sexta-feira, 3 de abril de 2009

:: Águas de março ::


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...quando o vejo ao portão de casa, à minha espera...
E mal eu paro, ele apressa-se em fugir para dentro do carro.
Faz o mesmo sorriso de sempre,mas sempre inovado e diferente um do outro.
Dá-me um beijo no rosto olhando-me nos olhos...e começa a desbobinar as mil novidades que tem sempre por contar.
Fico a ouvi-lo e deixo-me enternecer pela forma como me diz, com o mesmo sorriso da chegada...
Já nem sei se acredito no amor entre os homens...quer dizer,na verdade...não me questiono mais sobre ele (seria apenas um interesse carnal, num aconchego de almas?), mas deixo inebriar-me,porque, afinal, é isso que me faz acalentar o espírito...
Olho-o com atenção e vejo-o, agora, maior que eu. Tornou-se, quase sem eu dar conta,o sorriso fácil que sai de mim...
Vamos a um bar qualquer e ele bebe do meu copo. Fala aos outros de assuntos que eu já o ouvi falar há uma semana atrás, mas acrescenta sempre algum pormenor esquecido, o que lhe torna o discurso meio aliciante.
Traz uma indiferença para com o mundo exterior pregada à pele e, ao mesmo tempo, uma simpatia e curiosidade insólita para quem se aproxima do nosso.
Fixo-o e não consigo perceber há quantas noites não dorme o suficiente ou se passou o dia inteiro trabalhando.
Parece que, às vezes, vive num estado de embriaguez que dá vontade de nos embriagarmos, nós próprios, nele.
As minhas noites são sempre mais protegidas quando o tenho ao meu lado, porque se me der para fugir, sei que ele não fica preso ao chão, a ver-me afastar.
E porque temos sempre uma praia,uma janela...ou algo qualquer juntos. Se não a tivermos logo ali, encontramos sempre, nem que seja só de manhã...
E entre os acordes duma música qualquer, acabamos deitados na areia ou mesmo ao chão a falar de coisas sem nexo. E eu não preciso de mais nada, um céu estrelado ou um amanhecer...bastam-me.
Nem fotografias temos - o meu olhar fotográfico vale muito mais; não desfigura nem banaliza os ambientes.

Mas isto é como ele me dizer a sorrir:hey, vamos ao castelo!
Desaparecemos de mãos dadas e quando nos voltam a encontrar, costumamos estar perdidos, a afogar numa garrafa qualquer, o nosso cansaço da busca e a nossa satisfação de termos encontrado um castelo de vontades...



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quarta-feira, 1 de abril de 2009

E eu te asseguro pés firmes e mãos leves...





"Vem pra misturar juizo e carnaval,
vem trair a solidão...
(...)
Vem pra se arrumar na minha confusão..."




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quinta-feira, 26 de março de 2009

Luzes,clorofilas e pequenas grandes coisas...

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Diz...diz como você faz...
Diz como se canta...encantando todo o ar.
Diz como você faz...
E prometo continuar seguindo.
Diz como guarda tantos segredos nestes olhos que falam tanto..
Diz como tu me aquece usando apenas palavras...
mas diz também como apressar o tempo(aquele qndo não estamos juntos)
Vai...diz como vc faz...e eu prometo ainda confiar.
Diz como tu eterniza o sorriso dado...e mantem viva a primeira saudade.

Porque tu...podia ser apenas um (re)encontro de mais uma ladeira qualquer.
Poderias ser somente a incerteza que surge no fim do dia...quando a vida se entrega
em uma cadeira de balanço esquecida em uma varanda iluminada com o pôr-do-sol.

Mas não...decidiu ser a vontade que vem nas noites debaixo do cobertor...a inquietação
do pensamento...noites de fuga.
POderias ter sido uma possibilidade...aquelas que trazem sorrisos rápidos e superficias
em fins de semana.

Tu poderias ter sido só mais alguém que vem...alguém que passa...
Mas não...teu corpo,tem a medida exata do meu.

Vai...me diz...



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ReDunDanTe*




(...)

Mas há a dor...
Que nasce não sei quando.
Que doi, não sei onde.
E cala,não sei porque...

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* adjectivo uniforme
1. superabundante, excessivo, demasiado
2. supérfluo
3. palavroso, prolixo
4. que repete informação que já foi dada; pleonástico




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terça-feira, 24 de março de 2009

.: Meu Jardim:.

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Tô relendo minha lida,
minha alma, meus amores...
Tô revendo minha vida, minha luta, meus valores...
Refazendo minhas forças, minha fonte, meus favores...
Tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores...
Tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho...
Tô soprando minha brasa, minha brisa, meu destino.
Tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho...
Escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho...
Estou podando meu jardim.
Estou cuidando de mim..."
-Vander Lee-
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[Onde começam meus laços...onde terminam meus nós...?]
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sábado, 14 de março de 2009

:.Porem,contudo,todavia...

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Há quem fale de sentimentos vazios...

Mas vazios são as atitudes,a palavra mal dita,o amor que não damos...e aquilo que não estamos prontos para receber.

Sentimentos são reflexos.
Somente e só.

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segunda-feira, 9 de março de 2009

.:Manuscrito de uma Colombina.:



(...)


Talvez éramos a busca.Ou a procura pela soma de duas metades que se completassem e que não fossem a divisão de lados opostos...

Eu era a voz que ecoava nas ladeiras, tu eras a voz que ecoava nos meus sonhos mais ermos.
Eramos a incerteza e a dúvida que pairava no ar como bolhas de sabão, como o brilho falso do esmalte úmido nas unhas.Ou as máscaras que cobriam o carnaval.
Tu era a peça que deixava a platéia sem reação. Eu eras o verbo que deixava no palco sem conjugação.
Fomos a aurora de dias guardados a sete chaves e encerrávamos nossos dias com espetáculo que poderia deixar eles boquiaberto.
E sem saber.

Sem saber, fui conjugar os verbos que ouvia você dizer. E sem querer, errei os pronomes e não soube flexionar os tempos dos teus verbos.
Para mim, era o hoje – embora quisesse que tu foste o amanhã!
Quis te conjugar no presente como quem pressente o que virá.
Pela porta entreaberta, pelas frestas da janela - suas verdades descobertas.

