segunda-feira, 14 de setembro de 2009

"Deixe que pensem...que digam...que falem...

(...e deixa isso pra lá...e vem pra cá..." )






Você é uma mulher efusiva,Disse-lhe.
Acrescentando ainda mais:
Você é uma mulher De cara lavada,
Porque não consegue esconder o que é.
E o teu jogo
É justamente Não fazer jogo algum.
E ela, cá,cá com seus botões, pensava:
Essa efusão Que agora vem de ti
É essa misteriosa fatalidade
De estar atravancado na minha trajetória cósmica,
De tal sorte que,Cedo ou tarde,
Você surge no meu caminhar,
Como um estigma...
A cada ciclo vital que recomeças.
.




[Quando os laços inevitáveis transformam-se em nós...]
*

.:. SepultaMento .:.




.

Dentre tantas perdas ,
coisas importantes consegui resguardar.
Esse meu direito inquestionável
De te lembrar quando quero, quando devo...
De te manter nos arquivos ,
Conservar inteiras as imagens ,
Sentir o sabor salgado de uma lágrima Que me remete ao gosto do teu suor...

Mesmo sem te ver,vejo-te sempre nessa inteirice imponente ...
Mesmo distante de mim enxergo cada limite
Sem que se emane um único não da tua boca...

Sinto o teu cheiro Ainda que eu mantenha tampado o perfume. Estás aqui Ao lado Na frente Ou em cima de mim...
Não perdi o gosto das palavras que verso em ti
De tantas quase-canções que te componho
Das palavras mortas que fizeram nosso vocabulário

Rendo-me ao tempo.
Mais uma vez...

Passado e presente em mim se confundem
E turvam a vista do amanhã.
Quase tudo se perdeu
Em nós De nós...
Mas em mim está quase tudo aqui
Não vejo
Não tenho
Não posso
Nem sei se quero...

Ignoro os lúcidos racionais aqueles bravos, que jamais sofreram por uma distancia...
E lançam os seus discursos Com intenção falida de ser borracha
Sobre nosso texto esculpido...nosso corpo tatuado Que não sai.
Assim guardo
Lembro
Canto
Escrevo
E sinto, assim eu queira,
Basta que eu abra a porta.



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[ De concreto só me restou essa última fotografia e o meu all star surrado]
*

domingo, 13 de setembro de 2009

:: Star Wars ::

"Para que percorres o céu inutilmente a procura de tua estrela? Põe-na lá".






[Uma estrela pisca.
Eu pisco e penso.

Que pena...se só piscasse Poderia ser estrela ...]
*

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

:: Bem aventuranças::

(...) Eu nunca vou entender porque a gente continua voltando pra casa querendo ser de alguém, ainda que a gente esteja um ao lado do outro.
Eu nunca vou entender porque você podia ser exatamente o que eu quero, eu sei que eu poderia sim,ser exatamente o que você quer, mas as nossas exatidões não funcionam numa conta de mais...
Mas aí, mais uns dias....e você me liga...eu sabia que você ia me ligar. Querendo tomar aquele café de sempre,a companhia de sempre...E nos queremos...querendo nos esconder como sempre, querendo nos ter só enquanto pudermos vulgarizar o amor. Nos querendo no escuro. E eu vou sempre topar. Não porque seja uma idiota, não me dê valor ou por não nos darmos valor...ou simplesmente por não tenha nada melhor pra fazer.
Apenas porque você me lembra o mistério da vida.
Simplesmente porque é assim que a gente faz com a nossa própria existência: não entendemos nada, mas continuamos insistindo...








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[Ela fingia esperar...Enquanto ele a olhava com aquela cara banal de "me espera só mais um pouquinho". Querendo a congelar enquanto ele confere pela centésima vez se não tem mesmo nenhuma mulher melhor do que ela. E sempre voltava.Sempre volta...]


*

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

:: VáRiaS VaRiáVeiS ::



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Nada lhe posso dar que não exista em você mesmo.
Eu não podia abrir-lhe outro mundo além daquele que há em sua alma.
Nada lhe posso dar, a não ser a oportunidade...o impulso, a chave.
Eu tentava ajudar a tornar visível o seu mundo.
E aquilo era tudo...

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[A maquiagem tinha custado cara demais para eu ir dormir antes de borrá-la...]
*

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

:: Descobertas ::

[ dela que agora brinca de casinha]











1º Comidas não brotam na geladeira.
2º Acreditem!Copos sujos se multiplicam na louça.Assim como elas também não se lavam sozinhas se vc deixar de um dia para o outro.
3º Você aprende a chamar sua antiga casa de "casa dos meus pais".
4º Nissim Miojo e o microondas DEFINITIVAMENTE são as invenções do século.
5º Peça seu almoço no Delivery antes de sentir fome,senão vc passa horas pensando nas crianças da Etiópia.
6º Pão,queijo e presunto não são mais tão gostosos assim como vc pensava.Assim como a lasanha da perdigão também não.
7º O maldito lixo ainda não aprendeu o caminho do lixeiro.E caso vc o esqueça,não te preocupas que ele da um jeito de vc não esquecer dele.Pode experimentar!
8º Num dia de ressaca,a comida da sua casa...ops...a da casa dos seus pais...ainda é melhor do que qualquer restaurante.
9º As vassouras deverão ser usadas na mesma frequencia que vc lava os cabelos.
10º Amigos que cozinham são sempre bem vindos!Aqueles que trazem uma marmita pra vc de casa, também!
11º O vizinho sarado e malhado vem deixar sua correspondencia que chegou no apt dele por engano...e isso não acontece apenas nos filmes de (comédia)romântica Hollwoodianos,não.
12º Seu pai tinha sempre razão quando brigava por vc desperdiçar tanta energia.
13º Sua mãe estava certa!Vc gastava dinheiro com muitas besteiras.
14º Sabonetes duram apenas 15 dias!Tô passada com isso!
15º Roupas não são descartáveis...vc terá que mandar lavar(ou lavá-las...ai!) se ainda quiser usá-las novamente.POis elas não aparecem lavadas,passadas,dobradas e guardadas no seu guarda-roupa.
16º Você é uma ótima companhia para você mesma.Mas ainda assim ,a conta do seu celular virá alta,meu bem.
17º Seja cortês com seus vizinhos.Afinal eles só querem matar a curiosidade de tudo que acontece no seu apê.
18º Meu pai ainda é o melhor e mais eficiente mecânico, eletricista,encanador,bombeiro,carregador de pesos pesados,arquiteto,engenheiro,pintor...enfim,tudo aquilo que só ele sabe desvendar num simples piscar de olhos...enquanto qualquer mulher se descabela!
19º Seus irmãos são as lembranças mais doces da sua infância.E vc sentirá falta até de brigar com eles e depois ficar de boa como se nada tivesse acontecido.

20 º Colo de papai e mamãe é o melhor analgésico que existe.

