quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

No dia em que Júpiter encontrou Saturno...

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Foi a primeira pessoa que viu quando entrou. Tão bonito que ela baixou os olhos, sem querer querendo que ele também a tivesse visto. Deram-lhe um copo de plástico com vodca gelo e uma casquinha de limão. Ela triturou a casquinha entre os dentes, mexendo o gelo com a ponta do indicador, sem beber. Com a movimentação dos outros, levantando o tempo todo para dançar rocks barulhentos, devagarinho conquistou uma cadeira junto a janela.
A noite clara lá fora estendida sobre Henrique Schaumann, a avenida Poncho & Conga, riu sozinha...
Ria sozinha quase o tempo todo, uma moça magra querendo controlar a própria loucura, discretamente feliz.
Molhou os lábios na vodca tomando coragem de olhar para ele, um moço queimado de sol e calças brancas com a barra descosturada. Baixou outra vez os olhos e suspirou soltando os ombros, coluna amoldando-se ao junco da cadeira. Só porque amanhã ainda era dia de trabalho e não ficaria, desta vez não, parada entre o som, a televisão e o livro, atenta ao telefone silencioso. Sorriu olhando em volta...
Muito bem, aqui estou.

Não que estivesse triste, só não sentia mais nada.

Levemente, para não chamar atenção de ninguém, girou o busto sobre a cintura, apoiando o cotovelo direito sobre o parapeito da janela. Debruçou o rosto na palma da mão, os cabelos lisos caíram sobre o rosto. Para afastá-los, ela levantou a cabeça, e então viu o céu tão claro que não era o céu normal de Sampa, com uma Lua nada cheia,mas Júpiter e Saturno muito próximos. Vista assim parecia não uma moça vivendo, mas pintada em aquarela, estatizada feito estivesse muito calma, e até estava, só não sentia mais nada, fazia tempo.

(Quem sabe porque não evidenciava nenhum risco parada assim, meio remota, o moço das calças brancas veio se aproximando sem que ela percebesse.)

Parado ao lado dela, vistos de dentro, os dois pintados em aquarela - mas vistos de fora, das janelas dos carros procurando bares na avenida, sombras chinesas recortadas contra a luz vermelha.

E de repente o rock barulhento parou e a voz de John Lennon cantou "every day, every way is getting better and better".

-Você gosta de estrelas?
-Gosto. Você também?
-Também. Você está olhando a lua?
-Queria que ela estivesse cheia. Hoje está em Virgem.
-Amanhã faz conjunção com Júpiter.
-Com Saturno também.
-Isso é bom?
-Eu não sei.
-Deve ser.
-É sim. Como tb é bom encontrar você.
-Também acho.

(Silêncio)

-Você gosta de Júpiter?
-Gosto. Na verdade "desejaria viver em Júpiter onde as almas são puras e a transa é outra".
-Que é isso?
-Um fragmento do poema de um menino que vai se perder...

(Silêncio)

-Você tem um cigarro?
-Estou tentando parar de fumar.
-Eu também. Mas queria uma coisa nas mãos agora.
-Você tem uma coisa nas mãos agora.
-Eu?
-Eu.

(Silêncio)

-Como é que você sabe?
-O quê?
-Que o menino vai se perder.
-Sei de muitas coisas. Algumas nem aconteceram ainda.
-Eu não sei nada.
-Te ensino a saber, não a sentir. Não sinto nada, já faz tempo.
-Eu só sinto, mas não sei o que sinto. Quando sei, não compreendo.
-Ninguém compreende.
-Às vezes sim. Eu te ensino.

(Silêncio)

-Você tomou alguma coisa?
-O quê?
-Efedrina, morfina, codeína, mescalina, estenamina, psilocibina, metedrina.
-Não tomei nada. Não tomo nada.
-Nem eu. Já tomei tudo.
-Tudo?Cogumelos têm parte com o diabo.
-O Lsd aperfeiçoa o real.
-Agora quero ficar limpa. De corpo, de alma. Não quero sair do corpo.

(Silêncio)

-A lua já foi embora.A estrada escureceu.
-Mas navegamos.
-Sim. Onde está o Norte?
-Localiza o Cruzeiro do Sul. Depois caminha na direção oposta.

(Silêncio)

-Você é de Virgem?
-Sou. E você, de Touro?
-Sou. Eu sabia.
-Eu sabia também.
-Combinamos: terra.
-Sim. Combinamos.

(Silêncio)

-Amanhã vou embora para Paris.
-Amanhã vou embora para Natal.
-Eu te mando um cartão de lá.
-Eu tb te mando um cartão de lá.
-No meu cartão vai ter uma pedra suspensa sobre o mar.
-No meu não vai ter pedra, só mar. E uma palmeira debruçada.

(Silêncio)

-Vou tomar chá de ayahuasca e ver você egípcia. Parada do meu lado, olhando de perfil.
-Vou tomar chá de datura e ver você tuaregue. Perdido no deserto, ofuscado pelo sol.
-Vamos nos ver?
-No teu chá.
-E no meu chá.

(Silêncio)

-Quando a noite chegar cedo e a neve cobrir as ruas, ficarei o dia inteiro na cama pensando como seria dormir com você.
-Quando estiver muito quente, me dará uma moleza de balançar devagarinho na rede pensando em está com você.
-Vou te escrever carta e não te mandar.
-Vou tentar recompor teu rosto sem conseguir.
-Vou ver Júpiter e me lembrar de você.
-Vou ver Saturno e me lembrar de você.Daqui a vinte anos voltarão a se encontrar.
-O tempo não existe.
-O tempo existe, sim, e devora.
-Vou procurar teu cheiro no corpo de outra mulher. Sem encontrar, porque terei esquecido.
-Quando eu olhar a noite enorme do Equador, pensarei se tudo isso foi um encontro ou uma despedida.
-E que uma palavra ou um gesto, seu ou meu, seria suficiente para modificar nossos roteiros.

(Silêncio)

-Mas não seria natural.
-Natural é as pessoas se encontrarem e se perderem.
-Natural é encontrar. Natural é perder.
-Linhas paralelas se encontram no infinito.
-O infinito não acaba. O infinito é nunca.
-Ou sempre.

(Silêncio)


-Me beija.
-Te beijo.

Desceu pelo elevador, a chave do hotel na mão. Rodou a chave entre os dedos, depois mordeu leve a ponta metálica, amarga...
Ria sozinha quase sempre... uma moça magra de cabelos lisos junto à janela querendo controlar a própria loucura, discretamente feliz.

Mordeu a unha junto com a chave, lembrando dele, um moço queimado de sol, com a barra branca das calças descosturadas...
E suspirou soltando os ombros, pés inseguros comprimindo o piso instável do elevador.
Só porque não era mais sábado, porque estava indo embora, porque as malas estavam por fazer e o telefone tocava sem parar. Sorriu olhando em volta.