E toda aquela dúvida, aquela angústia que me cabia - coube dentro da caixa da coragem.
Assim, enquadradas no meu silêncio, pude dizer as palavras que eu não sabia que queriam ser ditas.
Olhei nos teus olhos e não precisei verbalizar aquilo que você enxergou nos meus.
Não precisei me desculpar pelas palavras que não disse, porque você consegue ler nos meus olhos o que não consigo te dizer.
Como se você sempre soubesse o que eu queria esconder e o que queria mostrar.
Você soube quais eram as palavras, as cenas, meus atos falhos e acertos escassos.
De fato, o certo é o que você me acerta.
E no carnaval sem máscaras coloridas, eu vi a dança dos pagãos numa avenida.
Mas aquelas cores falsas não me apetecem.Não mais...
Nem o brilho fictício de uma glória sem nenhum orgulho...daqueles desprovidos de coragem.
E enquanto todos eles dançavam aquele samba com os pés no chão, eu bailava um frevo pelo céu.
E ríamos de toda certeza que um dia foi dúvida.
Quando o abraço apertado se tornou algo público e sentimentos foram gritados pra quem quisesse ouvir,
Não havia mais preocupação com verbos, concordâncias ou acentuações.
Éramos reticências, heróis de uma epopéia que dispensava narrativas.
E se amanhã,tu não estiver aqui, todas as minhas palavras são serestas.
Não sei mais prozodiar desalentos e aprendi a sorver o mel das palavras que eram um azedume.
Eu não sei de nada, mas canto as palavras que eu quero que você escute.

Éramos a pose, a máscara caída,o sorriso no retrato que traz um pedaço de alegria num pedacinho colorido de papel.
Será? Seremos?
Seremos o que nunca fomos pra esquecer quem éramos.
Seremos uma saudade.
Aquela saudade refletida em um prisma - uma em cada face diferente, mas que no final, são todas iguais.
Quando compreendi que o silêncio não é angústia, senti o vento ecoar o som da tua risada.
E sorri pensando que essa tristeza- com ar de quarta de cinzas- até que é bem alegre.
Se éramos uma busca, porque não sermos hoje a espera?
Na espera para que você entenda as palavras desse manuscrito mal traçado, com essas letras garranchadas.
Limpo a avenida cheia de confetes...para que você saiba o que eu disse e você não ouviu, mas poderias ler...




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*



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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Quarta-Madrugada...



Na Terra do Sol...onde o mar beijava a Lua,houve duas vidas em uma...

E apenas o céu como testemunha.


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["Toma...esse é o teu presente...!"
Disse ele abrançando-a suavemente...abriu a janela...e mostrou-lhe o novo dia.]


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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Para ele que brinca de amar...




Um dia quem sabe...nos reencontraremos...
Um dia quem sabe,em qualquer cidade.
Num dia calmo...ou num fim da tarde.
Um dia,quem sabe...poderás ver as minhas cicatrizes,
e então saberás que eu me feri...





[e também me curei]







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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

.:PrAToDOdia:.

Como arroz e feijão,é feita de grão em grão
Nossa felicidade

Como arroz e feijão
A perfeita combinação
Soma de duas metades

Como feijão e arroz
que só se encontram depois
de abandonar a embalagem.

Mas como entender que os dois
Por serem feijão e arroz
Se encontram só de passagem...

Me jogo da panela
Pra nela eu me perder
Me sirvo a vontade, que vontade de te ter...

O dia do prato chegou
é quando eu encontro você...
Nem me lembro o que foi diferente!

Mas assim como veio acabou
e quando eu penso em você
Choro café e você chora leite...


(-Magníficos Trocadilhos de "O TEATRO MÁGICO" que traduzem uns dias-)










[...E o cabelo dela estava horrível aquele dia.
Mas ele não reparou.
Reparou nos seus olhos que os denunciavam...no seu movimento...e na sua perfeita harmonia com o vento... Aquilo sim,chamariam de amor.
...Aquilo sim...poderia ser um amor.]

*



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sábado, 7 de fevereiro de 2009

.:(in) CerTa NoiTe...

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Hoje eu te deixei.
Quer dizer,
Hoje, eu te deixei de novo.
Depois a gente volta...
Sempre voltou.
Você voltou...
Voltou sempre que me deixou.

Mas há sempre algo que se lasca...que se acaba.uma magia que se estraga...uma vela que se apaga aos poucos...
Um abalo que um dia, talvez, não dê mais jeito...Uma ofensa que, talvez, desta vez, não dê conserto...
E então chega um dia em que eu não te reconheço.
Um dia que não vem depois do outro...uma certa noite fora do tempo...
E então um dia eu não me reconheço...e quero o que eu nem sabia...que era isso que eu queria.

Uma noite tão quente como essa...pode ser um novo começo.
Poder...querer...ser sem ter você.

Que o fogo que vem de baixo,seja fogo negro, intenso...
Um fogo sem descaso,pra me queimar em silêncio.
(e então finalmente eu me esqueço...e me entrego)

Você é quem me dá tudo quente e espesso...que me dá tudo que eu mereço...
(e não me nego)
Então eu danço...danço...


eu quero.



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[Porque eu mastigo esses teus olhos gritantes...]

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

...MásCaraS.

...Um dia elas não mais se sustentam.








Tantas foram as máscaras desmascaradas...
E no entanto,chegou a sua vez.
No silêncio...nas entrelinhas das tuas palavras...entre nossas inúmeras horas na laje...tive a sua em minhas mãos.

Eu olhava para ela...via cor por cor...desbotando...desmanchando-se...desunerando toda aquela imagem que fizera eu acreditar.

Vc tentou em vão mais uma vez pôr onde vc julgava ser o seu lugar...
Mas ela já estava sem textura...sem consistência alguma...sem peso...e ali, pode-se perceber que não havia mais lugar algum onde ela pudesse caber-te.

Ela tentava encaixar-se novamente em seu olhar...mas tu, de olhos fechados olhando o céu...deixou sem saber que a mesma fosse atropeladas por palavras desordenadas que saiam dentro de ti(em forma de pensamentos em voz alta...)

Eu fingia que não te via...e te ouvia.
Pois a tua quando caiu...sem perceber abriu-se um chão aos meus pés e um mundo de possibilidades à minha espera.
Permanecia atônica ao teu lado...
Era o coração na boca...e as nossas máscaras no chão.

Vi na imensidão do teu olhar...coisas que talvez eu nem esperava encontrar.

Por trás da máscara, o que vi foi um caminho,um motivo...um lugar... para eu poder repousar o meu amor...





[Coisa boa é ter pessoas com sonhos tão grandes qnto o nosso...]



P.S.: Sei que o combinado era ter sem ser...Mas hoje eu senti saudades.Senti saudade...das nossas 4 horas que parecem 4 minutos...ou dos nossos 4 minutos que parecem 4 horas...
Por isso te escrevo...




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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

.:cLaNdEsTiNoS:.

(...Na Confraria dos Sedutores.)








"




"O tempo todo eu vi,
você quis olhar pra mim...
E mesmo sem saber
pôs no pensamento
uma mensagem pr'eu te ver...

...Só porque eu te olhei,
você fez que não me viu...
Que não podia ver...já sabendo o que será se cada um pensar:

que juntos...num segundo a mais desse olhar se faz
um sonho,
que acordado é muito mais do que dormindo..."







