segunda-feira, 16 de junho de 2008

.Porque Ele sabe bem o que faz...

(...ou o que desfaz.)





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Todo texto. Um parto. As idéias soltas na cabeça e a cabeça perdida nas idéias.
O tempo que congela e os barulhos que não dizem nada.
A necessidade. Uma vontade minha, mas não interna.
(Será mesmo que não? )
Não!Agora não!
Uma voz que manda, mas não cobra.
Uma vontade que quer,mas não pode.
Uma (sem) culpa desculpada com remorsos.

E a respiração se perde no ritmo da ignorância de dizer.
E na necessidade de calar.
(Quem entenderia?)
E de repente um time de palavras que insistem em me ocorrer.

As mesmas ordenações de letras e suas variações que se acham indispensáveis dos pensamentos da cabeça.
O tempo passa, mas eles persistem.
Se a vida pára, eles esperam na fila. Não desistem. Tampouco a inversão de idéias já ditas ou os antônimos dos pensamentos cunhados de quem só quer esquecer...


E o “jogo do contente”?
É estilo ou uma opção de quem não tem nada a dizer,por não saber ou não querer?
Do pontapé inicial soltam-se umas linhas a mais, mas o rodapé teima em não dar pé.
Quando penso em dar no pé...vem o pensar, mas os olhos ardem e as contrações aumentam, os contra-sensos, as controvérsias...
E a dilatação em mim, como está?
Um fórceps,por favor... porque parece que aqui em mim tá tudo de cabeça pra baixo...
Não dá pra voltar tudo e fingir que nada aconteceu?

Todo o texto. Um parto. Um plágio, um pare!








[Existem vários jeitos de entender o mundo. Ele tentou explicá-la de um jeito que ele ficasse mais bonito...]


*

[+ saudade]


Éramos eu, música, cama e saudade de você.

Vontade de construir uma ponte, mas curta e estreita, pra eu poder chegar aí junto com a luz. Vontade dos cafés no fim da tarde, do riso frouxo e alto, do nosso riso.

Vontade da sua voz, voz de madrugada, voz de “quero você aqui”.

Vontade de virar pena, pra chegar até você leve, te dar paz.

Vontade de mãos nas costas, firmes.

Vontade de queixo no ombro.

Vontade de ter jeito pra isso.

Passam esses dias de vontades, passo eu aqui, metade até você voltar.

Somos eu, letras e saudade de você.




[Vontade de ver TiM Ba 71 no meu celular...]




*

[Do silêncio das coisas]



.



Não falo mais tudo o que penso.
Calo-me e penso.
Calada.
Alada.
Faladas as palavras se perdem, caladas não servem pra nada.
Prefiro.
Quem dera se Também o amor não servisse pra nada.
No entanto, permanece calado.
Acalenta os corações pelo silêncio que compõe.
Cantado não é amor, mas expressão, dor-de-cotovelo, ou paixão.
Calo-me e preservo não a mim, mas às palavras.
Também uma árvore se cala para preservar seus frutos.
Também os profetas se calam para preservar a fé.
Também um livro se cala para preservar a dor.
O silêncio não fala mais que mil palavras.
O silêncio se cala; para preservar a fala.
E nem todas as palavras se perdem.
Compartilhar é poder calar-se diante do inevitável, do óbvio ou do inesperado, diante do desejado ou do indesejado.
(...)
Fosse eu um pescador, o mar seria meu lar, seu silêncio, minha expressão, e seu barulho seria o meu protesto.
Mas como não sei pescar, meu mar é o mar morto, onde bóiam densos meus leves pensamentos, no silêncio inevitável da natureza incompreendida.



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[E tu és pra mim o meu desejo realizado...aperfeiçoado...]
Isso...eu não calo!
*

quinta-feira, 5 de junho de 2008

.Calma aí...



[...que eu explico!]


.
Não...ela não ta se tornando tão breguinha assim,não...
Mas é que essa música...puxa vida...puxa vida...!

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"O que é que há...?O que é que está se passando com essa cabeça?
O que é que há...O que é que está me faltando Pra que eu te conheça melhor?
Pra que eu te receba sem choque...
Pra que eu te perceba No toque das mãos em teu coração....
O que é que há, por que é que há tanto tempo não procuro teu ombro...
O sol tá se pondo E a gente não larga Esta angústia do olhar...
Telefona...Não deixa que eu fuja...
Me ocupa os espaços vazios.
Me arranca desta ansiedade...
Me acolhe, me acalma em teus braços macios...
O que é que háO que é que "tá" se passando Com a minha cabeça...?
O que é que há..."





[Força retroativa!Força retroativa...!]
Câmbio...cambio...(onde é que eu desligo????)



*

quarta-feira, 4 de junho de 2008

[das músicas que falam pra desfazer o nó na garganta...]




"Preciso não dormir,Até se consumar O tempo da gente...
Preciso conduzir Um tempo de te amar...
Te amando devagar E urgentemente.

Pretendo descobrir No último momento,
Um tempo que refaz o que desfez.
Que recolhe todo o sentimento E bota no corpo uma outra vez.

Prometo te querer Até o amor cair Doente...Doente...

Prefiro então partir A tempo de poder A gente se desvencilhar da gente...
Depois de te perder,Te encontro, com certeza...
Talvez num tempo da delicadeza.
Onde não diremos nada...
Nada aconteceu...
Apenas seguirei, como encantado Ao lado teu..."

(Todo o sentimento) - CHICO BUARQUE DE HOLANDA






*DA SEÇÃO: PAIÊ,ME RESPONDA:

1-o que se passa na cabeça de um ser que joga um ovo num carro alheio?

2-com que frequência é normal ter vontade de jogar tudo pelos ares?

3-pra que diabos eu ainda assisto Lost????

*

terça-feira, 3 de junho de 2008

[Des]fRAGMENTOS


(...)
"Que a força do medo que tenho,não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito,não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,Mas a outra metade é silêncio...

(...)
Que quem eu amo seja pra sempre amado,mesmo que distante.



(...)
E que a minha loucura seja perdoada..."




*

.: Incapacidade Cognitiva.:




.




Como se eu estivesse por fora do movimento da vida.
A vida rolando por aí feito roda-gigante, com todo mundo dentro, e eu aqui parada, pateta, sentada no bar.
Sem fazer nada, como se tivesse desaprendido a linguagem dos outros.
A linguagem que eles usam para se comunicar quando rodam assim e assim por diante nessa roda-gigante.

Você tem um passe para a roda-gigante, uma senha, um código, sei lá.
Você fala qualquer coisa tipo "bá", por exemplo, então o cara deixa você entrar, sentar e rodar junto com os outros.
Mas eu fico sempre do lado de fora.
Aqui parada, sem saber a palavra certa, sem conseguir adivinhar.
Olhando de fora, a cara cheia, louca de vontade de estar lá, rodando junto com eles nessa roda idiota - tá me entendendo?
Nada, você não entende nada.