Não que estivesse triste, só não compreendia o que estava sentindo.

Levemente, para não chamar a atenção de ninguém, apertou os dedos da mão direita na porta aberta do elevador e atravessou o saguão de lado, saindo para a rua.
Apoiou-se no poste da esquina, o vento esvoaçando os cabelos...e para evitá-lo ela então levantou a cabeça e viu o céu...
Um céu tão claro que não era o céu normal de Sampa, com uma lua nada cheia e Júpiter e Saturno muito próximos...
Quem sabe porque não evidenciava nenhum risco, o moço debruçou-se na janela lá em cima e gritou alguma coisa que ela não chegou a ouvir.

Mas ela ainda pensava: "se Deus quiser, um dia acabo voando".
De onde estava, não conseguiria ver os olhos da moça. De onde estava, não conseguiria ver os olhos dele. Mas as memórias de cada um eram tantas que ele imediatamente entendeu e aceitou, desaparecendo da janela no exato instante em que ela atravessou a avenida sem olhar para trás...



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.:Capítulo Zero:.

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Eu quis tanto ser a tua Paz...quis tanto que você fosse o meu encontro...
Quis tanto dar, tanto receber.
Quis precisar, sem exigências.
E sem solicitações, aceitar o que me era dado...
Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana.Mas o que tinha, era seu...


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[Essa morte constante das coisas...é o que doi.]






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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

.:Andanças:.

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Eu bem que sabia que ainda não tinha fôlego de encarar aquela sensação.
Ainda assim,como num misto de nostalgia e desafio a si mesma...me vi ali...
Me vi novamente mirando aquele portão de embarque.
Confesso que de olhos fechados te vi chegar.Senti o teu calor em mim e aquele abraço que em silêncio me dava e sempre parecia que fazia o mundo parar...
Lembrei do quanto eu te amava suave...e do quanto me sentia completa por isso.

Mas tudo ficou tão pesado,que nem mesmo as nossas lembranças eu não era mais capaz de sustentar em minhas mãos.
O abrir dos olhos fez-me sentir novamente as mãos gélidas...e o coração descompassado.
E doeu.
Como ainda doia...
Porque do meu corpo,eu tinha as pernas trêmulas...dos meus olhos, cairam lágrimas que me denunciavam...

Senti uma dor orgânica.Vontade de correr para todos os lados,numa tentativa de exorcisar aquela dor de tanto inúmeros porquês com destino.

Era tudo ali tão nosso...!
Tantas indas e vindas...
E no entanto apenas eu restara...eu e meus pensamentos.Eu e minhas dores.Eu e os meu porquês...

Embarque...desembraque...atrasos...planagens...
Pessoas iam e vinham.E apenas vc permanecia em mim.
Sentei naquele mesmo banco,do 2º andar,ao lado do caixa eletrônico...onde na sua primeira ida,pôs-me em teu colo...Segurou-me pela mão...beijou-me forte e no meios das minhas lágrimas, olhou-me nos olhos e disse com a voz serena apertando-me em seu peito:" Você sempre terá à mim...não chore..."

No entanto estava eu novamente ali...e eu novamente chorava.
E agora eu chorava por saber que o "que tem de ser"...tem muita força!
Que ali...onde fiz do teu colo o meu abrigo...não existia mais o teu lugar nos braços meus.
Que era preciso novamente caminhar só...numa busca onde apenas meus olhos poderiam enxergar o que verdadeiramente seria meu.

Mas ainda doía...e como doía...
Mas eu levantei...sai andando...enxuguei o rosto...e diferente de como todas as outras vezes eu olhei para tras...
Eu olhei para tras,pois precisava ver que ali apenas existia um banco vazio...onde nem mesmo a dor de ti poderia ocupar lugar algum...
Fui embora.
E olhando para aquele banco eu sozinha pensava: "Eu poderia ter te amado para sempre..."





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[Seguir em frente evitando a mágoa com o destino, não olhar o que não deve ser visto, erguer a cabeça e os ombros; os outros não me afetam mais e mais... e isso durará até que se prove todo o contrário. ]


Embarque de vida nova e revonação.
E Luz...muita Luz para o meu ser.

Assim seja.


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sábado, 22 de novembro de 2008

[Colorindo]


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E se a água que saísse do chuveiro fosse tratada com um produto químico que reagisse a uma combinação de coisas, como o batimento cardíaco, a temperatura corporal e as ondas cerebrais, de modo que sua pele trocasse de cor dependendo do seu estado de ânimo?

E se você estivesse extremamente empolgado, a pele ficaria verde, se você estivesse brabo a pele ficaria vermelha, obviamente, e se estivesse triste ficaria azul.
Todo mundo saberia como o resto das pessoas está se sentindo e poderíamos ser mais cuidadosos uns com os outros, pois você jamais ia querer dizer a uma pessoa com a pele roxa que você está brabo com ela por ela ter se atrasado, ao mesmo tempo que ia querer dar um tapinha nas costas de uma pessoa rosa e dizer a ela: “Parabéns!”

Outra razão que torna essa invenção boa é que muitas vezes você sabe que está sentindo um monte de alguma coisa, mas não sabe que coisa é essa.
Será que estou frustrado? Será que só estava mesmo aflito?

E essa confusão modifica seu ânimo, ela se torna o seu ânimo, e você vira uma pessoa confusa, cinza. Mas com a água especial você poderia olhar para as suas mãos laranja e pensar:
"Estou feliz! Na verdade eu estava feliz esse tempo todo! Que alívio!"

Por Oskar Schell.

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"Teus sinais me confundem da cabeça aos pés...mesmo assim eu te devoro..."




[E que eu sempre tenha a força de suportar tanta paz...]




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[perdas e ganhos, aquarela, janelas e bolhas imagináveis... ]

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Pensei na vida. Em minha vida.
Nas frestas de luz que entram pela porta cortando o escuro da noite, no som dos despertadores pela manhã, nos quarenta minutos indispostos após o despertar, nos balões de ar que se perdem no céu antes de alcançar a estratosfera, nas bolhas de sabão que estouram no ar antes que se termine de admirá-las, nos gerânios que ainda faltam no meu jardim e que são bonitos para nada, nas amoras, nos amores, nos brinquedos da infância, na infância: saia plissada, bochechas e joelhos sobressalentes.
Hoje tudo se mistura. Naquela época tudo me comovia: a soma dos números da placa de um carro, um pássaro engaiolado, o barulho da moto do entregador de pizza, um quadro torto na parede, uma estrela no céu, as nuvens opacas do final da tarde, uma boneca com a perna quebrada. Tudo. Minha vida é uma colagem.
Pensei nas vitórias. Nas minhas vitórias cotidianas, nas minhas perdas, nas escolhas e no que ficou pra trás. Nostalgia. Possibilidades. -Aonde você vai estar daqui a dez anos? – Por quê? – Porque é exatamente aonde eu gostaria de estar!.
Finais. Telas em branco, cadernos vazios, canetas, pincéis, aquarela e nanquim. Todos os medos. Tudo o que eu poderia ter libertado. Paredes, concreto, bolhas imaginárias de proteção de onde eu podia observar o mundo e permanecer imune a ele. Poderia ter me libertado das minhas próprias paredes há tempos.
Já experimentei de tudo. Ou quase. Dependendo do que “tudo” possa significar. Alegria, raiva,medo. Intensamente feliz, extremamente triste. Mas não o suficiente. Nunca o suficiente. Será que existe alegria suficiente? Será que há um limiar onde a felicidade convence? O fim de qualquer tristeza não justifica a tristeza. Sofrer é sólido. Não se perde no céu, não estoura no ar. Pensar demais é inútil. O mundo fora de nossas cabeças pode ser bem mais divertido.

