quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

.QUALQUER COISA QUE SE SINTA.


"Socorro, não estou sentindo nada...

Nem medo, nem calor, nem fogo
Não vai dar mais pra chorar, nem pra rir.

Socorro, alguma alma, mesmo que penada
Me entregue suas penas!
Já não sinto amor, nem dor, já não sinto nada...

Socorro, alguém me dê um coração,
Que esse já não bate, nem apanha!
Por favor, uma emoção pequena
Qualquer coisa
Qualquer coisa que se sinta...
Em tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva.

Socorro, alguma rua que me dê sentido
Em qualquer cruzamento, acostamento, encruzilhada...
Socorro, eu já não sinto nada, nada...! "
[ Embora o amor seja uma velha canção aos meus ouvidos...o coração não mais se manisfesta há tempos...]
*

Deixa cair...

...do chão não passa.




*

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007


"Passarás por minha vida sem saber que passaste
Passarás em silêncio por meu amor e, ao passar, fingirei um sorriso, como um doce contraste de dor de querer-te... E jamais o saberás".

[Mas me respondam, que amor é o seu?]
*

Só mais uma coisa:

.

Obrigada por me curar daquela minha ridícula obessessão de te amar...
Obrigada.


.



[ponto final]




*

domingo, 9 de dezembro de 2007

PERGUNTO:

Quando um amor chega ao fim,o que vem depois?


E como diria meu doce e querido Chico Buarque: "Deixe em Paz meu coração...que ele é um pote até aqui de mágoa.E qualquer desatenção...faça não...! Pode ser a gota d'agua..."


[ Tim Tim!!!
Um brinde aos erros.Tombos e corações partidos.
Vamos celebrar ao novo dia que se anuncia e as diversas formas de ser feliz!]





*

Estado de espírito: SOLTEIRA !

A questão não é o estado civil,mas a sensação que volta e meia volta:
nunca estamos satisfeitos.

A vida é feita de escolhas e em cada escolha há uma perda.
E perder dói.
Porque ficar sozinho não é fácil,mas tb conviver com alguém exige muito de nós mesmos.Haja tolerância,dedicação e paciência para aturar nossos defeitos e os do outro.
E está sozinho nos exige muita sabedoria para está só e se sentir sempre em Paz.Mas como nada nunca é perfeito,penso que a única saída é aproveitar cada momento...Aceitar o presente de presente.Porque de perfeito mesmo só a imperfeição ; que faz ter sentido até o que não se explica.
É como eu disse,está só é um estado de espírito.As vezes estamos acompanhadas e nos sentimos livres.Outras vezes,sozinhas...porém como se estivéssemos acorrentadas em alguém.
O que importa é nunca deixarmos os nossos olhos cegarem...
Encontrar em um simples olhar, a possibilidade de ser feliz.
Meu estado de espírito?Solteira.
Ainda por cima descobri que sou a melhor companhia para mim mesma.










[Mas se quiser...pode me acompanhar.
Mas só gosto do que é quente...de toque...de essências...cheiros.
Gosto do que é palpável.
E o morno?Ah,o morno me incomoda.]





*

Pensando Bem...

.


"Há momentos que nossos valores se rompem.
Certezas se estilhaçam como cristal...
viram pó nossas absurdas convicções.
Princípios... só se justificam no final."


.




[Cla...obrigada pelo colo.Pelo carinho.Pelas palavras.
Vou viver tropeçando(porque é assim que sou),mas te trago flores.
Eu nunca me sentirei sozinha...enquanto eu pensar em vc.]





*

.Antes que AcaBe o Dia.

A você...dedico o começo da idéia.
Dedico a primeira vez.
Dedico olhares infantis e letras tortas.
A você,dedico minutos inteiros e abraços no travesseiros.
A você...dedico a melhor parte de mim.
Estou em branco.
Cola aqui: nome, número e turma.
Coloca uma etiqueta.

Quer?
Cola em mim.
Escreva em mim.
Sou caderno.Novo em folha.
Pronta para uma história nova.

Quer?
Me encapa,cola Contact em mim.
Me joga dentro da tua mochila.

Me leva.
E te rabisca pra eu me ver...
Me rabisca pra vc se ver.
Somos matéria.

(Matéria,espírito e coração).

Quer provar?






["Aprendi com a primavera a deixar-me cortar e renascer sempre inteira."
Sim...porque eu ainda acredito nas pessoas e ainda sei olhar dentros dos olhos...]




*

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

"Trazendo na mala bastante saudades..."


"E todas as estradas que me conduzem até você eram sinuosas.
E todas as luzes que iluminam o caminho estão cegando...
Existem muitas coisas que eu gostaria de dizer ainda para você, mas eu não sei como...nem qndo...
Eu disse que talvez, você seja aquele quem me salva...
E no final das contas, você é o meu muro das maravilhas. "





Estamos no mesmo barco,sob a mesma Lua...
no mar...em Marte...em qualquer parte...
Estaremos sempre sob a mesma Lua.





.
[Acho que ainda não te disseram ...que eu queria que cada pedaço seu, tivesse exatamente a minha medida.
E quanto ao resto...ainda te conto...]

.






*

domingo, 2 de dezembro de 2007

.JERItimentalismos.


.

Olhos nos olhos.
Palavras soltas no ar.
Pensamentos contínuos, com momentos recentes.
Pensamentos astutos que ficam a vagar.

Momentos de insônia, lembrança, vaidade.
Momentos de tudo, de nada, momentos em vão.
Momentos, momentos, pensamentos eternos.
De vontades, idades, amores, piedade.
O lugar, a distância, o devaneio, o semblante.
Tudo, tudo o que não se quer ir.

A lágrima, o riso, a rosa, o broto.
O choro em qual pisas, deslocas ao chão.
Na nuvem, no solo, de onde se encontra.
Os olhos nos olhos, são olhos, são mãos.
São bocas, são passos, são a multidão.

Quem vai, quem fica, quem volta outra vez.?
Quem não deixa, quem mereça, o esquecimento talvez...
Se é necessário acontecer, eu deixo, tu deixas, conjugue outra vez.
Porque eu quero, tu quer, mas não pode ser...

Você quer e não quer ver o amanhecer, Nos meus olhos, em seus olhos, que eu quero ter.
Mas já tenho, ou não tenho, sem respostas talvez...

Um mar, doce mar, pedra furada,sentimentos, nós, despedidas.
Mais uma vez.







.