Dama da noite. Todos me chamam e nem sabem que durmo o dia inteiro.
Não suporto: luz, também nunca tenho nada pra fazer - o quê?
E acontece que eu ainda sou babaca, pateta e ridícula o suficiente para acreditar em verdadeiro amor.
Pára de rir, senão te jogo já este copo na cara.Pago o copo, a bebida. Pago o estrago e até o bar, se ficar a fim de quebrar tudo.
Quanto custa? Me diz que eu pago. Pago bebida, comida, dormida.
Agora não.

A roda?Não sei se é você que escolhe, não.
Olha bem pra mim - tenho cara de quem escolheu alguma coisa na vida?
Quando dei por mim, todo mundo já tinha decorado a tal palavrinha-chave e tava a mil, seu lugarzinho seguro, rodando na roda.
Menos eu, menos eu.

Quem roda na roda fica contente. Quem não roda se fode.
Que nem eu, você acha que eu pareço muito fodida? Um pouco eu sei que sim, mas fala a verdade: muito?
Falso, eu tenho uns amigos, sim. Fodidos que nem eu. Prefiro não andar com eles, me fazem mal. Gente da minha idade, mesmo tipo de... Ia dizer problema, puro hábito: não tem problema. Você sabe, um saco.
Que nem espelho: eu olho pra cara fodida deles e tá lá escrita escarrada a minha própria cara fodida também, igualzinha à cara deles.
Alguns rodam na roda, mas rodam fodidamente.
Não rodam que nem você.
Você é tão inocente.Inocente porque nem sabe que é inocente.
Nem eles, meus amigos fodidos, sabem que não são mais.
Tem umas coisas que a gente vai deixando, vai deixando, vai deixando de ser e nem percebe. Quando viu, babau, já não é mais.

Mocidade é isso aí, sabia?



-(Caio Fernando Abreu in Dama da Noite, fragmentos)-
*

segunda-feira, 2 de junho de 2008

[Acalanto]

(ou : voltando pra casa...outra vez.)


E meu coração transborda sentimentos infinitos...inarráveis.
Mas que me impulsionam de ir sempre mais além.
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"Depois de ter você...pra que querer saber que horas são...Se é noite ou faz calor...?"


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[Unhas roídas:uma semana inteira assistindo aula com um professor que parece falar grego...]
[O céu se abrindo: o tempo faz um abraço bom virar saudade...e faz o nosso eterno ser resumido em poucos dias...]
[Pós Domingo: e volto ao começo, com leves acelerações cardíacas, algumas borboletinhas insistentes e medo...(mas só um pouquinho dele).]




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segunda-feira, 19 de maio de 2008

.Pra falar de flores.

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Enquanto escreve, ela pensa nele.
E agora sabe que tudo que escreve, ele fica imaginando...
Mas, o que será que ele imagina?
Suas letras são misturas de sentimentos e de sua imaginação.

Por vezes escreve do cotidiano, de suas dores, de suas angústias,fantasias.
E na maioria das vezes escreve sobre seus desejos latentes e sua vontade de voar como uma borboleta, e poder pousar na flor que ela escolher...(Agora com ele ao seu lado)

Escreve sobre sua alegria de viver e na urgência de amar.
Usa muito em suas letras a palavra DESEJO.
Ela vive a desejar... Deseja tantas coisas...
Deseja o que não conhece, o que nunca viu.
Ela gosta dessa palavra, acha que combina com ela. E enquanto isso, ela fica aqui, querendo, desejando, imaginando. Exatamente como ele disse a ela!

Ela põe sentimento em todas as suas letras, ela é sempre ela, sem máscaras, sem rodeios.
Ela quer que enquanto ele a lê, a decifre. Que ele descubra em cada letra um desejo escondido, uma vontade contida, um bem querer sem fim.
Ela usa as letras para falar a linguagem dos corpos.
De dois corpos e de suas diversas sensações quando se desejam.
Do calor, da atração, do cheiro e da respiração ofegante. De como eles se entendem através de um simples olhar, de um pequeno gesto.
Ela brinca com a imaginação, viaja nas letras e vai aonde quer.
Ela gosta de saber-se imaginada, desejada. E é isso que a faz escrever mais, juntar palavras e criar seus desejos. Em suas letras está contida cada parte de seu corpo, cada expressão de seu rosto.
Ela agora escreve para que ele a espreite, que ele a deseje, que ele a sinta através de suas letras.
Ela quer dizer a ele: "Vem...e toma conta de mim..."


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"O que passou...calou...
E o que virá...dirá...
E só ao teu lado,teu lado me faz feliz de novo...
O tempo vai passar...e tudo vai entrar no
jeito certo de nós dois..."



[Ainda encontro uma forma de dizer ao certo sobre esse amor que te sinto...Eu juro!]
*

terça-feira, 13 de maio de 2008

E daí?

E daí que eu perdi a vontade de escrever [ ponto final ]

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"Numa espécie de limbo sonâmbulo anda feito pêndulo
Ora pende dormindo, ora pende contra o tempo.
E faz deste inimigo atrasado, correndo,
Justifica um vazio interno imenso.

Fugas mentais ocupam os pensamentos
E se torna incapaz de ocupar a si mesmo.
Tvs, cines, jornais, químicas não me tento
Bloquear os canais
Domesticar seus anseios...
Que é bom desconfiar dos bons elementos.
Feito histórias de Moebius vão tirar sua visão
Te dar olhos passivos adequados a um padrão."
*
*


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"Quando penso em vc...é quando não me sinto só...com minha letras e canções..."

[Te amo tanto...as vezes sinto como se eu não tivesse existido antes de nós sermos nós...Essa é que é a verdade.]



*

quinta-feira, 8 de maio de 2008



.Incrível como o meu abraço tem a forma do teu corpo...
(Março,2008-Chapada da Diamantina em sonhos de olhos abertos.)







[E tenho pensado em coisas que normalmente me dariam medo: jardins,casa,varanda ,redes, jaboticabeiras...E tem me feito muito bem pensar nessas coisas, antes tão assustadoras.
Como você tem me feito bem...E sou melhor hoje, contigo.
Sou mais frutífera, mais doce, mais eu. Porque a gente só é a gente quando
encontra alguém que nos ajuda a ser.
Entende?
Eu sei que entende, e é disso que eu falo...Dos saberes e entenderes.
Por isso sempre te espero, parte minha. ]
*

segunda-feira, 5 de maio de 2008

.De volta pra casa...



