sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

"Deixe a porta aberta quando for saindo..."



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Percebeu que estava com vontade de chorar.
E então ela chorou.
Ela a que não podia ter chorado,chorou...mostrando a todos o quanto ainda era fraca.
Mas foi um choro contido...que ficou por dentro...
Mas ainda assim,chorou...
Chorou como uma criança quando constroi o seu castelo de areia e vem o mar e derruba tudo...
Sentia o vento carregado de sal e água.
(Como aquela água salgada que costumava molhar seus papéis, suas frases)
Batia forte no rosto fazendo perder o fôlego, como quando tua roupa desabotoava assim distraidamente só dela te olhar.
O mar balança, o vento chicoteia quem vai na frente, ela na frente peito aberto, o frio que corta, a água que molha, o barco balança, ela balança quando pensa em ti.
E no meio daquele mar ela ficou tão pequena, e a dor pareceu dissolver em meio de tanta onda, e nada resta senão fechar os olhos e sentir, o mar, o vento, o sal, você...(distante,um dia.)

Mas a dor era só dela.
[E era esse o motivo do silêncio.]







[Te odiei por quase um segundo.]

*
Saudade de casa(reticências)

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008


"Acordei essa manhã e vesti meu par de asas tortas, ajeitei as penas espreguicei e sai pela janela.
Fazia frio e a chuva pesava sobre minhas asas, parei para descansar na varanda do hotel, lá embaixo dava pra ver o mar calmo e sereno.
Daqui do lado de fora pude ver você dormindo ,meus olhos molhados, a chuva escorrendo pelo meu rosto.
E eu sempre te achei lindo,desde o primeiro olhar quando o seu olhar cruzou o meu na escada.
Se pudesse por um instante ter meus olhos agora, saberia porque te acho tão perfeito pra mim.
Tão bom te ver dormindo...por isso parei para descansar minhas asas tortas perto de ti hoje...
Ah sim, eu sei que não pode me ver, porque teus olhos estão fechados e tua alma descansa e nem ao menos pensa na minha, eu sei mas mesmo assim deixarei umas penas aqui na sua janela... "





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segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Tempo...tempo...tempo...Tempo? Tempo!

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[Um post substituídos...agora por frases soltas.]

#E de repente, ela se descobriu naquele momento um tanto que: ridícula, melosa, piega, brega, romântica, pueril e banal ...

#"O príncipe é pequeno, tem muito o que viver. À rosa só cabe aceitar e entender..."

# E the end ... let it be ... let it be ...




(.Good Luck.)

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.Na WinDtowN.

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"Recomece. Renovar, re-existir. Crie, recrie-se, transforme o seu mundo em qualquer outro mundo. Coloque tudo no lugar, retire tudo do lugar. Arrisque, mude, exagere, dance, reviva. Você pode, nunca é tarde, vai lá, vai lá! Deixa esse passado pra trás, corra pelo seu futuro, vai! Adiante-se, você é capaz. "

Re- recomece.

(Ou não.)

"Deixe tudo como está, porque está bom, talvez não seja exatamente o que você quer, mas é assim, temporariamente imutável, seguro e é como vai ser. Assim: perfeitamente alinhado, desse jeito está e desse jeito vai ficar. Fique, deixe. Deixe tudo como está. É certo, já está assim, pra quê mexer?"


E agora?

Estava lá ouvindo as suas vozes interiores – e nossa, como elas falam!
Repetiam alternadamente as duas opções que todo ser humano têm em qualquer época de suas vidas: manter ou mudar.
Não, ninguém poderia escolher, opinar, mandar ou desmandar, porque a vida era dela e dela ela deveria cuidar. É responsabilidade que não se pode desviar de si, é seu, nasceu contigo, é dono do seu caminho e suas escolhas podem mudar toda uma jornada.
Com um passo errado muda-se uma história, com um passo certo se constrói uma história.
A questão é: como escolher esses passos?
Não soube responder.
Batia o indicador na mesa impacientemente, suas vozes exigiam uma resposta que não tinha no momento e discutiam entre si.
Era quase uma competição de qual voz iria escutar.
Vaidade de vozes?
Que loucura...
Estaria enlouquecendo?
Talvez, mas o talvez era tão incerto para uma certeza que precisava ter. Confusão de pensamentos, estalos de idéias, a incerteza da loucura e o indicador batendo na mesa.
Parou, respirou fundo, saiu do mundo, caminhou até a janela, o vento.
Fechou os olhos e a sua respiração estava mais tranqüila com aquele carinho de Deus no rosto, os cabelos se permitindo embaraçar sendo levados pelo mais abstrato das sensações.
O sentir e não ver.
O acalanto da alma, pois tudo o que vem, vem no momento certo.
Abriu os olhos e dali mesmo descobriu o mistério.
A resposta estava exatamente nesse delicado gesto.
Abra os olhos e logo verá que só há três opções: o chão, o horizonte, o céu.


Onde desejas chegar?




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sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Não dessa VEZ !


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"Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais -por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia –qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.Eu prefiro viver a ilusão do quase, quando estou "quase" certa que desistindo naquele momento vou levar comigo uma coisa bonita. Quando eu "quase" tenho certeza que insistir naquilo vai me fazer sofrer, que insistir em algo ou alguém pode não terminar da melhor maneira, que pode não ser do jeito que eu queria que fosse, eu jogo tudo pro alto, sem arrependimentos futuros! Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo, que com a certeza de ter acabado em dor. Talvez loucura, medo, eu diria covardia, loucura quem sabe!”


-C.F.A.-


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[Desculpa,Caio...Mas dessa vez eu vou até o final.Ou pelo menos eu acho...]



*


Duas faces de duas moedas.


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"Por que você tem que ir...?
...
Fala comigo...Algo aconteceu...?
Preciso ir.
Temos pouco tempo.Então...não se vá.
Preciso voltar à minha cidade.Talvez eu volte.
Porque talvez?
Por que eu preciso ir,pra saber depois se eu deveria ter ficado.

O outro a olhava pela varanda...enquanto ela segui viagem...E mesmo sem saber entre ir ou não ir...quando se deu conta já estava indo...