["Porque está amanhecendo...?
Se eu não vou beijar seus lábios qndo vc se for..."]

.





[Estava dormindo...e acordei lembrando de como você assoprava nas minhas costas...]





*
" - Mãe...mãe...!Olha ali um helicóptero voando baixinho!!!!!
- Bora,menino!Segura na minha mão e olha pra frente!"

Ela o segurou pela mão e continuou o seu caminho.


[Que pena...talvez ela nunca mais terá a oportunidade de contemplar a beleza que existia no olhar do menino que olhava aquele helicóptero...
E eu ali sozinha pensava: desperdício...desperdício.]





*

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Quarta-feira.


[Hoje eu apenas quero ajeitar meus cabelos e pintar minhas unhas de vermelho...
E isso não é nenhuma metáfora...]






Encontro marcado ainda mexem com as borboletas do meu estômago...




*

Já que é assim...




Sou boas com números...Mas não com frase-feitas e com morais de história...
Gosto do que me tira o fôlego.
Venero o improválvel.Almejo o quase impossível.

Meu coração é livre,mesmo sempre amando muito.
Tenho um ritmo que me complica.Uma vontade que não passa.
Uma palavra que nunca dorme.

Quer um bom desafio?

Experimente gostar de mim.Não sou assim tão fácil qnto parece.
Não coleciono inimigo.Mas tb quase nunca estou pra ninguém.
Mudo de humor conforme a Lua.Me irrito fácil...
Me desinterresso a toa.
Tenho o desassossego na bolsa.e um par de asas que nuca deixo.
As vezes qndo é tarde da noite,eu viajo...
E-sem saber-busco respostas que não encontro aqui.

Ontem...eu perdi um sonho.
E acordei chorando,logo eu que adoro rir...
Mas não tem nada, não!
Bonito mesmo é essa coisa da vida: um dia qndo menos se espera,a gente se supera.
E chega mais perto de ser quem na verdade...a gente é.




.

[Um brinde ao inesperado!
E às diversas formas de seguir em frente!]


.



*

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

.~*~.~*.~*~.~*.~*~.~*

Teria sido mais sensato ficar quietinha no meu canto lembrando os motivos que me fizeram me afastar...
Teria sido mais sensato nos deixar pensando o que pensávamos um do outro pra não nos sentirmos culpados pelas nossas ações...
Teria sido..se não fosse a enorme saudade de falar coisas que só você entende...
Se não fosse a vontade de ter qualquer tipo de contato com você...Se não fosse o prazer dos 5 minutos que sempre se transformam em 3 horas...e das 3 horas que passam rápido como 5 minutos.
É difícil ser sensato quando a insensatez me deixa mais perto.





["Não me fale de amor com aquele sorriso...
Já te esqueci...não nego.
Mas se vc me olhar assim...eu me entrego..."]





.


Qnto a Lua Cheia de hj...dediquei à mim...

.



*

Eu e Meu Amor Nascemos um Para o Outro...!Agora só Falta alguém que nos apresente...!


Talvez eu seja mesmo essa pessoa dentro de uma concha, talvez você tenha razão, não, não é talvez.
Você tem razão, eu não me abro, não da forma como você espera, não escancaradamente, explicitamente, indiscriminadamente....eu me abro sutilmente e as vezes você não percebe.
Não percebe porque fica esperando que eu use todas as palavras, que eu “grite” sem gritar, porque você não gosta de gritos, mas que eu me mostre carne e sangue e eu não posso. Eu não sei mostrar. Não que eu esconda, não é isso, é só que me é difícil admitir todo o feio e frágil e tolo que tenho em mim. é preciso paciência e um olhar calmo e as vezes umas doses.
Eu só quero que você tenha paciência e um olhar atento ao que te mostro sem de fato te mostrar. Eu amo você e se fosse possível, deixaria que entrasse por entre meus músculos e veias e todo esse sangue que viaja pelo meu corpo pra descobrir em mim as coisas que não digo e as coisas que nem eu mesma sei...



[À você...que eu talvez ainda não conheça...
Mas espero-te...para ler-me nas entrelinha...]




*

.No passado presente.


Eu sinto – e aqui o “sentir” vai pro lado da dor- desmedidamente o fato de saber que por mim ele sente o mesmo e que distantes, estando juntos ou distantes ou juntos ou qualquer alteração da frase que continue a significar um lugar qualquer de existência, não quero mais está perto um do outro de verdade, não agora...
Eu realmente sinto, no sentido de lamentar, a minha idiotice afoita em querer tentar o que agora não se consegue.Quando a magia das coisas sem explicação acontece não existe sentido, não existe algo que seja plausível de entendimento, nem de desencanto.
Acontece e pronto.
Acontece e não desfaz...
Eu já experimentei uma infinidade de sentimentos, mas de todos que sufocam o coração -já que o senso comum impôs que sentimentos se alojam no coração, já que é comum e entendível falar assim- deixar quem se gosta e (ter uma atitude emocionalmente covarde e) não viver um sentimento até o fim, com certeza é o pior deles... e diante da minha ignorante covardia eu me calo.
A culpa toda é dessa minha fome de presente. E agora eu sinto vontade de gritar bem alto pra ele naquela cidade longe que chamam de ilha me escutar dizer: Eu sei que sou chata, exagerada, louca, imediatista e cheia de precipitações, mas existe algo que não podemos negar: eu não quero esquecer...
A culpa não é da gente, não é...



[Também não quero atender telefonemas... e vou continuar deletando emails antes de ler...
Não...não quero ver esses teus olhos cheios de labirintos...]


.

E as flores...?
Mucharam...

.


*
.
Porque o amor que ela sentia subia aos céus.
E ela gostava de observar as nuvens se movendo.
Ficava calma, mas queria movimento.
Queria o coração em descompasso.
Queria nuvens agitadas e tempestades.
Mas longe de tudo o amor ser rock'n'roll.
Ela não sabia...
Afinal, ninguém nunca havia a ensinado a amar...
Mas ela também não sabia.
Que muitas coisas, se aprende sozinho...
...Aí choveu...



["Favor alguém me dê um coração...que esse já não bate nem apanha...
Por favor uma emoção pequena...
Qualquer coisa q se sinta!
Tem tantos sentimentos...deve ter algum que sirva..."]


.


*

.QUE TE IMPORTA?????? ...[boca torta...!]