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[ Apenas uma crianças com contas de gente grande a pagar.]
*

[ Box ]


Andei construindo vontades...onde minha fome era ventania.
Basta abrir a porta da frente e perceber que ainda estou na mesma caixinha que ele me colocou (ainda com invólucro de “Cuidado!Este lado para cima.”)
Construo então pequenas saídas...passagens secretas...pergaminhos densos por onde meus pés vão traçando caminhos para longe dele.Longe,bem longe dele e do que essa falta simboliza nessa tempestade.
Tentativas inúteis.
Ele acaba me encontrando quando de propósito cria esquinas em minhas fugas.(O secreto anda hábil em desvendar meus tesouros).
Uma espécie de omeleteria que descompassa as idéias e absorve pequenas coisas.E eu disse a ele que meu mapa continha pequenos vácuos e ilusões de ótica...e ainda assim ele acreditou que o toque era a promessa mais ousada daquele domingo de agosto.
Às favas com a pronúncia sempre tão correta e justinha nos lábios do nome dele.Não me mereço.Nem os favores,nem o cumprimento,nem a saudação de bons ventos.Quero tempestade no meu vestido e o roncar de um vento impetuoso a trazer-me boas notícias empacotadas com um laço lilás indescritível.
Tive-o em minhas mãos,no limite do meu nariz,onde todos os seus odores eram escapes para uma dor insuportável que eu chamava de vontade. E essa vontade era nominal ao invisível, (comparsa de todas as fugas).E o neguei em tantas vezes em meus delírios febris.Por tantas vezes antes que o galo anunciasse o dia,eu o neguei,cuspi sobre a face do tempo e conclui: o ontem é um copo sujo sobre a pia da cozinha em um dia de falta de d’agua e vontades.
E ainda no desenho que me marco,tenho imprimido guerras e desbravo conflitos,e ainda assim o meu discurso é de mais quimeras.
Onde me culpo se enfrento os moinhos e desbravo fantasmas?Estou eterna e limpa onde o que me finjo é a cor escarlate do meu batom e o rebu das unhas...tecendo mistérios e entrelinhas.
Quando ele muda o tom,remete-me a um passado torto...Como aquele da caixinha de música...e põe-me bailarina a rodopiar sozinha...numa caixinha de música que eu escuto sozinha...
Ele conhece a música,mas não lembra as dores que me causa quando fica estático ao meu lado...e me deixa sozinha a rodopiar na caixinha em sua mesa.(Mas é mesa é fria...e o som que canto na caixinha era um pedido de vontades imensas de dias não vividos.
Reclamo dele.A música tornara inaudível aos seus ouvidos.Reviro a caixa,finjo engano quando toca o telefone.Eu queria mesmo era o hálito quente em minhas veias e o brilho do verbo como verniz das minhas vontades.Nada disso mais me encolhe,pois o que é beco, não tem saída e nem tem parte com essa história.






[E eu continuarei a rodopiar...sozinha...sozinha...nessa caixinha de musicas]

terça-feira, 1 de setembro de 2009

.:. Ma prière chaque jour .:.

Orar toda as noites antes de dormir.
[E esquecer tudo que vai...]
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(-NO RIEN DE RIEN- Linda...linda música de Edith Piaf]


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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

.:.LunáTica.:.


...Acho que me perdi numa excursão que fiz pra Lua.








[Ou numa excursão que fiz na tua certeza e na contradição...]
*










domingo, 9 de agosto de 2009

.:. Diário de bordo.:.

[que eles chamariam de : Lições nossa de cada dia]


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Talvez a maior lição do mar seja os seus sopros severos e ocasionalmente,
a chance de se sentir forte.
Eu não sei muito sobre o mar,mas eu sei que o caminho é por aqui.
E também sei o quanto é importante na vida não necessariamente ser forte,
mas se sentir forte, Se avaliar uma vez na vida...
Se encontrar pelo menos uma vez na mais antiga condição humana...encarando a cegueira, ficando surdo...
Com nada pra te ajudar além de suas mãos e sua própria cabeça...










[Chorou baixinho agarrando o travesseiro...como se nem ela nem Deus pudessem ouvi-la...]



*

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

.:. Acerto de contas.:.

Deixei que tomasses o teu lugar em mim, aquele que tantas vezes me neguei.
Aquele que tantas vezes te neguei. Nos negamos.
Nos encontrávamos e nos perdíamos.Hoje,nos achamos.
Foram tantas os que por mim passaram, foram tantas os que por mim quis que ficassem. Mas apenas tu aconteceste em mim.
Apenas tu que apagaste presenças do passado e que me lês silenciosamente nesta sucessão de palavras desavindas.
Aconteceste em mim.
Deste nome a todas as minhas palavras e conquistas-me sempre que me olhas nos olhos e me pedes um beijo.
E nesse momento aconteces em mim, porque sei que sou tua e tu também me pertences neste jogo de bocas que se encontram.
Aconteces em mim sempre que nomeias cada um dos meus silêncios, porque podes ser tu.
Ou não.
Mas para quê falar de futuros se é o presente que temos em mãos? E neste presente trago-te em mim, aconchego-te no meu peito e procuro a tua boca para te segredar que cada vez mais aconteces em mim.


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["Nada desvia o destino...e ainda há tanto a aprender..."]

domingo, 26 de julho de 2009

.:Conversas de Espelhos.:




-Eu quero que você me diga: O que é isso q eles chamam de amar? Você sabe?
-Eu acredito que o sentimento é sempre certo, sempre.
-Mas como? Como saber que ele é o que se acha?
-Eu mudo tanto de idéia, o tempo todo. Se você achar, é porque ele é.
-Não é tão simples assim. Eu já mudei antes, você nao veio comigo, ou talvez tenha vindo. Existe um pouco de você em mim, um pedaço podre, um pedaço doce. Um meio inteiro que eu nao gosto quando provo. Eu tenho medo e, às vezes, eu nao quero mais ter você. Eu fico pensando que amanhã você acorda e nao quer mais isso. Eu não suportaria. Todos os dias eu acabo e volto, sem você suspeitar. Todos os dias eu abro mão de você.
-Absurdo isso, você sabe! Abrir mão de mim pelos 50% de chance do que existe em me acabar.
-Não é um absurdo! Eu costumo sofrer, sou eu. Eu acho que é meu jeito de nao voar. Meu jeito disso nao ser amor. Meu jeito. OK, é um absurdo.
- Teu jeito é injusto com a gente.
-Meu jeito me faz perder você em mim a cada dia. O "você" dentro de mim me dói.
-É o que você quer? criar um novo "eu" que te faz mal, me tendo aqui, ao teu lado?
-Não, eu nao quero. Eu não me encontro apaixonada por alguém. Eu preciso disso, mas eu me sinto idiota falando algo idiota como "eu te amo".
-Meu bem, eu estou aqui. Eu gostaria que vc me visse. Eu gostaria que você me sentisse. Me veja, eu não sou uma criação sua. Me aceite.
- É que eu percebo que pensar em nao dizer já é pensar e é só um jeito de você não saber, porque eu não quero que você diga. Eu não quero que você minta e isso vire uma mentira. É o que a gente faz, nao é? Quando acaba, a gente finge que nunca existiu.

-Não coloque nomes, se não quiser.

-O meu ja coração doeu, mas eu nao achei que fosse morrer, mas dores no peito nao se relacionam ao coração, não fisicamente. A minha dor era diferente. Era...era uma resposta. Uma resposta pro que ele disse segundos depois...

-É que você fica linda nua, mas seus olhos negros brilhando nessa meia luz me engolem o mundo. Se isso for amar...