Que tola eu sou...tão boba e tão frágil, tão forte, tão simples e absoluta. Tenho vários animais de pelúcia, não tenho medo da morte, meus animais de estimação cativam minha estima, ainda tenho medo da vida, do que se vai e do que fica (e do) para sempre.
Que tipo de pessoa eu sou? Não consigo explicar o que sinto nem a mim mesmo e por isso o que sinto é –quase- sempre tão bonito. Ainda não consigo compreender meus finais. Nem os inícios. E essa catraca que é a vida da gente.

Tantas pessoas que entram e tantas pessoas que saem. É preciso manter a porta aberta pra que elas entrem. É preciso manter a porta aberta pra que elas saiam. Minha casa vai ter sete janelas.

Pensei na vida. Em minha vida. E na falta que sinto do que já tenho.

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"Eu já me acostumei a esquecer tudo que vai..."




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terça-feira, 18 de novembro de 2008

.:Lavagem de Alma:.















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Ah...esse olhar verde/cinza que vieste para domar os olhos meus.
Trouxeste a mensagem suave para anunciar-me o próximo instante.
Porque tu me mostra o que é o tempo...o segredo dos espaços,o prazer dos intervalos...
Ah, intervalo quebrado! Quebrados nessa nossa terna hora exata de acontecer.

Chegaste como um anjo...
Despertando os meus instintos.
Viestes para lembra-me que tenho asas.
(eu havia esquecido...!).
Trouxeste de volta o meu encanto pela música...sonetos...palavras...
Lembraste-me que eu canto,que eu danço,que eu sou um leve e insustentável ser.
Trouxeste na bagagem deliciosos sorrisos pueris.

Pegaste-me pela mão,levando-me de volta ao caminho...
Caminho esse que já conheço...só que as vezes eu tropeço...fraquejo...e sento na pedra para chorar...
Recolheste meu corpo ao vento...colocaste-me o teu manto e devolveu-me às mãos de mim mesma.


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[Ah...se todos os meus dias fosse Canoa...]



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terça-feira, 11 de novembro de 2008

.:Do lado de dentro:.

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Ouvi o bater seco da porta ao fechar enquanto dormia.
Ainda havia o teu perfume nos lençóis que envolvia o meu corpo, enquanto procurava o teu ao meu lado.
Sonolenta,abri os olhos procurando por ti e não estavas.
Perguntei por ti e respondeu-me a tua ausência.
E agora,sabia comigo mesma que não seria momentânea, como tantas outras.
Um até breve disfarçado de adeus, como tantos outros.
Aqueles que nunca te diria. Aqueles que nunca esperei que me disseste.

Deixei que o tempo se contasse entre fumaças fugazes e justificações para a tua ausência.
Passos lá fora.
Serão os teus?
Não. Seguramente não seriam os teus. Se o fossem já terias entrado por essa porta. Nunca poderiam ser os teus, porque esses eu conheço de cor...
Mas bastou-me a minha certeza de que por ti,não mais esperarei...Como tantas outras vezes.

Não houve um bilhete de despedida e as chaves deixaste-as propositadamente na fechadura. Pelo lado de fora.
Deixaste-me presa a ti, ao porquê de tudo isto...sem respostas... e à vaga expectativa do teu regresso.
Que egoísta foste!
E saíste deixando a porta bater. E eu ouvi-a bater.
Fez-me escutar o barulho ensurdecedor de uma porta,como de quem não se importa...com tudo o que havia deixado para tras.

Pensei em te dar as chaves,para que pudesse voltar quando quisesse me visistar.
Mas enquanto procurava por ti,achei fotografias que mostravam a fidelidade dos meus olhos quando te viam...
Olhei ao redor...e vi a casa que diariamente regava para que ali sempre fosse teu abrigo,para acalentar-te sonhos.

Desorientada...voltei até a porta.
Silenciosamente pus a chave novamente para o lado de dentro.
Andei suavemente por todos os cômodos da nossa casa.
Visitei sentimentos.Admirei mais uma vez a nossa janela de vistas tão belas.
Recolhi alguns pedaços meus que estavam espalhados nas nossas varandas de luar.
Procurei as flores que te dei...mas já não havia nada lá.

E a ausência que antes me agonizava,de repente era ela ali quem me fazia completar os pulmões.

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"Não havia mais um dia perfeito...não havia mais com que me enganar...
Ventania no nosso deserto particular.
Não havia mais maneira ou jeito de fazer tudo se modificar...o futuro terminou antes de começar..."




[ Ainda bem que o amor é como o Sol...e sabe como renascer...]












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.:Taiba's Dreams:.







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Eu poderia falar da Lua sublime que nos cobria...
Ou quem sabe então descrever os raios de Sol que nos aqueceu.
Contaria sobre as estrelas que nos sorriam e nos contemplavam.
Mas não...a música que você sussurrou ao meu ouvido fazendo-me adormecer em teus braços...foi bem mais além...



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[Alguma coisa se esvai pela fímbria de teus dedos que aos poucos invade minha vida...Alguma coisa de mim, teus olhos denunciam...que me inquieta.
Sabes alguma coisa sobre mim que eu năo sabia...
E quanto mais o toque de tuas mãos me decifra,mais saberás de mim e mais perdida em ti me encontrarei...]

(SEGREDO MEU!)

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domingo, 9 de novembro de 2008


"A minha herança pra você é uma flor
Um sino, uma canção, um sonho...
Nenhuma arma ou uma pedra eu deixarei.
A minha herança pra você, é o amor capaz de fazê-lo tranqüilo, pleno...Reconhecendo no mundo o que há em si"






Eu apenas queria que você soubesse
Que aquela alegria ainda está comigo.
E que a minha ternura não ficou na estrada
Não ficou no tempo presa na poeira...

Eu apenas queria que você soubesse
Que aquela menina sempre foi uma mulher
E que esta mulher é uma menina
Que colhe e dar fruto flor do seu carinho.

Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta
Que hoje eu me gosto muito mais
Porque me entendo e me aceito muito mais também.
E que a atitude de recomeçar é todo dia...toda hora...
É se respeitar na sua força na sua fé
E se olhar bem fundo e gostar do que vê.

Eu apenas queira que você soubesse
Que essa criança brinca nesta roda
E não teme o corte de novas feridas.
Que ainda sabe olhar dentro dos olhos
Pois tem a saúde que aprendeu com a vida...





[Imagine...imagine as possibilidades da vida...]
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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

.: DoSeS LeTaiS:.



Anti-meias verdades
Anti-silêncio gritante
Anti-desconsiderações alheias
Anti-lembranças cortantes
Anti-dias cinzas
Anti-falso amor
Anti-aperto no peito
Anti-nó na garganta
Anti-respostas infundadas
Anti-desconsolo
Anti-vista ofuscada
Anti-sonhos tomados
Anti-melancolia
Anti-saudade indevida
Anti-planos suspensos
Anti-porquês inúmeros
Anti-passos desordenados
Anti-desorientação.



Mas por favor...dai-me doses homeopáticas de força para o levantar,após cada queda.



[E o que o teu silêncio me fale cada vez mais...]

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

.: Das músicas que falam do momento presente capítulo XXVIII:

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" Não me torture,não simule...não me cure de você.
Deixa o amanhã dizer..."





[E quando vem alguém e nos ensina sem saber:
"Respire...respire antes de tudo."



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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

.: + 1 Prosa...


-Vai passar, confia em mim, sempre passa...pequena borboleta...

-Você não entende,minha menina... Não é um corte no dedo, uma queimadura na mão, não é uma dor de cabeça, não é...

-Sim, eu sei, eu sei, eu sei, é um corte mais profundo, vai cicatrizar ...mas pra isso é preciso se ocupar pra fora.

-Mas se eu ficar pra fora vai cicatrizar por dentro?

-Curiosamente sim, enquanto você fica ocupando o lado de fora, vai fortalecendo o lado de dentro.

-Ah, será? Não demora muito mais pra passar?

-Não...Ah, se eu pudesse te fazer entender... Você vai vivendo, se ocupando, arrumando as coisas aqui e ali e o corte vai se acalmando, cicatrizando, fechando um ciclo.

-E se não fechar,minha menina?

-Fecha sim... e depois, a felicidade nem sempre está onde a gente acha que deve...

-Você tá falando de felicidade?

-Então... Investe tempo e energia em outras coisas, a felicidade também está...

-Humm...

-Que foi?

-Você não entende...você não entende.







[Foram tantas Luas cheias celebradas e compartilhadas...mas dessa vez não houve "tempo"...
Não há o que temer...aconteça o que acontecer...ela sempre estará lá para mim...iluminada e forte...apenas esperando mais uma vez ser contemplada...e sempre lembrará como eu fazia pra ser feliz...]


"Eu tive tanto amor um dia..."

terça-feira, 14 de outubro de 2008

.: Profecia :.

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Ela olhava pra ele com decepção, tentava se enganar.
Ele sabia que ela lia seus pensamentos e compreendia cada olhar.
Ele talvez não conhecesse os delas, mas isso naquele momento não era de grande valia.
Ele talvez pensaria que era invasão de privacidade ouvir as palavras de seu íntimo, mas ela não podia evitar...(e também não queria sentir dor.)
Naquela alma estavam depositadas todas as suas esperanças, as suas confiança, a sua serenidade...e a sua cegueira talvez.
E naquele instante, paradas sobre lâmpadas circulares a profecia começava a se concretizar.

E doía, como doía. Mas não queria sentir pena...
A esperança esquivava-se entre portas de pesadelos e chamadas hostis, mas ele incessante aparava-se sobre um fio de luz, ainda...Sobre meias verdades...e nas fraquezas alheias.

Seríamos nós os donos do nosso próprio destino? Será que ela poderia mudar algo que já estava predestinado? A culpa seria toda dela? Já que foi ela quem decidiu fechar os olhos para sonhar?

Ouvia vozes para calar, para isolar, para ir embora e não olhar pra tras,para ignorar os fatos...
Não podiam ser ditos, não podiam ser esclarecidos de forma que poderia ser mudada toda uma história, mas a vontade de agir compulsivamente mais uma vez era maior que ela ,em vista que não era só ele que eu iria perder, ela também...
E as cenas passavam na sua cabeça, rodavam e uma lágrima queria escoar pela face, pelo medo... pela decepção com o destino. Ela de maneira cética e ilógica fingia um certo descaso pelo que lhe aterrorizava e lhe fazia sentir como se não existisse.

Aquela alma ali na sua frente houvera aparado as suas lágrimas, compartilhado seus sorrisos, a conhecia profundamente, mas não enxergava o desespero dos seus olhos semi-cerrados que ela não permitia que escoasse a água da derrota...em ver tudo se desmoronando.


Ele não entendeu seu olhar...Não percebeu que pensou alto demais e era impossível não ouvir, ele tentava lhe enganar, tentava... Sua boca dizia palavras desorientadas, palavras desastradas. Mas o seu íntimo expunha a sinceridade que ele receava dizer. Como se ela não fosse ouvir, como se ela não o conhecesse mais do que a ela mesma.
Provavelmente ele não acreditava totalmente no seu ler. No seu ler, no seu dom que às vezes era falho, mas em suma maioria era certo. E ela lia, ouvia as palavras que ele não disse e que aquelas lâmpadas circulares iluminavam, esclareciam, transpareciam. Mostravam-se impiedosas, egoístas e auto-suficientes. Ressaltando a ingenuidade e a inocência que ainda restavam dentro dela.
Ela não acreditava na sua malícia, ou melhor, não queria descobrir que ela exista, mas existia. Infelizmente. A água não escoava pelos olhos, mas sim pelo coração, que ele não enxergava e se for o caso, ela que não deixou as enxergar...


E era apenas o começo do destino.
A profecia se cumpria.
Era apenas o princípio...
... do fim?
Era apenas o fim...
...do princípio?

Quem saberá?


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Acreditem em seus instintos, em seus dons.
Eles realmente existem

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[A foto é em homenagem a personagem Alice do filme Closer-Perto demais.Ela se pergunta em meio a uma lágrima que cai:

"Why isn’t love enough?"

Tavez assim como eu,ela ainda não encontrou a resposta...]



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NAMASTÊ




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.:Tarefa de CaSa:. ( e de fora dela também)


Livrar-me dos meus velórios sentimentais.
Que tudo seja vivo.
Seja vida. Seja inteiro.
Hoje eu decidi não matar.
Matar é também morrer um pouquinho.
Morrer não dói, dizem... mas cansa.

Não são essas as flores que preciso...









[Das coisas que te passam se anda está(s) vivo:
Por que mesmo depois de tudo, do tanto, do tempo, a gente insiste em permanecer nessa ilusão de eterno???]




