sexta-feira, 25 de abril de 2008

.Bons FrutoS.

.


A vida te dá uma rasteira. Você cai, tropeça, o sonho borra a maquiagem, o coração se espalha. Você sente dor, perde o rumo, perde o senso e promete: paixão, nunca mais.
Você sente que nunca irá amar alguém de novo, que amor é conversa de botequim, ilusão de sentido, que só funciona direito para fazer música, poesia e roteiro de cinema.


E você inventa...
Um amor pra distrair. Um amor pra ins-(pirar). Um amor pra trans-pirar.
Uma paixão aqui, um quase-amor ali...
Ainda bem que existem amigos para amar, abraçar, sorrir, cantar, escrever em recibos e tirar fotos bonitas.


E a vida segue. Feliz.
Sua imaginação te preenche, seus amigos te dão colo, vodka e dias incríveis...
Aí do nada ele surge. Ele. Ele que é diferente de tudo. Ele que é tudo. Mas tudo não existe. Ele sim. Ele existe. E gosta de mim, de praia, de palavras simples e café no final da tarde. Ele que é lindo...
LINDO! Lindo por fora, mas infinitamente lindo por dentro.
Que tem sonhos molhados, planos no varal e o coração atirado na mala. Ele que não se parece com nada. Ele que combina comigo. E não tem medo. Será que estou sonhando?
ELE NÃO TEM MEDO!
Ele não gosta do morno, de mais ou menos, de música feia, nem sentimento pequeno. Ele que me abriu o verbo, me fez chorar de saudade, escancarou o coração, confessou o que não se diz e me sentiu. Lá de longe, ele me sentiu. Me enxergou por dentro, me chamou de anjo, disse que eu sorria lindo e me deixou tímida.
Mas como assim?Ele me deixou tímida!


E me mostrou músicas lindas, lugares maravilhosos,viagens inesquecíveis,mandou mensagens encantadoras, devolveu minha esperança, me fez querer acreditar de novo.Ele que conhece o sabor de desfrutar da companhia dos vira-latas que encontramos nas ruas.De rirmos das nossas histórias contadas,das vividas e planejadas.Ele que faz ver-me refletida em seus olhos.Ele que não gosta de jogo, que tem o sorriso mais lindo do mundo, que não pára nunca de sorrir e me olhar. Ele que não pára nunca de se buscar e me encontrar...
Ele que gosta de olhar pro ceú junto comigo e me fez ver pela primeira vez depois de vinte e cinco anos a constelação de Escorpião.
Que me faz adormercer em seus braços,que tem a voz mais mansa e doce...e sempre me beija a testa dizendo que vai dar tudo certo.Ele que sabe dançar no meu ritmo,cantar na minha melodia,me faz ser uma pessoa melhor e amar melhor.
Que vê graça onde não há sentido...e vê sentido onde tem graças...e me transmite tanta Paz...
Ele...que me enche os olhos e o coração de orgulho ao pensar nele.
Ele tão cúmplice.Companheiro constante e fiel.
Que sabe compartilhar o nascer da Lua cheia e traduzir as mensagens que o Universo tenta nos mandar em segredo.

Ai, pára tudo.
Porque pra ele eu digo sim.Solto minhas amarras e flutuo.
Porque com ele o amor não doi.
Vou viver e ser. Vou viver, ser e amar. Vou viver, ser, escrever e amar. Com ele.
Até o fim.







[Sorte a minha...que nesse dia de frente ao mar,em teus braços vi o Sol nos dar Bom dia...]

*

.O CaoS NoSSo de CaDa Dia.

(Ou: a teoria das minhas borboletas)

.

Sou avessa à equações, fórmulas e respostas certas. Não gosto de nada definido. Certezas não me calam. Talvez - por ser uma eterna questionadora e reverenciar o que não se explica - eu deva admitir, com respeito: sempre me atraiu o conceito do caos. Não me entendam mal, por favor. A palavra, por si só, já me traz simpatia: "caos" era usada pelos gregos como sinônimo de fenda ou espaço infinito. A simples idéia me encanta. E não é só isso. A teoria confirma a natural instabilidade do mundo (e de nós mesmos): há ordem na desordem e desordem na ordem. Viu só? Pra mim, nada pode ser tão real. E inspirador. Parece loucura? Olhe, então, a vida se desenrolar lá fora. Ou atreva-se e vire para você mesmo. Previsões falham. Resultados nos surpreendem. Contradições surgem. Fatos nos tiram do prumo quando tudo parece estar na "mais perfeita ordem". O contrário também acontece. (E eu agradeço, feliz, pela não-linearidade do mundo!). Li uma vez que o simples bater de asas de uma borboleta pode provocar um tufão do outro lado do planeta. Já avaliaram isso? Ah, não sei não. Não entendo nada de física, nem de escalas temporais. Minha história é outra. Acredito que uma pequena escolha na vida pode mudar muita coisa lá na frente. A dimensão de tal fato? Não sei medir. Mas, por via das dúvidas, me asseguro: acalmo as borboletas que voam na minha barriga e exijo-lhes ordem.
Afinal, nunca se sabe o temporal que somos capazes de criar...


.



"É preciso ter caos e frenesi dentro de si para dar à luz uma estrela dançante." (Nietzsche)



[E eu queria ter apenas vc agora...ao alcance de minhas mãos...]
*

quarta-feira, 16 de abril de 2008

.Vê?.

.
....E no fim das contas,as vezes pouco importa esses quilômetros todos que nos separam.

Olha você aqui...

Mil trezentos e oitenta e nove quilômetros...e ainda consegue calar as minhas lágrimas do outro lado, estica esses braços tão longe que é capaz de segurar minhas mãos trêmulas...e desfaz o nó na garganta.

Eu não te largo, não me permito distanciar o nosso adeus a ponto de esquecer o quanto nos encontramos todos os dias, tão de perto...

Olha você aqui, de novo, agora. Nessas letrinhas todas. Vê?
No meu dicionário não existe só mais saudade, existe sim agora o teu nome...que me faz ser tua.

Tua...todos os dias...
.
[Contando as horas...E vem logo,que a minha escova de dente ta morrendo de saudades da tua...!]
*Te amo daqui à Lua.(indo e voltando!)
*

domingo, 13 de abril de 2008

- A SUA -



"Eu só quero que você caiba no meu colo,porque eu te amo cada vez mais...
Eu só quero que você siga para onde quiser...Que eu não vou ficar muito atrás.
Tô com sintomas de saudade... Tô pensando em você..."


[...penso tanto em você que na hora de dormir vezemquando até sorrio e fico passando a ponta do meu dedo no lóbulo da sua orelha...e repito repito em voz baixa: te amo tanto...dorme com os anjos...
Mas depois sou eu quem dorme e sonha, sonho com os anjos... Nuvens, espaços azuis, pérolas no fundo do mar...]

*

sexta-feira, 11 de abril de 2008

.Srª das Dores.

.


Vivo brigando pra não senti-las, até porque não acho que dores remeta a algum sentimento prazeroso...

Eu prefiro os prazeres, então fico convertendo dor em prazer. No início é meio complicado, mas depois de algum treino fica (normalmente) fácil.

Mais essas eu não estou conseguindo... Dores que NÃO SÃO MINHAS, mas estão me afetando... Eu não sou o alvo, mas sirvo como mira pra atingi-lo...

São lançadas a mim feito facas certeiras, já que seus atiradores são eficientíssimos ao remessá-las!


E dói toda vez que desavisada,sou mirada.

Dói aqui no peito, não do lado esquerdo, nem do lado direito, bem aqui no meio mesmo...

O que só contribui para confundir-me ainda mais...