-Um dia isso acaba, mas palavras certas em momentos certos são o tipo de coisa que fazem dos sentimentos certezas nas dúvidas.




[Eu precisava entender...mais que isso, eu queria.]
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terça-feira, 14 de julho de 2009

.:Doce Guará:.



















Calço a consciência
Com chinelos surrados.
Desafrouxo os cintos apertados,
Deixo os pés descalços simplesmente...
Ainda que por um evaporável instante
Do meu caminhar errante.




*

terça-feira, 7 de julho de 2009

.:.Dos intervalos.:.[Entre o dia após o outro]



"Talvez o mundo não seja pequeno
Nem seja a vida um fato consumado.
Quero inventar o meu próprio pecado,
Quero morrer do meu próprio veneno...

Quero perder de vez tua cabeça,
Minha cabeça perder teu juízo.
Quero cheirar fumaça de óleo diesel,
Me embriagar até que alguém me esqueça..."






[Eu quero ficar aqui...onde está constantemente amanhecendo...]

*

quarta-feira, 1 de julho de 2009

::Pontos nos is::

.
E então...sem saber o que dizer. Não, não é verdade.
Sem saber poder dizer o que quer fazer.
Então te escrevo coisas e te canto músicas na minha cabeça...E espero. Devo esperar.Mesmo que o que sempre nos sobre seja o inevitável: o fim .
Porque a gente sabe como acaba , só não sabe quando.
(Por falta de coragem ou por confusão)Não sei. Tu também não saberás.Mas tu me bagunça.E fico assim, confundido as palavras. Distraindo o que há por vir. Distraindo o distante, o ausente.
Te vejo sempre mesmo de longe e de longe bem de longe sinto como é o de perto bem de perto.Porque esse eu já conheço bem.É so imaginar. E só.
Imaginar e te ouvir de longe.As vezes parece tão perto que me permito nos ver lá , na curva,nas estradas,no meu quarto que parece nosso.Mas a curva é distante. Ainda é preciso muito andar, precisa muita coragem.
Desapego.Desapego?Não não é bem isso.A palavra é outra.
É preciso permitir.Desconstruir para poder construir algo maior, mais forte. Mas temos medo.Não podemos.Medo de desconstruir e de repente não conseguir ser igual. (e não vamos conseguir)Porque não pode ser igual, não.Não te culpo.Nem a mim mesma me culpo.
Não existe a culpa. existe essa coisa, essa moral, essa falsa preocupação com o outro, essa coisa toda de não- é- certo- isso- melhor- parar- para- não- machucar- mais- ninguém. e assim nos machucamos e nos acomodamos e não nos permitimos mais nada além disso que já conhecemos. Medo do incerto, (que clichê mais besta).
Não eu não quero isso, não quero acomodar e fechar os olhos para as inúmeras possibilidades.E não fecharei meus olhos para você. Eu não. Se tu quiser que feche os seus.


*

::Sempre soubeste::


No fundo tu sabias que eu poderia cair a qualquer momento.
Eu nunca quis admitir que o limite estava tão próximo e que a minha suficiência era limitada.
E tu?
Tu estavas no encontro da disponibilidade sincera com o silêncio e eu não soube dissolver as fronteiras e não corri para teus braços, mesmo sabendo que não os fechavas.
E isso magoa-me mais do que imaginas. Sabias que o passado jamais se mantém enclausurado em simetrias, assim como sabias que eu sou muito mais do que mostro.
E eu fechei os olhos para não ver os trapézios demasiado assimétricos de recordações que tu sabias existirem, nesta falsa segurança transparente que me vai aconchegando.
Sabias que inevitavelmente eu me perderia em refúgios ás palavras e aos sentimentos, sabias que isso me conduziria a um caminho sem retorno e mesmo assim jamais deixei que as tuas palavras me gritassem por dentro e se organizassem em correntes irrefutáveis da tua presença em mim.
Porque não me basto, porque silencio apelos... porque me faltas e dói saber isso.
Sabias que eu ia cair e eu caí, contudo tu estavas lá para me limpar as lágrimas que não chorei e para me estender a mão que eu jamais ousei pedir.
E jamais pediria.
*

sexta-feira, 26 de junho de 2009

::(pre)Destinado(?)::


Há alguns dias, Deus - ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus -, enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor.
Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor.
E você sabe a que me refiro. Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer - eu já estava lá dentro.
E estar dentro daquilo era bom...muito bom.
- C. F. A. -





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Todos os dias o ciclo se repete, às vezes com mais rapidez, outras mais lentamente. E eu me pergunto se viver não será essa espécie de ciranda de sentimentos que se sucedem e se sucedem e deixam sempre sede no fim
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[" Te amando devagar e urgentemente..."]
*

quarta-feira, 24 de junho de 2009

::Casualmente Inesperado::



"VOCÊ CRESCEU EM MIM DE UM JEITO COMPLETAMENTE INSUSPEITADO,

ASSIM COMO SE VOCÊ FOSSE APENAS UMA SEMENTE E EU PLANTASSE VOCÊ ESPERANDO VER UMA PLANTINHA QUALQUER, PEQUENA, RALA, UMA AVENCA, TALVEZ SAMAMBAIA, NO MÁXIMO UMA ROSEIRA...

(...)ESPERAVA DE VOCÊ APENAS COISAS ASSIM, AVENCA, SAMAMBAIA, ROSEIRA,

MAS NUNCA, EM NENHUM MOMENTO ESSA COISA ENORME QUE ME OBRIGOU A ABRIR TODAS AS JANELAS, E DEPOIS AS PORTAS, E POUCO A POUCO DERRUBAR TODAS AS PAREDES E ARRANCAR O TELHADO PARA QUE VOCÊ CRESCESSE LIVREMENTE.."

- C.F.A. -


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Qndo se vais...leva qualquer coisa como uma música tocando ao fundo.
Como a chuva caindo de madrugada apagando o seu rastro ainda tão recente...

Qndo estás,traz qualquer coisa como um suspiro inesperadoou uma vontade de dizer o que não se sabe dizer.
Qualquer coisa como sentir junto mesmo qndo distantes.

Fecho os olhos e me vejo nos teus olhos enluarados e me rouba a melhor gargalhada e depois me aperta forte...e me beija num sincretismo suave de desejos.

Qndo se vais...durmo de novo para tentar continuar o sonho.
Qualquer coisa como sentir e não saber o que é ... de onde vem ... onde está ...para onde irá...

Qndo se vais ,o vejo descendo as escadas e julgo isso que cresce dentro de mim e eu não ouso dar nome...inundando pensamentos e alegrias e sonos e sonhos e vontades e quereres ...
E você...

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[Como se fosse todo dia...? ]
*

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Porque hoje...é teu dia.


A.,

Eu sei que achas que tenho o meu coração ocupado por centenas de pessoas e que o espaço que tu ocupas nele é igual ao de outros tantos – mínimo.

Mesmo assim, eu quero que saibas isto: és tudo de bom que se pode desejar.

A minha vida corre, tropeça, anda às cambalhotas e, volta e meia, estagna.
Quando olho para a tua, vejo-a sempre igual: sempre diferente na caminhada, ao ritmo do costume. Nada de pressas, nada de exageros e tudo ao mesmo tempo.Sempre imprevisível e de malas prontas.
Não sei se é bom ou se é mau, a mim parece-me... não tanto equilibrado.Mas isto para me fazer ver que, durante todas estas minhas fases, nunca desapareces.