[Esses dias recebi um email de um moço que eu nem conheço direito. E nele, o tal moço veio falar sobre essa minha discrepância em escrever demais, coisas demais e sempre sempre falar de mim em terceira pessoa. E assim o que seria um email pessoal, depois de repensando, passou a ser público.]



Olha moço, eu falo de mim porque eu sou a coisa que conheço melhor. Eu falo de mim porque descobri que meu coração não é maior que o mundo como sempre acreditei, é muito menor. Nele não cabem nem as minhas dores, nem os meus amores por isso gosto tanto de me contar, por isso me dispo, por isso me grito. E só mesmo parafraseando Frida Kahlo e Drummond pra me fazer entender. Ou não.
E ele usou essa palavra: discrepância. Não sei se concordo, mas acho que não devo discutir sobre uma opinião pessoal que não é a minha.
Eu me contradigo? Pois bem! Eu me contradigo. Sou vasta.
Contenho multidões. Mas é complicado esse negócio de falar contigo, comigo e com os outros ao mesmo tempo. Eu fico em dúvida sobre qual pessoa devo usar.
Mas o que isso mesmo te interessa??
Acontece, moço, que eu não costumo pensar antes de escrever. Então eu vou escrevendo escrevendo escrevendo e as linhas vão tomando vida própria, ocupando o espaço em branco que por ser vazio já é um afronto e um pedido louco: me preenche, me preenche, me preenche.
Porque eu não gosto de vazio.
Sim!Eu sofro de excessos, sofro de compulsões, mas é um sofrer lúdico que me liberta e assim é em vários aspectos. Eu escrevo muito a ponto de fazer criar calo nos punhos, mas isso só nos meus dias tepeemicos, onde a ansiedade e outras sensações que não sei definir não conseguem ser acalmadas nem com chocolate, nem com incenso, nem com meditação, nem nada.
Eu não sei guardar coisas pra depois.
Se ganho chocolates eu como todos de uma vez só. Se eu posso ter agora eu não deixo pra outro dia. Em quase tudo, quase sempre.
Escrever é uma dessas compulsões e eu prometo que um dia aprendo. Prometo que um dia vou saber pontuar e usar todas as regras gramaticais. Prometo que não vou pontuar minhas palavras apenas de acordo com meu pensamento. Mas prometo pra mim. Eu até lhe agradeço pela sugestão crítica, mas a verdade é que eu escrevo pra mim. Pra me libertar, entende?
As pessoas precisam externar sentimentos. Tem gente que fala, tem gente que canta, tem gente que grita, tem gente que se droga, tem gente que toca violão. E eu? Bem, entre outras coisas eu escrevo, já que o falar me é ainda mais falho. E só me dou conta que escrevi demais, coisas demais e que não deveria quando já está feito, aí é tarde. Por que eu não gosto de apagar... Não sou desse tipo histérico de gente que rasga palavras, que joga fora sentimentos escritos, guardo comigo, guardo tudo comigo. Ao menos o que não é perdido entre velhos livros e cadernos e guardanapos de mesa de bar.
E “coisas” pode ser entendido num sentido bem amplo se eu acrescentar outros contextos aqui, mas eu não quero me estender agora.
Nem quero te fazer me entender, moço.


[Não hoje.]




*

...

...Às vezes conseguimos nos fazer compreender.
Às vezes conseguimos que a outra pessoa nos veja como o sujeito que somos.
As vezes. As vezeS...


[Em outras é raro.]






*

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

"...Vou agradecendo Antes De Mais Nada Pela Boa Vontade e Atenção Dispensada..."

.

Era uma bela noite para voar...
Então me joguei lá de cima.
Sem medos, sem querer voltar.

Depois de um primeiro contato com o vento, Eu amei o vento...
Senti Deus tão perto.
E tudo aquilo me mostrou o quanto à vida é frágil.

Eu quis me segurar em cometas, em pontas de estrelas.
Eu quis me segurar...
Acordei no chão.
Porque a estrela à qual me agarrei,descobri que era uma estrela cadente...

.




[Hoje ganhei flores...e por detrás das flores para mim, não havia mais nada...]













Não há mais nada...mais nada...
Por favor...apenas devolve o meu pedaço que ficou por aí,ta?


*



terça-feira, 20 de novembro de 2007

.Segredo Nosso...


Estou com vontade de chorar.
Mas não contes para ninguém.
[Detesto chorar em público...]




*

RaScuNhO.

A solução era sufocar a paixão enquanto ainda era sufocável.
Brandas sensações, inigualáveis sensações.
Só é controlável o que é pequeno.
A chama que se apaga com a brisa.
Clichê.
Clichê sentido, exposto, ferida que não cicatriza.
Ferida?
Como a criança que tem medo de tentar, se jogar, jogo bravo.
É o medo que move essa chama.
É o medo que a apaga antes de se tornar fogueira.
Só é sufocável o que é fraco.
Fraco?
Insufocável.



[Não...nem tente entender...]




*

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Covarde!
Repetia para si mesma olhando-se no espelho...
Isso mesmo!C-o-v-a-r-d-e...!

E de que adianta ficar pensando nos caminhos que existem dentro das coisas transparentes...?
Ta ali...na tua frente...
Tanto quis que lhe tirassem do chão e levassem ao céu...?
Pronto.
E agora?
Não tava pronta?
Sim...mas talvez só possa ser agora.
Vai correr o risco de acordar arrependida ou prefere dormir com vontade...?



.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007



Aprendeu a ser sincera. Mas não aquela sinceridade que se limita à apenas não dizer mentiras, mas a sinceridade que vai além da pureza.
Não se tornou santa, muito menos uma pessoa melhor, porém o alívio que essa sinceridade proporcionava lhe causara o efeito inevitável de desejar a reciprocidade.
Reciprocidade é justamente o substantivo que não combina com o adjetivo sincero.
O que esperar do outro que não aprendeu a sinceridade?
Aquela que não se limita, logo aviso.
Essa sinceridade é mais do que palavras rasgadas ao outro, é deixar rasgar-se também; sentir a dor de magoar quando poderia facilmente omitir.
É, a omissão também entra nesse ciclo de dores, não esconder e não mentir, optar pelo modo difícil, escolher cicatrizes além de flores e no final sentir a felicidade incontestável de ser o que realmente é.