E estando dolorida e confusa não consigo estancar a hemorragia interna. Esvaindo entre tantas dores (alheias), busco forças e bato palmas para seus atiradores.

Consigo enxergar a habilidade deles...

Consigo admirar...

(E nem sempre admiro o que qualifico como bom... O mal também tem minha admiração. Porém nunca terá a minha compreensão...)


E estando dolorida e confusa não consigo vedar o sangramento.

As feridas do coração, ele mesmo estanca. As da razão, ela mesma cessa...

(Mais como sanar as que não são nem de um nem da outra?)

Uma vez que não consigo enquadrá-las entre esses dois, uma vez que não consigo alcançar com inteligência (e é duro admitir isso), fica difícil a cicatrização...

E diante desse tipo de dificuldade, vem o sentimento de impotência. Ao qual eu mesma imponho a existência, porque não quero que meus venenos letais (sim, eu os tenho!) escorram junto com o sagrado sangue que escorre devido ao golpe covarde, porque não quero intoxicar pessoas das quais gosto, pessoas das quais quero gostar ainda mais.

E para não dar o prazer ao atirador de assim, nessa demonstração de fraqueza, atingir o verdadeiro alvo.


Dor que não atinge o coração... Dor medíocre e traiçoeira...

Não se submete a razão, Até porque não deveria doer...!

Mais como ser indiferente à ela, Se me usam como mira?


Aos atiradores de facas um aviso: Já vesti minha proteção de tecido fino que é a indiferença Cosida com a linha sutil do desprezo...E sendo assim, Pode (me) mirar!!


As tentativas de ferir, morrerão em mim, já que o alvo, hipnotizado pelo brilho (falso) sedutor de tuas facas, Não se percebe ameaçado...



- UM FELIZ ANIVERSÁRIO !! Feliz aniversário ???? -






[De onde vem este cansaço quase mágoa com que te dirijo o olhar?
Eu queria que fosse fácil, claro, quando eu ainda posso dizer a ti: "pode contar comigo".
Tu sabes que pode contar...
Mas há uma coisa sem nome que me faz calar. E temer...
Deixe...deixe usar-me de mira...mas não sejas mais tu o alvo...

Desculpa por não saber todas as respostas pra tua vida,minha doce amiga...]



.Amo você.





*


quinta-feira, 10 de abril de 2008

.As MaRaViLhaS do PaíS de Alice.

.
-Podes dizer-me, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui?
-Isso depende muito de para onde queres ir - respondeu o gato.
-Preocupa-me pouco aonde ir - disse Alice.
-Nesse caso, pouco importa o caminho que sigas - replicou o gato.

(Lewis Carroll -Alice no País das Maravilhas)
.




[O Gato de Carroll mostra-se para a menina como um companheiro nos momentos em que ela precisa de uma resposta sobre o que fazer.
E é um dos poucos personagens com quem ela consegue manter um diálogo mais brando e também o único que a explica o porquê de determinadas coisas...
É ele, por exemplo, quem diz a Alice que todos, naquela terra são loucos e que o motivo dela estar lá seria porque, provavelmente, teria sua própria dose de loucura.
Ele é a criatura sábia que conduz e aconselha Alice em sua aventura, como se fosse uma consciência figurativa.
E é ainda tipo um pensamento científico da narrativa porque comprova o que fala, embora mantenha sempre sempre uma linha tênue entre a genialidade e a loucura...

Hoje dei comigo a sentir-me esta Alice. E, claro, o gato tem imensa razão...]





("- ... desde que eu chegue a algum lado, acrescentou Alice a título de explicação.
- Oh, certamente que hás-de chegar, disse o gato, desde que caminhes o suficiente.")
*

terça-feira, 8 de abril de 2008

.(Con) FUSÃO de sentidos.


.

Peito que bate...aceleração descompassada.
Transpiração ofegante...respiração calma...
Pessoas...tickets nominais...bagagens anônimas...portão de embarque.
Lábios controlados...mente seca.
Palavra que cala.Silêncio que fala.
Loucura sã.
Certezas baseadas numa icognita.
Destino planejado.Conhecido caminho desconhecido.
Passos trilhados.Mapa com bússola.Bússula que desorienta.

Desembarque flutuante.

Cama cúmplice.Karmas compartilhados.
Metáfora real.
Frio que acolhe.Calor que transcende.Vontade que acorda.
Mãos que choram.Olhos suados.Beijos mofados.
Colo que alimenta.Coração que sustenta.
Velas roubadas.Pedras perfumadas.
Olhos na alma.Cabeça nas nuvens.
Um em dois.Dois em um.

Idas com voltas...

Força retroativa.
Metade que completa.
Pedaço que fica.
Metade que leva.
Força.

E certezas.




.



.


"Can you go another round?
I will follow you down and out...
Lets go another round...
I will follow you down and..."
.




[Escutava a menina de olhos vidrados e mãos gélidas naquela tarde enquanto cruzava o portão de embarque...
E qndo teve que voltar cantou novamente para si mesma...agora num tom afirmativo...
Sentindo-se completa...ainda que desejasse vc por inteiro...e tivesse deixado sua metade na volta...]


*

.

Entrou devagar para não se assustar.
Seu corpo era apenas sombra.E na escuridão de dentro, se viu cega.
Tateou.
Por instantes, percebeu em si mesma o silêncio da respiração.
Umidade e visco na palma da mão.
Como evitar a vontade de estar bem longe dali?

Porque não era fácil...Não para ela...
Estar em um lugar aparentemente conhecido, falsamente decifrado.
Sim.Do lado de dentro!

O tempo levou o breu embora e os olhos já enxergavam cortes, secreções e
um lodo vermelho sob seus pés descalços...
E lá estava a dona-bomba,pulsando...na velocidade de um tic-tac-oco-ecoado
e denso, um tambor, remadas compassadas de escravos
confinados em um navio negreiro.

E ela.Diante daquilo tudo, dentro daquilo tudo...
Queria descobrir o sentido de ser assim tão como era, queria entender,
se retorcer e se trazer de volta.
Doía.Tudo nela doía.
E aquela dor, aquela angústia, aquela batida, aquele calor, reverberou em si
o mais terrível grito de todos... e gritou...até que não havia mais nada nela e tudo ficou ali, boiando na sua frente...

Esvaziada, se encheu.Havia algo dentro agora...

Bem perto daquela máquina sangrenta tic-tac-ando na sua cara tudo que ela havia gritado.
Saiu correndo, de dentro,não olhou para trás,com medo de se arrepender...


.
*

.Escreve tuas RETICÊNCIAS nas minhas ENTRELINHAS...


.
Já não te posso exigir
Que me deixe por aqui, na minha quina.
Fez-me tão sua
Que perdi meu endereço...


É tarde, sim.
Vicie-me nesta leveza de deitar em seu peito,
Inclinada sobre as tuas frases,
Pousada no silêncio da tua respiração...


E detenho-me em lembranças
Das tuas minuciosas histórias,
Dos teus beijos insistentes,
Das tuas mãos irrepetíveis...


E teus olhos...
Fizeste do presente
Esta mina de sensações
Que reluz diante da consciente vontade de ti.


Não é que a vida doa quando há ausência,
É que ela se faz mar com tua presença...
E já não compreendo como o céu pode ser tão azul se você demora,
Ou a noite tão estrelada se você se esconde.

Devo-te a sabedoria da partilha pura do desejo.
Devo-te o conhecimento da menina oculta...
Devo-te a construção da ponte sobre o buraco da nossa distância...

E porque ainda não te sei,
Ouve-me:
Não me deixe desaparecer...
Não desapareça.


*
.