[A digna arte de ser fiel aos seus desejos...]



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domingo, 25 de janeiro de 2009

De dia e de noite...

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"A Lua nascendo por entre os fios do teus cabelos,Por entre os dedos da minha mão... passaram certezas e dúvidas..."
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[Como é difícil ser sensata...quando a insensatez me deixa mais perto de você...]
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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

.:Constatado:.

[...]me concentro inteiro nas coisas que me contas,e assim calado, e assim submisso,te mastigo dentro de mim enquanto me apunhalas com lenta delicadeza...deixando claro em cada promessa que jamais será cumprida, que nada devo esperar além dessa máscara colorida, que me queres assim porque é assim que és...e unicamente assim é que me queres e me utilizas todos os dias, e nos usamos honestamente assim.
CFA -Trecho de À beira do mar aberto -







[Ele...que nada promete...e tudo me dá...

Tudo quer...e nada pede...]




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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

.:Despretensiosas pretensões:.



Então novamente tu me chegas...
E há tanto são os anos que eu deixo tu ir...
E nesse nossos intervalos quebrados das horas...as vezes me encontro...as vezes me perco...na sua suave leveza intensa...

Há tantos guardei palavras para não te dar...
Logo tu que me veio quando eu ainda tão pouco sabia da vida.
Da nossa forma...fazendo-me ajeitar na tua confusão...

Já te tive nas noites de Lua no telhado da cidade.Já vimos a noite virar dia...e acabamos fazendo ela virar noite novamente.
Já escutei tu falando sobre os astros...enquanto vc passava os dedos nos meus cabelos assanhados.
Adormecia em seus braços...jurando a mim mesma que não estaria ali nunca mais...E no entanto,amanhecia querendo dentro de mim que aquilo fosse para sempre...

Porque sempre quando digo SIM, faz-me sentir a intensidade do teu prazer enquanto navega e brinca no meu corpo como se explorasse o infinito...
Como se cada milímetro da minha pele fosse o último segundo da tua vida, como se cada ponto da minha vida fosse um livro que se folheia com intensidade.

E nesse momento tudo pára…
O meu ritmo fica leve,calmo.
Numa viagem ao extremo prazer em que os meus olhos se perdem nos teus,
em que me vejo nos teus olhos e sorrio para mim mesma, através de ti.




[ Obrigada moço...por todos os sorrisos dados e roubados...]




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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

.:A Saideira:.

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"Sem mais feridas...nem despedidas...
Eu quero ver o mar..."

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[Há menos verdade em seus olhos do que amor em metade desse corpo...]



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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

.:perspectiva de 2000inove:.

(Que ela também poderia chamar: retrospectiva dois mil e oito)

É preciso aprender a perder, a ouvir e não responder, a falar sem nada dizer, a esconder o que mais queremos mostrar, dar sem receber, sem cobrar, sem reclamar.

É preciso partir antes do tempo, dizer aquilo que mais se teme dizer, arrumar a casa e a cabeça, limpar a alma...

Às vezes, mais vale desistir do que insistir, esquecer do que querer. No ar ficará para sempre a dúvida se fizemos bem, mas pelo menos temos a paz de ter feito aquilo que devia ser feito, somos outra vez donos da nossa vida...

Às vezes, é preciso saber abrir a janela e jogar tudo fora, queimar cartas e fotografias, esquecer a voz e o cheiro, as mãos e a cor da pele, apagar a memória sem medo de a perder para sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada passo e cada palavra, cada promessa e cada desilusão, atirar com tudo para dentro de uma gaveta e deixar fora a chave. Porque quem parte é quem sabe para onde vai, quem escolhe o seu caminho, mesmo que não haja caminho, porque o caminho se faz a andar.

O sol, o vento o céu e o cheiro do mar são os nossos guias, a única companhia, a certeza que fizemos bem e que não podia ser de outra maneira...

[Tim tim...um brinde à mim!]

*

domingo, 11 de janeiro de 2009

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DOS CAPÍTULOS SEGUINTES E SEGUINTES E SEGUINTES...

Rasgaste as páginas do nosso livro.
Dividiste-as e disseste: “Este é o meu. E este o teu.”
Acrescentaste páginas em branco e pediste-me para começar de novo.
Nas páginas antigas aquilo que escrevi já não se vê…
Em algumas existem apenas borrões e manchas do que outrora foi uma grande e bonita história. Pedes-me para iniciar um novo Capítulo dizendo que acreditas que eu sou capaz.
Recomeço a escrever, palavras que fogem para ti.
Encerro o novo Capitulo que comecei, ganhando coragem para a despedida. Guardo as páginas antigas numa caixa fechada, pois com elas aprendi as maiores lições e nelas vivi as maiores experiências.
Guardo o Adeus para me relembrar de onde tenho de renascer - das cinzas.
Anseio que leias cada palavra do novo livro mas ao mesmo tempo quero que seja só meu. Assim como tu te guardas para ti!
E quando finalmente me sinto alguém diferente nas palavras que me escrevo, dizes o quanto fui importante pra vc.Que me queres voltar a conhecer. Pedes-me as folhas que escrevo. Queres espreitar cada parágrafo.Pede-me para não ir definitivamente.
E me dá mais páginas em branco.
Misturas as páginas que temos…e voltas a separar. E misturas de novo. Deixas folhas tuas no meu Capítulo e levas algumas minhas dobradas e perdidas nas tuas mãos. Deitas fora palavras sinceras, rasgas-me em pedaços querendo ou não!
Deixas a história sem rumo, misturada e confusa. Sem nunca me mostrares o teu lado. Em folhas caídas pelo chão, dizes-me que sou especial e que se pudesse me teria ao teu lado.
No entanto não faço realmente parte de ti.
Não mexas mais no meu livro. Deixa-me as palavras sozinhas. Não mistures as histórias nem as folhas, porque neste Livro...nem mais um verso serás teu.


[THE END]


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.:Palavras:.

…não gostam de mim.
Fogem quando mais preciso delas,
escondem-se quando as procuro
e só voltam quando já é tarde.

(...)



[Silêncios gritantes]



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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

.:Garoa:.


"Ultimamente
A gente não consegue
Ficar indiferente
Debaixo desse céu...
Do meu apartamento
Você não sabe o quanto eu voei
O quanto me aproximei
De lá da Terra
As luzes da cidade
Não chegam nas estrelas
Sem antes me buscar...
E na medida do impossível
Tá dando pra se viver
Na cidade de São Paulo
O amor é imprevisível como você
E eu
E o céu.
Lá vou eu
Com o que Deus me deu
Escutando o som
Conquistando o céu
Desprezando o chão
Na cidade de São Paulo
O amor é imprevisível como você
E eu
E o céu..."
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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

.: GeNuíNa:.