Meu Deus...como ele estava lindo...!Como ela precisva está ali novamente.Como aquele corpo ainda tem exatamente a sua medida.
Precisava olhar naqueles olhos novamente...precisou sentir que ali dentro ainda existia o mesmo sentimento que pulsava e sempre tinha vontade de tomar-lhe num gole só...
Abraço de três minutos...nada a dizer.Olhos nos olhos e a inevitavel lágrima no canto direito do olho.O peito doia num misto de saudade e de dor.Ela pensava o porque das coisas terem tomado aquele rumo ,de como ele havia lhe machucado...mas abraçou-lhe fortemente e sussurou: "Que bom que vc está aqui..."
Silêncio.Sorrisos.Palavras.Palavras soltas.Palavras.Sentimentos.Reencontro.Saudade.Vontade.
Ela apenas queria olhar-lhe.E também o sentiu.Tão seu...tão seu...
Ele dizia que não queria mais acordar e a apertava fortemente ao peito que dava pra ela sentir o coração do outro num descompaço.
Ela já não queria mais pensar em nada...e ali no seus braços adormeceu...

"O DIA ESCLARECE O QUE A NOITE ESCONDEU"

Bom dia,minha Flor.Bom dia.Que bom que vc está aqui.Ele deu-lhe um beijo na testa e sorriu.Eu passaria o resto da minha vida aqui...mas tenho que ir.Trouxe café da manha.Estou atrasado.Ela sorriu e foi ao banho.Talvez aquela tenha sido a única vez que não olhou quando ele deu as costas.Do chuveiro ouviu a porta batendo.Olhou-se no espelho e dentro dos seus olhos viu tanta felicidade.
Enquanto descia no elevador teve a certeza que aquilo tinha sido uma despedida.Não sabia exatamente o porquê.E pra falar a verdade,ela nem mesmo queria saber.Como pode um coração comportar tamanho prazer e dor num só momento...numa só alma.

O telefone tocou.Mas as palavras não eram as esperadas.E então...Como foi o seu dia?Vai fazer o que?Quero te ver novamente.Vai voltar pra lá?Não sei...Vamos fazer o que?Não sei.Tô com saudades.Tenho que dar um jeito de te ver novamente e não sei se vai dar.Meu vôo está marcado pra 13 horas.Você quer?Tenho que voltar.Saudade do teu cheiro.Quero você e não sei se vai dar.Temos pouco tempo.
E ela ali do outro lado sabia que pra eles não havia mais tempo algum.Ou não deveria.

Enquanto o outro falava,ela ali pensava:"Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu..."
E sem ver mais sentido em nada e a falta da necessidade...seus pensamentos a levaram novamente à aquela varanda.Pensou num sorriso que sempre foi tão seu...só seu.Pensou no que tinha deixado para tras.Pensou naqueles dias,nas suas maos em seus cabelos enquanto contava histórias do seu país.
Desligou o telefone.Enxugou a lágrima que caiu não sei porque.Tomou o banho e seguiu viagem de volta a cidade onde ela não deveria ter saido.
Entrou pela porta da garagem.Enguliu o nó seco que atravessava-lhe a garganta.O viu sentado na varanda fumando um cigarro ao observar o Luar...Ficou uns instantes parada sprocurando a melhor forma de se aproximar.Ela percebeu que não devia ter ido embora,que era ali que deveria ter ficado.Ele virou-se e a viu ali.
Sem dúvida,foi o sorriso mais lindo e mais sincero que ela recebeu em todos os tempos.E antes que ela pudesse pensar em qualquer algo a lhe dizer,ele a olhou nos olhos e com a voz sorrindo agradeceu por ela está ali novamente.
Sou teu.És minha.Tu sabes, como eu bem sei.Me abraça.Te abraço.Senti sua falta.E sei que tu sentiu a minha.Não pensa mais em nada,minha pequena.Estamos correndo contra o tempo...pouco tempo nos resta.E eu não vou deixar isso se perder.E você também não.E é por isso que estás aqui novamente...emboras não saibas."







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terça-feira, 22 de janeiro de 2008

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E tem aquela hora na qual você fecha os olhos.
E tem aquela hora que você sente o que não está palpável e imediato.
E tem aquela hora que você se dá uma chance.
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[Ou aos menos deveria]




*

E já acordei.


"Primeiro chegas no teu jeito destinado a ganhar, entras num comboio, desces: queres ficar.
Sentas-te na cama, eu canto uma canção sobre as coisas serem o que são.
Fumamos à varanda com a Lua a subir, tu danças no escuro, fazes-me sorrir. E largas roupas pelo meu chão, tens o mundo todo na mão...
Sempre que te vejo,eu deixo de respirar. Paro no desejo de que o teu beijo me encontre, e não quero acordar...
Depois tu vens cantar comigo, vens sonhar no meu colchão, beber do meu vinho, comer do meu pão. Fazer-me girar no teu carrossel, viciar-me no aroma da tua pele...
Partimos em viagem, paramos pra dormir, sussurras-me umas coisas que eu nem posso repetir... E sais para a rua por estar a chover, pões-te em pose, eu fico a ver.
E sempre que te vejo, eu deixo de respirar. Paro no desejo de que o teu beijo me encontre, e não quero acordar...
Até que um dia tu tens-me, por momentos, um sinal... Dás mais umas piruetas, mas já nada é igual. Perguntas-te o que pode estar p'ra acontecer e não parece difícil saber.
Agora tu estás longe, encontraste onde ficar e eu não, eu não, não me posso queixar. Acordo com o Sol, refresco com o luar e vivo do que a vida tem para me dar.
Mas sempre que te vejo, eu deixo de respirar. Paro no desejo de que o teu beijo me encontre, e não quero acordar...
Não, não quero acordar... Não não, não não, não não..."
*

Tipo assim...

(...)
E tem aquela hora que sentimentos controversos surgem do nada.
E tem aquele momento no qual você descobre que não sabia que tinha tais coisas dentro de si.
E chega o tempo de se conhecer melhor, porque até o que é quieto e estável, como os sentimentos, reserva surpresas.

Agora, a gente faz a vida andar do jeito dela.
Aceitando as surpresas.

Segurando rosas.
Acreditando que a vida anda pro bem.




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Com as ASAS no Bolso...e o coração a Planar...


Como sempre...

Por que que as vezes é tão difícil escrever sobre está feliz...
Por que hein?


[Isso não é justo com as minhas palavras...Não é!]