Quando tinha os joelhos sujos de tanto rastejar ou o sorriso iluminado de tantas vezes chegar ao céu, bastava-me olhar para o lado, e estavas sempre por perto.

Pela primeira vez, resolveste esconder-te...e dar-me o xeque-mate.Eu entendo essa dor, a de ter o coração todo embrulhado e com uns quantos nós (quem me dera não ser eu a responsável por tal agonia...). Resta-me compreender, esperar e aceitar as tuas decisões.

Se estivesses mais ao meu alcance, hoje íriamo-nos rir até as estrelas nos caírem nos olhos. Sonhamos tanto com este dia...

Tu dizias que estavas farto de ter de dirigir sempre para todo o lado, enquanto eu ria e metia os braços para fora da janela.
Subíamos e descíamos serras, por estradas desertas, a cantarolar as nossas músicas.
Às vezes, paravas o carro e saímos para ver a paisagem.
Era sempre tão bom...Hoje, apesar de não te ver, sei que estás aí.

Queria ter o teu abraço e poder dizer-te, de sorriso rasgado, que na próxima viagem, já sou eu que levo o carro. Como não posso, vou escrevê-lo na tua parede, e esperar que apareças para ler.
Pode ser presunção minha, mas acredito, o mais forte que sei, que vais acabar por aparecer.
Tu, logo tu... que cheiras tão a verde e a música.
Eu nunca conheci ninguém tão música como tu; sentia que tu oferecias claves de sol às pedras, às árvores, aos candeeiros da rua, às nuvens e ao Sol.
E, por outro lado, bastava dar-te uma caneta para a mão, que pintavas o mundo todo num simples guardanapo.
Confesso que tenho saudades que me pintes jardins nas mãos ou em folhas de papel. Que me apertes as bochechas, me despenteies e me gozes, por algum do meu estranho vocabulário e sotaque.

Saudades que digas 'tu és uma menina, Livinha..', e de esticar o braço e poder alcançar-te.

Poderia enumerar centenas de coisas que me aborrecem em ti, mas seria desnecessário: você,apesar de todos os defeitos, continuo a amar como parte de nós que vagueia por aí.
E tu és aquele que sempre me deixa sem argumentos...e me pega no contra ataque.

Se eu pudesse escolher, entregava esse Amor que me deste a alguém melhor. Fazia-te forte, porque as circunstâncias me ensinaram que a força interior é vital.

Eu pingaria estrelas no teu olho todas as noites,só para ver-te sorrir...

Porque gosto de ti, tão simples como isso, e te quero bem.Sempre...

[Porque hoje é teu dia.Porque tu tens a mim e amanhã tem Sol]
N.E.O.Q.A.V.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

::Tudojunto e Sepa-rado ::


De vez em quando ela resolve parar...
Ensaia os sorrisos do fim de semana, as gargalhadas do meio-dia, mãos quentes, peito frio e deixa o mundo um tanto mais tranqüilo só de vê-la dançar entre as luzes coloridas do fim de noite.
Ela poderia guardar dentro de potes coloridos todas as passagens com destino ao país das maravilhas que ele entregara tantas vezes, deixar tudo trancado e intocável, mas não.
Queria repetir quantas vezes o tempo permitisse. Talvez quisesse repetir um sonho que só ela conhece.
Ela que desconhece o que é ser despedaçada por ele, que reconhece o que é estar desmanchada, toda juntinha e derretida no chão.
A menina visita o mesmo país todos os dias. E lembra de como era ter bonecas pra ser invencível na brincadeira...
Ela adorava os livros mágicos, porque quando virava a página trombava com o final feliz.
Foi só fechar os olhos e realizar o tempo, então o sorriso tímido foi se tornando largo e firme, porque é exatamente assim que as letras sempre pedem que ele permaneça, inabalável...
Ela lê as mesmas bagunças todos os dias, e respira os suspiros de confusão que passaram a fazer parte daquela sensação inexplicável. Uma coisa que não sabe ser nada além de amor. Amor além do convencional, dos que não se explicam com frases feitas. Um desses que por acaso ela nunca tenha experimentado.
De vez em quando ela resolve voltar a sofrer, de vez quem em quando ela resolve virar uma que ainda não existiu, de vez em quando divagar, de vez em quando desistir de ser confusa.
A menina deu um tapa na loucura, sossegou o coração e olhou os potes coloridos de cara feia. Todas as suas angústias foram passear e só vão voltar quando ela tiver dois olhos no caminho, provavelmente encharcados de saudade e soluços...


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[Como vc me doi nas noites de chuvas...]

:: ReTicenciaS ::


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Talvez seja na beira de um sonho que o mundo acaba, eu não sei.

Talvez não acabe e vire coisa diversa, como quando a gente fecha os olhos e descobre uma esquina no canto das pálpebras.É ali que tudo começa mesmo quando termina e cada chance laceia a vida pelos ombros como quem diz “fica, que eu vou cantar pra te fazer dormir enquanto lá fora ainda faz frio, deita aqui”.

Talvez, e só talvez, haja pintado em alto-relevo sobre a palma da nossa mão, um instante onde viver não sangre...e seja leve carregar nas costas cada pequena fome de amor, e aquele destino parado diante do portão de casa, aquele que um dia foi possível, ainda esteja lá à tua espera, e quem sabe à minha espera, em silêncio, deitando os olhos sobre o ruído das palavras caídas sobre o meu tapete.

Eu queria, sim, voltar no tempo e quem sabe cruzar contigo no meio da rua, e te convidar para um café num dia frio e adocicado como aquele do primeiro inverno em que nevou flores...Eu guardo ainda algumas pétalas entre as páginas do livro que nunca escrevi. Eu guardo, ainda, mas é um passo em falso quem me leva para casa, onde fica o nosso lugar...

Eu me lembro e não alcanço mais.

Talvez seja na beirada de um sonho que o mundo acaba; talvez, e só talvez, não acabe e vire coisa diversa e se incorpore no corpo feito cicatriz...

Volátil imprecisão é o destino....

Eu só preciso aconchegar os pés um pouco mais nessa certeza enevoada que saber demais é desvantagem, e quem sabe o mundo não acabe e sim comece quando a gente abre os braços e enfim se atira.



[Eu aprendi a me equilibrar quando perdi as minhas asas.]

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Apesar dos pesares...


ERA UMA VEZ UM AMOR TÃO GRANDE,
MAS TÃO GRANDE,QUE EXPLODIU...
AÍ FICOU CADA QUAL PARA O SEU LADO,
CATANDO OS PEDACINHOS PARA VER
SE NASCIA PELO MENOS UM AMORZINHO NOVO.






Amei do jeito que acreditava ser o mais verdadeiro.
Amei pontualmente.
Sem pressa...
Com serenidade e inteiramente.
Amei na pálida esperança de que amar resolve.
Amei para combater a própria covardia que reside em nós – em todos nós – e nos impede de tentarmos manter relações com os afetos abertos(ou distantes).

Amei com toda força, com todo o amor que havia, escancaradamente, pra que não sobrasse amor nenhum.