Aprendeu e não recebeu a temida reciprocidade, detalhava seus dias e acontecidos com a veemência de quem reza à Deus. O medo de cada frase que transbordava de seus lábios era nítido, pois poderiam ser fatais, mas falava e falava e falava mesmo com o medo, mesmo com a sensação de haver dias infernais porquê estava sendo o mínimo que poderia ser: ela.
Virou-se e viu um livro novo na cabeceira do outro lado, estava sozinha e ler seria a melhor opção para uma aprendiz...
E ao abrir deparou-se com um nome na folha de rosto: o seu.
Um descuido, uma opção, um nome. Três fatores arrasadores à recíproca não verdadeira. Arrumou as malas, avisou que iria embora com a plenitude que só a decepção ensina, pediu pra esperar enquanto não chegava do trabalho, pediu pra não ir embora, acatou.
Guardou as malas num canto, acendeu um cigarro e escreveu. Quem sabe um dia todas as suas pseudo-escrituras também estariam na cabeceira de alguém? Um livro sem espaços em branco para não haver o nome de ninguém.





[A parte chata de ter sonhos é esperar aquele tempo infinito enquanto não acontece...]


Estou espantosamente feliz...e isso me causa muito espanto.


.

Hoje o céu daqui ta tão lindo...devo te dizer.
É uma pena que nem uma das minhas estrelas sorri pra vc...É uma pena...
Elas viraram estrelas cadentes.

.



*

segunda-feira, 12 de novembro de 2007




Simples como qualquer palavra
Que eu já não precise falar
Simples como qualquer palavra
Que de algum modo eu pude mostrar
Simples como qualquer palavra
Como qualquer palavra...

-TEATRO MÁGICO-







"Cada segundo como nunca mais..."

[Depois disso,ela sorriu... e adormeceu...ainda sorrindo...]




*

domingo, 11 de novembro de 2007


* FENILETILAMINA* (HUMANA)








*

sábado, 10 de novembro de 2007


Buon Giorno, princepessa !!!!!!





[ "Mágico...!!"
Assim ela responderia...se tivesse que definir o que sentiu... ]




*

Apenas.menina.boba.


.


Menina boba. Apenas, menina boba. Menina boba com um nariz de palhaço. Menina boba. Quando criança ruborizava quando tinha de responder a chamada. Não falava em público, quase não falava. Sua brincadeira favorita eram os livros. Sonhava com as histórias e com os personagens que nunca seria. Fantasiava ela mesma, fantasiava um final feliz. Porque todos os contos de fadas têm um final feliz. Gostava da história do Patinho Feio. Ainda existia uma esperança. Menina magrinha, tímida, franjinha e nariz de palhaço, era ela. E o sonho de virar cisne, persistia na sua cabeça, fantasiava um final feliz. Ninguém ouvia suas lágrimas que caíam silenciosas pelo tapete do quarto. Ninguém, talvez ninguém a conhecesse de verdade e não soubessem quem era ela. A menina virou cisne, virou popular, começou a chamar a atenção das pessoas, conheceu príncipes que logo após se tornaram sapos e sapos que nunca se tornaram príncipes. Conheceu madrastas, anões, fadas madrinhas e dragões, mas a menina não era uma princesa. E a menina chorava. Chorava porque contos de fadas não existem e no final ela nunca tinha deixado de ser a menina boba com nariz de palhaço. Chorava porque junto com os contos de fadas, finais felizes também não existem, não sempre. Chorava porque de princesa, passou a ser o bobo da corte. Contos de fadas realmente não existem. E as lágrimas ainda caem no tapete.

E talvez ainda não a conheçam de verdade.


Ou conhecem?



.

.AmAdoReS.

.

Um destruidor é sempre um destruidor, não é?
Não importa seus paradigmas, se insiste que irá mudar, que tentará ser alguém melhor.

Quem sou eu pra entender a loucura de certas pessoas?

Loucos, são sempre loucos e amadores amam, sem precisar de razões.
E o que mais além de amadores fazem além de amar sem saber o que é isso?
O fazem. E ponto.
Significa que te destruirei?
O que o seu pensar significa?
Quer mentir?
Então vá.
Ou melhor, vou-me.
Minto eu, então.

Como pensas, nessa sua mudez frígida e insone.
Destruidores são destruidores. Por mais que não tenham nascido assim.
E erros não cometidos se tornam falhas humanamente exploráveis. Se me coloco em seu lugar não tiro a sua razão. Mas a razão sempre é irracional se tratando de destruidores.
Apago meu cigarro imaginando que não gostaria de taxar-me assim novamente. E acendo outro enquanto reflete sobre minhas mentiras.
Mentiras que não são minhas decerto. Dê certo.
Daríamos realmente certo? O certo e o errado se confundem numa linha fina e horizontal. E hoje dormirei na cama de baixo.
Abaixo de quem prometi que não mentiria.
Poderia ofender-me?
Talvez.
Mas não vou argumentar o que não posso explicar.
São amadores, meu bem.
E não acredite em mim.
Não quero ter o peso de precisar pedir.
Se quer acreditar, acredite, se não quer, deixe-me logo ir embora.
Apago o outro cigarro enquanto termino esse texto, fecharei a porta e os meus olhos também. Dormirei o sono leve de uma destruidora que acreditava não mais existir, mas ela existe: em você.
A chuva esmaeceu e te ouço dormir.
Uma pena. Uma pena...

Boa noite, é hora da sua mentira dormir.


.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

.E SE TIVESSE.(?)

.


Eu queria ter uma bomba...
Um flit paralisante qualquer,
pra poder me livrar do prático efeito das tuas frases feitas...
Das tuas noites perfeitas...

Um flit paralisante qualquer...
Pra poder te negar bem no último instante...

Meu mundo que você não vê...
Meu sonho que você não crê.
-FREJEAT-

.



"CHAMÁ-LO DE NADA,TRASFORMAR TUDO AQUILO QUE SENTIMOS EM PÓ...?"
(Transformar em nada...tudo que eu chamo de pó...aquilo que sinto...)*


"ESSE SENTIMENTO NÃO VAI SUMIR NUNCA DENTRO DE MIM."
(Não posso sumir em mim...dentro desse sentimento.)*


"VOCÊ NÃO PODE DESISTIR ASSIM TÃO FÁCIL."
(Tão fácil seria...se fosse só desistir assim...)*


"VOCÊ NÃO VAI CONSEGUIR.E EU NÃO VOU DESISTIR."
(Eu vou desistir...e vc vai conseguir...)*


"EU TE PRECISO."
(E eu...?
POrq ao ouvir a tua voz...eu me calo...)*


"TUA INDIFERENÇA ME MACHUCA DEMAIS AGORA."
(Eu preciso dar o primeiro passo...)*


*Coisas que a cabeça pensava...enquanto os ouvidos ouviam.



