quarta-feira, 21 de novembro de 2007

"...Vou agradecendo Antes De Mais Nada Pela Boa Vontade e Atenção Dispensada..."

.

Era uma bela noite para voar...
Então me joguei lá de cima.
Sem medos, sem querer voltar.

Depois de um primeiro contato com o vento, Eu amei o vento...
Senti Deus tão perto.
E tudo aquilo me mostrou o quanto à vida é frágil.

Eu quis me segurar em cometas, em pontas de estrelas.
Eu quis me segurar...
Acordei no chão.
Porque a estrela à qual me agarrei,descobri que era uma estrela cadente...

.




[Hoje ganhei flores...e por detrás das flores para mim, não havia mais nada...]













Não há mais nada...mais nada...
Por favor...apenas devolve o meu pedaço que ficou por aí,ta?


*



terça-feira, 20 de novembro de 2007

.Segredo Nosso...


Estou com vontade de chorar.
Mas não contes para ninguém.
[Detesto chorar em público...]




*

RaScuNhO.

A solução era sufocar a paixão enquanto ainda era sufocável.
Brandas sensações, inigualáveis sensações.
Só é controlável o que é pequeno.
A chama que se apaga com a brisa.
Clichê.
Clichê sentido, exposto, ferida que não cicatriza.
Ferida?
Como a criança que tem medo de tentar, se jogar, jogo bravo.
É o medo que move essa chama.
É o medo que a apaga antes de se tornar fogueira.
Só é sufocável o que é fraco.
Fraco?
Insufocável.



[Não...nem tente entender...]




*

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Covarde!
Repetia para si mesma olhando-se no espelho...
Isso mesmo!C-o-v-a-r-d-e...!

E de que adianta ficar pensando nos caminhos que existem dentro das coisas transparentes...?
Ta ali...na tua frente...
Tanto quis que lhe tirassem do chão e levassem ao céu...?
Pronto.
E agora?
Não tava pronta?
Sim...mas talvez só possa ser agora.
Vai correr o risco de acordar arrependida ou prefere dormir com vontade...?



.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007



Aprendeu a ser sincera. Mas não aquela sinceridade que se limita à apenas não dizer mentiras, mas a sinceridade que vai além da pureza.
Não se tornou santa, muito menos uma pessoa melhor, porém o alívio que essa sinceridade proporcionava lhe causara o efeito inevitável de desejar a reciprocidade.
Reciprocidade é justamente o substantivo que não combina com o adjetivo sincero.
O que esperar do outro que não aprendeu a sinceridade?
Aquela que não se limita, logo aviso.
Essa sinceridade é mais do que palavras rasgadas ao outro, é deixar rasgar-se também; sentir a dor de magoar quando poderia facilmente omitir.
É, a omissão também entra nesse ciclo de dores, não esconder e não mentir, optar pelo modo difícil, escolher cicatrizes além de flores e no final sentir a felicidade incontestável de ser o que realmente é.

Aprendeu e não recebeu a temida reciprocidade, detalhava seus dias e acontecidos com a veemência de quem reza à Deus. O medo de cada frase que transbordava de seus lábios era nítido, pois poderiam ser fatais, mas falava e falava e falava mesmo com o medo, mesmo com a sensação de haver dias infernais porquê estava sendo o mínimo que poderia ser: ela.
Virou-se e viu um livro novo na cabeceira do outro lado, estava sozinha e ler seria a melhor opção para uma aprendiz...
E ao abrir deparou-se com um nome na folha de rosto: o seu.
Um descuido, uma opção, um nome. Três fatores arrasadores à recíproca não verdadeira. Arrumou as malas, avisou que iria embora com a plenitude que só a decepção ensina, pediu pra esperar enquanto não chegava do trabalho, pediu pra não ir embora, acatou.
Guardou as malas num canto, acendeu um cigarro e escreveu. Quem sabe um dia todas as suas pseudo-escrituras também estariam na cabeceira de alguém? Um livro sem espaços em branco para não haver o nome de ninguém.





[A parte chata de ter sonhos é esperar aquele tempo infinito enquanto não acontece...]


Estou espantosamente feliz...e isso me causa muito espanto.


.

Hoje o céu daqui ta tão lindo...devo te dizer.
É uma pena que nem uma das minhas estrelas sorri pra vc...É uma pena...
Elas viraram estrelas cadentes.

.



*

segunda-feira, 12 de novembro de 2007




Simples como qualquer palavra
Que eu já não precise falar
Simples como qualquer palavra
Que de algum modo eu pude mostrar
Simples como qualquer palavra
Como qualquer palavra...

-TEATRO MÁGICO-







"Cada segundo como nunca mais..."

[Depois disso,ela sorriu... e adormeceu...ainda sorrindo...]




*

domingo, 11 de novembro de 2007


* FENILETILAMINA* (HUMANA)








*

sábado, 10 de novembro de 2007


Buon Giorno, princepessa !!!!!!





[ "Mágico...!!"
Assim ela responderia...se tivesse que definir o que sentiu... ]




*

Apenas.menina.boba.


.


Menina boba. Apenas, menina boba. Menina boba com um nariz de palhaço. Menina boba. Quando criança ruborizava quando tinha de responder a chamada. Não falava em público, quase não falava. Sua brincadeira favorita eram os livros. Sonhava com as histórias e com os personagens que nunca seria. Fantasiava ela mesma, fantasiava um final feliz. Porque todos os contos de fadas têm um final feliz. Gostava da história do Patinho Feio. Ainda existia uma esperança. Menina magrinha, tímida, franjinha e nariz de palhaço, era ela. E o sonho de virar cisne, persistia na sua cabeça, fantasiava um final feliz. Ninguém ouvia suas lágrimas que caíam silenciosas pelo tapete do quarto. Ninguém, talvez ninguém a conhecesse de verdade e não soubessem quem era ela. A menina virou cisne, virou popular, começou a chamar a atenção das pessoas, conheceu príncipes que logo após se tornaram sapos e sapos que nunca se tornaram príncipes. Conheceu madrastas, anões, fadas madrinhas e dragões, mas a menina não era uma princesa. E a menina chorava. Chorava porque contos de fadas não existem e no final ela nunca tinha deixado de ser a menina boba com nariz de palhaço. Chorava porque junto com os contos de fadas, finais felizes também não existem, não sempre. Chorava porque de princesa, passou a ser o bobo da corte. Contos de fadas realmente não existem. E as lágrimas ainda caem no tapete.

E talvez ainda não a conheçam de verdade.