[Amei na frágil esperança de que amar resolve.]



*

terça-feira, 26 de maio de 2009

:: GraTiDãO ::



Obrigada por me curar daquela minha ridícula obsessão de te amar.

Obrigada!




[Posso perder a sanidade...mas não perco a poesia.]

*

domingo, 24 de maio de 2009

:: CoTiDiaNo ::

.

O primeiro amor passou.
O segundo amor passou.
O terceiro amor passou.
Mas o coração continua.



"Deixe em Paz meu coração...que ele é um pote até aqui de mágoa...
E qualquer desatenção,faça não...!POde ser a gota d'água..."







[Deixa pra lá.Já está tudo tão esquecido mesmo...Que já nos baste este silêncio torto...
Estas reticências mudas...E este vazio, já tão conhecido...
Deixa pra lá...Por hoje ao menos...Esquece...]

*


quarta-feira, 20 de maio de 2009

- Nas voltas do parafuso -

.


"Naquele dia senti
Que, finalmente,
Tua máscara ia cair
Definitivamente
Eu estava cansado
e te ouvi mentir

Meu corpo doía de um lado
Minha alma fervia do outro
De novo no mesmo lugar
E eu não queria estar ali

Tenho certeza que tu és o castelo
Onde o meu desejo mora
Mas me machuquei
Quando me aproximei
De tuas paredes de pedra

E tudo que sonhei
Me incomoda agora
Seja qual for o dia
Seja qual for a hora
Antes de pensar em me procurar
Me apague da tua memória

Porque já tranquei as portas
E escondi as chaves
Só não vi de que lado fiquei
De dentro, ou por fora, nem sei

Você me dói agudo e isso é grave, grave
Antes de te reencontrar
Sei que preciso voltar
A ser alguém

Alguém que saiba, pelo menos
Tudo aquilo que não quer
Alguém que tente
Atravessar o túnel no final da luz

Pois fiquei cego, surdo e mudo
E agora quero me esquecer de tudo
Pra descobrir em fim o que sobrou de mim
Que ainda me seduz

Se por acaso pensas que
Eu vou me perder por aí
Ainda vou gritar no teu ouvido
Que a vida é um parafuso sem fim

Que a cada volta
Aperta mais
E nunca afrouxa
Para trás
Só então saberás que
Desde o início eu já era assim

Você me dói agudo e isso é grave, grave
Antes de te reencontrar
Sei que preciso voltar
A ser alguém..."

.


[Moska certamente saberia o que eu deveria te dizer...]

:: Enquanto o sono não vem... ::

(Na dúvida...fui arrastada pelos meus preciosos segundos, feito correnteza.
Veio corroendo, fazendo de mim um grande museu de pequenas coisas...)


No meio do quarto vazio, estava eu quieta sentada... despida de tudo que não fossem lembranças...
Já passava das dez da noite...
a chuva tempestiva talvez fosse a causa de constantes questionamentos e parecia que ia custar a passar....
Os relâmpados...eles eram os flashes das suas fotografias mentais, lembraças tão vivas que pareciam ter ocorrido há poucos instantes atrás...
Estranho, até parece que foi agora há pouco...- e eu só deveria continuar a ouvir o barulho de chuva, dos trovões e do coração dormente.
Mas eu senti a sua voz...

(Na dúvida...fui arrastada pelos meus preciosos segundos, feito correnteza.
Veio corroendo, fazendo de mim um grande museu de pequenas coisas...)


Palavra por palavra, parecia marcar-lhe de tal forma absurda, que nem se lembrava mais...
Não lembrava mais daquela dor provocada...sufocada...calada...
Mas lembrava daquela boca quente...do som da voz manhosa e rouca...dos movimentos tão expressivos dos lábios e, no entanto, relutantes de se expressar...da maciez da pele ao redor da boca, que lhe cobria todo o resto do corpo, tão pálido e brilhante sob a luz do luar...do corpo emaranhado nos lençóis e nos seus braços e pernas...
E meus passos seguiram em direção ao teu.
Sim.Eu vou.

(Na dúvida...fui arrastada pelos meus preciosos segundos, feito correnteza.
Veio corroendo, fazendo de mim um grande museu de pequenas coisas...)

Aquela frase simplesmente surgiu...
E mesmo se não estivessemos sob o mesmo céu,eu iria pôr asas pra te encontrar.
Sem pensar mais em nada...havia chuva.
Ilhada por entre ruas.Ilhadas de sentimentos.Ilhada de você.
Como se o mundo todo o atravessasse, penetrando sua carne por todos os poros, estancou.
O mundo parecia paralizado.

Levantei-me. O mundo, se abaixou.
A cada passo que dava o mundo saia do lugar. E assim como o mundo o trespassava tal qual punhal, expandia-se também em direção contrária...o seu eu mais íntimo, quase inalcançável, expandia e fundia-se a tudo que não era ele próprio.


(Na dúvida...fui arrastada pelos meus preciosos segundos, feito correnteza.
Veio corroendo, fazendo de mim um grande museu de pequenas coisas...)

Gastei a melhor roupa para vc não sentir.Vesti o perfume mais caro para que você não pudesse ver.Ensaiei os cabelos para nele me esconder e prendi as palavras soltas aos vento.
Recebi um fim de uma noite que não houve começo.
Começo de uma história que se inicia no fim.


(Na dúvida...fui arrastada pelos meus preciosos segundos, feito correnteza.
Veio corroendo, fazendo de mim um grande museu de pequenas coisas...)

A dúvida já parecia não ter mais tanta importância.Em seu lugar sobrepôs a dor.
E enquanto eu via o telefone tocar...parecia que podia ver que tudo estava justame
nte onde devia estar.
A distância serviu-me de abrigo. A sua ausência de companhia. A saudade me trouxe exatidão.

O coração acelerado, aquietou-se...e assim eu pude aproveitar melhor a chuva...



(Museu...dos meus preciosos segundos...fui arrastada
corroendo feito correnteza. Na dúvida de pequenas coisa...Fiz de mim, Grande...)







[Não há nada a ser esperado...e nem desesperado.]


*

Meu coração tem asas...

... a minha razão anda à pé.
















Quem chegar primeiro leva...!




[E eu vou esquecer tudo que eu já tinha esquecido de esquecer...]
*

sexta-feira, 15 de maio de 2009

:: ERRO ! ::

[ A página não pode ser exibida...]



Lembra quando você só tinha uma conexão discada, digitava um endereço e esperava ansiosamente para que a janela branca que se abre tomasse cor e forma?
Daí você olha pra barrinha onde o azul marinho vai preenchendo devagaaaaaar e fica na expectativa do que vai aparecer.
E... de repente... é uma página com fundo branco, sem graça com os seguintes dizeres:




.
.

Agora,parece que deparei-me com a sugestão “Clique no botão Atualizar ou tente novamente mais tarde” mas faltou-me coragem(ou vontade?) pra isso.

Faltou coragem ou sobrou discernimento.
Discernimento que me dizia que aquela página não era pra ser aberta porque não daria certo. Não era pra dar.
Talvez a culpa tenha sido minha.
Talvez eu tenha digitado o endereço errado...
Até aceitaria que alguém “detectasse as configurações de rede” e me dissesse o que houve de errado, mas duvido muito que o relatório a receber seria satisfatório...