É...as vezes olhamos para o céu e pedimos
por coisas que imaginamos que nos fariam felizes...
Mas, no fundo, no fundo...talvez não sabemos pedir.
.









[ Ainda bem que Ele se faz de surdo, vezenquando...]
*

domingo, 6 de abril de 2008

.Peculiaridade de diferenças.


.

Sobre o que nos difere e nos torna tão iguais é o que me intriga.

Essa ambiguidade em ser tão única e tão semelhante é um paradoxo que me faz sentir humana: ao mesmo tempo tão singular em meus pensamentos, minha maneira de enxergar o mundo... e tão homogênea pelas mesmas necessidades, medos e alegrias...
Somos todos igualmente únicos.
(...)

Somos todos peculiarmente iguais.





["Me leve para outro lugar...onde só eu e Deus possa me ouvir..."]



*




sexta-feira, 4 de abril de 2008

.:*:.



.


Eles sentem, sim, falta dos seus...
Sentem falta do entrelaçar dos dedos...
Sentem falta do calor, da segurança, do companheirismo...
Eles sentem falta da calma...
Sentem falta dos carinhos, da tranqüilidade...
Eles sentem falta do amor...
Sentem falta constantes das gargalhadas...
Sim... meus [pequenos] pés sentem falta dos seus [grandes] pés...
Por isso, trate de trazê-los logo pra cá...!


.



[Incrivel como cada pedaço meu tem a medida exata da tuas mãos...]



Saudade sem fim...sem fim...sem fim...

quarta-feira, 2 de abril de 2008

.Sábio o silêncio que habita o coração.

.




Hoje eu ia escrever para descrever a presença
absurda que você representa agora em mim...

Tentei em vão decorá-lo para depois traduzi-lo
e achar a palavra certa para minha estrofe sem fim...

Não deu...
Você foi mais longe...


Não importa que você não fale...
o que eu tento descobrir de nós e não consigo...

...SEU OLHAR ECONOMIZA PALAVRAS.




[Que saudade das tuas mãos nas minhas...]


*

segunda-feira, 31 de março de 2008

.( Re)encontro de almas.

.




.

Falávamos das coisas simples da vida,das emoções dos nossos corações sedentos um do outro...

Naqueles caminhos, me perdi e me encontrei...
Nos olhamos...nos evidenciamos, nos calamos...
E por fim o reencontro de almas.

As palavras não mais sufocaram,nem a falta delas...e fluíram como os ventos que sopravam animadamente meus cabelos, espalhavam nossos pensamentos por todos os lados, os mesmos ventos que vinham tirar do sufoco o grito aprisionado, e o fizera ecoar livremente...

Enquanto caminhávamos juntos, de mãos dadas, eu sentia na transpiração das mesmas toda a emoção um dia contida, sonhada, desejada...

E se não falávamos do futuro, é porque minha alma tinham sede de sorver cada instante daquela preciosa sensação...
E se ainda estava sonhando, era porque minha alma ansiavam um novo reencontro,assim como esse:
Sem atropelos, sem medos, sem meias palavras, nem meias verdades...sem receios, apenas uma grande comunhão entre dois seres que só queriam ser felizes...



.



["É que eu preciso dizer que eu te amo...te ganhar ou perder sem engano...
...Eu preciso dizer que eu te amo...tanto..."]



*

quarta-feira, 19 de março de 2008

..: A chave encontra-se debaixo do tapete :..

.
.

.
.

terça-feira, 18 de março de 2008

"Passear no teu céu..."


.

Estou indo...
E parece que já ouço a sua canção, como se os ventos me brindassem com ela...

Então...venha pássaro de candura, conceda-me suas asas mágicas.
Vamos para onde as nuvens escondem as belezas
que olhos alguns vislumbraram,
que alma alguma pulsou tão suave...

Envolva-se em minhas asas, cobre-me com tua candura...
Dar-te-ei um pouco mais um momento de felicidade,
como se fizéssemos um pacto para que o eterno seja o "cada instante"...

Assim, sendo, que os céus se abram para o nosso novo vôo ao infinito.
E que não nos percamos novamente por outros mundos...
que seja a sua...e a nossa canção, esse indelével deslumbre.





[E acabou as esperas!É hj,meu nêgo...]




*

sexta-feira, 14 de março de 2008

.(D)escrevendo Borboletas no estômago.

Ah...tipo assim...sei lá:

Encha o peito com mais de trezentos suspiros...
Quando estiver bem levinho,solte as amarras...e flutue.

Acho que é assim que me sinto...




*

quinta-feira, 13 de março de 2008

Dos diálogos entre pai e filha:









.

- Pai, aquele "fdp" abaixou a cabeça quando me viu...
- Não esquenta,minha filha...foi pra te reverenciar...
- hauhauahauahaua (ambos)

.




¹[Ai ai...Pai de peixa,peixão é!]

²[Eu deveria ter levado a sério naquela convenção,quando o Pedro Bial avisou: "Cuide bem do seu joelho..."]



*

terça-feira, 11 de março de 2008

.sobre oq bate aqui dentro.

[porque ele veio com uma válvula de preenchimento automático]
[ou: carta para alguém (de) presente na minha vida]





Ei,
Eu tenho procurado frases que possam completar um texto pra que eu te ofereça.
Eu não encontro...
Eu poderia falar das músicas que você manda pra mim (linda demais!) e de como meus ouvidos adoram ser silenciados por elas.
Poderia falar da minha vontade de ter um gravador pra poder escutar mil vezes cada palavrinha que sai da tua boca e do tanto que ela, a tua boca, em junção com tudo aquilo que faz parte de ti e do mundo que é teu (e que agora eu faço parte), me faz querer te beijar toda hora.
POderia falar dos meus sentidos qndo escuto tua voz mansa...
Eu poderia falar do tanto que eu gosto do tanto que você me admira em coisas que repudio em mim e de como às vezes eu tenho raiva de ti porque em alguns momentos você parece me admirar mais que eu mesma.
Ah vai...! Eu tenho milhões de motivos pra fazer uma junção de infinitas palavras e escrever algo de efeito que faça algum sentido pra gente, porque a nossa historia torta que começou diferente de tudo que a gente já viveu, já tem material suficiente pra virar uma balada de jazz ou blues...ou um reggae(no estilo que a gente mais gosta), um filme bom no escuro do cinema, um livro...
Só que eu não sei escrever nada disso. Eu penso em você e minhas palavras calam pra eu poder pensar outras tantas vezes e ouvir tua voz bem perto.

Eu sou uma tonta mesmo. Sem negociação.
Já te gosto muito.


[estranho seria se eu não me apaixonasse por você...]




“Sei que fico um tanto ridículo falando nesse tom, mas não consigo evita-lo: quando se quer explicar o inexplicável sempre se fica um pouco piegas”
– caio fernando abreu -



*

segunda-feira, 10 de março de 2008

.
-Oi...
-Oi,linda!te acordei?Só te liguei pra te dar boa noite.


(...)
E nem se deu conta,que a sua voz era a minha canção de ninar


.


[Ele me traz a tranquilidade de mais nada ter que esperar...]





"Quero voar contigo
pr´uma outra dimensão
me empreste suas asas
ou venha comigo.

Vamos anular o peso do corpo
E flutuar sobre as nuvens

Na insustentável leveza do ser,
Levitar sobre o peso de viver...

Não pra perseguir sonhos,
mas pra enlouquecer ventanias.
Vamos nos perder na nossa fantasia...

Me leve leve...
me leve leve... com você

Me leve leve com você
Vamos flutuar no espaço da poesia invisível.
Sem destino e sem cansaço...
Indivisível."


-MOSKa-



[E ele sabe como me levar as nuvens.E nos dois sentindos...nos dois sentidos...]