Ou conhecem?



.

.AmAdoReS.

.

Um destruidor é sempre um destruidor, não é?
Não importa seus paradigmas, se insiste que irá mudar, que tentará ser alguém melhor.

Quem sou eu pra entender a loucura de certas pessoas?

Loucos, são sempre loucos e amadores amam, sem precisar de razões.
E o que mais além de amadores fazem além de amar sem saber o que é isso?
O fazem. E ponto.
Significa que te destruirei?
O que o seu pensar significa?
Quer mentir?
Então vá.
Ou melhor, vou-me.
Minto eu, então.

Como pensas, nessa sua mudez frígida e insone.
Destruidores são destruidores. Por mais que não tenham nascido assim.
E erros não cometidos se tornam falhas humanamente exploráveis. Se me coloco em seu lugar não tiro a sua razão. Mas a razão sempre é irracional se tratando de destruidores.
Apago meu cigarro imaginando que não gostaria de taxar-me assim novamente. E acendo outro enquanto reflete sobre minhas mentiras.
Mentiras que não são minhas decerto. Dê certo.
Daríamos realmente certo? O certo e o errado se confundem numa linha fina e horizontal. E hoje dormirei na cama de baixo.
Abaixo de quem prometi que não mentiria.
Poderia ofender-me?
Talvez.
Mas não vou argumentar o que não posso explicar.
São amadores, meu bem.
E não acredite em mim.
Não quero ter o peso de precisar pedir.
Se quer acreditar, acredite, se não quer, deixe-me logo ir embora.
Apago o outro cigarro enquanto termino esse texto, fecharei a porta e os meus olhos também. Dormirei o sono leve de uma destruidora que acreditava não mais existir, mas ela existe: em você.
A chuva esmaeceu e te ouço dormir.
Uma pena. Uma pena...

Boa noite, é hora da sua mentira dormir.


.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

.E SE TIVESSE.(?)

.


Eu queria ter uma bomba...
Um flit paralisante qualquer,
pra poder me livrar do prático efeito das tuas frases feitas...
Das tuas noites perfeitas...

Um flit paralisante qualquer...
Pra poder te negar bem no último instante...

Meu mundo que você não vê...
Meu sonho que você não crê.
-FREJEAT-

.



"CHAMÁ-LO DE NADA,TRASFORMAR TUDO AQUILO QUE SENTIMOS EM PÓ...?"
(Transformar em nada...tudo que eu chamo de pó...aquilo que sinto...)*


"ESSE SENTIMENTO NÃO VAI SUMIR NUNCA DENTRO DE MIM."
(Não posso sumir em mim...dentro desse sentimento.)*


"VOCÊ NÃO PODE DESISTIR ASSIM TÃO FÁCIL."
(Tão fácil seria...se fosse só desistir assim...)*


"VOCÊ NÃO VAI CONSEGUIR.E EU NÃO VOU DESISTIR."
(Eu vou desistir...e vc vai conseguir...)*


"EU TE PRECISO."
(E eu...?
POrq ao ouvir a tua voz...eu me calo...)*


"TUA INDIFERENÇA ME MACHUCA DEMAIS AGORA."
(Eu preciso dar o primeiro passo...)*


*Coisas que a cabeça pensava...enquanto os ouvidos ouviam.



[O coração...tentava em vão ser notado e repetia baixinho...ali...sozinho:


Fecha os olhos,apaga a luz e me abraça...Me acorda qndo o Sol estiver saindo...]

.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

-->À 3.135 kilometros.

(Já do outro lado...)


[...]

Como todos os outros, havia se tornado como todos os outros.
E ela chorava como todas as outras vezes. Que menina bobinha, chorando de novo.
Logo essa menina que havia prometido parar de chorar. Menininha boba. Como todos os outros. Ela chorou uma vez com outro. Ela chorou outra vez com outro outro. Ela chorou outra outra vez com outro outro outro.
E ainda não havia aprendido a não chorar mais.
Menina boba, reles menininha boba!

Suas lágrimas desciam pelas suas bochechas pálidas.
Menininha boba de bochechas pálidas e nariz vermelho.
Mais uma vez, boba!

Ele havia se tornado como todos os outros. E ela estava chorando, como todos os outros a fizeram chorar. A menina era boba, mas era forte. Poderia enganar-se se quisesse e não chorar. Mas se iludir nunca havia sido a sua melhor opção, então resolveu chorar.
De novo, de novo, de novo. E aquele nariz ia ficando cada vez mais vermelho e aquelas bochechas ficavam cada vez mais pálidas e inchadas.
Mas ainda assim tinha uma esperança, porque ele talvez não fosse igual a todos os outros. Ainda existia esperança. E talvez fosse por isso que ela sempre seria a menina boba. A menina boba com bochechas pálidas e nariz vermelho.
E ela ainda se orgulhava disso.
Menina boba. Pra sempre boba. Mas ainda assim era feliz.
Porque ela era a menina boba...mas não mais pra ele.
Talvez.


.

[Estamos conversados...ok?]

.






*

.Sendo assim.

.
Ele poderia ter a acusado de tudo.
Mas nunca...nunca...por nenhum momento...acusa-la de não lhe amar.

Ela...sozinha no seu quarto...
Desligou o telefone...e sorriu.

É... realmente agora sim...é o fim do jogo.
Parabéns!Vc ganhou de W.O.

[Eu desisto...]

.

(...)
Vida nova!
À mim...
À você...
E pra esse mais novo (e certamente belo) ser concebido...



Estou te desejando tudo de bom...



*

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Foi Mais Ou Menos AssiM...

*

-ABRIL:

"Eu já estou tão acostumado de me contar inteiramente a alguém, tão desacreditando na capacidade de compreensão do outro..."


-MAIO:

"Penso, com mágoa, que o relacionamento da gente sempre foi um tanto unilateral, sei lá, não quero ser injusto nem nada - apenas me ferem muito esses teus silêncios..."


-JUNHO:

"Mas eu nunca quis ser gostado por aquilo que não sou ou aparento ser..."


-JULHO:

"Não é verdade que as pessoas se repitam. O que se repetem são as situações..."


-AGOSTO:

"Acho que sou bastante forte para sair de todas as situações em que entrei, embora tenha sido suficientemente fraco para entrar..."


-SETEMBRO:

"Que te dizer? Que te amo, que te esperarei um dia numa rodoviária, num aeroporto, que te acredito, que consegues mexer dentro-dentro de mim...?"


-OUTUBRO:

"Tô exausto de construir e demolir fantasias. Não quero me encantar com ninguém..."


