar sequer que me possa prejudicar.


Amém


.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

.Como se fosse a primeira vez...



Sempre assim quando os ponteiros estão indicando que falta pouco pra te encontrar.
Ah...esse imenso e desmedido amor...!
*

.Infantilidades pueris.

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Eu queria que você fosse 100% verdade.
Que vc fosse tudo isso q eu acho q vc é, e q vc parece ser.
Tenho medo de máscaras, nunca gostei...
Tenho uma foto quando pequena chorando de pavor de um Papai Noel mascarado.
Quando adolescente, ia quebrar a macaca Conga quando saiu da jaula, se ela por acaso viesse me tocar só por ser um ser humano mascarado.
Se vc não for tudo isso, por favor, diga logo...
Ta...tudo bem..Não vou lhe quebrar...sabes bem que não sou violenta,
mas posso vir a chorar de pavor...

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quarta-feira, 18 de junho de 2008

Por gentileza...

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"Silêncio por favor...
Enquanto esqueço um pouco a dor no peito...
Não diga nada sobre meus defeitos.
Que não quero lembrar mais, o que me deixou assim ..."




E qndo eu fecho os olhos,ainda agradeço por ter te reencontrado nessa vida...
[Preciso pôr meus olhos em ti...e fazer do teu sorriso o meu abrigo...]

Amo.Imensurávelmente.
*

segunda-feira, 16 de junho de 2008

.Porque Ele sabe bem o que faz...

(...ou o que desfaz.)





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Todo texto. Um parto. As idéias soltas na cabeça e a cabeça perdida nas idéias.
O tempo que congela e os barulhos que não dizem nada.
A necessidade. Uma vontade minha, mas não interna.
(Será mesmo que não? )
Não!Agora não!
Uma voz que manda, mas não cobra.
Uma vontade que quer,mas não pode.
Uma (sem) culpa desculpada com remorsos.

E a respiração se perde no ritmo da ignorância de dizer.
E na necessidade de calar.
(Quem entenderia?)
E de repente um time de palavras que insistem em me ocorrer.

As mesmas ordenações de letras e suas variações que se acham indispensáveis dos pensamentos da cabeça.
O tempo passa, mas eles persistem.
Se a vida pára, eles esperam na fila. Não desistem. Tampouco a inversão de idéias já ditas ou os antônimos dos pensamentos cunhados de quem só quer esquecer...


E o “jogo do contente”?
É estilo ou uma opção de quem não tem nada a dizer,por não saber ou não querer?
Do pontapé inicial soltam-se umas linhas a mais, mas o rodapé teima em não dar pé.
Quando penso em dar no pé...vem o pensar, mas os olhos ardem e as contrações aumentam, os contra-sensos, as controvérsias...
E a dilatação em mim, como está?
Um fórceps,por favor... porque parece que aqui em mim tá tudo de cabeça pra baixo...
Não dá pra voltar tudo e fingir que nada aconteceu?

Todo o texto. Um parto. Um plágio, um pare!








[Existem vários jeitos de entender o mundo. Ele tentou explicá-la de um jeito que ele ficasse mais bonito...]


*

[+ saudade]


Éramos eu, música, cama e saudade de você.

Vontade de construir uma ponte, mas curta e estreita, pra eu poder chegar aí junto com a luz. Vontade dos cafés no fim da tarde, do riso frouxo e alto, do nosso riso.

Vontade da sua voz, voz de madrugada, voz de “quero você aqui”.

Vontade de virar pena, pra chegar até você leve, te dar paz.

Vontade de mãos nas costas, firmes.

Vontade de queixo no ombro.

Vontade de ter jeito pra isso.

Passam esses dias de vontades, passo eu aqui, metade até você voltar.

Somos eu, letras e saudade de você.




[Vontade de ver TiM Ba 71 no meu celular...]




*

[Do silêncio das coisas]



.



Não falo mais tudo o que penso.
Calo-me e penso.
Calada.
Alada.
Faladas as palavras se perdem, caladas não servem pra nada.
Prefiro.
Quem dera se Também o amor não servisse pra nada.
No entanto, permanece calado.
Acalenta os corações pelo silêncio que compõe.
Cantado não é amor, mas expressão, dor-de-cotovelo, ou paixão.
Calo-me e preservo não a mim, mas às palavras.
Também uma árvore se cala para preservar seus frutos.
Também os profetas se calam para preservar a fé.
Também um livro se cala para preservar a dor.
O silêncio não fala mais que mil palavras.
O silêncio se cala; para preservar a fala.
E nem todas as palavras se perdem.
Compartilhar é poder calar-se diante do inevitável, do óbvio ou do inesperado, diante do desejado ou do indesejado.
(...)
Fosse eu um pescador, o mar seria meu lar, seu silêncio, minha expressão, e seu barulho seria o meu protesto.
Mas como não sei pescar, meu mar é o mar morto, onde bóiam densos meus leves pensamentos, no silêncio inevitável da natureza incompreendida.



.
[E tu és pra mim o meu desejo realizado...aperfeiçoado...]
Isso...eu não calo!
*

quinta-feira, 5 de junho de 2008

.Calma aí...



[...que eu explico!]


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Não...ela não ta se tornando tão breguinha assim,não...
Mas é que essa música...puxa vida...puxa vida...!