“A página que você procura não está disponível no momento."
Talvez o site da Web esteja passando por dificuldades técnicas ou você precise ajustar as configurações do navegador.”


[Ou a culpa é deles... ou as minhas configurações precisam ser ajustadas.]


*



P.S.: E se as semelhanças deixarem de ser meras coincidências?

:: Na DoçuRa do SilênCio ::

"(...)mas dirás assim, por exemplo, como você sabe, a gente, as pessoas infelizmente têm, temos, essa coisa, as emoções, mas te deténs, infelizmente?
Então dirás rápido, para não te desviares demasiado do que estabeleceste, qualquer coisa como seria tão bom se pudéssimos nos relacionar sem que nenhum dos dois esperasse absolutamente nada, mas infelizmente, insistirás, infelizmente nós, a gente, as pessoas, têm, temos - emoções.
Meditarias: as pessoas falam coisas, e por trás do que falam há o que sentem, e por trás do que sentem há o que são e nem sempre se mostra.

(...) mas sempre sou capaz de me calar, talvez dirás então, descontrolado e um pouco mais dramático, porque meu silêncio já não é uma omissão, mas uma mentira (...)"





[ A única verdade,é que eu vivo.Sinceramente,eu vivo.]



*

quarta-feira, 6 de maio de 2009

:: Tu Es Me Came::

(...)

"Tu fleuris au plus doux de mon âme...

Tu es ma came
Tu es mon genre de délice, de programme
Je t'aspire, je t'expire et je me pâme

Tu es ma came...
J'aime tes yeux, tes cheveux,
ton arôme Viens donc là que j'te goûte que j'te hume
Tu es mon bel amour, mon anagramme

Tu es ma came
Je me sens renaître sous ton charme
À tes pieds je dépose mes armes
Tu es ma came"









.

.

Em tempo,acordei e me encontrei.

Fui ao encontro de mim.

Calma, alegre, plenitude sem fulminaçao.

Simplesmente eu sou eu, e você e você.

É lindo, é vasto, vai durar.

Eu nao sei muito bem, o que vou fazer em seguida mas,

por enquanto olha pra mim e me ama.

Nao!

Tu olhas pra ti e te amas!

É o que esta certo.

-Lispector-

[ Ela pôs em suas mão o que sentia...e ele lhe deu um sorriso trazendo Paz..]

*

quinta-feira, 30 de abril de 2009

::JERIzando::

...Já sinto o cheiro de Feliz(cidade) no ar.



E você ao alcance das minhas mãos.





[Es la mañana con el sabor de Chambinho]
*

Let it be...Let it be...



Homem não chora nem por dor nem por amor.
E antes que eu me esqueça,
nunca lhe passou pela cabeça
me pedir perdão.
E só porque eu estou aqui...
ajoelhado no chão
com o coração na mão,
não quer dizer que tudo mudou.
Que o tempo parou...
que você ganhou .
Seu rosto vermelho e molhado
é só dos olhos pra fora.
Todo mundo sabe que homem não chora.
Não chora não...
Homem não chora nem por ter,
nem por perder.
Lágrimas são água
caem do seu queixo e secam sem tocar o chão.
E só porque você me viu cair em contradição,
dormindo em sua mão
não vai fazer a chuva passar
o mundo ficar no mesmo lugar...
Seu rosto vermelho e molhado
é só dos olhos pra fora...
- Frejat -





"Eu dava um cavalo branco para ele, uma espada, dava um castelo e bruxas para ele matar...Dava todas essas coisas e mais as que ele pedisse, fazia com a areia, com o sal, com as folhas dos coqueiros, com as cascas dos cocos, até com a minha carne eu construía um cavalo branco para aquele príncipe.
Mas, ele não soube. Acho que ele não queria. E eu não tive tempo de dizer que quando a gente precisa que alguém fique a gente constrói qualquer coisa, até um castelo."
[Fragmentos de Caio Fernando Abreu...]

quarta-feira, 29 de abril de 2009


Não tente entender aquilo que eu não faço tanta questão de explicar...
Defino-me assim indefinida.
Já nasci pronta, mas vivo inacabada.
Sou inteira, em partes encaixadas.
Me sacio, mas volta e meia...insatisfeita.
Me escrevo e reescrevo, não quero o meu final,
Estou na metade do capítulo...ou do versículo.
Queria ser um poema...embora escrevendo um livro.
Sou paixão personificada,
Amor em minha essência.
Saudade do que não tenho
Lembrança do que já tive.
Ausência.
Não sou santa, eu não nego
Um tanto louca, me confesso.
Tenho medo,mas sempre valente
À vezes caio, outras só escorrego.
Mas se for o caso,pulo.Mergulho.
Não me tente, eu me entrego.
Sou parte do mar, muito do céu, meus pés vivem no chão.
Meu coração é uma montanha Russa.
.

Acertamos que tatuaríamos juntos a passagem do tempo e o acerto dos nossos corpos.
Lembras?
Mas sempre preferiste que a minha tatuagem fosse maior do que a tua. Que eu tatuasse o teu nome, como sinal de pertença...
Como se quisesse mostrar-me como um troféu. O teu troféu, a maior das tuas condecorações...
Eu deixei que me tatuasses a alma e os olhares, as mãos dadas e as alianças nos dedos.

Eu....apenas eu que nem asas me permitiste tatuar porque temias que a tinta tornasse audível o restolhar das minhas penas e voasse para longe de ti...
Tatuou-me no teu corpo, mas foram os meus passos que fundiram-se nos teus...E apenas a tatuagem do meu nome me permitias ser visível.
Tu nunca foste realmente tatuado, nunca fizeste do teu corpo altares de mim.
As tuas tatuagens sempre foram menos profundas na verdade.
Do meu nome poderás tatuar outro.
As tuas tatuagens, aliás, as minhas tatuagens em ti sempre foram tão mais fáceis de apagar.




[Eras tu...tatuado por toda a minha mente...]


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quinta-feira, 23 de abril de 2009

:: CaStRaÇÃo::



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Está vedado o direito de sentir saudade nas noites de desalento.
[Pois já não é mais teus os pensamentos do amanhecer e da aurora.]



Eu te proibo pronunciar meu nome quando a dor aperta e a falta sufoca.
[Porque agora é a tua ausência que me completam os pulmões.]



Te proibo de me recorrer quando eu vagar pelas tuas lembranças santas e insanas.
[Porque eu já desfiz as malas e encaixotei os planos numa caixa com fitas isolantes.]




Não permito que a voz ao telefone seja qualquer conforto que queira encontrar.
[Porque o meu silencio fala mais alto do que tuas palavras de promessas não cumpridas.]




Não espere que me encontres nos sorrisos de paz...nas manhãs de domingo...e nas tardes de Sol claro quando as nuvens brincam de decorar o céu.
[É que a minha primavera ainda tem a sintonia que renovam as verdadeiras cores.]



Está proibido também nas pequenas coisas... num café amargo...uma rede na varanda...uma sala de embarque...uma flor de papel...telefonemas mudos...um cigarro a dois.
[Os sonhos que me deste, foram desfeitos quando eu não mais podia fechar meus olhos para sonhar.]