*

.Sobre pessoas.


.

Era uma vez um cara. Um cara imbecil. Não convém explicar o que é imbecil, porque se você não sabe o que é ser imbecil... bem... talvez você seja um. Ou uma. Sei lá. Como é que eu vou adivinhar seu sexo? Não sei. Nem sei quem lê ou quando lê isso aqui. Mas tinha esse cara e ele era imbecil e conheceu uma menina. Aí a menina... Não. Merda. Se eu disser o que a menina fez não vai ter graça. Se eu disser agora, claro, não vai ter graça. Vou mudar de parágrafo então.

Bem... aí um cara conheceu uma menina num lugar onde não se espera conhecer uma boa menina. Não um bordel, ou um copo-sujo ou seja lá o que você, seja lá qual for o seu sexo, pensou. É uma metáfora. E se você, seja lá qual for o seu sexo, não percebeu a metáfora... bem, talvez seja tão imbecil quanto o cara que conheceu a menina. Não que conhecer uma menina num botequim signifique que ela não preste. Ou num bordel. Mas é o clichê mais velho da humanidade: o cara que se apaixona por uma menina de bordel. Oras. Eu odeio clichês. E, merda, quantas vezes eu já falei que não gosto? Não responda, até porque eu não vou escutar, ou ler, ou me interessar pela resposta. Tô tentando contar a história aqui.

A tal menina era bacana, apesar do menino ser imbecil. Sacou? É que é fácil inferir que pessoas imbecis não conhecem pessoas bacanas, porque pessoas bacanas não se envolvem com pessoas imbecis. Ou o contrário. Tanto faz. Ou não. Talvez ela nem fosse bacana, já que o imbecil a conheceu num lugar onde não se espera conhecer uma boa menina. Não um bordel, ou um copo-sujo ou seja lá o que você, seja lá qual for o seu sexo, imaginou. Pois, então. Ela era bacana, ou não, mas o menino imbecil a conheceu. E pra ser sincero, depois de três parágrafos, perdi completamente a vontade de escrever. Ou não. Talvez eu não lembre mais o que me motivou a falar sobre o menino imbecil que conheceu a tal menina. O negócio é que, no final, com toda a certeza, com redondos e maravilhosos zeros num 100% de certeza, o menino imbecil descobriu que era bem mais imbecil do que imaginava. E tudo por causa de uma menina que conheceu num lugar onde não se espera conhecer uma boa menina. E que não era um bordel, nem um copo-sujo e nem nada que você, seja lá qual for o seu maldito sexo, imaginou.



.


*

[MUTE MEMORY]

.

Risos incontidos. Abraços perfeitos. Beleza que faz sofrer. Mudez telefônica. Músicas perfumadas. Liberdade imcompreensiva. Ciúme solitário. Banheiros chorosos. Saias para sorrisos. Conversas pra ontem. Olhares perdidos. Olhos caçadores. Olhos tristes. Anéis amargos. Ideais de asas. Sonhos fugitivos. Camas cósmicas. Paredes tatuadas. Versos brancos. Felicidade em calda. Exatidão desequilibrada. Chocolate prateado. Frio acalentado. Acordes desesperançados. Impaciência fria. Ambição cômoda. Comodismo impregnado. Mentira traída. Vácuo cortante. Solidão lançada. Pesca solitária. Isca concessiva. Asas quebradas. Tristeza triste. Dúvida inquestionável. Lágrimas celestes. Promessas amenas. Falsidade atenuada. Omissão constante. Fórmulas inúteis. Diversão proibida. Laços proibidos. Corpos salgados. Desejos impronunciáveis. Agonia repetida. Vida interrompida. Domingos inexistentes. Utopia de cabresto. Anjos demoníacos. Devaneios martirizados. Dança fúnebre. Alma mofada. Doença permissiva. Imaginação vampira. Sinceridade finita. Infinito desonesto. Lembranças sangradas. Sangue em pó. Ampulhetas implacáveis. Mensagens secretas. Mensagens cardíacas. Abandono ditador. Segundo plano. Confiança morta. Olhos tímidos. Dor desmotivadora. Motivos fracos. Metáfora real. Controle temporal. Tristeza que transborda. Lábios secos. Lábios úmidos. Clichês romancistas. Mente controlada. Reflexo revolucionário. Saudade que acorda. Bocas desconhecidas. Olhos incomuns. Raiva jamais vista. Ódio inconseqüente. Morte imaginativa. Fim eminente. Fim iminente. Eterna subjetividade. Livro sem final. Bússola no teto. Mentira desnorteada. Espada sem bainha. Vista grossa. Tênue monólogo. Anéis prateados. Beijos fantasiados. Completamente incompleto. Castanhos foscos. Castanhos distorcidos. Castanhos destorcidos. Saudade lunar. Prata amarga. Ciúme mudo. Lembranças difusas. Idéias egoístas. Egoísmo de amor. Desistência rara. Força retroativa. Loucura sã. Lágrimas desertoras. Normalidade costumeira. Costume doloroso. Camas compartilhadas. Lençóis amarrotados. Novidade sem valor. Hiato eqüidistante. Salas gelo. Salas gesso. Quadros cegos. Compromisso desgastado. Conspiração espiral. Chuva chorosa. Laranja púrpura. Tríade de muitos. Mensagens homicidas. Mensagens torturadoras. Filete vermelho. Peito em pedaços. Cheiro de chuva. Maçãs verdes. Sonho traído. Poesia talentosa. Inspiração sem causa. Respiração sobrevivida. Viagens egocêntricas. Viagens decididas. Ida sem volta. Crônicas amorosas. Rosas roubadas. Mãos dadas. Serras misteriosas. Colinas desconhecidas. Pseudo-liberdade. Uso indevido. Velas ao vento. Versos lindos. Escrita mágica. Olhos mel. Olhos meus. Filosofia entorpecente. Voz entorpecente. Veludo em voz. Curvas brancas. Linhas negras. Anjos negros. Estrelas congeladas. Luas azuis. Telhados saudosos. Poentes sônicos. Lágrimas peroladas. Olhos mortos. Telefones tentadores. Dedos nervosos. Toque trêmulo. Orvalho quente. Velhos amantes. Fim iminente. Fim eminente. Baús de lembranças. Trancas eternas. Amor autista. Amor? Amor.


.

[Tpm e ponto final]



*

.Seria assim...se assim fosse(?).


.
.
.

"- Eu não preciso de uma ilha.

- Mas não é por isso que você está comigo: porque eu vou te dar uma ilha?

- Não...

- Hum. Sei lá. Daria um filme, não?
Um cara que promete uma ilha pra garota e ela fica com ele esperando ganhar uma ilha. Mas na verdade eles só ficam juntos porque se amam muito além do inconcebível, daí a espera pela ilha é só um pretexto pra durarem eternamente, visto que ele comprar uma ilha é algo impossível.

- Huummm... vende a idéia.

- Para eu ficar rico e comprar uma ilha, né?"





[Rsrs...Bobo!]



*

quarta-feira, 5 de março de 2008

-AS MULHERES E A MÚSICA DO CASAMENTO-

(DA SÉRIE DOS TEXTOS ANTIGOS GRAVADOS EM DISQUETES)
-Pra homenagear minha pupila que sexta-feira vai dizer o seu "SIM"!-


Algum dia de dezembro de 2004

(...)
Entrei na era do confessionário. Virou mania minha catalogar manias.
Essas coisas engraçadas (e às vezes assustadoras) que toda mulher faz.
Que eu faço. Pelo menos uma vez na vida. Não importa...
Mas quem nunca pensou: "ah, essa é a música do meu casamento".