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O amei como se fosse o primeiro...
Doei-me,como se ele fosse o último!
E no entanto Deus meu,fez-se como os outros.
Outro...como todos os outros.

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[Arranque do seu corpo minhas digitais...e o meu amor cheio de defeitos...]
*


*

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Sonhos,nuvens,céus e coisas assim...


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...Quando o sonho da gente cresce ele se materializa e vira nuvem.
Por isso que é confortante olhar o céu...
Lá do alto nossos sonhos espiam a gente.
Realize-os...!
Sonhos guardados por muito tempo viram nuvens carregadas de trovões...
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Qndo o sapo vira prínci...ops...!Quando o príncipe vira sapo...)

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Porque vais quebrar a promessa de presença?
És responsável por mim...
Vai chegar o tempo em que chove, vai haver vento ... Trovões e tempestades
E contra tudo prometo sobreviver ...!
Fechar os olhos para me sentir protegida...

Mas sem ti ...
Sou como flores do campo, distantes e desabrigadas.
É ... Mas imagino o que vais dizer...
Que sou uma flor como nenhuma outra,
Única em todo o mundo ...
E tu sabes que só tenho espinhos para me proteger da fragilidade das minhas pétalas ...
Dos insetos que anseiam por mel.
Oh príncipe, por que razão desperdiças seu tempo comigo?
... Se sabias de tua fuga próxima?
De tua vontade de conhecer desertos, jardins e raposas ...
Ah ... Vai ... E não prometa voltar que não preciso de fábulas agora...
Mas lembra sempre...que redomas, só não nos protegem da nossa própria solidão...

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[Ah Antoine, perdoa pela ousadia... É que às vezes sou tão...tão assim ... Sei lá ... ]


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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

.:FRA[n]CA MENTE:.

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E então eu me calei.

Não como os covardes que se calam por lhes faltar argumento.
(...) Mas não chorei! Não ... Não ... Eu não me permitiria tamanha fra[N]queza.
Calei como se cala uma criança pequena...Me calei devagar, pensei e pensei ...
(...) Não foi um silêncio agressivo.
Foi pura vontade de fechar todas as portas e apagar todas as luzes...Jogar fora as chaves ...
Espantar os pássaros do telhado.Juntar os fragmentos daquilo que chamávamos de vida...
Tudo culpa do meu desconsolo.
Acho que não quero falar disso também...
Por um instante eu quis gritar.
! Alto !
Acordar os preguiçosos... gritar até adormecer.
Talvez dormindo eu encontre abrigo.
Um abrigo em meio à cobertores e a desordem de sonhos interrompidos.

(Noites tão frias não deveriam existir quando a chama insiste em apagar ...)

Pensei em fugir...e quem sabe deixar a porta aberta,
deixar entrar um vestígio de luz.
Começo a ver o teu mundo se escurecendo...Perdido em seus passos sem raízes nenhuma.
- Não se preocupe...
... Eu também vou chorar.

Mas não se sinta mal.Você não foi o primeiro a me fazer chorar...

E certamente... também não será o último.

[Dia de domingo,é dia de se sonhar até tarde...!]


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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

No dia em que Júpiter encontrou Saturno...

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Foi a primeira pessoa que viu quando entrou. Tão bonito que ela baixou os olhos, sem querer querendo que ele também a tivesse visto. Deram-lhe um copo de plástico com vodca gelo e uma casquinha de limão. Ela triturou a casquinha entre os dentes, mexendo o gelo com a ponta do indicador, sem beber. Com a movimentação dos outros, levantando o tempo todo para dançar rocks barulhentos, devagarinho conquistou uma cadeira junto a janela.
A noite clara lá fora estendida sobre Henrique Schaumann, a avenida Poncho & Conga, riu sozinha...
Ria sozinha quase o tempo todo, uma moça magra querendo controlar a própria loucura, discretamente feliz.
Molhou os lábios na vodca tomando coragem de olhar para ele, um moço queimado de sol e calças brancas com a barra descosturada. Baixou outra vez os olhos e suspirou soltando os ombros, coluna amoldando-se ao junco da cadeira. Só porque amanhã ainda era dia de trabalho e não ficaria, desta vez não, parada entre o som, a televisão e o livro, atenta ao telefone silencioso. Sorriu olhando em volta...
Muito bem, aqui estou.

Não que estivesse triste, só não sentia mais nada.

Levemente, para não chamar atenção de ninguém, girou o busto sobre a cintura, apoiando o cotovelo direito sobre o parapeito da janela. Debruçou o rosto na palma da mão, os cabelos lisos caíram sobre o rosto. Para afastá-los, ela levantou a cabeça, e então viu o céu tão claro que não era o céu normal de Sampa, com uma Lua nada cheia,mas Júpiter e Saturno muito próximos. Vista assim parecia não uma moça vivendo, mas pintada em aquarela, estatizada feito estivesse muito calma, e até estava, só não sentia mais nada, fazia tempo.

(Quem sabe porque não evidenciava nenhum risco parada assim, meio remota, o moço das calças brancas veio se aproximando sem que ela percebesse.)

Parado ao lado dela, vistos de dentro, os dois pintados em aquarela - mas vistos de fora, das janelas dos carros procurando bares na avenida, sombras chinesas recortadas contra a luz vermelha.

E de repente o rock barulhento parou e a voz de John Lennon cantou "every day, every way is getting better and better".

-Você gosta de estrelas?
-Gosto. Você também?
-Também. Você está olhando a lua?
-Queria que ela estivesse cheia. Hoje está em Virgem.
-Amanhã faz conjunção com Júpiter.
-Com Saturno também.
-Isso é bom?
-Eu não sei.
-Deve ser.
-É sim. Como tb é bom encontrar você.
-Também acho.

(Silêncio)

-Você gosta de Júpiter?
-Gosto. Na verdade "desejaria viver em Júpiter onde as almas são puras e a transa é outra".
-Que é isso?
-Um fragmento do poema de um menino que vai se perder...

(Silêncio)

-Você tem um cigarro?
-Estou tentando parar de fumar.
-Eu também. Mas queria uma coisa nas mãos agora.
-Você tem uma coisa nas mãos agora.
-Eu?
-Eu.

(Silêncio)

-Como é que você sabe?
-O quê?
-Que o menino vai se perder.
-Sei de muitas coisas. Algumas nem aconteceram ainda.
-Eu não sei nada.
-Te ensino a saber, não a sentir. Não sinto nada, já faz tempo.
-Eu só sinto, mas não sei o que sinto. Quando sei, não compreendo.
-Ninguém compreende.
-Às vezes sim. Eu te ensino.