Está proibido desde o momento instante, encostar tua vida na minha...e cruzar teus passos aos caminhos dos meus.
[Por vc...eu aprendi a dançar errado...só para não pisar em teus pés.]



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"...Nem vou lhe cobrar pelo seu estrago...Meu peito tão dilacerado..."
[Ahhh...Chico Buarque...!]
*

quinta-feira, 16 de abril de 2009

P-A-U-S-A-D-A-M-E-N-T-E...

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[pausa.da.mente]
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sexta-feira, 3 de abril de 2009

: : MiL ::

Mil chãos já tive sob meus pés.
Mil sóis me cobriram a pele.
Mil abraços eu pedi.
Mil sim eu não neguei.
Mil olhares eu negligenciei.
Mil caminhos eu segui...Mil passos desviei.
Mil vendas eu arranquei, mil dores eu vendi.
Mil amores eu senti.
Mil sabores eu comprei.
Mil sorrisos foi me dado...Mil sorrisos me foram roubados.
Mil respostas sem perguntas.
Mil demoras sem esperas.
Mil primaveras para mil jardins.
Mil palavras com mil melodias.
Mil luas num céu de mil estrelas.
Mil saudades me doeu.
Mil lágrimas que não pedi.
Mil coragens que não perdi.
Mil medo de ferir tocando.
Mil perfumes de mil tonalidades.
Mil mãos firmes me tocaram.
Mil vozes me silenciaram.
Mil pessoas deixei ir.

Mil permaneceram.


*

:: Águas de março ::


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...quando o vejo ao portão de casa, à minha espera...
E mal eu paro, ele apressa-se em fugir para dentro do carro.
Faz o mesmo sorriso de sempre,mas sempre inovado e diferente um do outro.
Dá-me um beijo no rosto olhando-me nos olhos...e começa a desbobinar as mil novidades que tem sempre por contar.
Fico a ouvi-lo e deixo-me enternecer pela forma como me diz, com o mesmo sorriso da chegada...
Já nem sei se acredito no amor entre os homens...quer dizer,na verdade...não me questiono mais sobre ele (seria apenas um interesse carnal, num aconchego de almas?), mas deixo inebriar-me,porque, afinal, é isso que me faz acalentar o espírito...
Olho-o com atenção e vejo-o, agora, maior que eu. Tornou-se, quase sem eu dar conta,o sorriso fácil que sai de mim...
Vamos a um bar qualquer e ele bebe do meu copo. Fala aos outros de assuntos que eu já o ouvi falar há uma semana atrás, mas acrescenta sempre algum pormenor esquecido, o que lhe torna o discurso meio aliciante.
Traz uma indiferença para com o mundo exterior pregada à pele e, ao mesmo tempo, uma simpatia e curiosidade insólita para quem se aproxima do nosso.
Fixo-o e não consigo perceber há quantas noites não dorme o suficiente ou se passou o dia inteiro trabalhando.
Parece que, às vezes, vive num estado de embriaguez que dá vontade de nos embriagarmos, nós próprios, nele.
As minhas noites são sempre mais protegidas quando o tenho ao meu lado, porque se me der para fugir, sei que ele não fica preso ao chão, a ver-me afastar.
E porque temos sempre uma praia,uma janela...ou algo qualquer juntos. Se não a tivermos logo ali, encontramos sempre, nem que seja só de manhã...
E entre os acordes duma música qualquer, acabamos deitados na areia ou mesmo ao chão a falar de coisas sem nexo. E eu não preciso de mais nada, um céu estrelado ou um amanhecer...bastam-me.
Nem fotografias temos - o meu olhar fotográfico vale muito mais; não desfigura nem banaliza os ambientes.

Mas isto é como ele me dizer a sorrir:hey, vamos ao castelo!
Desaparecemos de mãos dadas e quando nos voltam a encontrar, costumamos estar perdidos, a afogar numa garrafa qualquer, o nosso cansaço da busca e a nossa satisfação de termos encontrado um castelo de vontades...



*

quarta-feira, 1 de abril de 2009

E eu te asseguro pés firmes e mãos leves...





"Vem pra misturar juizo e carnaval,
vem trair a solidão...
(...)
Vem pra se arrumar na minha confusão..."




*

quinta-feira, 26 de março de 2009

Luzes,clorofilas e pequenas grandes coisas...

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Diz...diz como você faz...
Diz como se canta...encantando todo o ar.
Diz como você faz...
E prometo continuar seguindo.
Diz como guarda tantos segredos nestes olhos que falam tanto..
Diz como tu me aquece usando apenas palavras...
mas diz também como apressar o tempo(aquele qndo não estamos juntos)
Vai...diz como vc faz...e eu prometo ainda confiar.
Diz como tu eterniza o sorriso dado...e mantem viva a primeira saudade.

Porque tu...podia ser apenas um (re)encontro de mais uma ladeira qualquer.
Poderias ser somente a incerteza que surge no fim do dia...quando a vida se entrega
em uma cadeira de balanço esquecida em uma varanda iluminada com o pôr-do-sol.

Mas não...decidiu ser a vontade que vem nas noites debaixo do cobertor...a inquietação
do pensamento...noites de fuga.
POderias ter sido uma possibilidade...aquelas que trazem sorrisos rápidos e superficias
em fins de semana.

Tu poderias ter sido só mais alguém que vem...alguém que passa...
Mas não...teu corpo,tem a medida exata do meu.

Vai...me diz...



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ReDunDanTe*




(...)

Mas há a dor...
Que nasce não sei quando.
Que doi, não sei onde.
E cala,não sei porque...

.




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* adjectivo uniforme
1. superabundante, excessivo, demasiado
2. supérfluo
3. palavroso, prolixo
4. que repete informação que já foi dada; pleonástico




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terça-feira, 24 de março de 2009

.: Meu Jardim:.

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Tô relendo minha lida,
minha alma, meus amores...
Tô revendo minha vida, minha luta, meus valores...
Refazendo minhas forças, minha fonte, meus favores...
Tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores...
Tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho...
Tô soprando minha brasa, minha brisa, meu destino.
Tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho...
Escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho...
Estou podando meu jardim.
Estou cuidando de mim..."
-Vander Lee-
.




[Onde começam meus laços...onde terminam meus nós...?]
*

sábado, 14 de março de 2009

:.Porem,contudo,todavia...

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Há quem fale de sentimentos vazios...

Mas vazios são as atitudes,a palavra mal dita,o amor que não damos...e aquilo que não estamos prontos para receber.

Sentimentos são reflexos.
Somente e só.

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segunda-feira, 9 de março de 2009

.:Manuscrito de uma Colombina.:



(...)


Talvez éramos a busca.Ou a procura pela soma de duas metades que se completassem e que não fossem a divisão de lados opostos...

Eu era a voz que ecoava nas ladeiras, tu eras a voz que ecoava nos meus sonhos mais ermos.
Eramos a incerteza e a dúvida que pairava no ar como bolhas de sabão, como o brilho falso do esmalte úmido nas unhas.Ou as máscaras que cobriam o carnaval.
Tu era a peça que deixava a platéia sem reação. Eu eras o verbo que deixava no palco sem conjugação.
Fomos a aurora de dias guardados a sete chaves e encerrávamos nossos dias com espetáculo que poderia deixar eles boquiaberto.
E sem saber.