-NOVEMBRO:

"... tive vontade de sentar na calçada da Avenida e chorar...mas preferi entrar numa livraria, comprar um caderno lindo e anotar sonhos..."



*

.QuaSe iSSo...

[...]

...me concentro inteiro nas coisas que me contas, e assim calado, e assim submisso, te mastigo dentro de mim enquanto me apunhalas com lenta delicadeza deixando claro em cada promessa que jamais será cumprida, que nada devo esperar além dessa máscara colorida, que me queres assim porque é assim que és e unicamente assim é que me queres e me utilizas todos os dias, e nos usamos honestamente assim.


[Trecho de À beira do mar aberto]



*

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

.Por hoje é só.

(...)
Eu poderia viver reclusa numa "casca de noz"...e me tornar Rainha do espaço infinito...

Mas estou cansando...estou cansada...

Tem horas que penso que a gente carecia, de repente, de acordar de alguma espécie de encantamento. As pessoas e as coisas não são de verdade...


[...]

"...E no final assim calado,eu sei...que vou ser coroado rei de mim..."
-LOS HERMANOS-



*

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

.Mais uma vez.

E se foi...
Como um balão de ar, daqueles que as crianças sem querer deixam escapar nos parques de diversão...
Livre e leve, mas prestes a se perder na imensidão do céu e explodir.


.

"Vou tentar recompor teu rosto...sem conseguir..." (C.F.A.)

.

*

sexta-feira, 26 de outubro de 2007


Não...não adiantou bancar a distraída...
Bastou uma ligação.
Pronto.

É a sua voz que me canta e encanta.
De nada valeu tantos ensaios de frente ao espelho.

E já não me bastasse essa distancia torta...
Tu vens com essa perfeita perfeição...

Medrosa!É isso que sou...

Tudo de novo agora.
E a contagem regressiva recomeça.
Volta...
Toma de mim...o que é teu...

Eu me rendo...!




[Ainda tentando descrever oque sinto quando lembro desses teus olhos cor de mar...
E qnto a Lua de hoje...sim...foi pra você...e a saudades chega a dar náuseas.]



.

Noite boa.

O céu hoje aqui é de estrelas.

E aí? O que vês?

Então...

.





*

.SoBre querer.


Sim...eu sei.
Mas é tanto querer...
Eu tenho me sentido incompleta, principalmente pelo dever que me imponho dioturnamente de ser inteira até nas impossibilidades...
Eu olho minha barriga e sinto falta de um serzinho crescendo lá dentro.
E eu quero tanto me sentir a mais gorda e mais feliz das mulheres...
Fico imaginando como será a sensação de ter o meu coração batendo fora de mim...
[É...e o meu lado racional ainda existe.
Alguém quer?]
*

terça-feira, 23 de outubro de 2007


Todas as saudades vivem num espaço apenas, porque todas as saudades são uma só.

Repare se não...

Repare se a tristeza que se sente por um momento que passou, e que não volta, não é a mesma que se sente de um momento que, nesse mundo, ainda não aconteceu?

Vontade de amor é igual à saudade de amor.

A gente conhece o sabor, sabe o cheiro, o doce que tem, a gente sabe se é macio, e deseja que seja do mesmo jeito da passada a aventura que ainda não veio.

(Talvez mudando o final.)

Mas todo fim é igual, todo mundo é sozinho, ainda que pelo caminho, passeie de mãos dadas pela ilusão leve...

E acordar, é enfim, sentir essa saudade, do que passou, e do inexplicavelmente não acontecido...


Tudo fica quando a gente vai.

O coração é que voa junto. Só ele.



[Está só é um estado de espírito...]

*

.Do abraço que não veio.



Carro parado em plena avenida às 00h...
30 contos no bolso...
Dedo cortado sangrando aos montes...
Ninguém atende.
Não tem nem isqueiro pra acender um maldito cigarro.
O dedo doi...
Não atendem.
Papai viajou...
Ah,se tivesse pelo menos um isqueiro.
Putz...celular descarregou...
Cabeça a mil por trabalhar até aquelas horas.
O carro não pega.
O sangue não pára.
O cigarro continua apagado.
Vou ligar pra ele.
Senta e chora agora, garotinha...
Ninguém atende...
E ninguém fuma.
Quer dizer,levanta e reza...
Tens uns caras estranhos vindo aí.
Correr adianta?
Adianta!
Corre!!!!!!
Frentista gente boa,posso ficar aqui com o você?
Vc tem isqueiro?Ah,ta...é evangélico?
Então foi Deus que me enviou vc pra ir comigo rebocar meu carro três ruas abaixo...
Pois é...é cortei lá no carro...Doi sim...mas só um pouco.
Vamos la!
Obrigada,viu moço.
Não pega.
Vou ligar pra ele.
Pedir um isqueiro também!
Não chora garota!
Gostosa é a tua mãe, seu filha de uma Puta!
Vou ligar pra ele.
O sangue ta estancando.
Moço,posso pegar seu celular?
Ninguém atende.
Até onde eu chego com 30 reais?
Vou ligar pra ele.
Caramba...já são 1:35h!
A cabeça não pára.
Vou ligar pra ele.
Eu moro longe,seu moço...
To bem sim...
Vou ligar pra ele.
Mas não vou chorar.
Vou ligar pra ele.
Eu to bem.
Tudo sobre controle e não aconteceu nada demais.
Vou ligar pra ele.
Já estou ligando.
E chorando também.
Idiota!(eu)
Obrigada por ter vindo.
E chorei.
Mais uma vez.



[Na verdade não estava triste...apenas não compreendia oq estava sentindo...

E sem querer entender de tristeza,mas entendendo o que sentia no fundo de si mesma,abraçou forte o travesseiro...

E dormiu.

Como quem deseja nunca mais acordar ...]





*

.TreCho de Uma Agenda-DiáRio.


.

E então eu me calei...
Não como os covardes que se calam por lhes faltar argumento.
(...) Mas não chorei !Não ... Não ...
(mentira!eu chorei...!)
Mas calei como se cala uma criança pequena.
Me calei devagar, pensei e pensei ...

(...) Não foi um silêncio agressivo.
Foi pura vontade de fechar todas as portas e apagar todas as luzes...
Jogar fora as chaves ...
Espantar os pássaros do telhado.
Tudo culpa do meu desconsolo.

(Acho que não quero falar disso também.)

Por um instante eu quis gritar.!
Alto !
Acordar os preguiçosos, gritar até adormecer.
Talvez dormindo eu encontre abrigo.
Um abrigo em meio à cobertores e a desordem de sonhos interrompidos.