[O coração...tentava em vão ser notado e repetia baixinho...ali...sozinho:


Fecha os olhos,apaga a luz e me abraça...Me acorda qndo o Sol estiver saindo...]

.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

-->À 3.135 kilometros.

(Já do outro lado...)


[...]

Como todos os outros, havia se tornado como todos os outros.
E ela chorava como todas as outras vezes. Que menina bobinha, chorando de novo.
Logo essa menina que havia prometido parar de chorar. Menininha boba. Como todos os outros. Ela chorou uma vez com outro. Ela chorou outra vez com outro outro. Ela chorou outra outra vez com outro outro outro.
E ainda não havia aprendido a não chorar mais.
Menina boba, reles menininha boba!

Suas lágrimas desciam pelas suas bochechas pálidas.
Menininha boba de bochechas pálidas e nariz vermelho.
Mais uma vez, boba!

Ele havia se tornado como todos os outros. E ela estava chorando, como todos os outros a fizeram chorar. A menina era boba, mas era forte. Poderia enganar-se se quisesse e não chorar. Mas se iludir nunca havia sido a sua melhor opção, então resolveu chorar.
De novo, de novo, de novo. E aquele nariz ia ficando cada vez mais vermelho e aquelas bochechas ficavam cada vez mais pálidas e inchadas.
Mas ainda assim tinha uma esperança, porque ele talvez não fosse igual a todos os outros. Ainda existia esperança. E talvez fosse por isso que ela sempre seria a menina boba. A menina boba com bochechas pálidas e nariz vermelho.
E ela ainda se orgulhava disso.
Menina boba. Pra sempre boba. Mas ainda assim era feliz.
Porque ela era a menina boba...mas não mais pra ele.
Talvez.


.

[Estamos conversados...ok?]

.






*

.Sendo assim.

.
Ele poderia ter a acusado de tudo.
Mas nunca...nunca...por nenhum momento...acusa-la de não lhe amar.

Ela...sozinha no seu quarto...
Desligou o telefone...e sorriu.

É... realmente agora sim...é o fim do jogo.
Parabéns!Vc ganhou de W.O.

[Eu desisto...]

.

(...)
Vida nova!
À mim...
À você...
E pra esse mais novo (e certamente belo) ser concebido...



Estou te desejando tudo de bom...



*

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Foi Mais Ou Menos AssiM...

*

-ABRIL:

"Eu já estou tão acostumado de me contar inteiramente a alguém, tão desacreditando na capacidade de compreensão do outro..."


-MAIO:

"Penso, com mágoa, que o relacionamento da gente sempre foi um tanto unilateral, sei lá, não quero ser injusto nem nada - apenas me ferem muito esses teus silêncios..."


-JUNHO:

"Mas eu nunca quis ser gostado por aquilo que não sou ou aparento ser..."


-JULHO:

"Não é verdade que as pessoas se repitam. O que se repetem são as situações..."


-AGOSTO:

"Acho que sou bastante forte para sair de todas as situações em que entrei, embora tenha sido suficientemente fraco para entrar..."


-SETEMBRO:

"Que te dizer? Que te amo, que te esperarei um dia numa rodoviária, num aeroporto, que te acredito, que consegues mexer dentro-dentro de mim...?"


-OUTUBRO:

"Tô exausto de construir e demolir fantasias. Não quero me encantar com ninguém..."


-NOVEMBRO:

"... tive vontade de sentar na calçada da Avenida e chorar...mas preferi entrar numa livraria, comprar um caderno lindo e anotar sonhos..."



*

.QuaSe iSSo...

[...]

...me concentro inteiro nas coisas que me contas, e assim calado, e assim submisso, te mastigo dentro de mim enquanto me apunhalas com lenta delicadeza deixando claro em cada promessa que jamais será cumprida, que nada devo esperar além dessa máscara colorida, que me queres assim porque é assim que és e unicamente assim é que me queres e me utilizas todos os dias, e nos usamos honestamente assim.


[Trecho de À beira do mar aberto]



*

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

.Por hoje é só.

(...)
Eu poderia viver reclusa numa "casca de noz"...e me tornar Rainha do espaço infinito...

Mas estou cansando...estou cansada...

Tem horas que penso que a gente carecia, de repente, de acordar de alguma espécie de encantamento. As pessoas e as coisas não são de verdade...


[...]

"...E no final assim calado,eu sei...que vou ser coroado rei de mim..."
-LOS HERMANOS-



*

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

.Mais uma vez.

E se foi...
Como um balão de ar, daqueles que as crianças sem querer deixam escapar nos parques de diversão...
Livre e leve, mas prestes a se perder na imensidão do céu e explodir.


.

"Vou tentar recompor teu rosto...sem conseguir..." (C.F.A.)

.

*

sexta-feira, 26 de outubro de 2007


Não...não adiantou bancar a distraída...
Bastou uma ligação.
Pronto.

É a sua voz que me canta e encanta.
De nada valeu tantos ensaios de frente ao espelho.

E já não me bastasse essa distancia torta...
Tu vens com essa perfeita perfeição...

Medrosa!É isso que sou...

Tudo de novo agora.
E a contagem regressiva recomeça.
Volta...
Toma de mim...o que é teu...

Eu me rendo...!




[Ainda tentando descrever oque sinto quando lembro desses teus olhos cor de mar...
E qnto a Lua de hoje...sim...foi pra você...e a saudades chega a dar náuseas.]



.

Noite boa.

O céu hoje aqui é de estrelas.

E aí? O que vês?

Então...

.





*

.SoBre querer.


Sim...eu sei.
Mas é tanto querer...
Eu tenho me sentido incompleta, principalmente pelo dever que me imponho dioturnamente de ser inteira até nas impossibilidades...
Eu olho minha barriga e sinto falta de um serzinho crescendo lá dentro.
E eu quero tanto me sentir a mais gorda e mais feliz das mulheres...
Fico imaginando como será a sensação de ter o meu coração batendo fora de mim...
[É...e o meu lado racional ainda existe.
Alguém quer?]
*

terça-feira, 23 de outubro de 2007


Todas as saudades vivem num espaço apenas, porque todas as saudades são uma só.

Repare se não...