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"O que é que há...?O que é que está se passando com essa cabeça?
O que é que há...O que é que está me faltando Pra que eu te conheça melhor?
Pra que eu te receba sem choque...
Pra que eu te perceba No toque das mãos em teu coração....
O que é que há, por que é que há tanto tempo não procuro teu ombro...
O sol tá se pondo E a gente não larga Esta angústia do olhar...
Telefona...Não deixa que eu fuja...
Me ocupa os espaços vazios.
Me arranca desta ansiedade...
Me acolhe, me acalma em teus braços macios...
O que é que háO que é que "tá" se passando Com a minha cabeça...?
O que é que há..."





[Força retroativa!Força retroativa...!]
Câmbio...cambio...(onde é que eu desligo????)



*

quarta-feira, 4 de junho de 2008

[das músicas que falam pra desfazer o nó na garganta...]




"Preciso não dormir,Até se consumar O tempo da gente...
Preciso conduzir Um tempo de te amar...
Te amando devagar E urgentemente.

Pretendo descobrir No último momento,
Um tempo que refaz o que desfez.
Que recolhe todo o sentimento E bota no corpo uma outra vez.

Prometo te querer Até o amor cair Doente...Doente...

Prefiro então partir A tempo de poder A gente se desvencilhar da gente...
Depois de te perder,Te encontro, com certeza...
Talvez num tempo da delicadeza.
Onde não diremos nada...
Nada aconteceu...
Apenas seguirei, como encantado Ao lado teu..."

(Todo o sentimento) - CHICO BUARQUE DE HOLANDA






*DA SEÇÃO: PAIÊ,ME RESPONDA:

1-o que se passa na cabeça de um ser que joga um ovo num carro alheio?

2-com que frequência é normal ter vontade de jogar tudo pelos ares?

3-pra que diabos eu ainda assisto Lost????

*

terça-feira, 3 de junho de 2008

[Des]fRAGMENTOS


(...)
"Que a força do medo que tenho,não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito,não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,Mas a outra metade é silêncio...

(...)
Que quem eu amo seja pra sempre amado,mesmo que distante.



(...)
E que a minha loucura seja perdoada..."




*

.: Incapacidade Cognitiva.:




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Como se eu estivesse por fora do movimento da vida.
A vida rolando por aí feito roda-gigante, com todo mundo dentro, e eu aqui parada, pateta, sentada no bar.
Sem fazer nada, como se tivesse desaprendido a linguagem dos outros.
A linguagem que eles usam para se comunicar quando rodam assim e assim por diante nessa roda-gigante.

Você tem um passe para a roda-gigante, uma senha, um código, sei lá.
Você fala qualquer coisa tipo "bá", por exemplo, então o cara deixa você entrar, sentar e rodar junto com os outros.
Mas eu fico sempre do lado de fora.
Aqui parada, sem saber a palavra certa, sem conseguir adivinhar.
Olhando de fora, a cara cheia, louca de vontade de estar lá, rodando junto com eles nessa roda idiota - tá me entendendo?
Nada, você não entende nada.

Dama da noite. Todos me chamam e nem sabem que durmo o dia inteiro.
Não suporto: luz, também nunca tenho nada pra fazer - o quê?
E acontece que eu ainda sou babaca, pateta e ridícula o suficiente para acreditar em verdadeiro amor.
Pára de rir, senão te jogo já este copo na cara.Pago o copo, a bebida. Pago o estrago e até o bar, se ficar a fim de quebrar tudo.
Quanto custa? Me diz que eu pago. Pago bebida, comida, dormida.
Agora não.

A roda?Não sei se é você que escolhe, não.
Olha bem pra mim - tenho cara de quem escolheu alguma coisa na vida?
Quando dei por mim, todo mundo já tinha decorado a tal palavrinha-chave e tava a mil, seu lugarzinho seguro, rodando na roda.
Menos eu, menos eu.

Quem roda na roda fica contente. Quem não roda se fode.
Que nem eu, você acha que eu pareço muito fodida? Um pouco eu sei que sim, mas fala a verdade: muito?
Falso, eu tenho uns amigos, sim. Fodidos que nem eu. Prefiro não andar com eles, me fazem mal. Gente da minha idade, mesmo tipo de... Ia dizer problema, puro hábito: não tem problema. Você sabe, um saco.
Que nem espelho: eu olho pra cara fodida deles e tá lá escrita escarrada a minha própria cara fodida também, igualzinha à cara deles.
Alguns rodam na roda, mas rodam fodidamente.
Não rodam que nem você.
Você é tão inocente.Inocente porque nem sabe que é inocente.
Nem eles, meus amigos fodidos, sabem que não são mais.
Tem umas coisas que a gente vai deixando, vai deixando, vai deixando de ser e nem percebe. Quando viu, babau, já não é mais.

Mocidade é isso aí, sabia?



-(Caio Fernando Abreu in Dama da Noite, fragmentos)-
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segunda-feira, 2 de junho de 2008

[Acalanto]

(ou : voltando pra casa...outra vez.)


E meu coração transborda sentimentos infinitos...inarráveis.
Mas que me impulsionam de ir sempre mais além.
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"Depois de ter você...pra que querer saber que horas são...Se é noite ou faz calor...?"


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[Unhas roídas:uma semana inteira assistindo aula com um professor que parece falar grego...]
[O céu se abrindo: o tempo faz um abraço bom virar saudade...e faz o nosso eterno ser resumido em poucos dias...]
[Pós Domingo: e volto ao começo, com leves acelerações cardíacas, algumas borboletinhas insistentes e medo...(mas só um pouquinho dele).]




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