"Eu só sei que amei...que amei...que amei..."
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sábado, 11 de outubro de 2008

.: Busca Vida:.


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Vou sair pra ver o céu
Vou me perder entre as estrelas
Ver daonde nasce o sol
Como se guiam os cometas pelo espaço
e os meus passos
Nunca mais serão iguais

Se for mais veloz que a luz
Então escapo da tristeza
Deixo toda a dor pra trás
Perdida num planeta abandonado
Pelo espaço

E volto sem olhar pra trás


No escuro do céu
Mais longe que o sol

Perdido num planeta abandonado
No espaço

Ele ganhou dinheiro
Ele assinou contratos
E comprou um terno
Trocou o carro
E desaprendeu
A caminhar no céu
E foi o princípio do fim.

E volto sem olhar pra trás...





-HEBERTH VIANA-


-Porque choras, borboleta pequenina?

-Nao vês,querida menina...nao há mais o doce canto do passaro a encantar-me quando fecho os olhos...

-Mas ele ainda está la,nao estás?

-Sim...está sim...bem do lado de dentro.

-E entao pequena borboleta?

-Mas agora...ele parece ferir feito farpa...

-E nao basta apenas amar o amor?

-Nao quando lhe damos um ninho e ainda assim ele quer voar...

-Entao porque ainda choras,pequena borboleta...esqueceste dos teus longos caminhos pecorridos para aprender abandonar o casulo qndo as asas necessitarem voar?

-Elas estao sem forças agora...

-Nao...elas ainda estao la...com suas cores e levezas.Basta apenas q as enxerguem.

-Voce nao entende querida menina...o céu é o mesmo...e as lembrancas vao comigo onde eu for...

-O teu céu é dentro de ti mesma...borboleta pequenina.Olha pra dentro de ti...e vc ainda verás como fazias para ser feliz...






''Quero a tua força como era antes...''




[Tudo que ela precisa é de um Tylenol para a dor de cabeca...
Porque a dor do coraçao...ele mesmo cessa...]
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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

.: Há de haver:.



É preciso ainda que haja aquela leveza...
E aos poucos,o corpo se afastará do chão e flutuará livre...novamente por aí.

E se ainda houver a paciência e compreensão (num limite que eu não sei estabelecer),o medo se dissolverá....

E aí novamente haverá uma entrega inconsciente.E desejada.

É preciso que haja uma noção muito grande de quem se é...e do que se quer...para saber o quanto vale a pena estar.

Por que pode parecer que não seja totalmente bom e o costume nos acostumes.

As futilidades e as supérfulas podem embaçar a visão.

Por isso é preciso delicadeza diárias.E grande sorrisos.

Força simultânea.

É preciso que haja sempre novidades. Estímulos para acordar.

E cumplicidade para, ao menos,aceitarmos o que não nos é próprio.E o que não pode ser agora(se realmente queremos).

E liberdade para ir e poder voltar ...viver por viver...sem grande questionamentos.

Estar quando nos convir estar.

E se houver todas essas coisas,sempre haverá o colo para quando o nosso mundo se mostrar insustentável.

E se lá você ainda estiver...poderá ver que ainda que distante...eu nunca estive fora de lá.





[Quem sabe você também esteja...e eu ainda tenha força pra nos sustentar em minhas mãos...]

terça-feira, 30 de setembro de 2008

.: Post escriptum :.

Eis aquela pergunta que eu ia te fazer, mas que, por delicadeza, não faço:

Como vão os restos mortais do teu amor?


Claro que esta pergunta é só uma despretensiosa provocação. Porque, no fundo, o que morre são as relações, apenas as relações...
Teu Amor continua aí, intacto, brilhante, enorme
— e pronto para ser vivido de novo e sempre.
Basta que você o deixe livre.

E o desperte, todo dia...




* E PRA NÃO
DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES:






Nesta primavera vou encher de flores vermelhas...
Todos os meus vasos Sanguíneos.




.:cONTRAsENSO:.


"Em luta, meu ser se parte em dois.
Um que foge, outro que aceita.
O que aceita diz: não.
Eu não quero pensar no que virá: quero pensar no que é. Agora. No que está sendo.
Pensar no que ainda não veio é fugir, buscar apoio em coisas externas a mim, de cuja consistência não posso duvidar porque não a conheço. Pensar no que está sendo, ou antes, não, não pensar, mas enfrentar e penetrar no que está sendo é coragem.
Pensar é ainda fuga: aprender subjetivamente a realidade de maneira a não assustar. Entrar nela significa viver .Sôfrego, torno a anexar a mim esse monólogo rebelde, essa aceitação ingênua de quem não sabe que viver é, constantemente, construir, não derrubar.
De quem não sabe que esse prolongado construir implica em erros, e saber viver implica em não valorizar esses erros, ou suavizá-los, distorcê-los ou mesmo eliminá-los para que o restante da construção não seja abalado."








[Eu não guardo meus sentimentos em caixas de papelão. Elas são frágeis...Bem frágeis...
Há muitos joguei quinquilharias de lembranças fora. Às vezes os deixo escondidos na estante, entre os Cds empoeirados e as memórias congeladas em álbuns de fotografias...
Vontades misturadas com saudades ocultas, para que ninguém mais possa encontrar. Somente eu quem devo procurar as emoções em cômodos incômodos.
Não creio mais confiar nem na minha sombra, pois até ela me abandona quando as luzes se apagam...]



*

(sem) TuaS MãOS.


Bota-me nos braços...
me roda feito ciranda,
me faça sentir a liberdade
e o vento no colo.

Eu ando precisando de asas
mesmo que sejam emprestadas.
Bota-me nos braços,
me erga até o alto...
me faça sentir por cima de muitos.
(É que eu me sinto assim de repente, pequena para o mundo)
miúda, encruada,desastrada...

Bota-me nos braços
me abraça forte
me trave os movimentos
Eu preciso saber se meus ossos resistem
se eu tenho ar e força o suficiente.

É que eu ando tão frágil
Ou não sei, talvez é só falta de coragem.
Bota-me nos braços...
me faça mulher,
dê-me desejos sem fim.
É que eu ando tão sem noção...(ainda mais qndo não te tenho ao alcance das minhas mãos.)

Bota-me nos braços
me olhe nos olhos
Eu não sei,
é que olhares me acalmam.
Eu só quero ser cuidada...



.




*

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

.:El gris de la hora:.


O tempo passou incólume...
O fogo que outrora era fúria incontida... lentamente acabou por perder toda a sua intensidade.
Até as chamas clamaram pelas cinzas em breves metamorfoses.
Porque ontem fui chama acesa em mim e hoje recriei-me nas cinzas dos afetos e das palavras.