Hoje muita coisa mudou. Os desejos ficaram clandestinos. Fingimos não mais pensar na "música do casamento", mas sonhamos sozinhas com nossos Ipods pela rua, achando que "Thank you" do Led Zepelin poderia ser (porque não?) a trilha sonora perfeita para o SIM. (Ou seria "Todo amor que houver nessa vida" do Cazuza?).
É a mais pura verdade. A marcha nupcial é um clássico. Mas o nosso humor foge de qualquer definição...
Um dia queremos casar na praia.
Outro, na fazenda. Talvez - quem sabe?- numa rave.
Em Las Vegas... Ou na rua Álvares Cabral, de calça jeans e All Star.

Troquei de sonho, mudei de namorado e de faixa etária e, acumulei através dos tempos, uma quantidades de músicas que dariam uma coleção de CDs. (Será que alguém já pensou nisso?)
Somos mulheres independentes, inteligentes e fofas, pagamos nossos impostos,temos uma ou outra infração de trânsito, quase não desejamos mal...
Temos a tecnologia ao nosso lado, passamos esfoliantes com microesferas, não casamos virgens, reivindicamos nossos direitos(seja lá quais forem), e, quer saber?

CONTINUAMOS AS MESMAS DE SEMPRE.Eu,você e ela ali...

Colecionamos músicas de casamento e nomes dos nossos futuros filhos, acreditamos em amores eternos (quando não estamos desiludidas) e nos emocionamos quando nossas amigas escolhem seus vestidos de noiva. Somos românticas (e bregas) até que a realidade se instale. Talvez essa seja a maior verdade. Porque casar não é brincadeira. Vida a dois é uma montanha-russa. Quem não se segura, não chega vivo. Parece que o famoso"até que a morte nos separe" saiu de fininho e deu lugar à outra coisa: "Até que a vontade nos separe".
Será essa a nova frase antes do beijo?
Bom, se casar não é fácil, então, porque AINDA continuamos com as mesmas manias esquisitas de colecionar nomes de filhos, fotos de vestidos,músicas e sonhos?

Porque acreditamos!

Sem esperança e amor a vida não teria graça. Sem humor, muito menos.
Por isso, quando aquela tia ou parente distante me chega de mansinho e pergunta (antes mesmo de dizer Olá): "E aí, casou?" Respondo, sem muita cerimônia:

NÃO, EU AINDA NÃO ENCONTREI A MÚSICA CERTA.


.



[Ai,meu Deus...mas eu já achei a minha...!]


"Me ame com ternura/Me ame docemente.../Nunca me deixe ir
Você completou minha vida/se eu te amo tanto/Me ame eternamente
Me ame verdadeiramente.../Todos os meus sonhos realizados.
Pois, minha querida, eu te amo./E sempre amarei./Me ame eternamente...
Me ame por muito tempo/Me leve para o seu coração./Porque é a ele que eu pertenço.
E nós nunca vamos nos separar./Me ame eternamente.../
Me ame querida.../Diga que você é minha/e eu serei seu por todos os anos.
Até o fim dos tempos."



[Ai..ai...love me...love me...love me tender...]
:P



*

terça-feira, 4 de março de 2008

.CoreS.

.
Depois de tanto tempo, eu sei que deveria ter mais que duas mãos cheias de frases pra dizer pra você.
Acontece que o tempo passou, e passou mesmo.
Mas não passou o tempo em que elas se reviravam no estômago, faziam cócegas e se transformavam em sorrisos desacompanhados de consequência.
Não passou inclusive aquela série de dias em que elas se descontrolavam, entravam em ebulição e faziam meus olhos de escorrega.
Mas olha, a minha saudade não passou, porque eu prometi que ela não passa, e te falei que a minha vontade vai estar sempre aqui.
Só, por favor, não me deixa sozinha, segurando o que é pra ser seu, que não vou deixar nas mãos de outro, porque só cabe nas suas, como se fosse feito sob medida.

Olha pra mim...
Viu como os dias tem passado?
E tudo ficou tão mais colorido!
E foi tudo culpa nossa. Claro que eu to te incluindo! Porque não teria feito nada sozinha. Eu não teria ido buscar as latas de tinta se os dias não estivessem ficado cinzas de vez em quando.
Algumas vezes eu até misturei uma cor na outra.... e ficou tão bonito, que comprei uma tela novinha, pra preencher dizendo que te espero e que agora sou somente sua, em cores inéditas.





[Achei um lápis de cera no bolso do meu casaco azul...
Escrevi teu nome no teto.
Dormirei contigo todas as noites...]


*

(...)

.
O melhor de saber as verdades é que depois delas, mãezinha, nada vem...
E a gente fica assim, se prazeirando de olhar as coisas ao redor, vendo mesmo a substância de que elas são feitas, e a nossa fé burra no fato de elas existirem.
Tudo inexiste no seu colo, mãezinha, na garrafa de uísque quente, no mel do teu sabor.
O resto é invenção besta de gente que não sabe viver.




Infinitamente...obrigada pelo teu colo.



[Contei os planos...ela sorriu e disse-me q abençoava de olhos fechados.
Era tudo que eu precisava...]


*

.SoneTo do TeU CoRPo.

.
"Juro beijar teu corpo sem descanso.
Como quem sai sem rumo prá viagem...

Vou te cruzar sem mapa nem bagagem,
Quero inventar a estrada enquanto avanço...

Beijo teus pés,
me perco entre teus dedos.
Luzes ao norte, pernas são estradas
Onde meus lábios correm a madrugada,
Pra de manhã chegar aos teus segredos.

Como em teus bosques...
Bebo nos teus rios.
Entre teus montes, vales escondidos,
Faço fogueiras, choro, canto e danço.

Línguas de lua varrem tua nuca,
Línguas de sol percorrem tuas ruas.

Juro beijar teu corpo...
Eu juro beijar teu corpo sem descanso..."



.


[Dorme bem,meu sonho bom...]





*

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

"A minha estrada corre pro teu mar..."

.

"E assim então o teu segredo.
Teu segredo é tão parecido contigo...que nada me revela além do que já sei.
E sei tão pouco...como se o teu enigma fosse eu.
Assim como tu és o meu."
-Clarice Lispector-

.



(...)
Lembrei-me do perfume dos suspiros secretos (inaudíveis)
das borboletas inquietas e desconcertantes
que descansam onde agora o meu coração adormece.
... da sensação de que tudo será tão perfeito...
(será?)
Já é!





[Tô chegando meu nêgo...tô chegando...]



*

" Sou forte...mas não chego a teus pés..."




.
Ela é em mim o que eu não digo, as palavras que não ouso...
Minha espada e o meu escudo.
Os dedos que deslizam entre meus cabelos...
Meu colo e meu refúgio...
Minha fortaleza e minha fraqueza.
Olhos que questionam e que gostam quando questionados.
Ela é o azul em mim.O branco...e o lilás.
E sua voz é dessas para se ouvir de olhos fechados.
Mulher de reticências, nunca um ponto.
Ela continua sempre.
E continua em mim, mesmo quando distante...

E se me calo, perto dela, é porque ela é o que há de grande em mim...
O que não se explica , o que basta por apenas ser.



Eu conheci a vida pela luz dos olhos teus.
Minha vida,meu espelho...e que Deus me deu a sorte de tê-la como mãe.


[Vai dar tudo certo,minha Thuquinha...tudo certinho...
N.E.O.Q.E.A.V. ,ta?

Segura minha mão...Tô em ti...sempre: Cuquinha.]




*

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

.Vontade + Saudade.

.
"Tua palavra, tua história,
tua verdade fazendo escola
e tua ausência fazendo silêncio em todo lugar...