Hoje não seria o dia ideal que teria escolhido para te escrever.
O cansaço do dia não perdoa e a falha de não conseguir transmitir o que te sinto, enlouquece-me ao ponto de quase ter uma noite mal dormida.
Escrever assim pode fazer-me um pouco um fio condutor da escrita, mas também nunca fiz questão de que o meu fio condutor fosse facilmente entendido, ou sequer óbvio.
Estou longe do mundo, longe da confusão. A distância, o tempo, a vida e a razão, tudo parece querer condenar-me.
Te vejo,te ouço, te sinto,mesmo quando não tenho nada palpável que justifique esta espera que te devoto.
E, no entanto, há sempre algo que supera todos esses obstáculos. Não me peça que explique algo que só eu sei sentir. Não tenho qualquer resposta para essas perguntas racionais e sensatas. O que sei, porque o sinto, é que nada nem ninguém o pode substituir. Porque é a metade que me falta e que me faz caminhar equilibrada, que me faz sentir completa, que me faz esperar, lutar, batalhar e procurar algo que eu sei bem nunca ter sentido antes.
É por isso que eu resisto à facilidade com que hoje em dia se deixa tudo para trás.
Mesmo que tal fosse possível (não é), se nos esquecemos de nós próprios, no final daremos com nós próprios a chegar á conclusão que tudo temos, quando sabemos o que queremos.
Quando tudo o resto se vai, são as coisas em que acreditamos que não nos abandonam.
Tantas vezes se comete o sacrilégio de falar sem saber do que se fala. Ou do que se sente...
E hoje eu carrego em mim a alegria de ter a alma invadida por tudo que somos nós...
Hoje dei-me por sentir como essas ondas do mar que vão e voltam, sempre no seu ritmo compassado, e que nos fazem imaginar sonhos inconfessáveis, ou esperar pelo milagre que trará aquilo porque esperamos a sentar-se ali ao nosso lado.
Talvez nunca aconteça, mas o sentimento que tenho em mim,me faz transportar a razão do nosso amor dia após dia, após dia, após dia. Isso é que deve ser amor.
Por isso não deixo de ter esperança. Não porque o saiba de verdade, mas porque o sinto. Gravado na minha Alma da forma mais perene. É esse o amor que eu encontro, sem no entanto o encontrar, todos os dias da minha vida.
Não sei se algum dia se completará. Sei que sem ti estarei incompleta...






*

.Tatuada.



"Quero ficar no teu corpo feito tatuagem,que é pra te dar coragem
Pra seguir viagem quando a noite vem.
E também pra me perpetuar em tua escrava,que você pega, esfrega, nega,mas não lava.

Quero brincar no teu corpo feito bailarina,que logo se alucina,Salta e te ilumina quando a noite vem...

E nos músculos exaustos do teu braço,repousar frouxa, murcha, farta,morta de cansaço..."

-CHICO BUARQUE-




[Viro as costas,para não te ver entrar na sala de embarque...fecho os olhos...vejo-te aqui...tatuado por toda a minha mente...]


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quinta-feira, 1 de maio de 2008

.Na estrada.

(ou manhêêê)

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- Mamãe, pra que fazer uma mala tão grande?

- Ué, minha filha, pra gente poder viajar por mais tempo e pra mais longe.

- Ah...então é por isso que minha cabeça é desse tamanhão?

*






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segunda-feira, 28 de abril de 2008

.Lá acolá.

*


E eu fui feliz.
Eu fui feliz como aquela rosa de um jardim florido que apenas espera pelo
pouso da borboleta para acariciar-lhe as pétalas.
Eu fui feliz como o pássaro que espera crescer as asas para voar e ser livre.
Eu fui feliz como a terra que espera o pingo da chuva para dar vida às sementes.
Eu fui feliz como uma alma ansiosa pelo raiar de um dia de mudanças,
que quer ser diferente em tudo o que puder,
porém sem jamais perder sua essência.
Eu fui feliz.
Porque senti o carinho, o beijo e o sorriso da vida repousando sobre mim.
Fui feliz como só eu sabia ser, como só eu esperei ser, e como hoje eu continuo sendo...



*

sexta-feira, 25 de abril de 2008

.Bons FrutoS.

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A vida te dá uma rasteira. Você cai, tropeça, o sonho borra a maquiagem, o coração se espalha. Você sente dor, perde o rumo, perde o senso e promete: paixão, nunca mais.
Você sente que nunca irá amar alguém de novo, que amor é conversa de botequim, ilusão de sentido, que só funciona direito para fazer música, poesia e roteiro de cinema.


E você inventa...
Um amor pra distrair. Um amor pra ins-(pirar). Um amor pra trans-pirar.
Uma paixão aqui, um quase-amor ali...
Ainda bem que existem amigos para amar, abraçar, sorrir, cantar, escrever em recibos e tirar fotos bonitas.


E a vida segue. Feliz.
Sua imaginação te preenche, seus amigos te dão colo, vodka e dias incríveis...
Aí do nada ele surge. Ele. Ele que é diferente de tudo. Ele que é tudo. Mas tudo não existe. Ele sim. Ele existe. E gosta de mim, de praia, de palavras simples e café no final da tarde. Ele que é lindo...
LINDO! Lindo por fora, mas infinitamente lindo por dentro.
Que tem sonhos molhados, planos no varal e o coração atirado na mala. Ele que não se parece com nada. Ele que combina comigo. E não tem medo. Será que estou sonhando?
ELE NÃO TEM MEDO!
Ele não gosta do morno, de mais ou menos, de música feia, nem sentimento pequeno. Ele que me abriu o verbo, me fez chorar de saudade, escancarou o coração, confessou o que não se diz e me sentiu. Lá de longe, ele me sentiu. Me enxergou por dentro, me chamou de anjo, disse que eu sorria lindo e me deixou tímida.
Mas como assim?Ele me deixou tímida!


E me mostrou músicas lindas, lugares maravilhosos,viagens inesquecíveis,mandou mensagens encantadoras, devolveu minha esperança, me fez querer acreditar de novo.Ele que conhece o sabor de desfrutar da companhia dos vira-latas que encontramos nas ruas.De rirmos das nossas histórias contadas,das vividas e planejadas.Ele que faz ver-me refletida em seus olhos.Ele que não gosta de jogo, que tem o sorriso mais lindo do mundo, que não pára nunca de sorrir e me olhar. Ele que não pára nunca de se buscar e me encontrar...
Ele que gosta de olhar pro ceú junto comigo e me fez ver pela primeira vez depois de vinte e cinco anos a constelação de Escorpião.
Que me faz adormercer em seus braços,que tem a voz mais mansa e doce...e sempre me beija a testa dizendo que vai dar tudo certo.Ele que sabe dançar no meu ritmo,cantar na minha melodia,me faz ser uma pessoa melhor e amar melhor.
Que vê graça onde não há sentido...e vê sentido onde tem graças...e me transmite tanta Paz...
Ele...que me enche os olhos e o coração de orgulho ao pensar nele.
Ele tão cúmplice.Companheiro constante e fiel.
Que sabe compartilhar o nascer da Lua cheia e traduzir as mensagens que o Universo tenta nos mandar em segredo.