(Silêncio)

-Você tomou alguma coisa?
-O quê?
-Efedrina, morfina, codeína, mescalina, estenamina, psilocibina, metedrina.
-Não tomei nada. Não tomo nada.
-Nem eu. Já tomei tudo.
-Tudo?Cogumelos têm parte com o diabo.
-O Lsd aperfeiçoa o real.
-Agora quero ficar limpa. De corpo, de alma. Não quero sair do corpo.

(Silêncio)

-A lua já foi embora.A estrada escureceu.
-Mas navegamos.
-Sim. Onde está o Norte?
-Localiza o Cruzeiro do Sul. Depois caminha na direção oposta.

(Silêncio)

-Você é de Virgem?
-Sou. E você, de Touro?
-Sou. Eu sabia.
-Eu sabia também.
-Combinamos: terra.
-Sim. Combinamos.

(Silêncio)

-Amanhã vou embora para Paris.
-Amanhã vou embora para Natal.
-Eu te mando um cartão de lá.
-Eu tb te mando um cartão de lá.
-No meu cartão vai ter uma pedra suspensa sobre o mar.
-No meu não vai ter pedra, só mar. E uma palmeira debruçada.

(Silêncio)

-Vou tomar chá de ayahuasca e ver você egípcia. Parada do meu lado, olhando de perfil.
-Vou tomar chá de datura e ver você tuaregue. Perdido no deserto, ofuscado pelo sol.
-Vamos nos ver?
-No teu chá.
-E no meu chá.

(Silêncio)

-Quando a noite chegar cedo e a neve cobrir as ruas, ficarei o dia inteiro na cama pensando como seria dormir com você.
-Quando estiver muito quente, me dará uma moleza de balançar devagarinho na rede pensando em está com você.
-Vou te escrever carta e não te mandar.
-Vou tentar recompor teu rosto sem conseguir.
-Vou ver Júpiter e me lembrar de você.
-Vou ver Saturno e me lembrar de você.Daqui a vinte anos voltarão a se encontrar.
-O tempo não existe.
-O tempo existe, sim, e devora.
-Vou procurar teu cheiro no corpo de outra mulher. Sem encontrar, porque terei esquecido.
-Quando eu olhar a noite enorme do Equador, pensarei se tudo isso foi um encontro ou uma despedida.
-E que uma palavra ou um gesto, seu ou meu, seria suficiente para modificar nossos roteiros.

(Silêncio)

-Mas não seria natural.
-Natural é as pessoas se encontrarem e se perderem.
-Natural é encontrar. Natural é perder.
-Linhas paralelas se encontram no infinito.
-O infinito não acaba. O infinito é nunca.
-Ou sempre.

(Silêncio)


-Me beija.
-Te beijo.

Desceu pelo elevador, a chave do hotel na mão. Rodou a chave entre os dedos, depois mordeu leve a ponta metálica, amarga...
Ria sozinha quase sempre... uma moça magra de cabelos lisos junto à janela querendo controlar a própria loucura, discretamente feliz.

Mordeu a unha junto com a chave, lembrando dele, um moço queimado de sol, com a barra branca das calças descosturadas...
E suspirou soltando os ombros, pés inseguros comprimindo o piso instável do elevador.
Só porque não era mais sábado, porque estava indo embora, porque as malas estavam por fazer e o telefone tocava sem parar. Sorriu olhando em volta.

Não que estivesse triste, só não compreendia o que estava sentindo.

Levemente, para não chamar a atenção de ninguém, apertou os dedos da mão direita na porta aberta do elevador e atravessou o saguão de lado, saindo para a rua.
Apoiou-se no poste da esquina, o vento esvoaçando os cabelos...e para evitá-lo ela então levantou a cabeça e viu o céu...
Um céu tão claro que não era o céu normal de Sampa, com uma lua nada cheia e Júpiter e Saturno muito próximos...
Quem sabe porque não evidenciava nenhum risco, o moço debruçou-se na janela lá em cima e gritou alguma coisa que ela não chegou a ouvir.

Mas ela ainda pensava: "se Deus quiser, um dia acabo voando".
De onde estava, não conseguiria ver os olhos da moça. De onde estava, não conseguiria ver os olhos dele. Mas as memórias de cada um eram tantas que ele imediatamente entendeu e aceitou, desaparecendo da janela no exato instante em que ela atravessou a avenida sem olhar para trás...



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.:Capítulo Zero:.

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Eu quis tanto ser a tua Paz...quis tanto que você fosse o meu encontro...
Quis tanto dar, tanto receber.
Quis precisar, sem exigências.
E sem solicitações, aceitar o que me era dado...
Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana.Mas o que tinha, era seu...


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[Essa morte constante das coisas...é o que doi.]






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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

.:Andanças:.

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Eu bem que sabia que ainda não tinha fôlego de encarar aquela sensação.
Ainda assim,como num misto de nostalgia e desafio a si mesma...me vi ali...
Me vi novamente mirando aquele portão de embarque.
Confesso que de olhos fechados te vi chegar.Senti o teu calor em mim e aquele abraço que em silêncio me dava e sempre parecia que fazia o mundo parar...
Lembrei do quanto eu te amava suave...e do quanto me sentia completa por isso.

Mas tudo ficou tão pesado,que nem mesmo as nossas lembranças eu não era mais capaz de sustentar em minhas mãos.
O abrir dos olhos fez-me sentir novamente as mãos gélidas...e o coração descompassado.
E doeu.
Como ainda doia...
Porque do meu corpo,eu tinha as pernas trêmulas...dos meus olhos, cairam lágrimas que me denunciavam...

Senti uma dor orgânica.Vontade de correr para todos os lados,numa tentativa de exorcisar aquela dor de tanto inúmeros porquês com destino.

Era tudo ali tão nosso...!
Tantas indas e vindas...
E no entanto apenas eu restara...eu e meus pensamentos.Eu e minhas dores.Eu e os meu porquês...

Embarque...desembraque...atrasos...planagens...
Pessoas iam e vinham.E apenas vc permanecia em mim.
Sentei naquele mesmo banco,do 2º andar,ao lado do caixa eletrônico...onde na sua primeira ida,pôs-me em teu colo...Segurou-me pela mão...beijou-me forte e no meios das minhas lágrimas, olhou-me nos olhos e disse com a voz serena apertando-me em seu peito:" Você sempre terá à mim...não chore..."

No entanto estava eu novamente ali...e eu novamente chorava.
E agora eu chorava por saber que o "que tem de ser"...tem muita força!
Que ali...onde fiz do teu colo o meu abrigo...não existia mais o teu lugar nos braços meus.
Que era preciso novamente caminhar só...numa busca onde apenas meus olhos poderiam enxergar o que verdadeiramente seria meu.