[Noites tão frias não deveriam existir quando a chama insiste em apagar ...]





*

E VoCê ?

.
"...Na verdade continuo sobre a mesma condição;
Distraindo a verdade e enganando o coração..."





[Sempre...sempre chega a hora de voltar pra casa...]




*

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

S.A.U.D.A.D.E.S.*

...que me dá vontade de ficar debaixo de um cobertor comendo morango com Nutella.


*Esse ainda é o único sentimento que eu ainda hei de aprender a lidar.

Ah,esqueci!Você não é real...


*

.Só que eu acordo.


...e percebo todas as coisas estranhas por demais, tão quanto o sonho de duas, três, quatro ou cinco noites anteriores.

E eu começo a pensar que alguém deu um nó-cego por aqui e paciência alguma quer desfazer.

E passo a acreditar que sou mesmo um grande reflexo desse mundo individualista, vendo e não vendo as coisas acontecerem lá fora.

O problema, além de todos os outros e do meu eterno exagero em sentir, é que cansei desse meu egoísmo de me atentar em demasia ao que nasce em mim e em mim se desfaz.

E tenho sentido muita vontade de sabotar essa vigilância interior, essa insistência em me enfrentar...

Só que eu acordo de novo e sinto falta do meu sonho.

É que eu tenho sentido muito medo, entende?

Muito muito medo. Só não sei ao certo do quê.


O que me faz achar graça, muita muita graça...






[Na verdade,eu queria ter coragem de arrumar minhas malas e ir correndo alcançar o sonho que me prometeram.
Mas meus passos em falso estão ofuscando minha visão.
Deixe-me aqui...deixe-me quieta...
Deixe-me continuar com o meu nó na garganta todas as vezes que desligo o telefone.
Deixe-me...com essas lágrimas nos olhos lembrando de como vc me olha...
Me ensina a acreditar que tudo isso que vem de ti não é tão perfeito...
Vai...eu fico aqui...
Não fala mais nada...
Você não é real...você não é.]




.


Noite boa...

Aí ta muito frio?Hoje aqui fez muito vento.

E amanhã tem Sol.

.




*

quinta-feira, 18 de outubro de 2007



" No dia em que fui mais feliz
Eu vi um avião
Se espelhar no seu olhar até sumir...

De lá pra cá não sei...
Caminho ao longo do canal.

Faço longas cartas pra ninguém...
E o inverno no Leblon é quase glacial.


Há algo que jamais se esclareceu,
Onde foi exatamente que larguei
Naquele dia mesmo
O leão que sempre cavalguei...


Lá mesmo esqueci que o destino
Sempre me quis só...
No deserto sem saudade, sem remorso...só...
Sem amarras, barco embriagado ao mar.


Não sei o que em mim
Só quer me lembrar...
Que um dia o céu
reuniu-se à terra um instante por nós dois,
pouco antes do ocidente se assombrar.

No dia em que fui mais feliz
Eu vi um avião
Se espelhar no seu olhar até sumir..."





[...]


Quando a gente pensa muito em alguém, as palavras saem distorcidas.
Isso mesmo, elas derretem e deixam na boca um gosto de cheiro.
Sabe quando sua saudade tem cheiro e você pode senti-lo pela boca?
Então, é assim...você tem um gosto que é seu, um gosto que ninguém nunca vai sentir, porque é o SEU gosto pela minha boca, é único...
(Me mata essa vontade de querer tomar você num gole só...)
*

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

-SENTIMENTO EMBALADO NUMA MÚSICA-

Juro que tento entender...
É difícil, mas eu vou te explicar.


Vejo tudo que já tenho em minha vida,penso em todos que deixei pra trás...


Nem sempre as coisas mudam pra melhor.
Penso todo dia em nos sabotar.


Eu sei...que perdemos tanto tempo aqui...E me faço de desententido.
Mas sabemos o que nos prendeu.
A insegurança é o que fez morrer.

Não é nada confortável...

Não tente entender se não quiser
Só não me anule do seu lado.
Siga seu caminho que eu vou seguir o meu...
Só queria agradecer por suportar.
Pela primeira vez nos libertar...





-DEAD FISH-







(...)
Não caberia música melhor para o momento...
Não caberia música melhor para descrever o sentimento de hoje...


É hora de recomeçar mais uma vez...
Hora de sentir leveza...
Hoje eu também vou dormir mais feliz e aliviada...
...Eu amo você...
E isso também passará...






*

.Das CoiSas q não Tem Muito a ver com o momento agora ApesaR De tereM Mesmo Uma ligação eNorme Com tudo IssO...oU Não,jÁ que Não Há tempo...



-Sei, sei. Você vai perguntar: mas houve algum erro?
Bem, não sei se a palavra exata é essa, erro. Mas estava ali, tão completamente ali, você me entende?
No segundo seguinte, você ia tocá-la, você ia tê-la.
Era tão. Tão imediata. Tão agora. Tão já. E não era.
Meu Deus, não era.
Foi você que não soube fazer o movimento correto?
O movimento perfeito, tinha que ser um movimento perfeito.
Talvez tenha demonstrado demasiada ansiedade, eu penso.
E a coisa se assustou, então. Como se fosse uma fruta madura, à espera de ser colhida.
É assim que vejo ela, às vezes. Como uma coisa parada, à espera de ser colhida por alguém que é exatamente você.
Não aconteceria com outros.
Depois, quando ela foge, penso que não, que não era uma fruta.
Que era um bicho, um bichinho desses ariscos. Coelho, borboleta. Um rato.
É preciso cuidado com o arisco, senão ele foge.
É preciso aprender a se movimentar dentro do silêncio e do tempo.
Cada movimento em direção a ele é tão absurdamente lento que o tempo fica meio abolido.
Não há tempo. Um bicho arisco vive dentro de uma espécie de eternidade.
Duma ilusão de eternidade. Onde ele pode ficar parado para sempre, mastigando o eterno.
Para não assustá-lo, para tê-lo dentro de seus dedos quando eles finalmente se fecharem, você também precisa estar dentro dessa ilusão do eterno. (…)
- O erro? Eu dizia, pois é, o erro. Eu penso, se o erro não foi de dentro, mas de fora?
Se o erro não foi seu, mas da coisa?
Se foi ela quem não soube estar pronta?
Que não captou, que não conseguiu captar essa hora exata, perfeita, de estar pronta.
Porque assim como o movimento de apanhar deve ser perfeito, deve ser perfeita também a falta de movimento, a aparente falta de movimento do que se deixa apanhar.
Você me entende?
Eu penso também, e se houve alguma interferência no.
No em-volta-dos-dois, no ar.
No astral, eu penso também.
Uma coisa de Deus, do invisível, do mistério, que embora pareça errada ao não te deixar apanhar o prometido, no entanto está absolutamente certa.
Porque é assim que é.
Naturalmente.
As coisas sempre prestes a serem apanhadas.
E você eternamente prestes a apanhá-las. Como uma sina. Sempre prestes.
[fragmentos de Pela Noite] [c.f.a]
*

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

.DaS caRtas NãO enTreGueS.