Assim como falham as palavras quando querem exprimir qualquer pensamento,
Assim falham os pensamentos quando querem exprimir qualquer realidade,
Mas, como a realidade pensada não é a dita mas a pensada.
Assim a mesma dita realidade existe, não a ser pensada.
Assim tudo o que existe, simplesmente existe.
O resto é uma espécie de sono que temos...

-Alberto Caeiro,1917.-

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A praia...


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E eu...a que tinha jurado para mim mesma que jamais perderia mais nenhum pensamento meu...dexei elas soltas no vento e perdida ali na areia...

Agora me resta somente a memória de dias presentes perfeitos.


[Felicidade multiplicada e dividida...]





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terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Se a carapuça servir...


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Vá,fale mal do mundo enquanto eu faço versos.
Investigue a minha vida...a alheia...Faça calúnias.
Intente histórias em que vc não está.
Vá!
Mas vá logo!
O que te espera de si?
Flores,perdão...
Ou um sentimento barato para se enfeitar?
Vá...
Fale mal de mim enquanto eu faço versos.
Queixe-se da vida.Culpe o outro.Beba algum veneno forte.
Engula uma verdade sem rir.
Insulte alguém feliz.
Meu coração tão leve daqui...te sente.

Tanta falta de amor por si mesmo,porquê?
Como te escreves se nem sabes servir?

Queria te dizer,me desculpa a audácia:
Do mundo,a gente pouco leva:

O que viu ali.
O que sentiu.
O que fez por alguém e por si mesmo.
O que foi,quase por engano.

Da vida,meu amigo(a),a gente só leva o coração.
E o meu é poesia. Música. E uma leve descrença no ser humano que eu não posso evitar.
E o seu?
(...)
Vá!

CUIDE-SE.
Mas cuide DE SUA VIDA.
Sempre é tempo de mudar e ser feliz.


(LIVIA VASCONCELOS- Mil maneiras educadas de mandar alguém à merda.)






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"PISAVAS NOS ASTROS DISTRAÍDA...SEM SABER QUE A VENTURA DESSA VIDA...É O LUAR..."
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domingo, 13 de janeiro de 2008

(auto)SABOTAGEM

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"É uma compulsão horrível de quebrar imediatamente qualquer relação bonita que mal comece a acontecer.
Destruir antes que cresça. Com requintes, com sofreguidão, com textos que me vêm prontos e faces que se sobrepõem às outras.
Para que não me firam, minto. E tomo a providência cuidadosa de eu mesmo me ferir, sem prestar atenção se estou ferindo o outro também.
Não queria fazer mal a você. Não queria que você chorasse. Não queria cobrar absolutamente nada. Por que o Zen de repente escapa e se transforma em Sem? Sem que se consiga controlar".
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"Já deu minha hora e eu não posso ficar..."



[Um dia ainda escrevo sobre teu olhar que não me deixa dizer não.]




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"Se vc quer me seguir,não é seguro."


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"Há alguns dias, Deus - ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus -, enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor.

Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor.

E você sabe a que me refiro. Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer - eu já estava lá dentro. "




De onde vem essa iluminação que chamam de amor, e logo depois se contorce, se enleia, se turva toda e ofusca e apaga e acende feito um fio de contato defeituoso, sem nunca voltar àquela primeira iluminação?



[De que adianta a porta aberta se eu gosto mesmo é das janelas escancaradas...?]





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sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

.SABOTAGEM.

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O melhor de tudo é receber os atos de ataque com a certeza de que é tudo defesa.
E que seus argumentos são solenemente desarmados pelas minhas gargalhadas internas.
(tenha a certeza que eu já ri de vc internamente).
Que colocam cada palavra no devido lugar.
Não precisa você querer para que eu possa entender tudo.
Recolher cada farpa de olhar,entender o ritmo das pernas que não param...
Desvendar o significado das palavras não-ditas...
Sim! Eu virei bruxa...!
E de mim quase nada se esconde,a não ser o que de mim própria isolo.
(Pra efeito de segurança).
Assim,Dito minhas teses,Profiro teorias,Crio minhas leis...
Reinvento minhas condições.
Oriento minhas verdades...
Mantenho-me assim:De óculos escuros.
Vez por outra o olhar me trai.

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Um Tal Caio Fernando Abreu...

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Um tal, não. O tal. Fiz uma viagem completamente "epidérmica" por sua obra.
Li trechos, textos, citações e de repente me vi submersa, tal a sua intensidade.
Fico-me devendo buscar a íntegra, compor a prateleira das leituras em mim com ele.
Acho que é isso que faz dos bons escritores imortais: a sua intimidade com os sentimentos dos mortais. De tal forma ampla, com tudo tão sob controle, que transcendem.
Entendem-se e portanto se fazem entender.
Estão despidos e despem.



[Não é difícil sentir-se nua diante da literatura e questionar: "Por que esse cara tá falando de mim?"]





"Menos pela cicatriz deixada, uma ferida antiga mede-se mais exatamente pela dor que provocou, e para sempre perdeu-se no momento em que cessou de doer, embora lateje louca nos dias de chuva".





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quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Faces Piegas.


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E se amanhã nada mais houver...ainda assim ,lembrarei sempre do teu sorriso ao Pôr do Sol...


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"Eu tive que ir embora...mesmo querendo ficar..."


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[Ah,se todos os meus dias fossem Jeri...]





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Enfim FIM...!!!!

PENÚLTIMO DIA DE DEZEMBRO DE 2o07...
Vai começar de novo
Novos caminhos e sensações
Novos encontros!
E novos sabores
Novas canções...
É hora de se permitir
E logo é hora de cantar...
"Adeus ano velho... Feliz ano novo..."

[Malas prontas...coração bagunçado...a cara e a coragem na mochila...
"...e que tudo se realize no ano que vai nascer...!" ]
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OU quer que eu desenhe?????

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E não mais que de repente!




Mas é sempre o que acontece na vida: imaginamos representar um papel numa determinada peça e não percebemos que os cenários foram discretamente mudados, de modo que, sem saber, devemos atuar num outro espetáculo.


-Milan kundera -



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Ele lhe cobrou uma razão dela está indo embora.
E sem mais saber o que sentia...ela pensava: "é difícil seduzir aqueles que tem asas..."
Disso ele não sabia.Ela nunca havia explicado.
Mas ela calou-se...sorriu...e calou-se.