Metade de mim agora é assim :
de um lado a poesia, o verbo, a saudade...
Do outro...a luta, a força e a coragem pra chegar até o fim.

Enquanto houver você do outro lado,
Aqui do outro eu consigo me orientar..."




[Não há quem duvide que esse sorriso era pra você...]




*

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

"Quando o tempo ensinou respeitar o amanhecer, o mundo girou..."

.

Te guardo entre as coisas que não podem ser.
Te guardo.
Guardo teus azuis(aquele mesmo da tua blusa na última vez que te vi)...

Minhas palavras hoje que são tuas,as guardo, esperando teu sorriso, teu riso, tua boca...
Tuas coisas que agora não podem ser.
Te guardo sem te esquecer.
Vez ou outra te olho, te trago para o meu mundo, brinco com o improvável, com o inevitável.
Te espero.

(Me espera).
E nesse mundo que girou...giramos eu e você.
E nesse girar, nesse vai e vem de sentimentos e confusões me perdi, e me encontrei em ti a cada volta.
Já te falei do quanto sinto
E de tudo de mim que é seu... é somente seu agora.
Sem medo de sentir.
Mesmo tonta com todas essas minhas idas e vindas e voltas e ausências e
(re)encontros...
Ainda sou aquela que um dia calou.

Calo para "eles" que não entenderiam nunca o que somos nós, calo para eles sim, mas para ti sussurro...


.


[Agora durmo...porque quero 23 amanhecer...]



*

.Emiessiêni.

.


Ele diz:
Saudades de tudo aquilo que ainda não vivemos.

E ela?
Ahhh...ela suspira...suspira...enquanto faz as malas...

.


" Quando me vi tendo de viver comigo apenas e com o mundo,
Você me veio como um sonho bom...e me assustei..."




[Saudade!Vontade...]

*

.Chocolate sabor féu.





.

De feniletilamina,fez sentir-me um gosto de féu em minha boca.
Logo tu, quem sempre fez parecer doce o teu veneno...

.


[Ainda é pequeno demais pra destruir tamanho apreço q tenho a ti.
Time de fora nao é mais meu,doce de jiló...]




*

sábado, 23 de fevereiro de 2008

.E quem poderá.(?)

.
Um homem foi bater à porta do rei e disse-lhe:
- Dá-me um barco.
-E tu para que queres um barco, pode-se saber?
-Para ir à procura da ilha desconhecida.
Respondeu o homem.
- Disparate, já não há ilhas desconhecidas.
- Quem foi que te disse, Rei, que já não há ilhas desconhecidas?
- Estão todas nos mapas.
- Nos mapas só estão as ilhas conhecidas...
- E que ilha desconhecida é essa que queres ir à procura?
- Se eu te pudesse dizer, então não seria desconhecida.

(Exerto de "O Conto da Ilha Desconhecida", José Saramago)

.

(...)
E já que dizem que o pessimista queixa-se do vento,o otimista espera que ele mude...
Eu,como uma boa realista...ajustarei minhas velas...



[Estou indo...
Penso em vc...e o friozinho na barriga tornou-se inevitável...]


*

.Entre leões e borboletas.

.
Com a força de um leão e a leveza de uma borboleta..
Seguir com coragem e marcar sem deixar marcas.
Me perco entre leões e borboletas pensando nas alegrias e possibilidades do caminho.
Novas janelas se abrem e velhas portas se fecham.
Mudar, torcer e fazer valer.

Não sei a fórmula...nem tão pouco a opção certa.
Mas a resposta tá na viagem...
Correr por aí sem querer voltar, acontece toda hora.

As 24h que duram a vida de uma borboleta valem por todos os anos de realeza de um leão.
Um completa o outro..
Pare e pense por um instante...
Caminhar até o fim.
Eles caminham, vivem, lutam e deslumbram até o fim de suas estradas.
São fascinantes para quem quer que os olhe.
Se vivem 24h ou 24 anos.. Pouco importa...
Fazer valer não precisa de mais do que um segundo.

Aqui abro mais uma porta.
Abro minhas asas e sacudo minha juba.
Entre leões e borboletas, hoje eu fico comigo mesma.



.

"Se estou contigo,é porque estás comigo.E nós,não podemos nos perder..."
-MOSKA-




*

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Estória fictícia se escreve com "Es" né? Então,vamos lá :

UMA HISTORINHA :

.

Ela tocou a campanhia e me pediu apenas que pagasse três reais naquela vela.Era uma vela bonita ...aquelas de 7 dias...envolta num alumínio com um desenho de Santo Expedito.
Tudo bem que a minha doutrina nunca foi ligada ao catolicismo e muito menos nunca voltei a minha devoção à santos.
Mas eu sempre gostei de velas...
No manual havia uma explicação que qndo a vela era acesa,aparecia a oração de Santo Expedito gravada nela.Era necessário rezar um pai nosso,uma ave Maria ,fazer o sinal da santa cruz...e em seguida fazer um pedido.
Confesso que quis acender a vela por curiosidade...só para ver de que forma surgiria essa suposta oração na embalagem que a envolvia.
Mas assim a fiz.Depois de acesa...a oração : o pedido!
Qntas coisas Deus meu...me vinharam na cabeça.Quantas coisas!
Um pedido é tão pouco para tudo que quero...!
Mas prossegui.
Fechei os olhos e pedi apenas prosperidade.
Prosperidade,meu Pai...prosperidade.
E o resto...ah,o resto...Tu sabes bem o que é que é bom pra mim.

.



Santo Expedito foi martirizado na Armênia, ele era militar, e um dia, tocado pela graça de Deus, resolveu mudar de vida.
O espírito do mal apareceu para ele em forma de corvo e lhe segredou:
"Cras, Cras, Cras", - palavra latina que quer dizer amanhã, isto é, Deixe para amanhã! Não tenha pressa! Adie a sua conversão!-
Santo Expedito, pisoteando o corvo, esmagou-o gritando: "Hodie", que quer dizer hoje: "Nada de protelações é para já"!

Por isso que Santo Expedito é sempre invocado nos casos que exigem solução imediata, nos negócios urgentes, e que qualquer demora poderia causar grande prejuízo.
Santo Expedito não adia o seu auxílio para amanhã.
Ele atende hoje mesmo, ou na hora em que precisamos de sua ajuda. Mas ele espera que também nós não deixemos para amanhã nossa conversão.

O Santo é também protetor dos militares, estudantes, jovens e viajantes.


.




[Coincidência ou não...o telefone tocou,a viagem foi marcada,e email esperado chegou.
Ela era uma velhinha tão simpática...!
Ainda que as coisas não se concretizem,espero tê-la feito pelo menos feliz...
Apenas.]



*

.Sim...eu disse sim.


"De repente fico rindo à tôa,sem saber porquê...
E vem a vontade de sonhar,de novo de encontrar."


[E sobre a canção dedicada]
...Te diria que algumas canções simplesmente possuem braços.
Algumas dão a mão pra gente. Outras, nos abraçam...
Tem aquelas que nos seguram quando estamos caindo.
E tem também aquelas que nos agarram e nos fazem girar no céu...voando alto...flutuando com o coração na boca...


(...)
Ontem,cedo da noite eu adormeci.
Confesso que no meio do dia me peguei pensando em você...e soltei um sorriso silêncioso meio que abobalhado...
Engraçado...naquela hora senti sendo acordada todas as borboletas do meu estômago...



*

.Das coisas IN(esperadas).



.

"E a saudade em mim agora...
Quanto tempo será que demora,um mês pra passar...?"

.



*

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

.ERRO! ( A página não pode ser exibida...)