Mas ainda doía...e como doía...
Mas eu levantei...sai andando...enxuguei o rosto...e diferente de como todas as outras vezes eu olhei para tras...
Eu olhei para tras,pois precisava ver que ali apenas existia um banco vazio...onde nem mesmo a dor de ti poderia ocupar lugar algum...
Fui embora.
E olhando para aquele banco eu sozinha pensava: "Eu poderia ter te amado para sempre..."





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[Seguir em frente evitando a mágoa com o destino, não olhar o que não deve ser visto, erguer a cabeça e os ombros; os outros não me afetam mais e mais... e isso durará até que se prove todo o contrário. ]


Embarque de vida nova e revonação.
E Luz...muita Luz para o meu ser.

Assim seja.


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sábado, 22 de novembro de 2008

[Colorindo]


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E se a água que saísse do chuveiro fosse tratada com um produto químico que reagisse a uma combinação de coisas, como o batimento cardíaco, a temperatura corporal e as ondas cerebrais, de modo que sua pele trocasse de cor dependendo do seu estado de ânimo?

E se você estivesse extremamente empolgado, a pele ficaria verde, se você estivesse brabo a pele ficaria vermelha, obviamente, e se estivesse triste ficaria azul.
Todo mundo saberia como o resto das pessoas está se sentindo e poderíamos ser mais cuidadosos uns com os outros, pois você jamais ia querer dizer a uma pessoa com a pele roxa que você está brabo com ela por ela ter se atrasado, ao mesmo tempo que ia querer dar um tapinha nas costas de uma pessoa rosa e dizer a ela: “Parabéns!”

Outra razão que torna essa invenção boa é que muitas vezes você sabe que está sentindo um monte de alguma coisa, mas não sabe que coisa é essa.
Será que estou frustrado? Será que só estava mesmo aflito?

E essa confusão modifica seu ânimo, ela se torna o seu ânimo, e você vira uma pessoa confusa, cinza. Mas com a água especial você poderia olhar para as suas mãos laranja e pensar:
"Estou feliz! Na verdade eu estava feliz esse tempo todo! Que alívio!"

Por Oskar Schell.

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"Teus sinais me confundem da cabeça aos pés...mesmo assim eu te devoro..."




[E que eu sempre tenha a força de suportar tanta paz...]




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[perdas e ganhos, aquarela, janelas e bolhas imagináveis... ]

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Pensei na vida. Em minha vida.
Nas frestas de luz que entram pela porta cortando o escuro da noite, no som dos despertadores pela manhã, nos quarenta minutos indispostos após o despertar, nos balões de ar que se perdem no céu antes de alcançar a estratosfera, nas bolhas de sabão que estouram no ar antes que se termine de admirá-las, nos gerânios que ainda faltam no meu jardim e que são bonitos para nada, nas amoras, nos amores, nos brinquedos da infância, na infância: saia plissada, bochechas e joelhos sobressalentes.
Hoje tudo se mistura. Naquela época tudo me comovia: a soma dos números da placa de um carro, um pássaro engaiolado, o barulho da moto do entregador de pizza, um quadro torto na parede, uma estrela no céu, as nuvens opacas do final da tarde, uma boneca com a perna quebrada. Tudo. Minha vida é uma colagem.
Pensei nas vitórias. Nas minhas vitórias cotidianas, nas minhas perdas, nas escolhas e no que ficou pra trás. Nostalgia. Possibilidades. -Aonde você vai estar daqui a dez anos? – Por quê? – Porque é exatamente aonde eu gostaria de estar!.
Finais. Telas em branco, cadernos vazios, canetas, pincéis, aquarela e nanquim. Todos os medos. Tudo o que eu poderia ter libertado. Paredes, concreto, bolhas imaginárias de proteção de onde eu podia observar o mundo e permanecer imune a ele. Poderia ter me libertado das minhas próprias paredes há tempos.
Já experimentei de tudo. Ou quase. Dependendo do que “tudo” possa significar. Alegria, raiva,medo. Intensamente feliz, extremamente triste. Mas não o suficiente. Nunca o suficiente. Será que existe alegria suficiente? Será que há um limiar onde a felicidade convence? O fim de qualquer tristeza não justifica a tristeza. Sofrer é sólido. Não se perde no céu, não estoura no ar. Pensar demais é inútil. O mundo fora de nossas cabeças pode ser bem mais divertido.

Que tola eu sou...tão boba e tão frágil, tão forte, tão simples e absoluta. Tenho vários animais de pelúcia, não tenho medo da morte, meus animais de estimação cativam minha estima, ainda tenho medo da vida, do que se vai e do que fica (e do) para sempre.
Que tipo de pessoa eu sou? Não consigo explicar o que sinto nem a mim mesmo e por isso o que sinto é –quase- sempre tão bonito. Ainda não consigo compreender meus finais. Nem os inícios. E essa catraca que é a vida da gente.

Tantas pessoas que entram e tantas pessoas que saem. É preciso manter a porta aberta pra que elas entrem. É preciso manter a porta aberta pra que elas saiam. Minha casa vai ter sete janelas.

Pensei na vida. Em minha vida. E na falta que sinto do que já tenho.

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"Eu já me acostumei a esquecer tudo que vai..."




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terça-feira, 18 de novembro de 2008

.:Lavagem de Alma:.















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Ah...esse olhar verde/cinza que vieste para domar os olhos meus.
Trouxeste a mensagem suave para anunciar-me o próximo instante.
Porque tu me mostra o que é o tempo...o segredo dos espaços,o prazer dos intervalos...
Ah, intervalo quebrado! Quebrados nessa nossa terna hora exata de acontecer.

Chegaste como um anjo...
Despertando os meus instintos.
Viestes para lembra-me que tenho asas.
(eu havia esquecido...!).
Trouxeste de volta o meu encanto pela música...sonetos...palavras...
Lembraste-me que eu canto,que eu danço,que eu sou um leve e insustentável ser.
Trouxeste na bagagem deliciosos sorrisos pueris.

Pegaste-me pela mão,levando-me de volta ao caminho...
Caminho esse que já conheço...só que as vezes eu tropeço...fraquejo...e sento na pedra para chorar...
Recolheste meu corpo ao vento...colocaste-me o teu manto e devolveu-me às mãos de mim mesma.


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[Ah...se todos os meus dias fosse Canoa...]



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terça-feira, 11 de novembro de 2008

.:Do lado de dentro:.

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Ouvi o bater seco da porta ao fechar enquanto dormia.
Ainda havia o teu perfume nos lençóis que envolvia o meu corpo, enquanto procurava o teu ao meu lado.
Sonolenta,abri os olhos procurando por ti e não estavas.
Perguntei por ti e respondeu-me a tua ausência.
E agora,sabia comigo mesma que não seria momentânea, como tantas outras.
Um até breve disfarçado de adeus, como tantos outros.
Aqueles que nunca te diria. Aqueles que nunca esperei que me disseste.