Repare se a tristeza que se sente por um momento que passou, e que não volta, não é a mesma que se sente de um momento que, nesse mundo, ainda não aconteceu?

Vontade de amor é igual à saudade de amor.

A gente conhece o sabor, sabe o cheiro, o doce que tem, a gente sabe se é macio, e deseja que seja do mesmo jeito da passada a aventura que ainda não veio.

(Talvez mudando o final.)

Mas todo fim é igual, todo mundo é sozinho, ainda que pelo caminho, passeie de mãos dadas pela ilusão leve...

E acordar, é enfim, sentir essa saudade, do que passou, e do inexplicavelmente não acontecido...


Tudo fica quando a gente vai.

O coração é que voa junto. Só ele.



[Está só é um estado de espírito...]

*

.Do abraço que não veio.



Carro parado em plena avenida às 00h...
30 contos no bolso...
Dedo cortado sangrando aos montes...
Ninguém atende.
Não tem nem isqueiro pra acender um maldito cigarro.
O dedo doi...
Não atendem.
Papai viajou...
Ah,se tivesse pelo menos um isqueiro.
Putz...celular descarregou...
Cabeça a mil por trabalhar até aquelas horas.
O carro não pega.
O sangue não pára.
O cigarro continua apagado.
Vou ligar pra ele.
Senta e chora agora, garotinha...
Ninguém atende...
E ninguém fuma.
Quer dizer,levanta e reza...
Tens uns caras estranhos vindo aí.
Correr adianta?
Adianta!
Corre!!!!!!
Frentista gente boa,posso ficar aqui com o você?
Vc tem isqueiro?Ah,ta...é evangélico?
Então foi Deus que me enviou vc pra ir comigo rebocar meu carro três ruas abaixo...
Pois é...é cortei lá no carro...Doi sim...mas só um pouco.
Vamos la!
Obrigada,viu moço.
Não pega.
Vou ligar pra ele.
Pedir um isqueiro também!
Não chora garota!
Gostosa é a tua mãe, seu filha de uma Puta!
Vou ligar pra ele.
O sangue ta estancando.
Moço,posso pegar seu celular?
Ninguém atende.
Até onde eu chego com 30 reais?
Vou ligar pra ele.
Caramba...já são 1:35h!
A cabeça não pára.
Vou ligar pra ele.
Eu moro longe,seu moço...
To bem sim...
Vou ligar pra ele.
Mas não vou chorar.
Vou ligar pra ele.
Eu to bem.
Tudo sobre controle e não aconteceu nada demais.
Vou ligar pra ele.
Já estou ligando.
E chorando também.
Idiota!(eu)
Obrigada por ter vindo.
E chorei.
Mais uma vez.



[Na verdade não estava triste...apenas não compreendia oq estava sentindo...

E sem querer entender de tristeza,mas entendendo o que sentia no fundo de si mesma,abraçou forte o travesseiro...

E dormiu.

Como quem deseja nunca mais acordar ...]





*

.TreCho de Uma Agenda-DiáRio.


.

E então eu me calei...
Não como os covardes que se calam por lhes faltar argumento.
(...) Mas não chorei !Não ... Não ...
(mentira!eu chorei...!)
Mas calei como se cala uma criança pequena.
Me calei devagar, pensei e pensei ...

(...) Não foi um silêncio agressivo.
Foi pura vontade de fechar todas as portas e apagar todas as luzes...
Jogar fora as chaves ...
Espantar os pássaros do telhado.
Tudo culpa do meu desconsolo.

(Acho que não quero falar disso também.)

Por um instante eu quis gritar.!
Alto !
Acordar os preguiçosos, gritar até adormecer.
Talvez dormindo eu encontre abrigo.
Um abrigo em meio à cobertores e a desordem de sonhos interrompidos.


[Noites tão frias não deveriam existir quando a chama insiste em apagar ...]





*

E VoCê ?

.
"...Na verdade continuo sobre a mesma condição;
Distraindo a verdade e enganando o coração..."





[Sempre...sempre chega a hora de voltar pra casa...]




*

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

S.A.U.D.A.D.E.S.*

...que me dá vontade de ficar debaixo de um cobertor comendo morango com Nutella.


*Esse ainda é o único sentimento que eu ainda hei de aprender a lidar.

Ah,esqueci!Você não é real...


*

.Só que eu acordo.


...e percebo todas as coisas estranhas por demais, tão quanto o sonho de duas, três, quatro ou cinco noites anteriores.

E eu começo a pensar que alguém deu um nó-cego por aqui e paciência alguma quer desfazer.

E passo a acreditar que sou mesmo um grande reflexo desse mundo individualista, vendo e não vendo as coisas acontecerem lá fora.

O problema, além de todos os outros e do meu eterno exagero em sentir, é que cansei desse meu egoísmo de me atentar em demasia ao que nasce em mim e em mim se desfaz.

E tenho sentido muita vontade de sabotar essa vigilância interior, essa insistência em me enfrentar...

Só que eu acordo de novo e sinto falta do meu sonho.

É que eu tenho sentido muito medo, entende?

Muito muito medo. Só não sei ao certo do quê.


O que me faz achar graça, muita muita graça...






[Na verdade,eu queria ter coragem de arrumar minhas malas e ir correndo alcançar o sonho que me prometeram.
Mas meus passos em falso estão ofuscando minha visão.
Deixe-me aqui...deixe-me quieta...
Deixe-me continuar com o meu nó na garganta todas as vezes que desligo o telefone.
Deixe-me...com essas lágrimas nos olhos lembrando de como vc me olha...
Me ensina a acreditar que tudo isso que vem de ti não é tão perfeito...
Vai...eu fico aqui...
Não fala mais nada...
Você não é real...você não é.]




.


Noite boa...

Aí ta muito frio?Hoje aqui fez muito vento.

E amanhã tem Sol.

.




*

quinta-feira, 18 de outubro de 2007



" No dia em que fui mais feliz
Eu vi um avião
Se espelhar no seu olhar até sumir...

De lá pra cá não sei...
Caminho ao longo do canal.

Faço longas cartas pra ninguém...
E o inverno no Leblon é quase glacial.


Há algo que jamais se esclareceu,
Onde foi exatamente que larguei
Naquele dia mesmo
O leão que sempre cavalguei...


Lá mesmo esqueci que o destino
Sempre me quis só...
No deserto sem saudade, sem remorso...só...
Sem amarras, barco embriagado ao mar.