Ai, pára tudo.
Porque pra ele eu digo sim.Solto minhas amarras e flutuo.
Porque com ele o amor não doi.
Vou viver e ser. Vou viver, ser e amar. Vou viver, ser, escrever e amar. Com ele.
Até o fim.







[Sorte a minha...que nesse dia de frente ao mar,em teus braços vi o Sol nos dar Bom dia...]

*

.O CaoS NoSSo de CaDa Dia.

(Ou: a teoria das minhas borboletas)

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Sou avessa à equações, fórmulas e respostas certas. Não gosto de nada definido. Certezas não me calam. Talvez - por ser uma eterna questionadora e reverenciar o que não se explica - eu deva admitir, com respeito: sempre me atraiu o conceito do caos. Não me entendam mal, por favor. A palavra, por si só, já me traz simpatia: "caos" era usada pelos gregos como sinônimo de fenda ou espaço infinito. A simples idéia me encanta. E não é só isso. A teoria confirma a natural instabilidade do mundo (e de nós mesmos): há ordem na desordem e desordem na ordem. Viu só? Pra mim, nada pode ser tão real. E inspirador. Parece loucura? Olhe, então, a vida se desenrolar lá fora. Ou atreva-se e vire para você mesmo. Previsões falham. Resultados nos surpreendem. Contradições surgem. Fatos nos tiram do prumo quando tudo parece estar na "mais perfeita ordem". O contrário também acontece. (E eu agradeço, feliz, pela não-linearidade do mundo!). Li uma vez que o simples bater de asas de uma borboleta pode provocar um tufão do outro lado do planeta. Já avaliaram isso? Ah, não sei não. Não entendo nada de física, nem de escalas temporais. Minha história é outra. Acredito que uma pequena escolha na vida pode mudar muita coisa lá na frente. A dimensão de tal fato? Não sei medir. Mas, por via das dúvidas, me asseguro: acalmo as borboletas que voam na minha barriga e exijo-lhes ordem.
Afinal, nunca se sabe o temporal que somos capazes de criar...


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"É preciso ter caos e frenesi dentro de si para dar à luz uma estrela dançante." (Nietzsche)



[E eu queria ter apenas vc agora...ao alcance de minhas mãos...]
*

quarta-feira, 16 de abril de 2008

.Vê?.

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....E no fim das contas,as vezes pouco importa esses quilômetros todos que nos separam.

Olha você aqui...

Mil trezentos e oitenta e nove quilômetros...e ainda consegue calar as minhas lágrimas do outro lado, estica esses braços tão longe que é capaz de segurar minhas mãos trêmulas...e desfaz o nó na garganta.

Eu não te largo, não me permito distanciar o nosso adeus a ponto de esquecer o quanto nos encontramos todos os dias, tão de perto...

Olha você aqui, de novo, agora. Nessas letrinhas todas. Vê?
No meu dicionário não existe só mais saudade, existe sim agora o teu nome...que me faz ser tua.

Tua...todos os dias...
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[Contando as horas...E vem logo,que a minha escova de dente ta morrendo de saudades da tua...!]
*Te amo daqui à Lua.(indo e voltando!)
*

domingo, 13 de abril de 2008

- A SUA -



"Eu só quero que você caiba no meu colo,porque eu te amo cada vez mais...
Eu só quero que você siga para onde quiser...Que eu não vou ficar muito atrás.
Tô com sintomas de saudade... Tô pensando em você..."


[...penso tanto em você que na hora de dormir vezemquando até sorrio e fico passando a ponta do meu dedo no lóbulo da sua orelha...e repito repito em voz baixa: te amo tanto...dorme com os anjos...
Mas depois sou eu quem dorme e sonha, sonho com os anjos... Nuvens, espaços azuis, pérolas no fundo do mar...]

*

sexta-feira, 11 de abril de 2008

.Srª das Dores.

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Vivo brigando pra não senti-las, até porque não acho que dores remeta a algum sentimento prazeroso...

Eu prefiro os prazeres, então fico convertendo dor em prazer. No início é meio complicado, mas depois de algum treino fica (normalmente) fácil.

Mais essas eu não estou conseguindo... Dores que NÃO SÃO MINHAS, mas estão me afetando... Eu não sou o alvo, mas sirvo como mira pra atingi-lo...

São lançadas a mim feito facas certeiras, já que seus atiradores são eficientíssimos ao remessá-las!


E dói toda vez que desavisada,sou mirada.

Dói aqui no peito, não do lado esquerdo, nem do lado direito, bem aqui no meio mesmo...

O que só contribui para confundir-me ainda mais...


E estando dolorida e confusa não consigo estancar a hemorragia interna. Esvaindo entre tantas dores (alheias), busco forças e bato palmas para seus atiradores.

Consigo enxergar a habilidade deles...

Consigo admirar...

(E nem sempre admiro o que qualifico como bom... O mal também tem minha admiração. Porém nunca terá a minha compreensão...)


E estando dolorida e confusa não consigo vedar o sangramento.

As feridas do coração, ele mesmo estanca. As da razão, ela mesma cessa...

(Mais como sanar as que não são nem de um nem da outra?)

Uma vez que não consigo enquadrá-las entre esses dois, uma vez que não consigo alcançar com inteligência (e é duro admitir isso), fica difícil a cicatrização...

E diante desse tipo de dificuldade, vem o sentimento de impotência. Ao qual eu mesma imponho a existência, porque não quero que meus venenos letais (sim, eu os tenho!) escorram junto com o sagrado sangue que escorre devido ao golpe covarde, porque não quero intoxicar pessoas das quais gosto, pessoas das quais quero gostar ainda mais.

E para não dar o prazer ao atirador de assim, nessa demonstração de fraqueza, atingir o verdadeiro alvo.


Dor que não atinge o coração... Dor medíocre e traiçoeira...

Não se submete a razão, Até porque não deveria doer...!

Mais como ser indiferente à ela, Se me usam como mira?


Aos atiradores de facas um aviso: Já vesti minha proteção de tecido fino que é a indiferença Cosida com a linha sutil do desprezo...E sendo assim, Pode (me) mirar!!


As tentativas de ferir, morrerão em mim, já que o alvo, hipnotizado pelo brilho (falso) sedutor de tuas facas, Não se percebe ameaçado...