Deixei que o tempo se contasse entre fumaças fugazes e justificações para a tua ausência.
Passos lá fora.
Serão os teus?
Não. Seguramente não seriam os teus. Se o fossem já terias entrado por essa porta. Nunca poderiam ser os teus, porque esses eu conheço de cor...
Mas bastou-me a minha certeza de que por ti,não mais esperarei...Como tantas outras vezes.

Não houve um bilhete de despedida e as chaves deixaste-as propositadamente na fechadura. Pelo lado de fora.
Deixaste-me presa a ti, ao porquê de tudo isto...sem respostas... e à vaga expectativa do teu regresso.
Que egoísta foste!
E saíste deixando a porta bater. E eu ouvi-a bater.
Fez-me escutar o barulho ensurdecedor de uma porta,como de quem não se importa...com tudo o que havia deixado para tras.

Pensei em te dar as chaves,para que pudesse voltar quando quisesse me visistar.
Mas enquanto procurava por ti,achei fotografias que mostravam a fidelidade dos meus olhos quando te viam...
Olhei ao redor...e vi a casa que diariamente regava para que ali sempre fosse teu abrigo,para acalentar-te sonhos.

Desorientada...voltei até a porta.
Silenciosamente pus a chave novamente para o lado de dentro.
Andei suavemente por todos os cômodos da nossa casa.
Visitei sentimentos.Admirei mais uma vez a nossa janela de vistas tão belas.
Recolhi alguns pedaços meus que estavam espalhados nas nossas varandas de luar.
Procurei as flores que te dei...mas já não havia nada lá.

E a ausência que antes me agonizava,de repente era ela ali quem me fazia completar os pulmões.

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"Não havia mais um dia perfeito...não havia mais com que me enganar...
Ventania no nosso deserto particular.
Não havia mais maneira ou jeito de fazer tudo se modificar...o futuro terminou antes de começar..."




[ Ainda bem que o amor é como o Sol...e sabe como renascer...]












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.:Taiba's Dreams:.







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Eu poderia falar da Lua sublime que nos cobria...
Ou quem sabe então descrever os raios de Sol que nos aqueceu.
Contaria sobre as estrelas que nos sorriam e nos contemplavam.
Mas não...a música que você sussurrou ao meu ouvido fazendo-me adormecer em teus braços...foi bem mais além...



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[Alguma coisa se esvai pela fímbria de teus dedos que aos poucos invade minha vida...Alguma coisa de mim, teus olhos denunciam...que me inquieta.
Sabes alguma coisa sobre mim que eu năo sabia...
E quanto mais o toque de tuas mãos me decifra,mais saberás de mim e mais perdida em ti me encontrarei...]

(SEGREDO MEU!)

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domingo, 9 de novembro de 2008


"A minha herança pra você é uma flor
Um sino, uma canção, um sonho...
Nenhuma arma ou uma pedra eu deixarei.
A minha herança pra você, é o amor capaz de fazê-lo tranqüilo, pleno...Reconhecendo no mundo o que há em si"






Eu apenas queria que você soubesse
Que aquela alegria ainda está comigo.
E que a minha ternura não ficou na estrada
Não ficou no tempo presa na poeira...

Eu apenas queria que você soubesse
Que aquela menina sempre foi uma mulher
E que esta mulher é uma menina
Que colhe e dar fruto flor do seu carinho.

Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta
Que hoje eu me gosto muito mais
Porque me entendo e me aceito muito mais também.
E que a atitude de recomeçar é todo dia...toda hora...
É se respeitar na sua força na sua fé
E se olhar bem fundo e gostar do que vê.

Eu apenas queira que você soubesse
Que essa criança brinca nesta roda
E não teme o corte de novas feridas.
Que ainda sabe olhar dentro dos olhos
Pois tem a saúde que aprendeu com a vida...





[Imagine...imagine as possibilidades da vida...]
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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

.: DoSeS LeTaiS:.



Anti-meias verdades
Anti-silêncio gritante
Anti-desconsiderações alheias
Anti-lembranças cortantes
Anti-dias cinzas
Anti-falso amor
Anti-aperto no peito
Anti-nó na garganta
Anti-respostas infundadas
Anti-desconsolo
Anti-vista ofuscada
Anti-sonhos tomados
Anti-melancolia
Anti-saudade indevida
Anti-planos suspensos
Anti-porquês inúmeros
Anti-passos desordenados
Anti-desorientação.



Mas por favor...dai-me doses homeopáticas de força para o levantar,após cada queda.



[E o que o teu silêncio me fale cada vez mais...]

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

.: Das músicas que falam do momento presente capítulo XXVIII:

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" Não me torture,não simule...não me cure de você.
Deixa o amanhã dizer..."





[E quando vem alguém e nos ensina sem saber:
"Respire...respire antes de tudo."



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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

.: + 1 Prosa...


-Vai passar, confia em mim, sempre passa...pequena borboleta...

-Você não entende,minha menina... Não é um corte no dedo, uma queimadura na mão, não é uma dor de cabeça, não é...

-Sim, eu sei, eu sei, eu sei, é um corte mais profundo, vai cicatrizar ...mas pra isso é preciso se ocupar pra fora.

-Mas se eu ficar pra fora vai cicatrizar por dentro?

-Curiosamente sim, enquanto você fica ocupando o lado de fora, vai fortalecendo o lado de dentro.

-Ah, será? Não demora muito mais pra passar?

-Não...Ah, se eu pudesse te fazer entender... Você vai vivendo, se ocupando, arrumando as coisas aqui e ali e o corte vai se acalmando, cicatrizando, fechando um ciclo.

-E se não fechar,minha menina?

-Fecha sim... e depois, a felicidade nem sempre está onde a gente acha que deve...

-Você tá falando de felicidade?

-Então... Investe tempo e energia em outras coisas, a felicidade também está...

-Humm...

-Que foi?

-Você não entende...você não entende.







[Foram tantas Luas cheias celebradas e compartilhadas...mas dessa vez não houve "tempo"...
Não há o que temer...aconteça o que acontecer...ela sempre estará lá para mim...iluminada e forte...apenas esperando mais uma vez ser contemplada...e sempre lembrará como eu fazia pra ser feliz...]


"Eu tive tanto amor um dia..."

terça-feira, 14 de outubro de 2008

.: Profecia :.

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Ela olhava pra ele com decepção, tentava se enganar.
Ele sabia que ela lia seus pensamentos e compreendia cada olhar.
Ele talvez não conhecesse os delas, mas isso naquele momento não era de grande valia.
Ele talvez pensaria que era invasão de privacidade ouvir as palavras de seu íntimo, mas ela não podia evitar...(e também não queria sentir dor.)
Naquela alma estavam depositadas todas as suas esperanças, as suas confiança, a sua serenidade...e a sua cegueira talvez.
E naquele instante, paradas sobre lâmpadas circulares a profecia começava a se concretizar.