Em dias como esse...em dias como ontem...

Meio cinza...cor sépia...


Mas porq eu sempre lembro de você?

Como se não bastasse a lembrança vem a saudade e a falta....daquelas que batem no peito...mas enfim,me faz seguir em frente.

Tudo continua como você deixou, parado...assim, do mesmo jeito.
Merda...!Às vezes acho que não deveria ter deixado você ir embora...
Seu livro está aberto naquela última página, lembra?
Ainda resta um gole daquele vinho caro...
É...você costumava beber sempre na garrafa como se quisesse sorver o mundo até o último gole...
(Essa cena para mim era sempre hipnótica...)

A tua meia suja de grama ainda está no porta-mala do carro...
O cartão do hotel...(rs)...sim...ainda tem minha marca de batom junto com a digital do teu dedão...
E não adianta tentar escapar dessa droga de saudade se em tudo ainda resta algo teu.
Principalmente,em dias como hoje...em dias como ontem...

Eu deveria ter rasgado aquelas passagens...e não mais pousar de amiga compreensiva.(Sim,porq aquela era eu,mas hj...eu não queria mais ser.)

Porque o correio chegou hoje aqui em casa com um pacote...mostrando-me que no meio de todas tuas confusões...tu sempre pára e pensa em mim...

E em dias como hoje,em dias como ontem...na verdade,eu queria mesmo é que você estivesse ali...aqui...com todas aquelas tuas promessas malucas...e nossos devaneios.

Porque hoje...qndo eu lembrei de ontem...eu fechei os olhos e senti tuas mãos...ao acalentar-me no teu colo...

Você tem razão...você realmente sempre está comigo...
[Te juro...te juro...sem medo...!Vc é minha melhor lembrança...vc é minha melhor saudade...
A história mais torta,a mais louca e a mais linda...!A que me faz acordar todos os dias e sonhar...
É aquela que me faz dar gargalhadas toda vez que penso na gente...nesse amor...e nessa amizade tão sublime...que me fortalece...e me faz sentir vontade de ser sempre uma pessoa melhor...
Pra você,Ma...eu sempre sorrio no final.]
*

.NA VERDADE.

*


As vezes acho que a vida me reservou apenas duas fases: adolescência e velhice...
O resto, serão apenas paixões mal resolvidas, reggae...blues...rock'n roll e noites em claro com meus amigos.
E quer saber?Gosto disso!


*

.DOs tExTOs GuArdaDos Na GavEta.

Vou dormir leve...porque o peso era você...
A leveza que trago comigo é a certeza de não bater a porta para não ter que olhar para tras...
Qualquer coisa dói menos que a certeza de ter feito o que tinha de ser feito...

Sinto-me leve...deito a cabeça no travesseiro...e Deus sabe a prova de que meu coração não batia a toa...que estive por completo enquanto achava válido...

Apesar d toda a minha impulsividade,não vou dizer que basta.
Eu sempre amenizo...mas talvez agora chego ao cume.

Não serei eu navegadora solitaria dessa órbita.Não serei eu arbitraria desse jogo...
Peço clemecia...apenas...
Suplico verdades...(elas ainda não me machucam).

E sinto-me leve...apenas...
POrque sei que é preciso coragem para entregar as nossas verdades as pessoas...
Porque Sei que sentimentos são validos,qndo as atitudes são vãs...

Sei apenas o que sinto...o que quero...
E me incomoda ver-te desconsolidando a imagem que eu fizera de ti...

...Mas sinto-me leve,meu anjo...porque você soube que um dia meu amor foi teu...


Fica em Paz...




[...]

É um daqueles textos que a gente escreve...e qndo acaba, acha ele uma imensa idiotisse.
Estive lendo meus textos antigos,saca?
.11 de dezembro de 2005.
Se a situação é completamente outra...então porq a sensação ainda é a mesma?
Ta errado...eu sei que ta errado...
E eu ainda vou me arrepender de ter escrito isso aqui.


*

.FeNiLeTiLaminA.


Eu?
Eu estou aqui enchendo a cabeça com uma porção de utilidades não tão úteis quanto parecem. Lendo livros, conhecendo pessoas, discutindo, discordando, entendendo.
Eu estou aqui me perdendo no som de bandas desconhecidas. Sorrindo. Saindo. Bebendo.
Eu?Aqui, já disse.
Fugindo da musica melosa, da noite sozinha no quarto, da saudade apertando o peito.
Fugindo um pouco de mim. Fugindo dele.Eu estou bem, mesmo cometendo o ato falho de começar outro parágrafo com a primeira palavra dos anteriores.
Mas fodam-se as regras gramaticais, que hoje eu estou deveras cansada pra seguir o que não foi proposto por mim.
Fodam-se todas as regras.O problema é que desaprendi a ficar sozinha. Meu quarto já não é meu melhor refugio. Minhas frases, minha coleção de palavras certas pra expressar sentimentos foram embora.
Saíram todas correndo e eu na inércia, não tive animo de ir em busca delas.
Já nem sei escrever o que quero. As vezes, e muito comumente agora, vivo tendo de fazer coisas pra não gritar, como escrever este texto.
Não gosto de fugir de mim. Não gosto de não me sentir a vontade estando só.
Não gosto. E tudo isso é culpa dele...
Ok, eu sei que não é!
Mas parece inevitável que eu diga que sim. Culpa da falta que ele me faz.
Culpa daquele conjunto que tanto me agrada: sorriso, olhos, palavras bobas, carinho, abraço...Tudo que faz parte daquele sujeitinho que me faz perder a respiração. Que ofusca meus olhos e cala minha boca para todos os outros cognatos.Se ele estivesse aqui...E agora eu paro pra tentar saber quem é ele, pois os rostos, os nomes e os gestos se confundiram aqui dentro. São eles, mas eu só queria um. Se ele estivesse aqui juro que não perderia tanto dinheiro com chocolates e talvez também não precisasse de tantos papeis em branco e canetas e musica alta e álcool.Talvez... E juro que não escreveria tantas linhas de puro desconexo.Com ele ou comigo, já que tenho quase certeza que me perdi um pouco no meio da estrada, nessa busca por ele, eu não sentiria vontade de me preencher avulsamente com esse hormoniozinho de merda, essa droga de feniletilamina que eu tanto necessito. Porque ele me entregaria de bandeja e meu cérebro surtaria de forma saudável por não suportar tantas sinapses apaixonadas. Ele me proporcionaria tudo isso sem que eu quisesse ou sequer notasse. Alimento meu vicio diariamente e na verdade tudo não passa de uma substituição fajuta.
Porque sei que se ele estivesse comigo eu não necessitaria do “amor” que vem embrulhado em pacotinhos coloridos e estupidamente calóricos, comprados no supermercado. Eu só precisaria dele que é meu real vicio.
A minha droga.
*