As horas passaram...as questões multiplicaram-se e as dúvidas, essas há muito que destilaram angústia e hoje são cálices de redenção.
Abriram-se as portas do ser e da chama nasceu a cinza que dará lugar a novas chamas em ciclos perpétuos de fogo que emanam da minha vontade transcendente...
Porque saberás onde me encontrar.
Porque se vieres à minha procura saberás sempre onde me encontrar.
Vem até mim se souberes as respostas.
Esta foi a cinza das horas...Esta é a cinza das minhas horas.








[Repousa teu sono sereno em meu colo...faz um pedido e assopra...
Quem sabe ainda sentirá o batido das asas das borboletas.]



*

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Sonífera.

...E fecha os olhos, minha doce menina...deixa a lágrima insistente escorrer e lavar tua alma.
Amanhã sempre será um novo dia,lembras?


Dorme...dorme minha pequena.

Um vento suave virá acalentar-te em seu colo...e trará o que verdadeiramente é teu.

Shhh...dorme...dorme...




.




[Quando as borboletas pensam em parar de voar...]


*

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

"...SoL De PriMaVeRa,

abre a janela do meu peito."







.

E é de certo,olharmos pra frente...E aprender com a primavera,a deixar-se cortar...e renascer sempre inteira...

.





[Feliz 1º dia de primavera...!]




*








terça-feira, 9 de setembro de 2008


Duas pessoas encontram-se e vão para um local bem frio.
Mas tão tão frio... que nenhum tem coragem sequer de se levantar para fechar as portas na tentativa de amenizar e aquecer o recinto.
Ambos usam tênis, camiseta, calça jeans e moleton, ambos sentem muito muito frio.
Eles, um homem e uma mulher, dividindo aquele espaço, aquela mesma distância e algo que só não é maior que os dois juntos, se olham e pensam: "eu poderia tirar meu moleton pra poder lhe agasalhar melhor."
Mas o frio é tanto que ninguém o faz. Ninguém consegue. Os dois se abraçam. Sublime.
O amor deles é é feito de pequenas grandes coisas. O amor não é como aqueles quando um tenta dar ao outro aquilo que lhe falta, não é quando um se torna incompleto.
O Amor deles é conjunção, é partilha e troca, outra coisa não deve ser amor, amor é estar junto – independente da forma – um aquecendo o outro pra conseguir suportar o frio até que ele passe...





[Sorte a minha que eu tenho vc à encantar todos os dias meus...]




*

.(Re)visitando sentimentos.


Atravessei esses sentimentos centenas de vezes nas últimas semanas.

Saí ilesa.

Minhas 570907118184 tristezas...

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A tristeza de não saber expressar claramente o que se quer dizer;
A tristeza de acordar no meio da madrugada;
A tristeza de não poder abraçar o silêncio;
A tristeza da ausência;
A tristeza das coisas pensadas que soam mais terríveis que as coisas faladas;
A tristeza das coisas faladas que saem diferentes das coisas vividas;
A tristeza da falta de concentração;
A tristeza do pensamento fragmentado;
A tristeza de querer fazer tudo imediatamente;
A tristeza de não fazer nada;
A tristeza da radiação solar;
A tristeza da vida que continua enquanto a gente não pára;
A tristeza da gente que não pára enquanto a vida continua;
A tristeza do oposto da crença;
A tristeza do contrário da fé;
A tristeza do “se”;
A tristeza das impossibilidades inventadas;
A tristeza do peso que o excesso de leveza trás;
A tristeza do amor sem desprendimento;
A tristeza dos hormônios;
A tristeza do incômodo da alegria fulgaz;
A tristeza do incômodo da fulgacidade alheia;
A tristeza da cerveja quente;
A tristeza de ser uma esquecedora ativa;
A tristeza de ser uma relembradora inerte;
A tristeza de terminar um bom livro;
A tristeza de não terminar um livro;
A tristeza de sentir necessidade de criar coisas;
A tristeza da impossibilidade de conciliação entre certos quereres e o existir;
A tristeza da falta do peso inexistente do corpo existente, porém não presente no meu corpo demasiadamente real;
A tristeza da falta;
A tristeza dos outros;
A tristeza de – por mais tolo que isso pareça – não poder voar;
A tristeza de não ser duas. Ou três.

A tristeza é algo que está aquém à nossa disposição normal. Não estou triste. Não é tristeza o que sinto. Mas a palavra é quase bela e eu preciso dar nomes.







*

.:Dias Letivos:.



.

O que tem faltado é o tempo...
...pois a inspiração ainda transpira e pecorre por todos os poros.


.






[Venha, meu bem...e dormiremos juntos mais uma vez ao som da balada do nosso amor inabalável...]




*

terça-feira, 19 de agosto de 2008

-Amanhã quem sabe- (?)

Hoje não dá,
Hoje não dá .
Não sei mais o que dizer
E nem o que pensar...


Hoje não dá
Hoje não dá
A maldade humana agora não tem nome.
Hoje não dá...


Pegue duas medidas de ESTUPIDEZ
Junte trinta e quatro partes de MENTIRA
Coloque tudo numa forma
Untada previamente
Com promessas não cumpridas...
Adicione a seguir: o ódio e a inveja,
As dez colheres cheias de burrice...
Mexa tudo e misture bem!
(E não se esqueça: antes de levar ao forno
Temperar com essência de espirito de porco,
Duas xícaras de indiferença
E um tablete e meio de preguiça.)


Hoje não dá...
Hoje não dá.
Está um dia tão bonito lá fora
E eu quero brincar...

Mas hoje não dá.
Hoje não dá ...
Vou consertar a minha asa quebrada
E descansar...

Gostaria de não saber destes crimes atrozes...
É todo dia agora e o que vamos fazer?

Quero voar prá bem longe,
mas hoje não dá
...
Não sei o que pensar e nem o que dizer
Só nos sobrou do amor
A falta que ficou

(ANJOS-Renato Russo)










********** ********* ********** ********* ********* **********


Mil cairão ao teu lado, e dez mil, à tua direita, mas tu não serás atingido.
Somente com os teus olhos olharás e verás a recompensa dos ímpios.
Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda.
Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos.
Eles te sustentarão nas suas mãos, para que não tropeces com o teu pé em pedra.
Ele me invocará, e eu lhe responderei; estarei com ele na angústia; livrá-lo-ei e o glorificarei.
Dar-lhe-ei abundância de dias e lhe mostrarei a minha salvação...

-Salmo 91-

[Tudo ainda é uma questão de manter a mente quieta...a espinha ereta e o coração tranquilo...]

*


domingo, 17 de agosto de 2008

.: A arte De SeR FeLiZ.:

(ou o que eu chamaria de: A Janela de cada um...)





Houve um tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde, e, em silêncio,ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.
Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.

E eu olhava para as plantas, para o homem,para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.
Outras vezes encontro nuvens espessas.
Avisto crianças que vão para a escola.
Pardais que pulam pelo muro.
Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.
Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.
Às vezes, um galo canta.
Às vezes, um avião passa.
Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.
E eu me sinto completamente feliz.

Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,que estão diante de cada janela,uns dizem que essas coisas não existem,
outros que só existem diante das minhas janelas,
e outros, finalmente,que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.






[Lindas palavras de Cecília Meireles que me faz ver quão linda se faz minhas janelas...]












sexta-feira, 15 de agosto de 2008

(...)


"Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei...Pra você correr macio...
Tempo, tempo, tempo mano velho...
Tempo, tempo, tempo mano velho.
(...)
Tempo amigo seja legal...
Conto contigo pela madrugada...Só me derrube no final."

-PATO FU-





[DAS PERGUNTAS QUE NÃO CALAM E VC QUERIA SABER A RESPOSTAS A QUALQUER PREÇO:
Como desinstrecer uma tristeza que não é sua...?]
*

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

--< Lição de hoje >--



Ela bem que me ensinou:




Que a verdade ou mata...ou cura.
O que adoece é a dúvida...







Se o seu coração é absoluto e sincero, você naturalmente se sente satisfeito e confiante, não tem nenhuma razão para sentir medo dos outros.(Dalai Lama)




[Um brinde a felicidade alheia...porque a nossa meu bem,já ta garantida...]





*


[Andanças]


Hoje acordei me achando boazinha demais. Freud colocaria uma interpretação fálica aqui. Mas - isso é algo que eu talvez ainda não tenha falado publicamente- eu tenho gravíssimos problemas de relacionamento com Freud. Gravíssimos. Quase a mesma problemática que tenho com a imagem de Deus que me foi apresentada pela Igreja Católica ( e por tantas outras depois). Houve um tempo que eu acreditei ter problemas com Deus, um curto limiar entre a dúvida e a descrença. Depois percebi que não, meu problema é com os homens.E palavreando Lispector,"Não ter nascido bicho é minha secreta nostalgia".
Mas não era isso que eu queria falar. Tenho mesmo essa mania de atropelar pensamentos. As vezes me sinto meio burra por conta disso. Meio aérea, meio frenética, meio louca também e mais toda essa confusa coleção de adjetivos.
Esses dias falei pra um colega (uma dessas pessoas que a gente faz amizade e fala sobre uma porção de bobagens pessoais porque tem certeza que a possibilidade de aproximações futuras é mínina), falei que já havia abusado essa minha cara de 16 anos (apesar de ultimamente estar me esforçando pra fazer juz a ela.)

Eu já sou, cronologicamente falando, uma adultinha nessa vida e continuo com cara de criança. E o colega arqueando as sobrancelhas falou assim: "É nada, te olha no espelho! Não é cara de criança que tu tem, é expressão. Não são teus traços, são os teus jeitos..."
Ontem conversando com uma amiga, falando sobre inadequações cotidianas, o mundo dos homens grandes e minhas frequentes deconexões com ele, relatei o seguinte: o que eu não sei entender é essa minha dificuldade em me manter no meio-termo: as vezes sou extremamente fria e racional e em momentos que deveria ser, me comporto de modo extremo; as vezes me encanto profundamente com algo e pouquíssimo tempo depois, com uma habilidade que até admiro, perco o interesse.

"É porque tu tem alma de criança, borboletinha!".

E eu nem sei exatamente o que ela quis dizer com essa coisa de alma, nem sei se acredito exatamente no que sei, também nem sei explicar, mas desfazendo as conotações espirituais ou exotéricas da coisa perguntei:

"E isso é bom?" "- Isso é lindo, isso é lindo!".
Hoje me olhei no espelho querendo captar esse negócio de alma-essência-jeito-modo... e nada.

Vi que meu sorriso ainda é aquele...e que os meus olhos ainda se encantam quando veem bolinhas de sabão...







[Ah,quer saber?

Cansei de ser boazinha...

Agora,eu quero ser melhor ainda!]



*



domingo, 10 de agosto de 2008

.E quando a saudade doer...




...pegue o seu lápis e escreva.
No degrau de uma escada, à beira de uma janela, no chão do seu quarto.
Escreva no ar, com o dedo na água, na parede que separa o olhar vazio do outro.
Recolha a lágrima a tempo, antes que ela atravesse o sorriso e vá pingar pelo queixo.
E quando a ponta dos dedos estiverem úmidas, pegue as palavras que lhe fizeram companhia e comece a lavar o escuro da noite, tanto, tanto, tanto... até que amanheça...






.








"Hoje eu preciso te abraçar,
sentir seu cheiro de roupa limpa...pra esquecer os meus anseios e dormir em paz..."



[Não...não chora menina...]



*

sábado, 9 de agosto de 2008

.SaBoTaGeM.


Não sei lidar muito bem com essa historia de não ter alegria constante.
Não sei.
Estou aprendendo também a esperar.
Nunca soube.
Estou sempre perdida entre meus planos de autodefesa, entre o não me deixar envolver nos problemas, entre o meu próprio boicote,nas tentativas de auto-suficiência.
Eu sempre acabo por me trair antes mesmo da sabotagem alheia.Por alguma razão que desconheço ou talvez por algum motivo que conheço demais e teimo em não admitir, estou sempre desviando do que não me agrada aos olhos,ao corpo e a mente.
Nunca quero me mostrar demasiadamente, por que as minhas neuroses são maiores que as tentativas de compreensão, mas eu não deixo que ninguém perceba.Eu tenho uma cara abatida de intensidade e esses meus olhos caídos e pequeno que remetem tristeza não passam de um simples cansaço em carregar o peso da felicidade no bolso.
Minha felicidade é maior que eu e as vezes tenho tanto medo de viver só dela, que guardo no bolso pra tentar deixar a realidade me convencer que alegria constante só existe no cinema ou na literatura.
Acontece que ele me fez ultrapassar minha sabotagem e correu comigo pra frente de tudo isso. Agora eu olho pra traz e aceno, com os bolsos rasgados e um sorriso estampando o rosto, pra tudo aquilo que não quero comigo agora... hoje eu não tenho medo que ele perceba o quanto eu posso ser chata, louca, confusa e doente e o quanto constantemente entro em disfunção com minha tranqüilidade.
Eu quero me mostrar pra ele porque ele não me dá outra saída. Me mostrou um mundo limpo e nesse mundo tudo é tão novo que eu quero que ele fique ao meu lado pra me abraçar e me dizer que tudo está bem. E não adianta as vozes de dentro e fora da minha cabeça gritarem dizendo que não vai dar certo e mais um monte de frases feias e poluídas. Ele limpou o meu mundo. Ele tapou meus ouvidos para as vozes que tanto importunavam e eu não ouço nada além do quero.Sim. O amor machuca. As pessoas traem. Os homens não prestam. (ops! Um surto feminista!). Mas eu não quero lembrar disso. Não agora. Eu quero mais é que todos os amores do mundo sejam eternos enquanto durem, já que entendi perfeitamente o que Vinicius quis dizer com o verso. Eu quero mais é que ele continue a matar minha fome de intensidade.Eu só tenho raiva do tempo. O tempo que não pára quando ele me olha nos olhos, sabendo das minhas confusões e ainda assim gostando de mim. Eu tenho raiva por que eu não sei lidar muito bem com essa historia de "não-felicidade" constante, lembra? Mas eu ainda tenho em mim um pouco do velho método de sabotagem só pra fazer sorrir meu coração com as realidades que eu mesmo invento...