Sabe quando você só tem uma conexão discada, digita um endereço e espera ansiosamente para que a janela branca que se abre tome cor e forma?
Daí você olha pra barrinha onde o azul marinho vai preenchendo devagaaaaaar e fica na expectativa do que vai aparecer.
E... de repente... é uma página com fundo branco, sem graça com os seguintes dizeres:

.
.
Um dia deparei-me com a sugestão “Clique no botão Atualizar ou tente novamente mais tarde” mas faltou-me coragem pra isso.
Faltou coragem ou sobrou discernimento.
Discernimento que me dizia que aquela página não era pra ser aberta porque não daria certo. Não era pra dar.
Talvez a culpa tenha sido minha.
Talvez eu tenha digitado o endereço errado...
Até aceitaria que alguém “detectasse as configurações de rede” e me dissesse o que houve de errado, mas duvido muito que o relatório a receber seria satisfatório...
“A página que você procura não está disponível no momento.
Talvez o site da Web esteja passando por dificuldades técnicas ou você precise ajustar as configurações do navegador.”



[Ou a culpa é sua... ou as minhas configurações precisam ser ajustadas.]



*

.Sem olhar pra trás.



Entrei por janelas, portões e frestas.
Fiz uma verdadeira invasão e no meio da ocupação, desisti de conquistar o território.
Parti.
Sai deixando portas entreabertas, pistas e pegadas.
Desisti da luva e marquei sem querer minhas digitais na fechadura.
Vesti um sobretudo, escondi-me em disfarces e tentei não ser notada.
Acho que vou mudar meu nome, trocar de carro, falsificar minha identidade.
Fujo do continente tendo na mente a certeza da terra errada.
Talvez por um engano, talvez por desencanto... talvez foi só uma bússola quebrada.

.Fugere Urbem.


Adeus.
Que se rompa o fio último de tudo.
Eu quero a felicidade pura e destilada. Que ela venha clandestina e plena.


Tenho sede de plenitude.

Chega desse sofrimento dosado. Quero a libertação absoluta, total, intensa.
No meio de tudo veio a vontade mais forte de ser ainda mais eu.
Quero voar alto e forte.
Quero voar longe, bem longe.
E rápido.

O desejo do desconhecido me fez desgostar do óbvio. E querer o improvável.

Eu quero o espanto, a descoberta, a autenticidade. O previsível me enjoou.

Eu quero o improvável.




["Estou voltando pra casa...outra vez!"]
*

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

.About you.


.
Ele tem tudo o que ela não gosta.
Gosta da solidão, mas não gosta de ficar sozinho.
Não gosta de reggae, gosta do superficial.

Não gosta dela e ela não gosta dele.

Ele gosta de garotas hard rock, mini saia topo preto e barriga lisa.
Ele gosta de ser louco, manifesta o "sou solteiro e to feliz".
Ele bebe pra caralho, e fica sempre na dele, ele não liga sempre, ele ama vídeo
game, ele é o filho da mamãe!
Ele canta todas as musicas em inglês e canta cada refrão que parece
com ela de uma maneira toda infantil.

Ela não gosta dele e ele não gosta dela!

Ele não é apegado, manifesta bem o refrão " A liberdade manifesta o desapego."
Ele não malha todo dia,mas tem porte de atleta e vive a caça.
Ele se abre às vezes, e fica com tanto medo do que disse que fica frio no
mesmo instante.
AS vezes ele liga de madrugada e ela nunca atende,
afinal de contas ela não é maluca por ouvir a voz dele e odeia ser
segunda opção (pelo menos dele né?).
Aos 15 ele optou ir a Disney...ela, conhecer as praias do Nordeste.
Ela se divirte com seu jeito de moleque mimado responsável.
Seu orkut é o mais engraçado, ele tem todas as comunidades do Rock Balboa, é fã do
Jaspion e diz claramente que ama o Sul.

O que ela é na vida dele?
Nada, assim como ele tbm é nada na vida dela!

E por que está escrevendo dele? Simples, ele é simples, ele a enxerga do jeito que ela é.
Vive a dizendo o quanto ela é mimada, a apontando defeitos, rir dos seus erros.
Ele é tudo aquilo que ela nunca quis, e no final sabe tbm que ela é tudo aquilo que ele nunca vai querer.
Mas nas horas vagas eles se divertem!
E eles continuam se falando...outras vezes apenas brigando!
Ela sabe que na quinta-feira ele vai ligar de madrugada dizendo alguma coisa sem sentido, e que na sexta vai ligar arrependido por ter sido tão dramático, e se ela não atender, o que
geralmente acontece, ele finge que não lembra e da um sorriso torto.


Eles combinaram de não ficar mais, e estão conseguindo. Mas quinta
passada ele ligou, e ela não atendeu.
Na sexta ele riu, no sábado eles nem lembraram.
Ele não acredita em amizade entre homem e mulher e ela não acredita nele, assim eles vão levando a vida, e qualquer dia desses eles acham a metade que vai preencher...

Enquanto isso ela escreve de alguém que não se apegou pra não voltar a
escrever do grande apego da sua vida!
Escreve do moleque, do meio homem que passou como chuva de verão na sua vida e a deixou uma virose...mas que apesar de tudo deixou um quê de quero mais.

Mas eles combinaram e ele vai tentar acreditar em amizade e ela em desapego!!
Porque no final o que vale são as lembranças...e aquilo que a gente consegue pegar delas, é descobrir a essência, e não a parte superficial.

No final de garota mimada ela virou uma grande amiga pra quem não
acreditava em amizades, e de garoto enxaqueca ele virou uma brincalhão
que a faz rir nas horas mais ridículas.


E no final ele ama vídeo game porque esse treco tem controle e ELA não!!




*

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

.E vou esquecer tudo que tinha esquecido de não esquecer.

.
Eu já busquei as estrelas e já lhe dei lápis de cera...
[Estou colorindo nossa amizade.]

.



*

.

"Às vezes é bom sumir. Outras vezes é bom ficar calado e deixar as coisas correrem paralelas. Muitas vezes é importantíssimo escutar o toque do celular no meio da noite.

Há dias em que tapas no rosto e lágrimas escassas valem mais do que filme e sorvete em dias de chuva.

De vez em quando não escutar o que não queremos é perfeito. O problema é escutar o que queremos de vez em quando.

Houve um tempo em que o cheiro da pele não mudava e, quando mudou, mudou. Agora têm aqueles dias em que o cheiro volta e dá saudade do filme e do sorvete.

Às vezes é bom conversar. Outras vezes é bom xingar, pedir desculpas e não precisar conversar.

Muitas vezes bate uma solidão estranha. E de forma tão estranha ela também vai embora. Ah... e há dias em que é bom ir embora. Sem tchau, sem beijo. É estranho e, às vezes, necessário.

De vez em quando o nosso quarto fica meio escuro e a gente chora. O problema é quando choramos de vez em quando sem o quarto.

Houve um tempo em que os espelhos nem importavam tanto e, quando começaram a importar, ficou ruim. Agora têm aqueles dias em que o espelho te olha de volta e dá saudade do tchau. Do beijo.

Às vezes é bom apagar os velhos desenhos. Outras vezes é bom abrir as gavetas e reler as velhas marcas de grafite. Muitas vezes é ruim não ter ninguém pra conversar.

Há dias em que é melhor não acordar e/ou sonhar com o dia em que seria bom acordar.

De vez em quando não ser o acompanhante desejado machuca muito. O problema é não ser desejado como acompanhante de vez em quando.

Houve um tempo em que se separavam as músicas pelas pessoas que elas lembravam e, quando isso acabou, perdeu a graça.

Às vezes é bom esquecer. Outras vezes é bom lembrar do que foi bom. Muitas vezes a gente não entende o choro das outras pessoas.