Sem saber, fui conjugar os verbos que ouvia você dizer. E sem querer, errei os pronomes e não soube flexionar os tempos dos teus verbos.
Para mim, era o hoje – embora quisesse que tu foste o amanhã!
Quis te conjugar no presente como quem pressente o que virá.
Pela porta entreaberta, pelas frestas da janela - suas verdades descobertas.

E toda aquela dúvida, aquela angústia que me cabia - coube dentro da caixa da coragem.
Assim, enquadradas no meu silêncio, pude dizer as palavras que eu não sabia que queriam ser ditas.
Olhei nos teus olhos e não precisei verbalizar aquilo que você enxergou nos meus.
Não precisei me desculpar pelas palavras que não disse, porque você consegue ler nos meus olhos o que não consigo te dizer.
Como se você sempre soubesse o que eu queria esconder e o que queria mostrar.
Você soube quais eram as palavras, as cenas, meus atos falhos e acertos escassos.
De fato, o certo é o que você me acerta.
E no carnaval sem máscaras coloridas, eu vi a dança dos pagãos numa avenida.
Mas aquelas cores falsas não me apetecem.Não mais...
Nem o brilho fictício de uma glória sem nenhum orgulho...daqueles desprovidos de coragem.
E enquanto todos eles dançavam aquele samba com os pés no chão, eu bailava um frevo pelo céu.
E ríamos de toda certeza que um dia foi dúvida.
Quando o abraço apertado se tornou algo público e sentimentos foram gritados pra quem quisesse ouvir,
Não havia mais preocupação com verbos, concordâncias ou acentuações.
Éramos reticências, heróis de uma epopéia que dispensava narrativas.
E se amanhã,tu não estiver aqui, todas as minhas palavras são serestas.
Não sei mais prozodiar desalentos e aprendi a sorver o mel das palavras que eram um azedume.
Eu não sei de nada, mas canto as palavras que eu quero que você escute.

Éramos a pose, a máscara caída,o sorriso no retrato que traz um pedaço de alegria num pedacinho colorido de papel.
Será? Seremos?
Seremos o que nunca fomos pra esquecer quem éramos.
Seremos uma saudade.
Aquela saudade refletida em um prisma - uma em cada face diferente, mas que no final, são todas iguais.
Quando compreendi que o silêncio não é angústia, senti o vento ecoar o som da tua risada.
E sorri pensando que essa tristeza- com ar de quarta de cinzas- até que é bem alegre.
Se éramos uma busca, porque não sermos hoje a espera?
Na espera para que você entenda as palavras desse manuscrito mal traçado, com essas letras garranchadas.
Limpo a avenida cheia de confetes...para que você saiba o que eu disse e você não ouviu, mas poderias ler...




.



*



*

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Quarta-Madrugada...



Na Terra do Sol...onde o mar beijava a Lua,houve duas vidas em uma...

E apenas o céu como testemunha.


*

["Toma...esse é o teu presente...!"
Disse ele abrançando-a suavemente...abriu a janela...e mostrou-lhe o novo dia.]


*

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Para ele que brinca de amar...




Um dia quem sabe...nos reencontraremos...
Um dia quem sabe,em qualquer cidade.
Num dia calmo...ou num fim da tarde.
Um dia,quem sabe...poderás ver as minhas cicatrizes,
e então saberás que eu me feri...





[e também me curei]







*






segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

.:PrAToDOdia:.

Como arroz e feijão,é feita de grão em grão
Nossa felicidade

Como arroz e feijão
A perfeita combinação
Soma de duas metades

Como feijão e arroz
que só se encontram depois
de abandonar a embalagem.

Mas como entender que os dois
Por serem feijão e arroz
Se encontram só de passagem...

Me jogo da panela
Pra nela eu me perder
Me sirvo a vontade, que vontade de te ter...

O dia do prato chegou
é quando eu encontro você...
Nem me lembro o que foi diferente!

Mas assim como veio acabou
e quando eu penso em você
Choro café e você chora leite...


(-Magníficos Trocadilhos de "O TEATRO MÁGICO" que traduzem uns dias-)










[...E o cabelo dela estava horrível aquele dia.
Mas ele não reparou.
Reparou nos seus olhos que os denunciavam...no seu movimento...e na sua perfeita harmonia com o vento... Aquilo sim,chamariam de amor.
...Aquilo sim...poderia ser um amor.]

*



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sábado, 7 de fevereiro de 2009

.:(in) CerTa NoiTe...

.

Hoje eu te deixei.
Quer dizer,
Hoje, eu te deixei de novo.
Depois a gente volta...
Sempre voltou.
Você voltou...
Voltou sempre que me deixou.

Mas há sempre algo que se lasca...que se acaba.uma magia que se estraga...uma vela que se apaga aos poucos...
Um abalo que um dia, talvez, não dê mais jeito...Uma ofensa que, talvez, desta vez, não dê conserto...
E então chega um dia em que eu não te reconheço.
Um dia que não vem depois do outro...uma certa noite fora do tempo...
E então um dia eu não me reconheço...e quero o que eu nem sabia...que era isso que eu queria.

Uma noite tão quente como essa...pode ser um novo começo.
Poder...querer...ser sem ter você.

Que o fogo que vem de baixo,seja fogo negro, intenso...
Um fogo sem descaso,pra me queimar em silêncio.
(e então finalmente eu me esqueço...e me entrego)

Você é quem me dá tudo quente e espesso...que me dá tudo que eu mereço...
(e não me nego)
Então eu danço...danço...


eu quero.



.

[Porque eu mastigo esses teus olhos gritantes...]

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

...MásCaraS.

...Um dia elas não mais se sustentam.








Tantas foram as máscaras desmascaradas...
E no entanto,chegou a sua vez.
No silêncio...nas entrelinhas das tuas palavras...entre nossas inúmeras horas na laje...tive a sua em minhas mãos.

Eu olhava para ela...via cor por cor...desbotando...desmanchando-se...desunerando toda aquela imagem que fizera eu acreditar.

Vc tentou em vão mais uma vez pôr onde vc julgava ser o seu lugar...
Mas ela já estava sem textura...sem consistência alguma...sem peso...e ali, pode-se perceber que não havia mais lugar algum onde ela pudesse caber-te.

Ela tentava encaixar-se novamente em seu olhar...mas tu, de olhos fechados olhando o céu...deixou sem saber que a mesma fosse atropeladas por palavras desordenadas que saiam dentro de ti(em forma de pensamentos em voz alta...)

Eu fingia que não te via...e te ouvia.
Pois a tua quando caiu...sem perceber abriu-se um chão aos meus pés e um mundo de possibilidades à minha espera.
Permanecia atônica ao teu lado...
Era o coração na boca...e as nossas máscaras no chão.

Vi na imensidão do teu olhar...coisas que talvez eu nem esperava encontrar.

Por trás da máscara, o que vi foi um caminho,um motivo...um lugar... para eu poder repousar o meu amor...





[Coisa boa é ter pessoas com sonhos tão grandes qnto o nosso...]



P.S.: Sei que o combinado era ter sem ser...Mas hoje eu senti saudades.Senti saudade...das nossas 4 horas que parecem 4 minutos...ou dos nossos 4 minutos que parecem 4 horas...
Por isso te escrevo...




*