- UM FELIZ ANIVERSÁRIO !! Feliz aniversário ???? -






[De onde vem este cansaço quase mágoa com que te dirijo o olhar?
Eu queria que fosse fácil, claro, quando eu ainda posso dizer a ti: "pode contar comigo".
Tu sabes que pode contar...
Mas há uma coisa sem nome que me faz calar. E temer...
Deixe...deixe usar-me de mira...mas não sejas mais tu o alvo...

Desculpa por não saber todas as respostas pra tua vida,minha doce amiga...]



.Amo você.





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quinta-feira, 10 de abril de 2008

.As MaRaViLhaS do PaíS de Alice.

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-Podes dizer-me, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui?
-Isso depende muito de para onde queres ir - respondeu o gato.
-Preocupa-me pouco aonde ir - disse Alice.
-Nesse caso, pouco importa o caminho que sigas - replicou o gato.

(Lewis Carroll -Alice no País das Maravilhas)
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[O Gato de Carroll mostra-se para a menina como um companheiro nos momentos em que ela precisa de uma resposta sobre o que fazer.
E é um dos poucos personagens com quem ela consegue manter um diálogo mais brando e também o único que a explica o porquê de determinadas coisas...
É ele, por exemplo, quem diz a Alice que todos, naquela terra são loucos e que o motivo dela estar lá seria porque, provavelmente, teria sua própria dose de loucura.
Ele é a criatura sábia que conduz e aconselha Alice em sua aventura, como se fosse uma consciência figurativa.
E é ainda tipo um pensamento científico da narrativa porque comprova o que fala, embora mantenha sempre sempre uma linha tênue entre a genialidade e a loucura...

Hoje dei comigo a sentir-me esta Alice. E, claro, o gato tem imensa razão...]





("- ... desde que eu chegue a algum lado, acrescentou Alice a título de explicação.
- Oh, certamente que hás-de chegar, disse o gato, desde que caminhes o suficiente.")
*

terça-feira, 8 de abril de 2008

.(Con) FUSÃO de sentidos.


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Peito que bate...aceleração descompassada.
Transpiração ofegante...respiração calma...
Pessoas...tickets nominais...bagagens anônimas...portão de embarque.
Lábios controlados...mente seca.
Palavra que cala.Silêncio que fala.
Loucura sã.
Certezas baseadas numa icognita.
Destino planejado.Conhecido caminho desconhecido.
Passos trilhados.Mapa com bússola.Bússula que desorienta.

Desembarque flutuante.

Cama cúmplice.Karmas compartilhados.
Metáfora real.
Frio que acolhe.Calor que transcende.Vontade que acorda.
Mãos que choram.Olhos suados.Beijos mofados.
Colo que alimenta.Coração que sustenta.
Velas roubadas.Pedras perfumadas.
Olhos na alma.Cabeça nas nuvens.
Um em dois.Dois em um.

Idas com voltas...

Força retroativa.
Metade que completa.
Pedaço que fica.
Metade que leva.
Força.

E certezas.




.



.


"Can you go another round?
I will follow you down and out...
Lets go another round...
I will follow you down and..."
.




[Escutava a menina de olhos vidrados e mãos gélidas naquela tarde enquanto cruzava o portão de embarque...
E qndo teve que voltar cantou novamente para si mesma...agora num tom afirmativo...
Sentindo-se completa...ainda que desejasse vc por inteiro...e tivesse deixado sua metade na volta...]


*

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Entrou devagar para não se assustar.
Seu corpo era apenas sombra.E na escuridão de dentro, se viu cega.
Tateou.
Por instantes, percebeu em si mesma o silêncio da respiração.
Umidade e visco na palma da mão.
Como evitar a vontade de estar bem longe dali?

Porque não era fácil...Não para ela...
Estar em um lugar aparentemente conhecido, falsamente decifrado.
Sim.Do lado de dentro!

O tempo levou o breu embora e os olhos já enxergavam cortes, secreções e
um lodo vermelho sob seus pés descalços...
E lá estava a dona-bomba,pulsando...na velocidade de um tic-tac-oco-ecoado
e denso, um tambor, remadas compassadas de escravos
confinados em um navio negreiro.

E ela.Diante daquilo tudo, dentro daquilo tudo...
Queria descobrir o sentido de ser assim tão como era, queria entender,
se retorcer e se trazer de volta.
Doía.Tudo nela doía.
E aquela dor, aquela angústia, aquela batida, aquele calor, reverberou em si
o mais terrível grito de todos... e gritou...até que não havia mais nada nela e tudo ficou ali, boiando na sua frente...

Esvaziada, se encheu.Havia algo dentro agora...

Bem perto daquela máquina sangrenta tic-tac-ando na sua cara tudo que ela havia gritado.
Saiu correndo, de dentro,não olhou para trás,com medo de se arrepender...


.
*

.Escreve tuas RETICÊNCIAS nas minhas ENTRELINHAS...


.
Já não te posso exigir
Que me deixe por aqui, na minha quina.
Fez-me tão sua
Que perdi meu endereço...


É tarde, sim.
Vicie-me nesta leveza de deitar em seu peito,
Inclinada sobre as tuas frases,
Pousada no silêncio da tua respiração...


E detenho-me em lembranças
Das tuas minuciosas histórias,
Dos teus beijos insistentes,
Das tuas mãos irrepetíveis...


E teus olhos...
Fizeste do presente
Esta mina de sensações
Que reluz diante da consciente vontade de ti.


Não é que a vida doa quando há ausência,
É que ela se faz mar com tua presença...
E já não compreendo como o céu pode ser tão azul se você demora,
Ou a noite tão estrelada se você se esconde.

Devo-te a sabedoria da partilha pura do desejo.
Devo-te o conhecimento da menina oculta...
Devo-te a construção da ponte sobre o buraco da nossa distância...

E porque ainda não te sei,
Ouve-me:
Não me deixe desaparecer...
Não desapareça.


*
.


É...as vezes olhamos para o céu e pedimos
por coisas que imaginamos que nos fariam felizes...
Mas, no fundo, no fundo...talvez não sabemos pedir.
.









[ Ainda bem que Ele se faz de surdo, vezenquando...]
*

domingo, 6 de abril de 2008

.Peculiaridade de diferenças.


.

Sobre o que nos difere e nos torna tão iguais é o que me intriga.

Essa ambiguidade em ser tão única e tão semelhante é um paradoxo que me faz sentir humana: ao mesmo tempo tão singular em meus pensamentos, minha maneira de enxergar o mundo... e tão homogênea pelas mesmas necessidades, medos e alegrias...
Somos todos igualmente únicos.
(...)

Somos todos peculiarmente iguais.





["Me leve para outro lugar...onde só eu e Deus possa me ouvir..."]



*




sexta-feira, 4 de abril de 2008

.:*:.



.