E doía, como doía. Mas não queria sentir pena...
A esperança esquivava-se entre portas de pesadelos e chamadas hostis, mas ele incessante aparava-se sobre um fio de luz, ainda...Sobre meias verdades...e nas fraquezas alheias.

Seríamos nós os donos do nosso próprio destino? Será que ela poderia mudar algo que já estava predestinado? A culpa seria toda dela? Já que foi ela quem decidiu fechar os olhos para sonhar?

Ouvia vozes para calar, para isolar, para ir embora e não olhar pra tras,para ignorar os fatos...
Não podiam ser ditos, não podiam ser esclarecidos de forma que poderia ser mudada toda uma história, mas a vontade de agir compulsivamente mais uma vez era maior que ela ,em vista que não era só ele que eu iria perder, ela também...
E as cenas passavam na sua cabeça, rodavam e uma lágrima queria escoar pela face, pelo medo... pela decepção com o destino. Ela de maneira cética e ilógica fingia um certo descaso pelo que lhe aterrorizava e lhe fazia sentir como se não existisse.

Aquela alma ali na sua frente houvera aparado as suas lágrimas, compartilhado seus sorrisos, a conhecia profundamente, mas não enxergava o desespero dos seus olhos semi-cerrados que ela não permitia que escoasse a água da derrota...em ver tudo se desmoronando.


Ele não entendeu seu olhar...Não percebeu que pensou alto demais e era impossível não ouvir, ele tentava lhe enganar, tentava... Sua boca dizia palavras desorientadas, palavras desastradas. Mas o seu íntimo expunha a sinceridade que ele receava dizer. Como se ela não fosse ouvir, como se ela não o conhecesse mais do que a ela mesma.
Provavelmente ele não acreditava totalmente no seu ler. No seu ler, no seu dom que às vezes era falho, mas em suma maioria era certo. E ela lia, ouvia as palavras que ele não disse e que aquelas lâmpadas circulares iluminavam, esclareciam, transpareciam. Mostravam-se impiedosas, egoístas e auto-suficientes. Ressaltando a ingenuidade e a inocência que ainda restavam dentro dela.
Ela não acreditava na sua malícia, ou melhor, não queria descobrir que ela exista, mas existia. Infelizmente. A água não escoava pelos olhos, mas sim pelo coração, que ele não enxergava e se for o caso, ela que não deixou as enxergar...


E era apenas o começo do destino.
A profecia se cumpria.
Era apenas o princípio...
... do fim?
Era apenas o fim...
...do princípio?

Quem saberá?


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Acreditem em seus instintos, em seus dons.
Eles realmente existem

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[A foto é em homenagem a personagem Alice do filme Closer-Perto demais.Ela se pergunta em meio a uma lágrima que cai:

"Why isn’t love enough?"

Tavez assim como eu,ela ainda não encontrou a resposta...]



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NAMASTÊ




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.:Tarefa de CaSa:. ( e de fora dela também)


Livrar-me dos meus velórios sentimentais.
Que tudo seja vivo.
Seja vida. Seja inteiro.
Hoje eu decidi não matar.
Matar é também morrer um pouquinho.
Morrer não dói, dizem... mas cansa.

Não são essas as flores que preciso...









[Das coisas que te passam se anda está(s) vivo:
Por que mesmo depois de tudo, do tanto, do tempo, a gente insiste em permanecer nessa ilusão de eterno???]




"Eu só sei que amei...que amei...que amei..."
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sábado, 11 de outubro de 2008

.: Busca Vida:.


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Vou sair pra ver o céu
Vou me perder entre as estrelas
Ver daonde nasce o sol
Como se guiam os cometas pelo espaço
e os meus passos
Nunca mais serão iguais

Se for mais veloz que a luz
Então escapo da tristeza
Deixo toda a dor pra trás
Perdida num planeta abandonado
Pelo espaço

E volto sem olhar pra trás


No escuro do céu
Mais longe que o sol

Perdido num planeta abandonado
No espaço

Ele ganhou dinheiro
Ele assinou contratos
E comprou um terno
Trocou o carro
E desaprendeu
A caminhar no céu
E foi o princípio do fim.

E volto sem olhar pra trás...





-HEBERTH VIANA-


-Porque choras, borboleta pequenina?

-Nao vês,querida menina...nao há mais o doce canto do passaro a encantar-me quando fecho os olhos...

-Mas ele ainda está la,nao estás?

-Sim...está sim...bem do lado de dentro.

-E entao pequena borboleta?

-Mas agora...ele parece ferir feito farpa...

-E nao basta apenas amar o amor?

-Nao quando lhe damos um ninho e ainda assim ele quer voar...

-Entao porque ainda choras,pequena borboleta...esqueceste dos teus longos caminhos pecorridos para aprender abandonar o casulo qndo as asas necessitarem voar?

-Elas estao sem forças agora...

-Nao...elas ainda estao la...com suas cores e levezas.Basta apenas q as enxerguem.

-Voce nao entende querida menina...o céu é o mesmo...e as lembrancas vao comigo onde eu for...

-O teu céu é dentro de ti mesma...borboleta pequenina.Olha pra dentro de ti...e vc ainda verás como fazias para ser feliz...






''Quero a tua força como era antes...''




[Tudo que ela precisa é de um Tylenol para a dor de cabeca...
Porque a dor do coraçao...ele mesmo cessa...]
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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

.: Há de haver:.



É preciso ainda que haja aquela leveza...
E aos poucos,o corpo se afastará do chão e flutuará livre...novamente por aí.

E se ainda houver a paciência e compreensão (num limite que eu não sei estabelecer),o medo se dissolverá....

E aí novamente haverá uma entrega inconsciente.E desejada.

É preciso que haja uma noção muito grande de quem se é...e do que se quer...para saber o quanto vale a pena estar.

Por que pode parecer que não seja totalmente bom e o costume nos acostumes.

As futilidades e as supérfulas podem embaçar a visão.

Por isso é preciso delicadeza diárias.E grande sorrisos.

Força simultânea.

É preciso que haja sempre novidades. Estímulos para acordar.

E cumplicidade para, ao menos,aceitarmos o que não nos é próprio.E o que não pode ser agora(se realmente queremos).

E liberdade para ir e poder voltar ...viver por viver...sem grande questionamentos.

Estar quando nos convir estar.

E se houver todas essas coisas,sempre haverá o colo para quando o nosso mundo se mostrar insustentável.

E se lá você ainda estiver...poderá ver que ainda que distante...eu nunca estive fora de lá.





[Quem sabe você também esteja...e eu ainda tenha força pra nos sustentar em minhas mãos...]