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Lá vai o disco voador!

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Tudo tão já,sem onde... nem quando,
Que o caçador me vende um pássaro ainda voando...



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[E eu ainda fico aqui cá com meus botões pensando... onde começam meus laços e onde terminam meus nós...]



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Eu já estive em cima e embaixo,
No raso e no bem profundo...

Eu já fugi e já me rendi vezes sem fim...
Eu já me perdi e me achei milhares de vezes...
Depois me perdi de novo.
E sigo me descobrindo.


Eu sei que não há o que julgar...
Compreendo minha história,
Minhas lutas,
Minhas dores...
Meus amores.


Aceito-os todos com o coração!


E por vezes ainda sinto como se nem soubesse onde estou...
Oscilações sem fim...
É a vida rara e bela assim...



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["SAUDAÇÕES A QUEM TEM CORAGEM...!"]


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Encontro Marcado !

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Porque você saberá assoviar minha canção favorita.
E porque saberá a forma exata de sorrir secretamente.
Porque não terá covinhas.Mas bochechas vermelhas como maçãs.E porque sempre fará parecer puro, o teu veneno...
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.Loucura.


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E você me abraçou forte...

Mas era tão difícil assim perceber que era de você que eu não mais precisava?

Não foi o suficiente me segurar para perto de você...como se pudesse me trazer de volta para o seu mundo.

E eu?

Te abracei também?
Porque é que não pude te sentir...?
Você estava aqui não estava...?




[Ah...que diferença faz...?]




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.QUALQUER COISA QUE SE SINTA.


"Socorro, não estou sentindo nada...

Nem medo, nem calor, nem fogo
Não vai dar mais pra chorar, nem pra rir.

Socorro, alguma alma, mesmo que penada
Me entregue suas penas!
Já não sinto amor, nem dor, já não sinto nada...

Socorro, alguém me dê um coração,
Que esse já não bate, nem apanha!
Por favor, uma emoção pequena
Qualquer coisa
Qualquer coisa que se sinta...
Em tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva.

Socorro, alguma rua que me dê sentido
Em qualquer cruzamento, acostamento, encruzilhada...
Socorro, eu já não sinto nada, nada...! "
[ Embora o amor seja uma velha canção aos meus ouvidos...o coração não mais se manisfesta há tempos...]
*

Deixa cair...

...do chão não passa.




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quarta-feira, 12 de dezembro de 2007


"Passarás por minha vida sem saber que passaste
Passarás em silêncio por meu amor e, ao passar, fingirei um sorriso, como um doce contraste de dor de querer-te... E jamais o saberás".

[Mas me respondam, que amor é o seu?]
*

Só mais uma coisa:

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Obrigada por me curar daquela minha ridícula obessessão de te amar...
Obrigada.


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[ponto final]




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domingo, 9 de dezembro de 2007

PERGUNTO:

Quando um amor chega ao fim,o que vem depois?


E como diria meu doce e querido Chico Buarque: "Deixe em Paz meu coração...que ele é um pote até aqui de mágoa.E qualquer desatenção...faça não...! Pode ser a gota d'agua..."


[ Tim Tim!!!
Um brinde aos erros.Tombos e corações partidos.
Vamos celebrar ao novo dia que se anuncia e as diversas formas de ser feliz!]





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Estado de espírito: SOLTEIRA !

A questão não é o estado civil,mas a sensação que volta e meia volta:
nunca estamos satisfeitos.

A vida é feita de escolhas e em cada escolha há uma perda.
E perder dói.
Porque ficar sozinho não é fácil,mas tb conviver com alguém exige muito de nós mesmos.Haja tolerância,dedicação e paciência para aturar nossos defeitos e os do outro.
E está sozinho nos exige muita sabedoria para está só e se sentir sempre em Paz.Mas como nada nunca é perfeito,penso que a única saída é aproveitar cada momento...Aceitar o presente de presente.Porque de perfeito mesmo só a imperfeição ; que faz ter sentido até o que não se explica.
É como eu disse,está só é um estado de espírito.As vezes estamos acompanhadas e nos sentimos livres.Outras vezes,sozinhas...porém como se estivéssemos acorrentadas em alguém.
O que importa é nunca deixarmos os nossos olhos cegarem...
Encontrar em um simples olhar, a possibilidade de ser feliz.
Meu estado de espírito?Solteira.
Ainda por cima descobri que sou a melhor companhia para mim mesma.










[Mas se quiser...pode me acompanhar.
Mas só gosto do que é quente...de toque...de essências...cheiros.
Gosto do que é palpável.
E o morno?Ah,o morno me incomoda.]





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Pensando Bem...

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"Há momentos que nossos valores se rompem.
Certezas se estilhaçam como cristal...
viram pó nossas absurdas convicções.
Princípios... só se justificam no final."


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[Cla...obrigada pelo colo.Pelo carinho.Pelas palavras.
Vou viver tropeçando(porque é assim que sou),mas te trago flores.
Eu nunca me sentirei sozinha...enquanto eu pensar em vc.]





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.Antes que AcaBe o Dia.

A você...dedico o começo da idéia.
Dedico a primeira vez.
Dedico olhares infantis e letras tortas.
A você,dedico minutos inteiros e abraços no travesseiros.
A você...dedico a melhor parte de mim.
Estou em branco.
Cola aqui: nome, número e turma.
Coloca uma etiqueta.

Quer?
Cola em mim.
Escreva em mim.
Sou caderno.Novo em folha.
Pronta para uma história nova.

Quer?
Me encapa,cola Contact em mim.
Me joga dentro da tua mochila.

Me leva.
E te rabisca pra eu me ver...
Me rabisca pra vc se ver.
Somos matéria.

(Matéria,espírito e coração).

Quer provar?






["Aprendi com a primavera a deixar-me cortar e renascer sempre inteira."
Sim...porque eu ainda acredito nas pessoas e ainda sei olhar dentros dos olhos...]




*

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

"Trazendo na mala bastante saudades..."


"E todas as estradas que me conduzem até você eram sinuosas.
E todas as luzes que iluminam o caminho estão cegando...
Existem muitas coisas que eu gostaria de dizer ainda para você, mas eu não sei como...nem qndo...
Eu disse que talvez, você seja aquele quem me salva...
E no final das contas, você é o meu muro das maravilhas. "





Estamos no mesmo barco,sob a mesma Lua...
no mar...em Marte...em qualquer parte...
Estaremos sempre sob a mesma Lua.