Eles sentem, sim, falta dos seus...
Sentem falta do entrelaçar dos dedos...
Sentem falta do calor, da segurança, do companheirismo...
Eles sentem falta da calma...
Sentem falta dos carinhos, da tranqüilidade...
Eles sentem falta do amor...
Sentem falta constantes das gargalhadas...
Sim... meus [pequenos] pés sentem falta dos seus [grandes] pés...
Por isso, trate de trazê-los logo pra cá...!


.



[Incrivel como cada pedaço meu tem a medida exata da tuas mãos...]



Saudade sem fim...sem fim...sem fim...

quarta-feira, 2 de abril de 2008

.Sábio o silêncio que habita o coração.

.




Hoje eu ia escrever para descrever a presença
absurda que você representa agora em mim...

Tentei em vão decorá-lo para depois traduzi-lo
e achar a palavra certa para minha estrofe sem fim...

Não deu...
Você foi mais longe...


Não importa que você não fale...
o que eu tento descobrir de nós e não consigo...

...SEU OLHAR ECONOMIZA PALAVRAS.




[Que saudade das tuas mãos nas minhas...]


*

segunda-feira, 31 de março de 2008

.( Re)encontro de almas.

.




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Falávamos das coisas simples da vida,das emoções dos nossos corações sedentos um do outro...

Naqueles caminhos, me perdi e me encontrei...
Nos olhamos...nos evidenciamos, nos calamos...
E por fim o reencontro de almas.

As palavras não mais sufocaram,nem a falta delas...e fluíram como os ventos que sopravam animadamente meus cabelos, espalhavam nossos pensamentos por todos os lados, os mesmos ventos que vinham tirar do sufoco o grito aprisionado, e o fizera ecoar livremente...

Enquanto caminhávamos juntos, de mãos dadas, eu sentia na transpiração das mesmas toda a emoção um dia contida, sonhada, desejada...

E se não falávamos do futuro, é porque minha alma tinham sede de sorver cada instante daquela preciosa sensação...
E se ainda estava sonhando, era porque minha alma ansiavam um novo reencontro,assim como esse:
Sem atropelos, sem medos, sem meias palavras, nem meias verdades...sem receios, apenas uma grande comunhão entre dois seres que só queriam ser felizes...



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["É que eu preciso dizer que eu te amo...te ganhar ou perder sem engano...
...Eu preciso dizer que eu te amo...tanto..."]



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quarta-feira, 19 de março de 2008

..: A chave encontra-se debaixo do tapete :..

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terça-feira, 18 de março de 2008

"Passear no teu céu..."


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Estou indo...
E parece que já ouço a sua canção, como se os ventos me brindassem com ela...

Então...venha pássaro de candura, conceda-me suas asas mágicas.
Vamos para onde as nuvens escondem as belezas
que olhos alguns vislumbraram,
que alma alguma pulsou tão suave...

Envolva-se em minhas asas, cobre-me com tua candura...
Dar-te-ei um pouco mais um momento de felicidade,
como se fizéssemos um pacto para que o eterno seja o "cada instante"...

Assim, sendo, que os céus se abram para o nosso novo vôo ao infinito.
E que não nos percamos novamente por outros mundos...
que seja a sua...e a nossa canção, esse indelével deslumbre.





[E acabou as esperas!É hj,meu nêgo...]




*

sexta-feira, 14 de março de 2008

.(D)escrevendo Borboletas no estômago.

Ah...tipo assim...sei lá:

Encha o peito com mais de trezentos suspiros...
Quando estiver bem levinho,solte as amarras...e flutue.

Acho que é assim que me sinto...




*

quinta-feira, 13 de março de 2008

Dos diálogos entre pai e filha:









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- Pai, aquele "fdp" abaixou a cabeça quando me viu...
- Não esquenta,minha filha...foi pra te reverenciar...
- hauhauahauahaua (ambos)

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¹[Ai ai...Pai de peixa,peixão é!]

²[Eu deveria ter levado a sério naquela convenção,quando o Pedro Bial avisou: "Cuide bem do seu joelho..."]



*

terça-feira, 11 de março de 2008

.sobre oq bate aqui dentro.

[porque ele veio com uma válvula de preenchimento automático]
[ou: carta para alguém (de) presente na minha vida]





Ei,
Eu tenho procurado frases que possam completar um texto pra que eu te ofereça.
Eu não encontro...
Eu poderia falar das músicas que você manda pra mim (linda demais!) e de como meus ouvidos adoram ser silenciados por elas.
Poderia falar da minha vontade de ter um gravador pra poder escutar mil vezes cada palavrinha que sai da tua boca e do tanto que ela, a tua boca, em junção com tudo aquilo que faz parte de ti e do mundo que é teu (e que agora eu faço parte), me faz querer te beijar toda hora.
POderia falar dos meus sentidos qndo escuto tua voz mansa...
Eu poderia falar do tanto que eu gosto do tanto que você me admira em coisas que repudio em mim e de como às vezes eu tenho raiva de ti porque em alguns momentos você parece me admirar mais que eu mesma.
Ah vai...! Eu tenho milhões de motivos pra fazer uma junção de infinitas palavras e escrever algo de efeito que faça algum sentido pra gente, porque a nossa historia torta que começou diferente de tudo que a gente já viveu, já tem material suficiente pra virar uma balada de jazz ou blues...ou um reggae(no estilo que a gente mais gosta), um filme bom no escuro do cinema, um livro...
Só que eu não sei escrever nada disso. Eu penso em você e minhas palavras calam pra eu poder pensar outras tantas vezes e ouvir tua voz bem perto.

Eu sou uma tonta mesmo. Sem negociação.
Já te gosto muito.


[estranho seria se eu não me apaixonasse por você...]




“Sei que fico um tanto ridículo falando nesse tom, mas não consigo evita-lo: quando se quer explicar o inexplicável sempre se fica um pouco piegas”
– caio fernando abreu -



*

segunda-feira, 10 de março de 2008

.
-Oi...
-Oi,linda!te acordei?Só te liguei pra te dar boa noite.


(...)
E nem se deu conta,que a sua voz era a minha canção de ninar


.


[Ele me traz a tranquilidade de mais nada ter que esperar...]





"Quero voar contigo
pr´uma outra dimensão
me empreste suas asas
ou venha comigo.

Vamos anular o peso do corpo
E flutuar sobre as nuvens

Na insustentável leveza do ser,
Levitar sobre o peso de viver...

Não pra perseguir sonhos,
mas pra enlouquecer ventanias.
Vamos nos perder na nossa fantasia...

Me leve leve...
me leve leve... com você

Me leve leve com você
Vamos flutuar no espaço da poesia invisível.
Sem destino e sem cansaço...
Indivisível."


-MOSKa-



[E ele sabe como me levar as nuvens.E nos dois sentindos...nos dois sentidos...]



*

.Sobre pessoas.


.