Não sei o que em mim
Só quer me lembrar...
Que um dia o céu
reuniu-se à terra um instante por nós dois,
pouco antes do ocidente se assombrar.

No dia em que fui mais feliz
Eu vi um avião
Se espelhar no seu olhar até sumir..."





[...]


Quando a gente pensa muito em alguém, as palavras saem distorcidas.
Isso mesmo, elas derretem e deixam na boca um gosto de cheiro.
Sabe quando sua saudade tem cheiro e você pode senti-lo pela boca?
Então, é assim...você tem um gosto que é seu, um gosto que ninguém nunca vai sentir, porque é o SEU gosto pela minha boca, é único...
(Me mata essa vontade de querer tomar você num gole só...)
*

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

-SENTIMENTO EMBALADO NUMA MÚSICA-

Juro que tento entender...
É difícil, mas eu vou te explicar.


Vejo tudo que já tenho em minha vida,penso em todos que deixei pra trás...


Nem sempre as coisas mudam pra melhor.
Penso todo dia em nos sabotar.


Eu sei...que perdemos tanto tempo aqui...E me faço de desententido.
Mas sabemos o que nos prendeu.
A insegurança é o que fez morrer.

Não é nada confortável...

Não tente entender se não quiser
Só não me anule do seu lado.
Siga seu caminho que eu vou seguir o meu...
Só queria agradecer por suportar.
Pela primeira vez nos libertar...





-DEAD FISH-







(...)
Não caberia música melhor para o momento...
Não caberia música melhor para descrever o sentimento de hoje...


É hora de recomeçar mais uma vez...
Hora de sentir leveza...
Hoje eu também vou dormir mais feliz e aliviada...
...Eu amo você...
E isso também passará...






*

.Das CoiSas q não Tem Muito a ver com o momento agora ApesaR De tereM Mesmo Uma ligação eNorme Com tudo IssO...oU Não,jÁ que Não Há tempo...



-Sei, sei. Você vai perguntar: mas houve algum erro?
Bem, não sei se a palavra exata é essa, erro. Mas estava ali, tão completamente ali, você me entende?
No segundo seguinte, você ia tocá-la, você ia tê-la.
Era tão. Tão imediata. Tão agora. Tão já. E não era.
Meu Deus, não era.
Foi você que não soube fazer o movimento correto?
O movimento perfeito, tinha que ser um movimento perfeito.
Talvez tenha demonstrado demasiada ansiedade, eu penso.
E a coisa se assustou, então. Como se fosse uma fruta madura, à espera de ser colhida.
É assim que vejo ela, às vezes. Como uma coisa parada, à espera de ser colhida por alguém que é exatamente você.
Não aconteceria com outros.
Depois, quando ela foge, penso que não, que não era uma fruta.
Que era um bicho, um bichinho desses ariscos. Coelho, borboleta. Um rato.
É preciso cuidado com o arisco, senão ele foge.
É preciso aprender a se movimentar dentro do silêncio e do tempo.
Cada movimento em direção a ele é tão absurdamente lento que o tempo fica meio abolido.
Não há tempo. Um bicho arisco vive dentro de uma espécie de eternidade.
Duma ilusão de eternidade. Onde ele pode ficar parado para sempre, mastigando o eterno.
Para não assustá-lo, para tê-lo dentro de seus dedos quando eles finalmente se fecharem, você também precisa estar dentro dessa ilusão do eterno. (…)
- O erro? Eu dizia, pois é, o erro. Eu penso, se o erro não foi de dentro, mas de fora?
Se o erro não foi seu, mas da coisa?
Se foi ela quem não soube estar pronta?
Que não captou, que não conseguiu captar essa hora exata, perfeita, de estar pronta.
Porque assim como o movimento de apanhar deve ser perfeito, deve ser perfeita também a falta de movimento, a aparente falta de movimento do que se deixa apanhar.
Você me entende?
Eu penso também, e se houve alguma interferência no.
No em-volta-dos-dois, no ar.
No astral, eu penso também.
Uma coisa de Deus, do invisível, do mistério, que embora pareça errada ao não te deixar apanhar o prometido, no entanto está absolutamente certa.
Porque é assim que é.
Naturalmente.
As coisas sempre prestes a serem apanhadas.
E você eternamente prestes a apanhá-las. Como uma sina. Sempre prestes.
[fragmentos de Pela Noite] [c.f.a]
*

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

.DaS caRtas NãO enTreGueS.

Em dias como esse...em dias como ontem...

Meio cinza...cor sépia...


Mas porq eu sempre lembro de você?

Como se não bastasse a lembrança vem a saudade e a falta....daquelas que batem no peito...mas enfim,me faz seguir em frente.

Tudo continua como você deixou, parado...assim, do mesmo jeito.
Merda...!Às vezes acho que não deveria ter deixado você ir embora...
Seu livro está aberto naquela última página, lembra?
Ainda resta um gole daquele vinho caro...
É...você costumava beber sempre na garrafa como se quisesse sorver o mundo até o último gole...
(Essa cena para mim era sempre hipnótica...)

A tua meia suja de grama ainda está no porta-mala do carro...
O cartão do hotel...(rs)...sim...ainda tem minha marca de batom junto com a digital do teu dedão...
E não adianta tentar escapar dessa droga de saudade se em tudo ainda resta algo teu.
Principalmente,em dias como hoje...em dias como ontem...

Eu deveria ter rasgado aquelas passagens...e não mais pousar de amiga compreensiva.(Sim,porq aquela era eu,mas hj...eu não queria mais ser.)

Porque o correio chegou hoje aqui em casa com um pacote...mostrando-me que no meio de todas tuas confusões...tu sempre pára e pensa em mim...

E em dias como hoje,em dias como ontem...na verdade,eu queria mesmo é que você estivesse ali...aqui...com todas aquelas tuas promessas malucas...e nossos devaneios.

Porque hoje...qndo eu lembrei de ontem...eu fechei os olhos e senti tuas mãos...ao acalentar-me no teu colo...

Você tem razão...você realmente sempre está comigo...
[Te juro...te juro...sem medo...!Vc é minha melhor lembrança...vc é minha melhor saudade...
A história mais torta,a mais louca e a mais linda...!A que me faz acordar todos os dias e sonhar...
É aquela que me faz dar gargalhadas toda vez que penso na gente...nesse amor...e nessa amizade tão sublime...que me fortalece...e me faz sentir vontade de ser sempre uma pessoa melhor...
Pra você,Ma...eu sempre sorrio no final.]
*

.NA VERDADE.