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[Acho que ainda não te disseram ...que eu queria que cada pedaço seu, tivesse exatamente a minha medida.
E quanto ao resto...ainda te conto...]

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domingo, 2 de dezembro de 2007

.JERItimentalismos.


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Olhos nos olhos.
Palavras soltas no ar.
Pensamentos contínuos, com momentos recentes.
Pensamentos astutos que ficam a vagar.

Momentos de insônia, lembrança, vaidade.
Momentos de tudo, de nada, momentos em vão.
Momentos, momentos, pensamentos eternos.
De vontades, idades, amores, piedade.
O lugar, a distância, o devaneio, o semblante.
Tudo, tudo o que não se quer ir.

A lágrima, o riso, a rosa, o broto.
O choro em qual pisas, deslocas ao chão.
Na nuvem, no solo, de onde se encontra.
Os olhos nos olhos, são olhos, são mãos.
São bocas, são passos, são a multidão.

Quem vai, quem fica, quem volta outra vez.?
Quem não deixa, quem mereça, o esquecimento talvez...
Se é necessário acontecer, eu deixo, tu deixas, conjugue outra vez.
Porque eu quero, tu quer, mas não pode ser...

Você quer e não quer ver o amanhecer, Nos meus olhos, em seus olhos, que eu quero ter.
Mas já tenho, ou não tenho, sem respostas talvez...

Um mar, doce mar, pedra furada,sentimentos, nós, despedidas.
Mais uma vez.







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["Porque está amanhecendo...?
Se eu não vou beijar seus lábios qndo vc se for..."]

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[Estava dormindo...e acordei lembrando de como você assoprava nas minhas costas...]





*
" - Mãe...mãe...!Olha ali um helicóptero voando baixinho!!!!!
- Bora,menino!Segura na minha mão e olha pra frente!"

Ela o segurou pela mão e continuou o seu caminho.


[Que pena...talvez ela nunca mais terá a oportunidade de contemplar a beleza que existia no olhar do menino que olhava aquele helicóptero...
E eu ali sozinha pensava: desperdício...desperdício.]





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quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Quarta-feira.


[Hoje eu apenas quero ajeitar meus cabelos e pintar minhas unhas de vermelho...
E isso não é nenhuma metáfora...]






Encontro marcado ainda mexem com as borboletas do meu estômago...




*

Já que é assim...




Sou boas com números...Mas não com frase-feitas e com morais de história...
Gosto do que me tira o fôlego.
Venero o improválvel.Almejo o quase impossível.

Meu coração é livre,mesmo sempre amando muito.
Tenho um ritmo que me complica.Uma vontade que não passa.
Uma palavra que nunca dorme.

Quer um bom desafio?

Experimente gostar de mim.Não sou assim tão fácil qnto parece.
Não coleciono inimigo.Mas tb quase nunca estou pra ninguém.
Mudo de humor conforme a Lua.Me irrito fácil...
Me desinterresso a toa.
Tenho o desassossego na bolsa.e um par de asas que nuca deixo.
As vezes qndo é tarde da noite,eu viajo...
E-sem saber-busco respostas que não encontro aqui.

Ontem...eu perdi um sonho.
E acordei chorando,logo eu que adoro rir...
Mas não tem nada, não!
Bonito mesmo é essa coisa da vida: um dia qndo menos se espera,a gente se supera.
E chega mais perto de ser quem na verdade...a gente é.




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[Um brinde ao inesperado!
E às diversas formas de seguir em frente!]


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segunda-feira, 26 de novembro de 2007

.~*~.~*.~*~.~*.~*~.~*

Teria sido mais sensato ficar quietinha no meu canto lembrando os motivos que me fizeram me afastar...
Teria sido mais sensato nos deixar pensando o que pensávamos um do outro pra não nos sentirmos culpados pelas nossas ações...
Teria sido..se não fosse a enorme saudade de falar coisas que só você entende...
Se não fosse a vontade de ter qualquer tipo de contato com você...Se não fosse o prazer dos 5 minutos que sempre se transformam em 3 horas...e das 3 horas que passam rápido como 5 minutos.
É difícil ser sensato quando a insensatez me deixa mais perto.





["Não me fale de amor com aquele sorriso...
Já te esqueci...não nego.
Mas se vc me olhar assim...eu me entrego..."]





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Qnto a Lua Cheia de hj...dediquei à mim...

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*

Eu e Meu Amor Nascemos um Para o Outro...!Agora só Falta alguém que nos apresente...!


Talvez eu seja mesmo essa pessoa dentro de uma concha, talvez você tenha razão, não, não é talvez.
Você tem razão, eu não me abro, não da forma como você espera, não escancaradamente, explicitamente, indiscriminadamente....eu me abro sutilmente e as vezes você não percebe.
Não percebe porque fica esperando que eu use todas as palavras, que eu “grite” sem gritar, porque você não gosta de gritos, mas que eu me mostre carne e sangue e eu não posso. Eu não sei mostrar. Não que eu esconda, não é isso, é só que me é difícil admitir todo o feio e frágil e tolo que tenho em mim. é preciso paciência e um olhar calmo e as vezes umas doses.
Eu só quero que você tenha paciência e um olhar atento ao que te mostro sem de fato te mostrar. Eu amo você e se fosse possível, deixaria que entrasse por entre meus músculos e veias e todo esse sangue que viaja pelo meu corpo pra descobrir em mim as coisas que não digo e as coisas que nem eu mesma sei...



[À você...que eu talvez ainda não conheça...
Mas espero-te...para ler-me nas entrelinha...]




*

.No passado presente.