Era uma vez um cara. Um cara imbecil. Não convém explicar o que é imbecil, porque se você não sabe o que é ser imbecil... bem... talvez você seja um. Ou uma. Sei lá. Como é que eu vou adivinhar seu sexo? Não sei. Nem sei quem lê ou quando lê isso aqui. Mas tinha esse cara e ele era imbecil e conheceu uma menina. Aí a menina... Não. Merda. Se eu disser o que a menina fez não vai ter graça. Se eu disser agora, claro, não vai ter graça. Vou mudar de parágrafo então.

Bem... aí um cara conheceu uma menina num lugar onde não se espera conhecer uma boa menina. Não um bordel, ou um copo-sujo ou seja lá o que você, seja lá qual for o seu sexo, pensou. É uma metáfora. E se você, seja lá qual for o seu sexo, não percebeu a metáfora... bem, talvez seja tão imbecil quanto o cara que conheceu a menina. Não que conhecer uma menina num botequim signifique que ela não preste. Ou num bordel. Mas é o clichê mais velho da humanidade: o cara que se apaixona por uma menina de bordel. Oras. Eu odeio clichês. E, merda, quantas vezes eu já falei que não gosto? Não responda, até porque eu não vou escutar, ou ler, ou me interessar pela resposta. Tô tentando contar a história aqui.

A tal menina era bacana, apesar do menino ser imbecil. Sacou? É que é fácil inferir que pessoas imbecis não conhecem pessoas bacanas, porque pessoas bacanas não se envolvem com pessoas imbecis. Ou o contrário. Tanto faz. Ou não. Talvez ela nem fosse bacana, já que o imbecil a conheceu num lugar onde não se espera conhecer uma boa menina. Não um bordel, ou um copo-sujo ou seja lá o que você, seja lá qual for o seu sexo, imaginou. Pois, então. Ela era bacana, ou não, mas o menino imbecil a conheceu. E pra ser sincero, depois de três parágrafos, perdi completamente a vontade de escrever. Ou não. Talvez eu não lembre mais o que me motivou a falar sobre o menino imbecil que conheceu a tal menina. O negócio é que, no final, com toda a certeza, com redondos e maravilhosos zeros num 100% de certeza, o menino imbecil descobriu que era bem mais imbecil do que imaginava. E tudo por causa de uma menina que conheceu num lugar onde não se espera conhecer uma boa menina. E que não era um bordel, nem um copo-sujo e nem nada que você, seja lá qual for o seu maldito sexo, imaginou.



.


*

[MUTE MEMORY]

.

Risos incontidos. Abraços perfeitos. Beleza que faz sofrer. Mudez telefônica. Músicas perfumadas. Liberdade imcompreensiva. Ciúme solitário. Banheiros chorosos. Saias para sorrisos. Conversas pra ontem. Olhares perdidos. Olhos caçadores. Olhos tristes. Anéis amargos. Ideais de asas. Sonhos fugitivos. Camas cósmicas. Paredes tatuadas. Versos brancos. Felicidade em calda. Exatidão desequilibrada. Chocolate prateado. Frio acalentado. Acordes desesperançados. Impaciência fria. Ambição cômoda. Comodismo impregnado. Mentira traída. Vácuo cortante. Solidão lançada. Pesca solitária. Isca concessiva. Asas quebradas. Tristeza triste. Dúvida inquestionável. Lágrimas celestes. Promessas amenas. Falsidade atenuada. Omissão constante. Fórmulas inúteis. Diversão proibida. Laços proibidos. Corpos salgados. Desejos impronunciáveis. Agonia repetida. Vida interrompida. Domingos inexistentes. Utopia de cabresto. Anjos demoníacos. Devaneios martirizados. Dança fúnebre. Alma mofada. Doença permissiva. Imaginação vampira. Sinceridade finita. Infinito desonesto. Lembranças sangradas. Sangue em pó. Ampulhetas implacáveis. Mensagens secretas. Mensagens cardíacas. Abandono ditador. Segundo plano. Confiança morta. Olhos tímidos. Dor desmotivadora. Motivos fracos. Metáfora real. Controle temporal. Tristeza que transborda. Lábios secos. Lábios úmidos. Clichês romancistas. Mente controlada. Reflexo revolucionário. Saudade que acorda. Bocas desconhecidas. Olhos incomuns. Raiva jamais vista. Ódio inconseqüente. Morte imaginativa. Fim eminente. Fim iminente. Eterna subjetividade. Livro sem final. Bússola no teto. Mentira desnorteada. Espada sem bainha. Vista grossa. Tênue monólogo. Anéis prateados. Beijos fantasiados. Completamente incompleto. Castanhos foscos. Castanhos distorcidos. Castanhos destorcidos. Saudade lunar. Prata amarga. Ciúme mudo. Lembranças difusas. Idéias egoístas. Egoísmo de amor. Desistência rara. Força retroativa. Loucura sã. Lágrimas desertoras. Normalidade costumeira. Costume doloroso. Camas compartilhadas. Lençóis amarrotados. Novidade sem valor. Hiato eqüidistante. Salas gelo. Salas gesso. Quadros cegos. Compromisso desgastado. Conspiração espiral. Chuva chorosa. Laranja púrpura. Tríade de muitos. Mensagens homicidas. Mensagens torturadoras. Filete vermelho. Peito em pedaços. Cheiro de chuva. Maçãs verdes. Sonho traído. Poesia talentosa. Inspiração sem causa. Respiração sobrevivida. Viagens egocêntricas. Viagens decididas. Ida sem volta. Crônicas amorosas. Rosas roubadas. Mãos dadas. Serras misteriosas. Colinas desconhecidas. Pseudo-liberdade. Uso indevido. Velas ao vento. Versos lindos. Escrita mágica. Olhos mel. Olhos meus. Filosofia entorpecente. Voz entorpecente. Veludo em voz. Curvas brancas. Linhas negras. Anjos negros. Estrelas congeladas. Luas azuis. Telhados saudosos. Poentes sônicos. Lágrimas peroladas. Olhos mortos. Telefones tentadores. Dedos nervosos. Toque trêmulo. Orvalho quente. Velhos amantes. Fim iminente. Fim eminente. Baús de lembranças. Trancas eternas. Amor autista. Amor? Amor.


.

[Tpm e ponto final]



*

.Seria assim...se assim fosse(?).


.
.
.

"- Eu não preciso de uma ilha.

- Mas não é por isso que você está comigo: porque eu vou te dar uma ilha?

- Não...

- Hum. Sei lá. Daria um filme, não?
Um cara que promete uma ilha pra garota e ela fica com ele esperando ganhar uma ilha. Mas na verdade eles só ficam juntos porque se amam muito além do inconcebível, daí a espera pela ilha é só um pretexto pra durarem eternamente, visto que ele comprar uma ilha é algo impossível.