Estou a espreitar a tua janela...n tenha medo!

São apenas as minhas garras a tentarem alcançar-te novamente.

Tens medo que te ame?

...Não tenha pois já basta eu ter medo de te amar tb...e com as minhas garras te magoar...

(Numa noite em que meu coração precisa desesperadamente de um carinho...e as minhas[des] garrras,dum refúgio.)







*

.(des)CONEXÕES.


Não sei ao certo se eu nasci não cabendo na vida ou se é a vida, a minha, cheia de realidades inventadas, que por ser maior do que a vida em si não (me) cabe.

A minha imaginação sempre me excede. As vezes não sei se existo.

Vivo procurando brechas por onde eu possa escapar-me.

Nunca escapo.

Vivo procurando meios para esconder-me.

Nem sempre escondo.

Vez ou outra a minha pressa e o meu não caber me tira da rota.

E então eu realmente não caibo nem entendo como consigo sentir tão distante aquilo que está tão perto.


Eu vou tentar inventar realidades menos imagináveis...
*


terça-feira, 2 de outubro de 2007

"Mas tu não deves esquecer.

Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."


-Antoine de Saint-Exupèry - retirado do livro "O Pequeno Príncipe"






(...)Creio que eu esqueci das duas últimas frases.Lamentável...Dói em mim saber que cometi tal indelicadeza.

Pior ainda...de ter esquecido quão especial são os laços que nos unem.
Não há como voltar atrás. Ficam a lição e o gosto amargo na boca.


*

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

.

Em verdade, eu vos digo: tem dias que eu caibo dentro de uma caixinha de fósforos e tem dias que o mundo vira uma caixinha de fósforos pra mim.

.



*

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Perguntas...(perguntas?)

Pergunta ...se era por ti que eu esperava...

Se era o teu nome a se ocultar em meio às palavras sem sentido...
Como alguém que não pode mais esperar pela resposta.




Como se teus pés não resistissem mais a espera infinda de vir aonde estou...mas ...pergunta ...porque preciso que saibas...


Você...eu responderia se perguntassem.
Mas ninguém pergunta...


"QUE TEU AFETO ME AFETOU...É FATO."
-TEATRO MÁGICO-






*

.(Des)pensamentos de uma sexta-feira feliz...

e desde então, ela se fecha a cada manhã ...
se desvia de olhares furtivos ... de sorrisos tímidos, encantadores e ela não quer a graça de crianças brincando em parques...não quer surpresas, claridade ou barulho...
ela quer silêncio ...
(Por favor...não bata a porta ao sair...)

Ela quer certezas e não promessas...ela só quer chorar um pouco a angústia de quem só aprendeu a esperar ...e não...não queira acompanhá-la em sua solidão ...




[Antes...ela era feliz.Hoje,ela é mais feliz ainda...]


.

.Somente e pronto


Na minha próxima vida, se próxima vida existir, eu quero nascer superfície. Só quero saber superfície e só quero conhecer superfície. Nada dessa mania boba de ir a fundo, de penetrar o intimo das coisas, de achar que muito ainda é pouco, de querer sempre mais. Chega de querer intensidades. Chega de explosões internas. Na próxima vida, Deus meu, me faça nascer sem pesos, sem medidas, sem propensão alguma para aquilo que inquieta e faz duvidar e faz questionar. Nada de explicação, nada de sentido. Nada! Só quero a borda, a capa, o que está a mostra na vitrine. Somente. Só. E pronto.
*

.Pois é...


Eu sinto mais falta é das pequenas coisas. Não é quando o telefone não toca que eu me chateio, bem menos quando o dia é corrido e cheio de afazeres que tomam todo o tempo que devia (não por obrigação, apenas por vontade) ser meu.

Nem quando surge um compromisso mais importante... Nem quando acontece, como geralmente acontece, o atraso de 30, 40, 120 minutos por um motivo bobo qualquer.Eu me chateio é quando a voz tende a ser meio desinteressada, mesmo sem ser. É quando, por distração, a mão esquece de se acomodar bem aqui no meu joelho ou quando a voz, por comodismo, não diz o que gosto de ouvir bem aqui no pé do ouvido. É quando se vai deixando pra depois ("se não agora,então quando?"). É quando eu peço, não com palavras, um tiquinho de qualquer coisa que se pareça com atenção, mas nem é e não recebo. É quando eu procuro procuro procuro e não encontro. E a respiração, eu me chateio tanto com a respiração. E a direção pra onde os pés apontam...




*


.Morro um pouco toda vez que te digo adeus.

"E o medo nos acorda.
No tal dia...na tal hora...
Percebeu q estava com vontade de chorar.
Não que estivesse triste, só não compreendia o que estava sentindo...

O outro pensava que nunca tinha encontrado alguém que o compreendesse tão completamente ...
(“Me da um bjo então... aperta a minha mão...”)
Vou guardar tuas cores...vou tentar recompor teu rosto,sem conseguir.
Vou escrever cartas e não te mandar...
Pensarei se tudo isso foi um encontro ou uma despedida.

Nunca olhava para trás, porque olhar para trás era uma maneira de ficar num pedaço qualquer, para partir incompleto ...

Mas ela quis até o último momento.

De repente tu foste-te embora e ficou tanta coisa por dizer ... "






[Não tem jeito...assim é a história dos dois...
E o "fim" é belo...incerto...

...A gente sempre se consola.]





P.S.:Aeroportos sempre me causam sentimentos efusivos...






*

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

. Choveu? .




Antes de hoje só havia um nada.