Eu sinto – e aqui o “sentir” vai pro lado da dor- desmedidamente o fato de saber que por mim ele sente o mesmo e que distantes, estando juntos ou distantes ou juntos ou qualquer alteração da frase que continue a significar um lugar qualquer de existência, não quero mais está perto um do outro de verdade, não agora...
Eu realmente sinto, no sentido de lamentar, a minha idiotice afoita em querer tentar o que agora não se consegue.Quando a magia das coisas sem explicação acontece não existe sentido, não existe algo que seja plausível de entendimento, nem de desencanto.
Acontece e pronto.
Acontece e não desfaz...
Eu já experimentei uma infinidade de sentimentos, mas de todos que sufocam o coração -já que o senso comum impôs que sentimentos se alojam no coração, já que é comum e entendível falar assim- deixar quem se gosta e (ter uma atitude emocionalmente covarde e) não viver um sentimento até o fim, com certeza é o pior deles... e diante da minha ignorante covardia eu me calo.
A culpa toda é dessa minha fome de presente. E agora eu sinto vontade de gritar bem alto pra ele naquela cidade longe que chamam de ilha me escutar dizer: Eu sei que sou chata, exagerada, louca, imediatista e cheia de precipitações, mas existe algo que não podemos negar: eu não quero esquecer...
A culpa não é da gente, não é...



[Também não quero atender telefonemas... e vou continuar deletando emails antes de ler...
Não...não quero ver esses teus olhos cheios de labirintos...]


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E as flores...?
Mucharam...

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*
.
Porque o amor que ela sentia subia aos céus.
E ela gostava de observar as nuvens se movendo.
Ficava calma, mas queria movimento.
Queria o coração em descompasso.
Queria nuvens agitadas e tempestades.
Mas longe de tudo o amor ser rock'n'roll.
Ela não sabia...
Afinal, ninguém nunca havia a ensinado a amar...
Mas ela também não sabia.
Que muitas coisas, se aprende sozinho...
...Aí choveu...



["Favor alguém me dê um coração...que esse já não bate nem apanha...
Por favor uma emoção pequena...
Qualquer coisa q se sinta!
Tem tantos sentimentos...deve ter algum que sirva..."]


.


*

.QUE TE IMPORTA?????? ...[boca torta...!]

[Esses dias recebi um email de um moço que eu nem conheço direito. E nele, o tal moço veio falar sobre essa minha discrepância em escrever demais, coisas demais e sempre sempre falar de mim em terceira pessoa. E assim o que seria um email pessoal, depois de repensando, passou a ser público.]



Olha moço, eu falo de mim porque eu sou a coisa que conheço melhor. Eu falo de mim porque descobri que meu coração não é maior que o mundo como sempre acreditei, é muito menor. Nele não cabem nem as minhas dores, nem os meus amores por isso gosto tanto de me contar, por isso me dispo, por isso me grito. E só mesmo parafraseando Frida Kahlo e Drummond pra me fazer entender. Ou não.
E ele usou essa palavra: discrepância. Não sei se concordo, mas acho que não devo discutir sobre uma opinião pessoal que não é a minha.
Eu me contradigo? Pois bem! Eu me contradigo. Sou vasta.
Contenho multidões. Mas é complicado esse negócio de falar contigo, comigo e com os outros ao mesmo tempo. Eu fico em dúvida sobre qual pessoa devo usar.
Mas o que isso mesmo te interessa??
Acontece, moço, que eu não costumo pensar antes de escrever. Então eu vou escrevendo escrevendo escrevendo e as linhas vão tomando vida própria, ocupando o espaço em branco que por ser vazio já é um afronto e um pedido louco: me preenche, me preenche, me preenche.
Porque eu não gosto de vazio.
Sim!Eu sofro de excessos, sofro de compulsões, mas é um sofrer lúdico que me liberta e assim é em vários aspectos. Eu escrevo muito a ponto de fazer criar calo nos punhos, mas isso só nos meus dias tepeemicos, onde a ansiedade e outras sensações que não sei definir não conseguem ser acalmadas nem com chocolate, nem com incenso, nem com meditação, nem nada.
Eu não sei guardar coisas pra depois.
Se ganho chocolates eu como todos de uma vez só. Se eu posso ter agora eu não deixo pra outro dia. Em quase tudo, quase sempre.
Escrever é uma dessas compulsões e eu prometo que um dia aprendo. Prometo que um dia vou saber pontuar e usar todas as regras gramaticais. Prometo que não vou pontuar minhas palavras apenas de acordo com meu pensamento. Mas prometo pra mim. Eu até lhe agradeço pela sugestão crítica, mas a verdade é que eu escrevo pra mim. Pra me libertar, entende?
As pessoas precisam externar sentimentos. Tem gente que fala, tem gente que canta, tem gente que grita, tem gente que se droga, tem gente que toca violão. E eu? Bem, entre outras coisas eu escrevo, já que o falar me é ainda mais falho. E só me dou conta que escrevi demais, coisas demais e que não deveria quando já está feito, aí é tarde. Por que eu não gosto de apagar... Não sou desse tipo histérico de gente que rasga palavras, que joga fora sentimentos escritos, guardo comigo, guardo tudo comigo. Ao menos o que não é perdido entre velhos livros e cadernos e guardanapos de mesa de bar.
E “coisas” pode ser entendido num sentido bem amplo se eu acrescentar outros contextos aqui, mas eu não quero me estender agora.
Nem quero te fazer me entender, moço.


[Não hoje.]




*

...

...Às vezes conseguimos nos fazer compreender.
Às vezes conseguimos que a outra pessoa nos veja como o sujeito que somos.
As vezes. As vezeS...


[Em outras é raro.]






*

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

"...Vou agradecendo Antes De Mais Nada Pela Boa Vontade e Atenção Dispensada..."

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Era uma bela noite para voar...
Então me joguei lá de cima.
Sem medos, sem querer voltar.

Depois de um primeiro contato com o vento, Eu amei o vento...
Senti Deus tão perto.
E tudo aquilo me mostrou o quanto à vida é frágil.

Eu quis me segurar em cometas, em pontas de estrelas.
Eu quis me segurar...
Acordei no chão.
Porque a estrela à qual me agarrei,descobri que era uma estrela cadente...

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[Hoje ganhei flores...e por detrás das flores para mim, não havia mais nada...]













Não há mais nada...mais nada...
Por favor...apenas devolve o meu pedaço que ficou por aí,ta?


*



terça-feira, 20 de novembro de 2007

.Segredo Nosso...


Estou com vontade de chorar.
Mas não contes para ninguém.
[Detesto chorar em público...]




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RaScuNhO.