- Huummm... vende a idéia.

- Para eu ficar rico e comprar uma ilha, né?"





[Rsrs...Bobo!]



*

quarta-feira, 5 de março de 2008

-AS MULHERES E A MÚSICA DO CASAMENTO-

(DA SÉRIE DOS TEXTOS ANTIGOS GRAVADOS EM DISQUETES)
-Pra homenagear minha pupila que sexta-feira vai dizer o seu "SIM"!-


Algum dia de dezembro de 2004

(...)
Entrei na era do confessionário. Virou mania minha catalogar manias.
Essas coisas engraçadas (e às vezes assustadoras) que toda mulher faz.
Que eu faço. Pelo menos uma vez na vida. Não importa...
Mas quem nunca pensou: "ah, essa é a música do meu casamento".

Hoje muita coisa mudou. Os desejos ficaram clandestinos. Fingimos não mais pensar na "música do casamento", mas sonhamos sozinhas com nossos Ipods pela rua, achando que "Thank you" do Led Zepelin poderia ser (porque não?) a trilha sonora perfeita para o SIM. (Ou seria "Todo amor que houver nessa vida" do Cazuza?).
É a mais pura verdade. A marcha nupcial é um clássico. Mas o nosso humor foge de qualquer definição...
Um dia queremos casar na praia.
Outro, na fazenda. Talvez - quem sabe?- numa rave.
Em Las Vegas... Ou na rua Álvares Cabral, de calça jeans e All Star.

Troquei de sonho, mudei de namorado e de faixa etária e, acumulei através dos tempos, uma quantidades de músicas que dariam uma coleção de CDs. (Será que alguém já pensou nisso?)
Somos mulheres independentes, inteligentes e fofas, pagamos nossos impostos,temos uma ou outra infração de trânsito, quase não desejamos mal...
Temos a tecnologia ao nosso lado, passamos esfoliantes com microesferas, não casamos virgens, reivindicamos nossos direitos(seja lá quais forem), e, quer saber?

CONTINUAMOS AS MESMAS DE SEMPRE.Eu,você e ela ali...

Colecionamos músicas de casamento e nomes dos nossos futuros filhos, acreditamos em amores eternos (quando não estamos desiludidas) e nos emocionamos quando nossas amigas escolhem seus vestidos de noiva. Somos românticas (e bregas) até que a realidade se instale. Talvez essa seja a maior verdade. Porque casar não é brincadeira. Vida a dois é uma montanha-russa. Quem não se segura, não chega vivo. Parece que o famoso"até que a morte nos separe" saiu de fininho e deu lugar à outra coisa: "Até que a vontade nos separe".
Será essa a nova frase antes do beijo?
Bom, se casar não é fácil, então, porque AINDA continuamos com as mesmas manias esquisitas de colecionar nomes de filhos, fotos de vestidos,músicas e sonhos?

Porque acreditamos!

Sem esperança e amor a vida não teria graça. Sem humor, muito menos.
Por isso, quando aquela tia ou parente distante me chega de mansinho e pergunta (antes mesmo de dizer Olá): "E aí, casou?" Respondo, sem muita cerimônia:

NÃO, EU AINDA NÃO ENCONTREI A MÚSICA CERTA.


.



[Ai,meu Deus...mas eu já achei a minha...!]


"Me ame com ternura/Me ame docemente.../Nunca me deixe ir
Você completou minha vida/se eu te amo tanto/Me ame eternamente
Me ame verdadeiramente.../Todos os meus sonhos realizados.
Pois, minha querida, eu te amo./E sempre amarei./Me ame eternamente...
Me ame por muito tempo/Me leve para o seu coração./Porque é a ele que eu pertenço.
E nós nunca vamos nos separar./Me ame eternamente.../
Me ame querida.../Diga que você é minha/e eu serei seu por todos os anos.
Até o fim dos tempos."



[Ai..ai...love me...love me...love me tender...]
:P



*

terça-feira, 4 de março de 2008

.CoreS.

.
Depois de tanto tempo, eu sei que deveria ter mais que duas mãos cheias de frases pra dizer pra você.
Acontece que o tempo passou, e passou mesmo.
Mas não passou o tempo em que elas se reviravam no estômago, faziam cócegas e se transformavam em sorrisos desacompanhados de consequência.
Não passou inclusive aquela série de dias em que elas se descontrolavam, entravam em ebulição e faziam meus olhos de escorrega.
Mas olha, a minha saudade não passou, porque eu prometi que ela não passa, e te falei que a minha vontade vai estar sempre aqui.
Só, por favor, não me deixa sozinha, segurando o que é pra ser seu, que não vou deixar nas mãos de outro, porque só cabe nas suas, como se fosse feito sob medida.

Olha pra mim...
Viu como os dias tem passado?
E tudo ficou tão mais colorido!
E foi tudo culpa nossa. Claro que eu to te incluindo! Porque não teria feito nada sozinha. Eu não teria ido buscar as latas de tinta se os dias não estivessem ficado cinzas de vez em quando.
Algumas vezes eu até misturei uma cor na outra.... e ficou tão bonito, que comprei uma tela novinha, pra preencher dizendo que te espero e que agora sou somente sua, em cores inéditas.





[Achei um lápis de cera no bolso do meu casaco azul...
Escrevi teu nome no teto.
Dormirei contigo todas as noites...]


*

(...)

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O melhor de saber as verdades é que depois delas, mãezinha, nada vem...
E a gente fica assim, se prazeirando de olhar as coisas ao redor, vendo mesmo a substância de que elas são feitas, e a nossa fé burra no fato de elas existirem.
Tudo inexiste no seu colo, mãezinha, na garrafa de uísque quente, no mel do teu sabor.
O resto é invenção besta de gente que não sabe viver.




Infinitamente...obrigada pelo teu colo.



[Contei os planos...ela sorriu e disse-me q abençoava de olhos fechados.
Era tudo que eu precisava...]


*

.SoneTo do TeU CoRPo.

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"Juro beijar teu corpo sem descanso.
Como quem sai sem rumo prá viagem...

Vou te cruzar sem mapa nem bagagem,
Quero inventar a estrada enquanto avanço...

Beijo teus pés,
me perco entre teus dedos.
Luzes ao norte, pernas são estradas
Onde meus lábios correm a madrugada,
Pra de manhã chegar aos teus segredos.

Como em teus bosques...
Bebo nos teus rios.
Entre teus montes, vales escondidos,
Faço fogueiras, choro, canto e danço.

Línguas de lua varrem tua nuca,
Línguas de sol percorrem tuas ruas.

Juro beijar teu corpo...
Eu juro beijar teu corpo sem descanso..."



.


[Dorme bem,meu sonho bom...]





*