Nada é capaz de fazer o tempo passar mais rápido do que ter algo, que não seja nada, a se fazer. Ócio é vácuo temporal congelado no instante e não há mais espaço para avançar ou retroceder. Guerras que viram farras de vanguarda, abutres famintos ao pé da cerca, mordendo seus calcanhares, te fazem seguir em frente...


Ou a sua mente inquieta remonta o incômodo do ontem e levam seu prazer de estagnção.




Experimente, teste um segundo que seja.


Mente vazia, olhos no momento, suspensos, sem respirar, nem pensar...


Pense em não respirar, respire sem pensar, sem observar, contemple...




Vazio inalcansável.




Ruínas vistas no seu rosto, no fundo dos seus olhos ou reflexos em seu semblante que não temem revelar suas fraquezas.


E quanto a descontrução das fraquezas?


Seria isso a solução ou os riscos do passado insistirão em corroer sua alvura, sua transparência? Sorrisos sinceros só quando houver o nada.


Construirei esse nada sem pestanejar, mesmo que haja de haver, mesmo que chova desprazer, logo estarei dançando parada, sorrindo molhada.




Choveu um dia, mas eu nem me lembro mais...








*

.


"Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."


.
*

.Sobre diferenças e outras tolices sentimentais.

Não sei quanto aos outros, mas eu não costumo me apaixonar por pessoas.
Pessoas são passageiras demais.
Muitas vezes, basta um estalido dos dedos e elas já foram embora...

Me apaixono por palavras, me apaixono por gestos, por ações, pela diferença existente entre um e outro.
Me apaixono pelas coisinhas, entende?
Aquilo que toca de verdade, os pequenos detalhes que ficam para sempre.
Pessoas não, pessoas não são tão interessantes.

Certa vez, há muito tempo, me apaixonei louca e irremediavelmente pelas linhas recitadas de um livro que adoro, pronunciadas pela boca de um determinado garotinho.
Outra vez me apaixonei pelo jeito desajustado que certo sujeito corria no jogo de futebol do colégio. Ele era o goleiro, eu lembro bem, e ele era lindo, mas eu nunca tinha me atentado a esse detalhe até reparar na maneira engraçada que ele ia em direção a bola com seu sorriso de satisfação na hora da defesa...
Houve uma vez que eu me apaixonei pelo jeito tranqüilo que ele tinha de conversar comigo, me olhando nos olhos sem me intimidar e tirando um fio de cabelo que por ventura caía sobre meus olhos...
Já me apaixonei pelo jeito dele, outro ele, de olhar quando alguém chamava seu nome: assim meio de lado, mas virando o corpo inteiro como quem está com torcicolo, sabe?
Lindo!
Já me apaixonei pela lágrima escorrendo entre os dedos que tapavam os olhos. E essa foi uma das paixões mais avassaladoras, porque não existe nada mais comovente que um homem tentando inutilmente esconder sua fragilidade.
Me apaixonei por discursos inteligentes que deixaram meus ouvidos silenciosos pra todo o resto do mundo.
Já me apaixonei por um olhar que me sorria...


Coisinhas, coisinhas...

Tudo o que é espontâneo, nada que seja forjado, nem forçado pra impressionar. Nem pessoas. E tudo ocorre na velocidade da luz, como instantes de iluminação.
Um raio, um relâmpago, um lapso de sentimento aflorando por aquilo que quase não se percebe...

Pessoas a gente enxerga como capas de livro, são os pequenos detalhes que mostram o conteúdo...
Olhando superficialmente, as pessoas, ou grande parte delas, tem uma mania errônea de querer parecer o que não são.
Mas as particularidades – ai como eu gosto das particularidades - denunciam as tentativas de engano e é por elas que me apaixono...


.



[Estou num estado de Paz...e a espera das mãos de um alguém que certamente eu o pertenço...]


*

.EnQuaNto. o .TemPo .NãO .PaSSa.




É tudo uma questão de deixar o coração frouxo, soltar os pensamentos, diminuir o ritmo da respiração e alimentar todos os dias, com um punhado de bons sentimentos, aquela paz pequenininha que fica escondida no porão em meio a toda bagunça que se encontra ali, pra que ela cresça e fique assim bem grandona, de um jeito que te faça passar horas do dia ocupado em procurar um cômodo maior, uma varanda terraço quarto sala principal coisa assim, pra que ela se acomode e tome conta de tudo...enfim.










segunda-feira, 10 de setembro de 2007

.M.E.D.O.(até mesmo ela...que nunca nem teve...)


"Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá...
Tenho medo de acender e medo de apagar
Tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa onde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar...
Tenho medo de parar e medo de avançar
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e mem do de deixar
O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave que fez crescer a dor
Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha
Medo de se achar sozinho
De perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo
Medo estampado na cara ou escondido no porão
Medo circulando nas veias ou em rota de colisão
Medo é de deus ou do demo?
É ordem ou é confusão?
O medo é medonho
O medo domina
O medo é a medida da indecisão
Medo de fechar a cara, medo de encarar
Medo de calar a boca, medo de escutar
Medo de passar a perna, medo de cair
Medo de fazer de conta, medo de iludir
Medo de se arrepender
Medo de deixar por fazer
Medo de amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez
Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo que dá medo do medo que dáMedo que dá medo do medo que dá..."
-LENINE-





(...)E então ela descobriu um tanto inebriada com aquelas sensações estranhas que permeiam tudo que não é felizmente aceito,
ela descobriu que não tem medo de amar....
Ela tem medo de ser amada.



*

.FrAGmenToS.


(...)

-Você gosta de estrelas?
-Gosto. Você também?
-Também. Você está olhando a lua?
-Quase cheia. Em Virgem.
-Amanhã faz conjunção com Júpiter.
-Com Saturno também.-Isso é bom?
-Eu não sei. Deve ser.
-É sim. Bom encontrar você.
-Também acho.

(Silêncio)

-Você tem um cigarro?
-Estou tentando parar de fumar.
-Eu também. Mas queria uma coisa nas mãos agora.
-Você tem uma coisa nas mãos agora.
-Eu?
-Eu.

(Silêncio)

-Você tomou alguma coisa?
-O quê?
-Cocaína, morfina, codeína, mescalina, heroína, estenamina, psilocibina, metedrina.
-Não tomei nada. Não tomo mais nada.
-Nem eu. Já tomei tudo.
-Tudo?
-Cogumelos têm parte com o diabo.
-O ópio aperfeiçoa o real.
-Agora quero ficar limpa. De corpo, de alma. Não quero sair do corpo.