Há dias em que a gente some. Aí, quem sabe, os outros lembram de você.

De vez em quando tudo faz lembrar o que seria muito, muito melhor esquecer. O problema é esquecer de tudo que seria muito, muito bom lembrar de vez em quando.

Houve um tempo em que pensar no recomeço seria pecado e, quando não recomeçou, foi pecado mesmo.

Um minuto, um dia, um mês ou mais. Não importa o tempo que se demora pra enxergar e aceitar certas coisas.
O que importa mesmo é não sentir mais falta de andar de mãos dadas..."





*

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

.Eu FaÇo TeATrO.


Contra a ignorância, o terror, a falta de educação, a ausência de sentimento,a propaganda de promessas, o conforto moral, a ordem acima do progresso,tuas palavras infâmes e teu silêncio gritante...eu faço teatro.

Faço teatro pra dar sentido às potencialidades, pra ocupar o tempo, pra desatolar o coração, pra provocar instintos, pra fertilizar razões, por uns trocados, por uma boa bisca, porque é fundamental e porque é inútil.

Pra subir na vida, pra cair de quatro, pra se enganar e se conhecer...contra a experiência insatisfatória;pra desatar o nó na garganta...se for o caso, eu faço teatro.

Faço teatro para não me tornar ainda pior do que somos.

Pra julgar publicamente os grandes massacres do espírito.

Pra viabilizar a esperança humana, essa serpente...

Pra esquecer as cicatrizes deixadas que ainda proferem sentenças...

Faço teatro de manhã, de tarde e de noite. Sou uma conveniência de emoções, 24 horas distribuindo máscaras e raízes.

Faço teatro de tudo, o tempo todo, porque acredito que a vida pode ser tão expressiva quanto a obra e que posso ter a chance de concebê-la e "manipular" alguns sentimentos.
Porque estou acordada. Porque sonho meus pesadelos.

Faço teatro apesar daqueles que, por um motivo que só pode ser estúpido estejam "contra" o teatro. Aliás, o que pode ser "contra" algo tão "a favor"?

Vou continuar fazendo teatro contra a mediocrização do pensamento; a desigualdade entre os iguais e a igualdade dos diferentes...

Vou fazer teatro contra o MAU teatro que querem fazer da minha realidade.

Farei teatro pra explicar-me... ainda que mal – e ao mal de todos nós dar-me algum destino menos infeliz.

Fararia teatro pra morrer de rir e pra morrer melhor.

Pra entender o inestimável, se esfregar no infalível, conhecer a nobreza, experimentar as mais sórdidas baixezas, pra brincar de Deus...

Ainda assim farei teatro, comendo o pão que os diabos amassam, os pratos feitos que as produções financiam e os jantares que tu me ofereces.


Fazemos teatro sim, tem gente que não faz e está morrendo...



[E essa que é a verdade.]






*adaptação de um pequeno trecho que vi por aí...e de repente quando vi,já estava exorcizando alguns sentimentos meus e o transformado em texto.*



*

.Seu olhar me olha...

...mas já não consegue me alcançar.
Meu Deus...como me dói esses teus sorrisos nos dias de chuva.
Se preocupa não...eu sei me virar bem.
(Com a porta trancada e as cortinas fechadas o mundo não me afeta.]




*

.Desorientada.


.

...Então eu corri e olhei pro céu.E o Sol
me deu Bom dia.

.


*

domingo, 10 de fevereiro de 2008

.Quem é ela:

Quem ela é?
Ela não é.
Ela está sendo...

(...)
Porque hoje, não lhe cabe dizer muita coisa...
Porque trovejou a noite toda ...
Porque perdeu o sono ...
Porque a comida esfriou ...
Porque o teu sorriso, ainda a perde ...
Porque existe "tempo de chorar" ...
Porque ela quer, mas não devia ...
Porque sinte saudade ...
Porque finais felizes ...
Porque faltou um beijo ...
Porque faltou um abraço mais demorado ...
Porque uma dor que nasce à flor da pele ...
Porque uma angústia, uma vontade, uma inquietude ...
Por que ... uma pergunta.




[POr isso colocou o óculos escuro ao passar por ti.]


*

sábado, 9 de fevereiro de 2008

.Closed eyes.


.

"Nunca te convidei para minha vida
por mais que a noite pedisse por companhia semelhante à sua ...
Nunca te chamei! ...
talvez em silêncio,
mas não há forma de você ter ouvido
mas você veio! ...
Ah ... sabendo de todo o fim
e ainda assim, escolheu me machucar...de novo ...
eu havia me acostumado a ser só ...
mas você!
ah ... você ...
é uma pena ...

Tenho uns olhos ainda iguais àqueles que te olharam um dia.
[depois se perderam]
porque olharam-te perto demais
sob a luz de mentiras cintilantes
e sinto que bastaria olhar-te para que tudo voltasse
[outra vez]
mas sei que meus olhos não te reconheceriam
[reconhecer-te-iam ...]
não mais.
tu já não tem as mesmas mãos ...
e teus olhos não tem mais luz ...
[ficaram só as mentiras]

.





Me apetece dizer que raspas e restos não me interessam mais."




*

.Sem Título.

.

Ele não entende de tristezas ...
Mas e agora?
Que parte de mim está vazia e se entristece? ...
Ele não entende de madrugadas também ...
nem as mensagens que a lua manda em segredo ...
Ele não entende a importancia de não saber sorrir
e nem sabe o por quê do preto-e-branco ser tão assim ... sei lá ...
ele não entende de silêncios ...


.

.Somente e só.


.
Hoje me defino com as palavras do Caio F:
"Desespero cercado de paz por todos os lados ..."

.






*

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

"Todo Carnaval tem seu FIM..."

...E não houve tempo sequer para mim.
Não houve tempo de tirar as roupas sujas.
Não pude trocar as malas.
Não ganhei o teu melhor sorriso.
A céu tava nublado.
Mas você estava aqui...não estava...?
[Impressão minha ou dormimos de mãos dadas...?]
.
.
.
.

.
.
.
.
.
De volta à Windtown...



*

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008


.
"-Três mil quinhentos e sessenta e sete...três mil quinhentos e sessenta e oito...três mil quinhentos e sessenta e nove...três mil quinhentos e sententa...Três mil quin...
-Hã...?
-Shhhhhh...Dorme,minha princesa.Dorme...Tô só contando todos os seus pêlinhos para que nenhum deles fique sem um beijo meu quando eu for embora...Shhh...Dorme...dorme...




[Ela o abraçou forte...como se abraçasse o tempo...] "


*

"Deixe a porta aberta quando for saindo..."



.
Percebeu que estava com vontade de chorar.
E então ela chorou.
Ela a que não podia ter chorado,chorou...mostrando a todos o quanto ainda era fraca.
Mas foi um choro contido...que ficou por dentro...
Mas ainda assim,chorou...
Chorou como uma criança quando constroi o seu castelo de areia e vem o mar e derruba tudo...
Sentia o vento carregado de sal e água.
(Como aquela água salgada que costumava molhar seus papéis, suas frases)
Batia forte no rosto fazendo perder o fôlego, como quando tua roupa desabotoava assim distraidamente só dela te olhar.
O mar balança, o vento chicoteia quem vai na frente, ela na frente peito aberto, o frio que corta, a água que molha, o barco balança, ela balança quando pensa em ti.
E no meio daquele mar ela ficou tão pequena, e a dor pareceu dissolver em meio de tanta onda, e nada resta senão fechar os olhos e sentir, o mar, o vento, o sal, você...(distante,um dia.)

Mas a dor era só dela.
[E era esse o motivo do silêncio.]







[Te odiei por quase um segundo.]

*
Saudade de casa(reticências)