[Está contigo ou não está contigo...agora são essas a medida do meu tempo.]
*
*

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

- No Oito do oito de dois mil e oito -






*A ABERTURA DO PORTAL GALÁCTICO DO INFINITO 8-8-8 *






O algarismo oito virado de lado é o Sinal do Infinito da Vida Eterna e os conecta com o esplendor e as bênçãos do nosso Deus Pai/Mãe e do Criador Supremo. O Portal Galáctico 8-8-8 está sendo escancarado para permitir que a medida plena das Partículas Adamantinas fluam do centro do coração do Criador Supremo via nosso Deus Pai/Mãe. Essas partículas, que são preenchidas com o potencial ilimitado, estão sendo disponibilizadas para todos aqueles que prepararam os seus recipientes humanos para receber essas dádivas da Vida/Luz. Será de grande benefício se vocês fizerem seus arranjos agora para a ativação do Portal Galáctico 8-8-8. Foi chamado de portão de Leão; todavia, poderia ser melhor se chamado de Portal Real, porque é a passagem para a sua herança divina e o verdadeiro começo da sua jornada de regresso às muitas mansões nos reinos celestiais, que vocês criaram em sua jornada para a densidade. Vocês estão sendo preparados para se reunirem e se fundirem com as muitas facetas do seu Eu Superior que vocês deixaram em uma quantidade expressiva de Pirâmides de Luz por todo este universo. Aqueles de vocês que estão no caminho, estão gradativamente retornando a uma compreensão das leis universais e das verdades cósmicas. À medida que percorrerem o caminho em direção à iluminação, gradativamente corrigirão e eliminarão todos os conceitos errôneos do passado, que criaram as suas tradições vinculadas a credos falsos e a sua realidade de escassez, desmerecimento, superstição e medo. Mediante auto-análise, vocês devem desenvolver um novo credo de vida e decidir se seguirão o caminho da Luz ou o das sombras.









[ POr: Arcanjo Miguel através de Ronna Herman Mensagem 129 - Agosto de 2008 - LM08-2008 ]




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[Pense coisas boas...hoje é o dia do infinito!Dia de se começar um novo ciclo...!

Faça o seu pedido e assopre...

E que o infinito todo se abra para os nossos desejos...!

Um mundo de coisas cheias de Luz pra gente.]

Namastê

*




"O QUE FOR AS PROFUNDEZAS DO MEU SER, ASSIM SERÁ O MEU DESEJO;
O QUE FOR O MEU DESEJO, ASSIM SERÁ MINHA VONTADE;
O QUE FOR MINHA VONTADE, ASSIM SERÃO MEUS ATOS;
O QUE FOREM MEUS ATOS, ASSIM SERÁ O MEU DESTINO..."









quinta-feira, 7 de agosto de 2008

.:Castelo de Areia:.

(ou : de volta a Terra da Luz)



.







Novamente em meu castelo.


Voltei ao meu castelo.


E como é bom encontrar novamente aqueles que o meu coração escolheu.


Embora não inteira...mas fragmentada, aqui e agora.


Um pouco sonâmbula, como sempre.






.


"(...) fique até que eu durma...me embale com qualquer conto sobre castelos e princesas.Se quiseres ... posso até ser uma delas e tu... bem, tu serás meu príncipe,mas fique até eu dormir ...e me abrace se eu acordar com medo..."
[Enquanto escrevo...vou ter que fingir que você está segurando a minha mão...]
*

terça-feira, 29 de julho de 2008

"Se fosse so sentir saudade...

...mas tem sempre algo mais.
Seja como for..."



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Uma vez me falaram que falamos quando o coracao ta cheio.
E eu que sempre me achei uma mulher feitas de palavras...hoje calo-me,por nao saber usar as palavras certas.
Por medo de errar ao falar das tuas maos na minhas...do teu olhar que sempre penetra minha alma e de como eu me sinto preenchida por ele.
Calam-se na tentativa de estancar essas lágrimas por saberem que agora nao terei mais voce em todos os dias meus.
Calam-me para fortalecer e ajudar a ir em frente...enquanto as malas sao (des)feitas.
Calam-se para que digam tudo...sem dizer nada.

Calarao-me...para desfazer o nó na garganta,para que ainda haja tempo da gente ser mais...
Calaram-se ao tentar falar da memoria do coracao de dias tao perfeitos...
E por entenderem que o nosso tempo...é a gente que faz.




.




"Where ever, where ever, where ever you go...
Where ever, where ever, where ever you go."




[Ainda bem que existem as músicas que dizem tudo tudo que eu queria dizer-te...
Ainda bem que teu sorriso me faz seguir em frente...e que eu tenho do teu colo,o meu abrigo...]

sábado, 26 de julho de 2008

Causas,razoes e circunstancias...

.

Como todos os outros.
O que lhe doia por dentro era o medo que se tornassem igual a todos os outros.
(Sem) causas,razoes e circunstancia...ela nao queria sentir-se como os outros.
O amor nao lhe mais fere feito farpa.Lembra?
Outro.
Mas nao,por favor nao...igual a todos os outros.


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[Retroativa...
Onde esta a minha saida de emergencia?]

.

.:Relogio sem Orbita:.

...

.





.

"Fique à vontade, meu bem...
Sinta vontade de ficar.
Não tenha pressa,
Quem sabe aqui é seu lugar.
Me mostra tua coragem,
Vai leve tudo de mim."

.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

1...2...3...meia...e...Já!!!!!!!!!

FéRiAs !!!!!!!!!!!!!!!!!








NÃO TEREI TEMPO PRA NADA...SER FELIZ JÁ ME OCUPA MUITO...!






[Ahhhh...por isso eu corro demais...corro demais...só pra te ver...!!!
Quase um mês pra tentar descobrir se o melhor é dormir contigo...ou acordar contigo...!]




Baby,bye bye...


*

.Namastê.






"Perto de mim
Sinto tua presença na voz
De um pássaro a cantar...
Gosta de mim
Me dá colo para dormir
E me protege de todo mal.
O teu amor me faz renascer..."







[Nunca vi ao mesmo tempo tanta garra e doçura em uma só pessoa.
O mundo precisa de mais homem assim como você,meu bem...
Agradeço a Deus por ti à todo instante...]