A solução era sufocar a paixão enquanto ainda era sufocável.
Brandas sensações, inigualáveis sensações.
Só é controlável o que é pequeno.
A chama que se apaga com a brisa.
Clichê.
Clichê sentido, exposto, ferida que não cicatriza.
Ferida?
Como a criança que tem medo de tentar, se jogar, jogo bravo.
É o medo que move essa chama.
É o medo que a apaga antes de se tornar fogueira.
Só é sufocável o que é fraco.
Fraco?
Insufocável.



[Não...nem tente entender...]




*

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Covarde!
Repetia para si mesma olhando-se no espelho...
Isso mesmo!C-o-v-a-r-d-e...!

E de que adianta ficar pensando nos caminhos que existem dentro das coisas transparentes...?
Ta ali...na tua frente...
Tanto quis que lhe tirassem do chão e levassem ao céu...?
Pronto.
E agora?
Não tava pronta?
Sim...mas talvez só possa ser agora.
Vai correr o risco de acordar arrependida ou prefere dormir com vontade...?



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quarta-feira, 14 de novembro de 2007



Aprendeu a ser sincera. Mas não aquela sinceridade que se limita à apenas não dizer mentiras, mas a sinceridade que vai além da pureza.
Não se tornou santa, muito menos uma pessoa melhor, porém o alívio que essa sinceridade proporcionava lhe causara o efeito inevitável de desejar a reciprocidade.
Reciprocidade é justamente o substantivo que não combina com o adjetivo sincero.
O que esperar do outro que não aprendeu a sinceridade?
Aquela que não se limita, logo aviso.
Essa sinceridade é mais do que palavras rasgadas ao outro, é deixar rasgar-se também; sentir a dor de magoar quando poderia facilmente omitir.
É, a omissão também entra nesse ciclo de dores, não esconder e não mentir, optar pelo modo difícil, escolher cicatrizes além de flores e no final sentir a felicidade incontestável de ser o que realmente é.

Aprendeu e não recebeu a temida reciprocidade, detalhava seus dias e acontecidos com a veemência de quem reza à Deus. O medo de cada frase que transbordava de seus lábios era nítido, pois poderiam ser fatais, mas falava e falava e falava mesmo com o medo, mesmo com a sensação de haver dias infernais porquê estava sendo o mínimo que poderia ser: ela.
Virou-se e viu um livro novo na cabeceira do outro lado, estava sozinha e ler seria a melhor opção para uma aprendiz...
E ao abrir deparou-se com um nome na folha de rosto: o seu.
Um descuido, uma opção, um nome. Três fatores arrasadores à recíproca não verdadeira. Arrumou as malas, avisou que iria embora com a plenitude que só a decepção ensina, pediu pra esperar enquanto não chegava do trabalho, pediu pra não ir embora, acatou.
Guardou as malas num canto, acendeu um cigarro e escreveu. Quem sabe um dia todas as suas pseudo-escrituras também estariam na cabeceira de alguém? Um livro sem espaços em branco para não haver o nome de ninguém.





[A parte chata de ter sonhos é esperar aquele tempo infinito enquanto não acontece...]


Estou espantosamente feliz...e isso me causa muito espanto.


.

Hoje o céu daqui ta tão lindo...devo te dizer.
É uma pena que nem uma das minhas estrelas sorri pra vc...É uma pena...
Elas viraram estrelas cadentes.

.



*

segunda-feira, 12 de novembro de 2007




Simples como qualquer palavra
Que eu já não precise falar
Simples como qualquer palavra
Que de algum modo eu pude mostrar
Simples como qualquer palavra
Como qualquer palavra...

-TEATRO MÁGICO-







"Cada segundo como nunca mais..."

[Depois disso,ela sorriu... e adormeceu...ainda sorrindo...]




*

domingo, 11 de novembro de 2007


* FENILETILAMINA* (HUMANA)








*

sábado, 10 de novembro de 2007


Buon Giorno, princepessa !!!!!!





[ "Mágico...!!"
Assim ela responderia...se tivesse que definir o que sentiu... ]




*

Apenas.menina.boba.


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Menina boba. Apenas, menina boba. Menina boba com um nariz de palhaço. Menina boba. Quando criança ruborizava quando tinha de responder a chamada. Não falava em público, quase não falava. Sua brincadeira favorita eram os livros. Sonhava com as histórias e com os personagens que nunca seria. Fantasiava ela mesma, fantasiava um final feliz. Porque todos os contos de fadas têm um final feliz. Gostava da história do Patinho Feio. Ainda existia uma esperança. Menina magrinha, tímida, franjinha e nariz de palhaço, era ela. E o sonho de virar cisne, persistia na sua cabeça, fantasiava um final feliz. Ninguém ouvia suas lágrimas que caíam silenciosas pelo tapete do quarto. Ninguém, talvez ninguém a conhecesse de verdade e não soubessem quem era ela. A menina virou cisne, virou popular, começou a chamar a atenção das pessoas, conheceu príncipes que logo após se tornaram sapos e sapos que nunca se tornaram príncipes. Conheceu madrastas, anões, fadas madrinhas e dragões, mas a menina não era uma princesa. E a menina chorava. Chorava porque contos de fadas não existem e no final ela nunca tinha deixado de ser a menina boba com nariz de palhaço. Chorava porque junto com os contos de fadas, finais felizes também não existem, não sempre. Chorava porque de princesa, passou a ser o bobo da corte. Contos de fadas realmente não existem. E as lágrimas ainda caem no tapete.

E talvez ainda não a conheçam de verdade.


Ou conhecem?



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.AmAdoReS.

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Um destruidor é sempre um destruidor, não é?
Não importa seus paradigmas, se insiste que irá mudar, que tentará ser alguém melhor.

Quem sou eu pra entender a loucura de certas pessoas?

Loucos, são sempre loucos e amadores amam, sem precisar de razões.
E o que mais além de amadores fazem além de amar sem saber o que é isso?
O fazem. E ponto.
Significa que te destruirei?
O que o seu pensar significa?
Quer mentir?
Então vá.
Ou melhor, vou-me.
Minto eu, então.