(Silêncio)

-Alguma coisa se perdeu.
-Onde fomos? Onde ficamos?
-Alguma coisa se encontrou.
-E aqueles guizos?
-E aquelas fitas?
-O sol já foi embora.
-A estrada escureceu.
-Mas navegamos.
-Sim. Onde está o Norte?
-Localiza o Cruzeiro do Sul. Depois caminha na direção oposta.

(Silêncio)

-Você é de Touro?
-Sou. E você, de Sargitário?
-Sou. Eu sabia.
-Eu sabia também.
-Combinamos: terra.
-Sim. Combinamos.

(Silêncio)

-Vou tomar chá de ayahuasca e ver você egípcia. Parada do meu lado, olhando de perfil.
-Vou tomar chá de datura e ver você tuaregue. Perdido no deserto, ofuscado pelo sol.
-Vamos nos ver?
-No teu chá. No meu chá.

(Silêncio)

-Quando a noite chegar cedo e a neve cobrir as ruas, ficarei o dia inteiro na cama pensando em dormir com você.
-Quando estiver muito quente, me dará uma moleza de balançar devagarinho na rede pensando em dormir com você.
-Vou te escrever carta e não te mandar.
-Vou tentar recompor teu rosto sem conseguir.
-Vou ver Júpiter e me lembrar de você.
-Vou ver Saturno e me lembrar de você.
-Daqui a vinte anos voltarão a se encontrar.
-O tempo não existe.-O tempo existe, sim, e devora.
-Vou procurar teu cheiro no corpo de outra mulher. Sem encontrar, porque terei esquecido. Alfazema?
-Alecrim. Quando eu olhar a noite enorme do Equador, pensarei se tudo isso foi um encontro ou uma despedida.
-E que uma palavra ou um gesto, seu ou meu, seria suficiente para modificar nossos roteiros.

(Silêncio)

-Mas não seria natural.
-Natural é as pessoas se encontrarem e se perderem.
-Natural é encontrar. Natural é perder.
-Linhas paralelas se encontram no infinito.
-O infinito não acaba. O infinito é nunca.
-Ou sempre.

(Silêncio)

-Tudo isso é muito abstrato. Está tocando "Kiss, kiss, kiss". Por que você não me convida para dormirmos juntos.
-Você quer dormir comigo?
-Não.-Porque não é preciso?
-Porque não é preciso.

(Silêncio)

-Me beija.
-Te beijo.

(...)

-O DIA QUE JÚPITER ENCONTROU SATURNO ;Caio Fernando abreu-

domingo, 9 de setembro de 2007


Palavras...as vezes traem o que a gente sente...

quarta-feira, 5 de setembro de 2007



Se o amor é um Jogo...

A partir de agora,eu quero infringir todas as regras...

*

terça-feira, 4 de setembro de 2007

.THE NUMBER SEVEN.


(...)E como de repente...e não mais que de repente...Um entrou na vida do outro...com malas e viagens...para dentro do outro.


LUXÚRIA (Domingo)
Poderiam chamar paixão(eu chamaria de sentimento-intenso-arrebatador-temporário).

Na primeira noite viram uma estrela cadente...deram as mãos...sorriram...e juntos fizeram o seu pedido.Ele a fez adormecer enquanto deslizava suas mãos nos seus cabelos.

GULA(Segunda)
Ele preparou um jantar lindo...enquanto ela escolheu vários filmes.Comeram 4 caixas de chocolate.O céu não economizou na sua beleza...Era noite de Lua cheia.Sentiram-se ser apenas um.

VAIDADE(Terça)
Ela deveria ter ido pra casa...Mas ele a olhou nos olhos...e com o olhar pediu que ela não o deixasse.Ele tocou uma música no seu piano...enquanto na sala ela dançava uma coreografia do ballet.Ela não resistiu... ele sempre a agradava aos olhos...de tão lindo e singelo... Ele adoeceu...ela o levou ao hospital...orgulhosa e segura...Comprou um pote de sorvete...e o fez dormir em seus braços...

PREGUIÇA(Quarta)
Dormiram por mais de 14 horas. Ela deveria ter ido ao trabalho.Mas pela janela,com o binóculo avistou o mar...e surfaram juntos no mar de ondas que não veio...

IRA(Quinta)
O mundo lá fora ainda existia e se anunciava...existia pessoas além da qual ele não conhecia...Incomodando-o de tal forma...ao ponto de ser impulsivo.Ciúme...briga...questinamento...Ele pediu pra ir embora...mas a pediu que fosse junto.Ela...foi.Acalmou-o com o beijo na testa... Ele a fez massagens nos pés...e os dois riram de tudo que tinha acontecido.

AVAREZA(Sexta)
Ele teve um pesadelo...acordou assustado.Ela deu uma gargalhada.Chamou para ir surfar...e ela decidiu trabalhar.Não demorou muito tempo...ela apareceu ali na areia...o avistando ao longe.E logo estavam juntos novamente trocando seus sonhos e planos...enquanto o horizonte anoitecia...

SOBERBA(Sábado)
Ela o acordou fazendo cosquinha.Ele quis dormir mais.Ela olhou as ondas com o binóculo pela janela e preparou um café da manhã.Ele emprestou-lhe sua blusa favorita para ela entrar no mar.Ela pediu um beijo e ele também lhe desejou boa sorte.Gastaram uma hora e vinte minutos no supermecado.Compraram 85 reais de guloseimas e enfim terminaram de assistir todos os filmes que ela havia escolhido no segundo dia.



(domingo)
Ela acordou e sentou do seu lado.
Ele abriu os olhos e a beijou.
Ela arrumou as coisas e prometeu voltar.
Ele sorriu e fingiu acreditar.
Ele pediu para deixa-la até a porta.
Ela o pediu para não olhar para tras...
Ela foi embora sem vontade de ficar...e ele talvez, nem quisesse tentar.


(...)
Se7e são os pecados capitais...

Se7e são as maravilhas do mundo...

O arco-íris tem se7e cores...

Se7e são as notas musicais...

Se7e ondas de costas se deve quebrar ao entrar no mar...
E a semana...também só tem SE7E dias...

Não...realmente...eles não deveriam voltar.

-TODAS AS SEMELHANÇAS,NÃO SÃO COINCIDÊNCIAS-

*

segunda-feira, 3 de setembro de 2007


Ele dispensou a sua "Boa educação"...


Tudo bem...

Ela dispensou a sua arrogância, o sarcasmo, a hipocresia,as traições,as mentiras...

(...)

Ficamos quites?



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