*


As vezes acho que a vida me reservou apenas duas fases: adolescência e velhice...
O resto, serão apenas paixões mal resolvidas, reggae...blues...rock'n roll e noites em claro com meus amigos.
E quer saber?Gosto disso!


*

.DOs tExTOs GuArdaDos Na GavEta.

Vou dormir leve...porque o peso era você...
A leveza que trago comigo é a certeza de não bater a porta para não ter que olhar para tras...
Qualquer coisa dói menos que a certeza de ter feito o que tinha de ser feito...

Sinto-me leve...deito a cabeça no travesseiro...e Deus sabe a prova de que meu coração não batia a toa...que estive por completo enquanto achava válido...

Apesar d toda a minha impulsividade,não vou dizer que basta.
Eu sempre amenizo...mas talvez agora chego ao cume.

Não serei eu navegadora solitaria dessa órbita.Não serei eu arbitraria desse jogo...
Peço clemecia...apenas...
Suplico verdades...(elas ainda não me machucam).

E sinto-me leve...apenas...
POrque sei que é preciso coragem para entregar as nossas verdades as pessoas...
Porque Sei que sentimentos são validos,qndo as atitudes são vãs...

Sei apenas o que sinto...o que quero...
E me incomoda ver-te desconsolidando a imagem que eu fizera de ti...

...Mas sinto-me leve,meu anjo...porque você soube que um dia meu amor foi teu...


Fica em Paz...




[...]

É um daqueles textos que a gente escreve...e qndo acaba, acha ele uma imensa idiotisse.
Estive lendo meus textos antigos,saca?
.11 de dezembro de 2005.
Se a situação é completamente outra...então porq a sensação ainda é a mesma?
Ta errado...eu sei que ta errado...
E eu ainda vou me arrepender de ter escrito isso aqui.


*

.FeNiLeTiLaminA.


Eu?
Eu estou aqui enchendo a cabeça com uma porção de utilidades não tão úteis quanto parecem. Lendo livros, conhecendo pessoas, discutindo, discordando, entendendo.
Eu estou aqui me perdendo no som de bandas desconhecidas. Sorrindo. Saindo. Bebendo.
Eu?Aqui, já disse.
Fugindo da musica melosa, da noite sozinha no quarto, da saudade apertando o peito.
Fugindo um pouco de mim. Fugindo dele.Eu estou bem, mesmo cometendo o ato falho de começar outro parágrafo com a primeira palavra dos anteriores.
Mas fodam-se as regras gramaticais, que hoje eu estou deveras cansada pra seguir o que não foi proposto por mim.
Fodam-se todas as regras.O problema é que desaprendi a ficar sozinha. Meu quarto já não é meu melhor refugio. Minhas frases, minha coleção de palavras certas pra expressar sentimentos foram embora.
Saíram todas correndo e eu na inércia, não tive animo de ir em busca delas.
Já nem sei escrever o que quero. As vezes, e muito comumente agora, vivo tendo de fazer coisas pra não gritar, como escrever este texto.
Não gosto de fugir de mim. Não gosto de não me sentir a vontade estando só.
Não gosto. E tudo isso é culpa dele...
Ok, eu sei que não é!
Mas parece inevitável que eu diga que sim. Culpa da falta que ele me faz.
Culpa daquele conjunto que tanto me agrada: sorriso, olhos, palavras bobas, carinho, abraço...Tudo que faz parte daquele sujeitinho que me faz perder a respiração. Que ofusca meus olhos e cala minha boca para todos os outros cognatos.Se ele estivesse aqui...E agora eu paro pra tentar saber quem é ele, pois os rostos, os nomes e os gestos se confundiram aqui dentro. São eles, mas eu só queria um. Se ele estivesse aqui juro que não perderia tanto dinheiro com chocolates e talvez também não precisasse de tantos papeis em branco e canetas e musica alta e álcool.Talvez... E juro que não escreveria tantas linhas de puro desconexo.Com ele ou comigo, já que tenho quase certeza que me perdi um pouco no meio da estrada, nessa busca por ele, eu não sentiria vontade de me preencher avulsamente com esse hormoniozinho de merda, essa droga de feniletilamina que eu tanto necessito. Porque ele me entregaria de bandeja e meu cérebro surtaria de forma saudável por não suportar tantas sinapses apaixonadas. Ele me proporcionaria tudo isso sem que eu quisesse ou sequer notasse. Alimento meu vicio diariamente e na verdade tudo não passa de uma substituição fajuta.
Porque sei que se ele estivesse comigo eu não necessitaria do “amor” que vem embrulhado em pacotinhos coloridos e estupidamente calóricos, comprados no supermercado. Eu só precisaria dele que é meu real vicio.
A minha droga.
*

Estou a espreitar a tua janela...n tenha medo!

São apenas as minhas garras a tentarem alcançar-te novamente.

Tens medo que te ame?

...Não tenha pois já basta eu ter medo de te amar tb...e com as minhas garras te magoar...

(Numa noite em que meu coração precisa desesperadamente de um carinho...e as minhas[des] garrras,dum refúgio.)







*

.(des)CONEXÕES.


Não sei ao certo se eu nasci não cabendo na vida ou se é a vida, a minha, cheia de realidades inventadas, que por ser maior do que a vida em si não (me) cabe.

A minha imaginação sempre me excede. As vezes não sei se existo.

Vivo procurando brechas por onde eu possa escapar-me.

Nunca escapo.

Vivo procurando meios para esconder-me.

Nem sempre escondo.

Vez ou outra a minha pressa e o meu não caber me tira da rota.

E então eu realmente não caibo nem entendo como consigo sentir tão distante aquilo que está tão perto.


Eu vou tentar inventar realidades menos imagináveis...
*


terça-feira, 2 de outubro de 2007

"Mas tu não deves esquecer.

Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."


-Antoine de Saint-Exupèry - retirado do livro "O Pequeno Príncipe"






(...)Creio que eu esqueci das duas últimas frases.Lamentável...Dói em mim saber que cometi tal indelicadeza.

Pior ainda...de ter esquecido quão especial são os laços que nos unem.
Não há como voltar atrás. Ficam a lição e o gosto amargo na boca.


*

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

.

Em verdade, eu vos digo: tem dias que eu caibo dentro de uma caixinha de fósforos e tem dias que o mundo vira uma caixinha de fósforos pra mim.

.



*