Como pensas, nessa sua mudez frígida e insone.
Destruidores são destruidores. Por mais que não tenham nascido assim.
E erros não cometidos se tornam falhas humanamente exploráveis. Se me coloco em seu lugar não tiro a sua razão. Mas a razão sempre é irracional se tratando de destruidores.
Apago meu cigarro imaginando que não gostaria de taxar-me assim novamente. E acendo outro enquanto reflete sobre minhas mentiras.
Mentiras que não são minhas decerto. Dê certo.
Daríamos realmente certo? O certo e o errado se confundem numa linha fina e horizontal. E hoje dormirei na cama de baixo.
Abaixo de quem prometi que não mentiria.
Poderia ofender-me?
Talvez.
Mas não vou argumentar o que não posso explicar.
São amadores, meu bem.
E não acredite em mim.
Não quero ter o peso de precisar pedir.
Se quer acreditar, acredite, se não quer, deixe-me logo ir embora.
Apago o outro cigarro enquanto termino esse texto, fecharei a porta e os meus olhos também. Dormirei o sono leve de uma destruidora que acreditava não mais existir, mas ela existe: em você.
A chuva esmaeceu e te ouço dormir.
Uma pena. Uma pena...

Boa noite, é hora da sua mentira dormir.


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quinta-feira, 8 de novembro de 2007

.E SE TIVESSE.(?)

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Eu queria ter uma bomba...
Um flit paralisante qualquer,
pra poder me livrar do prático efeito das tuas frases feitas...
Das tuas noites perfeitas...

Um flit paralisante qualquer...
Pra poder te negar bem no último instante...

Meu mundo que você não vê...
Meu sonho que você não crê.
-FREJEAT-

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"CHAMÁ-LO DE NADA,TRASFORMAR TUDO AQUILO QUE SENTIMOS EM PÓ...?"
(Transformar em nada...tudo que eu chamo de pó...aquilo que sinto...)*


"ESSE SENTIMENTO NÃO VAI SUMIR NUNCA DENTRO DE MIM."
(Não posso sumir em mim...dentro desse sentimento.)*


"VOCÊ NÃO PODE DESISTIR ASSIM TÃO FÁCIL."
(Tão fácil seria...se fosse só desistir assim...)*


"VOCÊ NÃO VAI CONSEGUIR.E EU NÃO VOU DESISTIR."
(Eu vou desistir...e vc vai conseguir...)*


"EU TE PRECISO."
(E eu...?
POrq ao ouvir a tua voz...eu me calo...)*


"TUA INDIFERENÇA ME MACHUCA DEMAIS AGORA."
(Eu preciso dar o primeiro passo...)*


*Coisas que a cabeça pensava...enquanto os ouvidos ouviam.



[O coração...tentava em vão ser notado e repetia baixinho...ali...sozinho:


Fecha os olhos,apaga a luz e me abraça...Me acorda qndo o Sol estiver saindo...]

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quarta-feira, 7 de novembro de 2007

-->À 3.135 kilometros.

(Já do outro lado...)


[...]

Como todos os outros, havia se tornado como todos os outros.
E ela chorava como todas as outras vezes. Que menina bobinha, chorando de novo.
Logo essa menina que havia prometido parar de chorar. Menininha boba. Como todos os outros. Ela chorou uma vez com outro. Ela chorou outra vez com outro outro. Ela chorou outra outra vez com outro outro outro.
E ainda não havia aprendido a não chorar mais.
Menina boba, reles menininha boba!

Suas lágrimas desciam pelas suas bochechas pálidas.
Menininha boba de bochechas pálidas e nariz vermelho.
Mais uma vez, boba!

Ele havia se tornado como todos os outros. E ela estava chorando, como todos os outros a fizeram chorar. A menina era boba, mas era forte. Poderia enganar-se se quisesse e não chorar. Mas se iludir nunca havia sido a sua melhor opção, então resolveu chorar.
De novo, de novo, de novo. E aquele nariz ia ficando cada vez mais vermelho e aquelas bochechas ficavam cada vez mais pálidas e inchadas.
Mas ainda assim tinha uma esperança, porque ele talvez não fosse igual a todos os outros. Ainda existia esperança. E talvez fosse por isso que ela sempre seria a menina boba. A menina boba com bochechas pálidas e nariz vermelho.
E ela ainda se orgulhava disso.
Menina boba. Pra sempre boba. Mas ainda assim era feliz.
Porque ela era a menina boba...mas não mais pra ele.
Talvez.


.

[Estamos conversados...ok?]

.






*

.Sendo assim.

.
Ele poderia ter a acusado de tudo.
Mas nunca...nunca...por nenhum momento...acusa-la de não lhe amar.

Ela...sozinha no seu quarto...
Desligou o telefone...e sorriu.

É... realmente agora sim...é o fim do jogo.
Parabéns!Vc ganhou de W.O.

[Eu desisto...]

.

(...)
Vida nova!
À mim...
À você...
E pra esse mais novo (e certamente belo) ser concebido...



Estou te desejando tudo de bom...



*

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Foi Mais Ou Menos AssiM...

*

-ABRIL:

"Eu já estou tão acostumado de me contar inteiramente a alguém, tão desacreditando na capacidade de compreensão do outro..."


-MAIO:

"Penso, com mágoa, que o relacionamento da gente sempre foi um tanto unilateral, sei lá, não quero ser injusto nem nada - apenas me ferem muito esses teus silêncios..."


-JUNHO:

"Mas eu nunca quis ser gostado por aquilo que não sou ou aparento ser..."


-JULHO:

"Não é verdade que as pessoas se repitam. O que se repetem são as situações..."


-AGOSTO:

"Acho que sou bastante forte para sair de todas as situações em que entrei, embora tenha sido suficientemente fraco para entrar..."


-SETEMBRO:

"Que te dizer? Que te amo, que te esperarei um dia numa rodoviária, num aeroporto, que te acredito, que consegues mexer dentro-dentro de mim...?"


-OUTUBRO:

"Tô exausto de construir e demolir fantasias. Não quero me encantar com ninguém..."


-NOVEMBRO:

"... tive vontade de sentar na calçada da Avenida e chorar...mas preferi entrar numa livraria, comprar um caderno lindo e anotar sonhos..."



*

.QuaSe iSSo...

[...]

...me concentro inteiro nas coisas que me contas, e assim calado, e assim submisso, te mastigo dentro de mim enquanto me apunhalas com lenta delicadeza deixando claro em cada promessa que jamais será cumprida, que nada devo esperar além dessa máscara colorida, que me queres assim porque é assim que és e unicamente assim é que me queres e me utilizas todos os dias, e nos usamos honestamente assim.


[Trecho de À beira do mar aberto]



*